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BL Clássicos

Leia duas novas críticas no quadro BL Clássicos: "The Misfits" e "How to Marry a Millionaire".

21.10.11

Especial de Halloween! Saiba o que ver e o que não ver neste Halloween

ESPECIAL DE HALLOWEEN


Como nos aproximamos do Halloween, resolvi fazer uma lista com as críticas dos melhores e dos piores filmes de terror arquivados no blog para se assistir no Dia das Bruxas! Vamos começar com os melhores.
Obs: Os filmes não estão listados em nenhuma ordem especifica.


O Mistério das Duas Irmãs (The Uninvited, 2009)

Anna(Emily Browning) retorna para casa depois de ter sido internada em um hospício. Com sua volta, ela começa a ver fantasmas que tentam lhe dizer algo sobre o incêndio que matou sua mãe(Maya Massar), e começa a suspeitar do estranho comportamento da namorada de seu pai, Rachel(Elizabeth Banks). Junto à sua irmã, Alex(Arielle Kebbel), Anna tenta descobrir a verdade sobre a morte de sua mãe antes que seja tarde demais.

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/10/o-misterio-das-duas-irmas-e-um-thriller.html


Atividade Paranormal 3 (Paranormal Activity 3, 2011)

O roteiro do filme conta a história de um casal perseguido por um espírito maligno em sua própria casa, em que vivem também suas duas filhas. Em uma tentativa de desvendar esse mistério, o casal instala câmeras por toda a casa para capturar as ocorrências das atividades estranhas que perturbam seu dia a dia. O longa é um prelúdio dos dois primeiros da franquia e se passa quando as irmãs Katie e Kristi ainda eram crianças.

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/10/atividade-paranormal-3-mescla-medo.html


Deixe-Me Entrar (Let Me In, 2011)

Owen (Kodi Smit-McPhee) é um garoto solitário, que vive com a mãe e é sempre provocado pelos valentões da escola. Um dia ele conhece, perto de sua casa, Abby (Chloe Moretz). Sempre nas sombras, ela aos poucos de aproxima de Owen e logo se tornam amigos. Só que Abby possui um segredo: ela é muito mais velha que sua aparência indica e necessita de sangue para sobreviver. Para consegui-lo, seu pai (Richard Jenkins) realiza assassinatos na surdina, de forma a retirar o sangue das vítimas e levá-lo para Abby.

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/10/deixe-me-entrar-e-sombriamente-lindo-e.html


Splice: A Nova Espécie (Splice, 2009)

Elsa e Clive, dois cientistas revoltosos que renunciam acordos jurídicos e éticos, desafiam a ciência para forjar um perigoso experimento: combinam os DNAs de um humano e um animal para criar um novo organismo. Batizado com o nome "Dren", a criatura rapidamente se desenvolve, passando de uma jovem criança deformada a uma bela e perigosa quimera. Inicialmente o novo ser cria uma relação de afetividade com seus criadores, mas não tarda a mostrar seu lado mortal.

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/10/questao-de-genetica-femea-ou-macho.html



A Hora do Espanto (Fright Night, 2011)

Charley (Anton Yelchin) está encantado por sua namorada Amy (Imogen Poots), o que faz com que ele não dê muita atenção ao papo do amigo Ed (Christopher Mintz-Plasse) sobre o fato do novo vizinho dele, Jerry Dandridge (Colin Farrell), ser um vampiro. Na verdade, nem mesmo sua mãe Jane (Toni Collette) acredita que ele possa fazer mal a alguém, mas o sumiço de Ed faz com que Charley comece a investigar e a sua descoberta coloca todos a sua volta em perigo. Sua única salvação parece ser Peter Vincent (David Tennant), um famoso mágico da cidade, que parecia entender tudo de vampiros, mas depois afirma ser tudo fantasia. E agora? Conseguirão eles se salvar das garras do terrível vampiro?

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/10/hora-do-espanto-ressucita-nao-so-os.html



Premonição 5 (Final Destination 5, 2011)

Na trama desta quinta edição, a morte é despertada após a premonição de um homem que acaba salvando um grupo de colegas de trabalho de um colapso terrível numa ponte. Mas este grupo de almas inocentes nunca deveria sobreviver, e, em uma corrida contra o tempo, o grupo tenta freneticamente descobrir uma maneira de escapar agenda sinistra da Morte. O filme conta com um surpreendente que vai fazer muitos irem pra trás com seus sustos e efeitos.

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/09/premonicao-5-inova-franquia-e-leva-para.html



A Hora do Pesadelo (A Nightmare On Elm Street, 2010)

A história acontece com quatro adolescentes. Todos são atormentados por horríveis pesadelos com o maligno e desfigurado maníaco Freddy Krueger, um assassino de crianças e adolescentes que morrera queimado. Enquanto esteve vivo, Freddy matou pelo menos vinte moradores da Rua Elm, utilizando-se de mortais garras de aço que construíra e acoplara em uma de suas mãos. Descoberto pelos pais, ele foi acuado e queimado vivo em seu antigo local de trabalho, uma caldeira abandonada. Mas seu espírito vingativo retorna e se manifesta nos pesadelos dos filhos de quem o matou. No ambiente dos sonhos, Freddy ataca os adolescentes, que só conseguirão sobreviver se acordarem a tempo. Se morrerem nos sonhos, acontecerá o mesmo na vida real. Nancy descobre a verdade sobre Freddy e tenta matá-lo novamente. Freddy Krueger foi criado por Wes Craven para ser mais um serial killer silencioso, no estilo de Jason Voorhess e Michael Myers. Nos filmes seguintes da série o personagem passou a ganhar mais humor negro.

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/08/hora-do-pesadelo-apresenta-uma-nova.html

Predadores (Predators, 2010)

"Predadores", um novo filme do universo de Predador, com produção de Robert Rodriguez, é estrelado por Adrien Brody como Royce, um mercenário que relutantemente lidera um grupo de combatentes de elite e descobre que eles foram levados para um planeta alienígena para servirem como presas. À exceção de um médico que caiu em descrédito, todos são assassinos a sangue frio: mercenários, mafiosos da Yakuza, presidiários, membros de esquadrões da morte - ou seja, "predadores" humanos que agora serão sistematicamente caçados e eliminados por uma nova raça de Predadores alienígenas.

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/07/critica-predadores.html


E agora, vamos aos piores da Blaster Lizard...


Atividade Paranormal (Paranormal Activity, 2007)

Um jovem casal de classe média se muda para o que parecia uma típica casa de subúrbio. Tudo parece bem até que começam a ser incomodados pela presença de um ser demoníaco que age principalmente durante a noite, enquanto eles dormem. Escrito e dirigido pelo estreante Oren Peli, o filme, baseado em suas próprias experiências quando se mudou de casa e passou a ouvir estranhos barulhos, foi rodado em 2007. O visual do filme remete à "Bruxa de Blair".

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/10/atividade-paranormal-tem-uma-otima.html


Resident Evil 4: Recomeço (Resident Evil: Afterlife)

No filme, Alice (Milla Jovovich) continua em sua jornada em busca de sobreviventes da infestação. Uma pista promete um local seguro para todos, e ela segue a Los Angeles, mas quando chega lá descobre que a cidade está tomada por mortos-vivos – e Alice e seus aliados estão prestes a entrar em uma armadilha. Ali Larter retorna como Claire Redfield. Spencer Locke, o K-Mart de "A Extinção", também volta. Wentworth Miller será Chris Redfield, um dos mais importantes personagens da saga nos games. Já o vilão Wesker é vivido por Shawn Roberts.

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/07/resident-evil-4-recomeco-nao-e-um-bom.html


Esperamos que a lista tenha lhe ajudado, e que se divirta conferindo estas obras. Afinal, é o Halloween...

"Atividade Paranormal 3" mescla medo, suspense e sustos em um filme altamente assombrante

Se você não se assustou com o primeiro "Atividade Paranormal"(Paranormal Activity, 2007), prepare-se, pois o terceiro capítulo da franquia é altamente assustador e perturbador para os mais fracos. Seguindo o padrão da franquia, o terceiro filme regressa ainda mais no tempo e conta como a atividade começou. Bem, eu não diria que explica tudo(vendo o filme, você nota perfeitamente que algo foi guardado para o quarto longa), mas a partir desse, você consegue entender os anteriores perfeitamente. Ao contrário dos filmes anteriores, esse contém um pouco de humor para aliviar a tensão, e seguindo a risca do costume dos filmes de terror, faz algumas pegadinhas com o espectador. A protagonista da franquia, Katie(Katie Featherston/Chloe Csengery), passa a bola para sua irmã Kristi(Sprague Gayden/Jessica Tyler Brown) ter mais atenção nesse longa. Kristi possui um amigo imaginário, Toby, com quem conversa sobre segredos e faz favores. Dennis(Christopher Nicholas Smith) começa a notar as estranhas conversas de Kristi e algumas coisas inexplicáveis acontecendo em sua casa, então resolve colocar três câmeras no local, uma na sala/cozinha, outra no quarto de suas filhas e outra no próprio quarto, gravando em fita cassete(O filme se passa em 1988). Quando Kristi decide desobedecer seu amigo imaginário e o mesmo vê que está sendo "investigado", a situação se complica para a família de Kristi. O terceiro longa pega o conceito do primeiro e o eleva à máxima potência, contendo cenas REALMENTE assustadoras, um pouco de humor, um suspense que funciona muito melhor do que nos filmes anteriores, deixando qualquer espectador aflito e muitas vezes não querendo ver o que vem a seguir. O filme não é repetitivo e também não enrola como o primeiro capítulo. O primeiro ato se concentra mais na investigação de Dennis sobre Kristi e seu amigo imaginário(Assim, os sustos se resumem mais às pegadinhas do filme), no segundo tal amigo começa a agir radicalmente e o terceiro conta com uma conclusão sombria e assustadora que ficará na mente de alguns por muito tempo. As atuações são todas ótimas, destaco principalmente as jovens Chloe Csengery e Jessica Tyler Brown, encarnando suas personagens ao fio da navalha. Dos personagens, Toby é o mais interessante, mesmo sendo algo invisível não interpretado por nada além de efeitos práticos(Ou CG, em uma certa cena em que podemos ver o demônio ser coberto por poeira). O filme apresenta o amigo invisível como um personagem que, como dito no primeiro filme, existe somente para perturbar a família. Ao contrário do primeiro longa, o demônio age de forma muito mais radical neste, e você pode enxergar muito bem quando o mesmo se irrita e libera sua fúria. A ausência de trilha sonora não incomoda e consegue trazer um certo realismo maior à obra, e os efeitos, tanto práticos quanto o pouco CG usado, são excelentes. O problema é que o filme não parece de fato real, não parece ser filmado pelos personagens, mais parece se passar em primeira pessoa, como se você enxergasse através dos olhos do personagem na maioria das cenas. Uma coisa que contribue para isso é a gravação em HD, que definitivamente não se parece com fitas cassetes gravadas em 1988. A imagem é muito perfeita para um VHS, poderiam ter acrescentado mais efeitos de danificação às fitas ou coisa do tipo e menos qualidade de captura para parecer algo mais real. Também foi claramente utilizada mais edição para melhorar a qualidade do que no primeiro longa, que realmente parecia um longa amador feito para faculdade de cinema, este parece muito mais profissional. Com a tensa conclusão, você consegue entender muito melhor tudo o que aconteceu nos filmes anteriores, mas também nota que algo foi guardado para um possível quarto filme. Com o baixíssimo custo da franquia e os altos lucros, é de se esperar um filme por ano. A curtíssima duração do filme, que tem 85 minutos, voa aos olhos do espectador, mas isso não é necessariamente um defeito.
Conclusão: Superando em todos os aspectos os seus antecessores, "Atividade Paranormal 3"(Paranormal Activity 3, 2011) é um ótimo filme de terror para este Halloween, com sustos, suspense, uma pitada de humor e um amigo imaginário(não tão imaginário assim) rancoroso que se magoa fácil com quebras de amizade, por tanto, não o perturbe, ou ele perturbará você! Recomendado!

Nota: 9.0

19.10.11

"Atividade Paranormal" tem uma ótima ideia que se perde em enrolação

ATIVIDADE PARANORMAL


Sim, finalmente "Atividade Paranormal"(Paranormal Activity, 2007) chegou na Blaster Lizard. Com todos os comentários, todas as polêmicas ao redor do filme, e com o lançamento do terceiro capítulo nesta sexta, resolvi assistir aos dois primeiros antes de ir ver o terceiro no cinema. O fato é, como filme de terror, é o tipo de filme "love it or hate it", sem meio termos. Como um filme, poderia ser muito melhor no desenvolvimento de sua trama. O filme conta a história de um casal que é atormentado por um misterioso demônio. Só isso.
De fato, isso é o suficiente pra fazer um bom filme de terror, mas acaba que o assim chamado "filme mais assustador de todos os tempos" não é tão assustador assim. Desde o início, o filme tenta te convencer de que é real, e não uma simples ficção. Para tal, o filme segue os passos de "A Bruxa de Blair"(The Blair Witch Project, 1999) e nomeia seus personagens de acordo com o nome real dos atores que os representam. Antes de qualquer coisa, sendo este um filme altamente popular e assistido, há possíveis spoilers nesta crítica.
Katie Featherston e Micah Sloat fazem um ótimo trabalho como o casal atormentado pelo demônio invisível, as atuações são boas o suficiente para fazer alguém acreditar que o filme é real, e o modo como a maioria das cenas se desenvolvem, sendo este um filme no estilo "filmagens encontradas", também é convincente. Mas, provavelmente, o fato do filme inteiro se passar diante da câmera é um de seus defeitos. Muitas cenas seriam melhor desenvolvidas e entendidas num estilo normal - Afinal, apesar do filme tentar te convencer que é real, todo mundo sabe que isso é uma obra de ficção. Nas cenas em que Katie e Micah estão dormindo e o demônio age, o modo "filmagens encontradas" funciona muito bem, mas em cenas onde os dois estão investigando e tentando encontrar uma maneira de parar o demônio, não cai tão bem assim. O modo como o casal investiga, as informações que eles obtem e como chegam até elas te fazem pensar que talvez possa realmente existir demônios que te assombram à noite, mas sejamos francos, uma obra de arte cinematográfica não se faz apenas disso. A primeira uma hora do filme é quase um sonífero, sendo salva apenas pelo carisma dos atores que fazem com que o espectador se interesse em saber da origem de tudo isso e se importar com eles. Você também não cai no sono de tanto tédio porque a incerteza cresce ao longo do primeiro e do segundo ato, se é que podemos usar esses nomes aqui, os personagens ficam cada vez mais incertos do que realmente está atormentando eles e do porquê tal entidade está fazendo isso. No quesito desse tipo de suspense, de fazer com que o espectador espere por mais e mais, o filme cumpre a tarefa com eficácia. Entretanto, no momento em que você espera que o pior ainda está por vir e o mal realmente dará as caras... Nada demais acontece. O filme também não explica basicamente nada do que ocorre, como por exemplo na cena em que o Dr. Fredrichs(Mark Fredrichs) entra na casa para ajudar o casal, diz que não pode ajudar no momento e simplesmente sai. Provavelmente o diretor/roteirista Oren Peli fez isso com a intensão de atrair mais o público para a continuação, mas Peli deveria saber que esse tipo de furo deve ser colocado no final do filme ou após os créditos, e não durante o desenvolvimento de sua trama. Leves referências que talvez possam passar despercebidas, tudo bem, mas cenas expostas desse tipo que deixam um enorme buraco de dúvida no filme não podem ser usadas no meio da fita. O suspense consegue fazer com que você fique curioso para saber o que acontece a seguir, mas as cenas não são fortes o suficiente para te deixar aflito ou nervoso com a situação. Não há trilha sonora, mas a ausência da mesma acaba não sendo um defeito neste filme. Não há nada o que falar sobre cinematografia e fotografia, uma vez que tudo é totalmente cru. Os efeitos são todos práticos, não há CG no filme, e em sua maioria são utilizados de ótima forma, exceto na cena em que o cursor da tábua ouija começa a se mover, o que pareceu muito falso.
A conclusão do filme parece um tanto apressada e totalmente inexplicada. Simplesmente parece que aquele não é o final do filme, o mesmo parece incompleto. Isso sem mencionar que, após atiçar toda a curiosidade do espectador, o filme termina no momento em que ele vai começar a ficar assustador.
Conclusão Final: "Atividade Paranormal"(Paranormal Activity, 2007) tem ótima ideia, porém esta é mal conduzida pelas mãos de um diretor inexperiente e se perde totalmente quando o terror começa a realmente aparecer e o filme simplesmente acaba, não se tornando nem ao menos divertido. Há enormes buracos e fatos inexplicados, o que torna necessário ver as continuações, mas ao mesmo tempo que para ver estas seria necessário também ter a má experiência de ver o primeiro filme, uma vez que é uma franquia completa.

Nota: 3.6

16.10.11

"Deixe-Me Entrar" é sombriamente lindo e assustador

DEIXE-ME ENTRAR


Depois de um breve comentário sobre "Deixe-Me Entrar"(Let Me In, 2010) em minha crítica de "A Hora do Espanto"(Fright Night, 2011) e com a volta dos bons vampiros aos cinemas, não poderia deixar de escrever minha análise sobre esta maravilhosa obra de arte.
Eu não assisti ao longa original, "Deixe Ela Entrar"(Let The Right One In, 2008), de origem sueca, então não posso comentar sobre a função de fidelidade desse remake em comparação ao original, julgarei-o como uma obra separada, como costumo fazer com remakes.
A ideia é bastante original: Abby(Chloë Grace Moretz) é uma misteriosa garota de 12 anos que se muda para a vizinhança de Owen(Kodi Smit-McPhee) e faz amizade com o mesmo. O que Owen não sabe é que Abby é uma selvagem vampira que não pode caçar por ser muito jovem, então seu guardião(Richard Jenkins) é responsável por matar pessoas e retirar seu sangue, para levá-lo à Abby. A situação se complica quando um determinado policial(Elias Koteas) começa a investigar os misteriosos assassinatos e o guardião de Abby se vê sem saída.
O filme começa nos apresentando o policial, interpretado muito bem pelo desconhecido Elias Koteas e o guardião de Abby. Richard Jenkins faz muito bem o seu papel, ele estrutura o personagem de modo à mostrar um enorme afeto por sua protegida, ao mesmo tempo mostrando-se frágil ao confrontá-la, deixando claro desde o começo de que não é o pai de Abby. Owen também é muito bem representado por Kodi Smit-McPhee, que dá personalidade frágil e inocente ao pobre garoto que sofre de bullying na escola e encontra amor e vingança em Abby. Owen não tem amigos, então forma uma profunda relação com a vampira da porta ao lado. Como pode ver, tudo gira ao redor da jovem sanguessuga, então vamos falar dela. Chloë Grace Moretz entrega aqui o que é provavelmente a melhor atuação de sua carreira. A jovem atriz mostra seu verdadeiro potencial na pele de Abby, interpretando a personagem de forma que a mesma se mostra ao mesmo tempo relutante para começar amizades e também carente de carinho e proteção. Abby se vê numa relação decadente com seu guardião e ascendente com Owen, que mostra do começo ao fim estar determinado a protegê-la. Mesmo tendo seu lado fraco e delicado, Abby é extremamente selvagem quando sedenta por sangue. O filme se desenvolve à maneira de que a situação fica cada vez mais complicada para Abby viver e manter seu relacionamento com Owen, e a carismática vampira faz com que o espectador torça por ela. Aqui, não temos caninos nem a chance de ver um vampiro temer um crucifixo, mas, como o próprio nome diz, os mesmos precisam ser convidados pra entrar em uma casa e também queimam no sol. Há cenas muito sangrentas e pertubadoras no filme, o que me fez pensar em como diabos a censura ficou tão baixa no Brasil(14 anos). Todos os personagens se relacionam muito bem um com o outro, e a química entre Chloë e Kodi é simplesmente perfeita. A cada encontro dos personagens dos mesmos, eles se importam mais um com o outro e se determinam ainda mais a se proteger. Os bullys da escola de Owen também recebem o devido destaque(e o devido fim), sendo bem interpretados por Dylan Minnette, Jimmy "Jax" Pinchak e Nicolai Dorian. Ritchie Coster, que interpretou o mafioso Chechen em "Batman: O Cavaleiro das Trevas"(The Dark Knight, 2008), também está no elenco. Coster interpreta o professor de educação física, aparece pouco e não é de extrema importância para o longa, mas demonstra suas habilidades como o ótimo ator que é. Definitivamente um artista que merece mais espaço em Hollywood. O CG é pouco usado aqui, efeitos práticos entram mais em questão, mas nas poucas horas em que os efeitos gráficos são usados, estes são perfeitos. Sendo um filme de terror que se passa em tempos antigos(eu diria anos 80, pois o jogo Pac-Man já existe no filme e o mesmo foi criado na década de 80), a fotografia do filme é mais descolorida, destacando pouquíssimas cores. A manipulação de luz e sombra é perfeita, fazendo com que as cenas noturnas sejam extremamente góticas e obscuras aos nossos olhos. A mixagem de som também não peca, apresentado ótimos efeitos sonoros de sangue e batidas de porta que não fazem apenas os personagens ficarem tensos, mas o espectador também. Entretanto, a trilha sonora instrumental, apesar de intensa, é pouco presente e pouco marcante quando aparece. Apenas o tema principal do filme, que toca em um momento próximo de seu final e durante os créditos, é verdadeiramente memorável e muito bonito. O diretor Matt Reeves, responsável pelo decepcionante "Cloverfield: Monstro"(Cloverfield, 2008), faz um ótimo trabalho nesta fita. Os ângulos de filmagem são bem simples, mas conseguem chamar mais a atenção em momentos em que a câmera filma por cima, um modo bem simples e útil de mostrar o que precisa ser mostrado em devida cena, e que não fica feio na tela. O filme contém hits conhecidos como "Let's Dance", de David Bowie, "Burnin' For You", do Blue Öyster Cult e entre outros, tendo uma excelente escolha musical para a trilha sonora do filme. A conclusão do filme é ao mesmo tempo sangrenta, bonita, triste e feliz. Quem não gosta de finais felizes e quem não gosta de finais tristes provavelmente vai se contentar com o final deste longa, irá entender quando assisti-lo.
Conclusão Final: "Deixe-Me Entrar"(Let Me In, 2011) é uma esplêndida obra de arte goticamente linda guiada pelo extremo talento da jovem Chloë Grace Moretz, que tem um longo caminho pela frente. Acima de terror e suspense, este é um filme de romance, num estilo totalmente alternativo de "A Bela e a Fera", onde a Bela também é a Fera. Há um potencial para uma sequência sim, mas o diretor tem que estar bem seguro para fazê-la, pois este é um filme tão magnífico que seria uma pena vê-lo sendo estragado por uma sequência ruim. Recomendado!

Nota: 10,0

15.10.11

"Os Três Mosqueteiros" não é ótimo, mas é o melhor filme de Paul W.S. Anderson até agora

OS TRÊS MOSQUETEIROS


Quando fiquei sabendo que Paul W.S. Anderson dirigiria a adaptação de "Os Três Mosqueteiros", de Alexandre Dumas, fiquei com os quatro pés atrás. De todos os filmes que eu vi dirigidos por Anderson, nenhum é verdadeiramente bom. E, convenhamos, "Os Três Mosqueteiros" não é o estilo de Anderson. Acabou que a experiência não foi ruim, mas o filme ainda não é bom.
"Os Três Mosqueteiros"(The Three Musketeers, 2011) conta a história de d'Artagnan(Logan Lerman), um jovem espadachim que tem como objetivo seguir os passos de seu pai e se tornar um mosqueteiro. Em uma enrolada viagem à França, d'Artagnan tromba com Athos(Matthew Macfadyen), Porthos(Ray Stevenson, o Frank Castle de "O Justiceiro em Zona de Guerra") e Aramis(Luke Evans), os três mosqueteiros. Em ordem de evitar uma guerra desnecessária, d'Artagnan e os mosqueteiros fazem uma aliança para proteger a França dos planos do Cardeal Richelieu(Christoph Waltz), do ambicioso Duque de Buckingham(Orlando Bloom) e da bela e traiçoeira Milady de Winter(Milla Jovovich).
O longa abre com uma cena de invasão protagonizada pelos mosqueteiros, não há muitos duelos, mas as cenas de ação já mostram a cara em ótimos combates protagonizados principalmente por Aramis e Porthos. A ação é a grande aposta do filme, tendo em vista que todas as cenas de ação são muito bem coreografadas e executadas, especialmente os duelos de espada. Logan Lerman e Milla Jovovich mostram que pegaram firme nos treinos com espada e protagonizam as melhores cenas de ação do filme. Paul W.S. Anderson tem muitos defeitos como diretor, isso é um fato inegável, mas outro fato inegável é que o diretor sabe conduzir muito bem cenas de ação. Para evitar que o filme fique cansativo e repetitivo, as cenas são bem variadas entre duelos de espada, combates mano-a-mano, tiroteio e até mesmo uma sequência em que dois "navios voadores" batalham com seus canhões. Os efeitos de slowmotion são muito mais controlados e melhor usados do que no último filme de Anderson, "Resident Evil 4: Recomeço"(Resident Evil: Afterlife, 2010). Aqui o diretor acerta em cheio nos momentos que usa o slowmotion, sem prejudicar nem um pouco as cenas de combate e mantendo o filme num rítimo acelerado e com muita ação. Os efeitos especiais são ótimos, o que era algo a se duvidar, uma vez que a maioria dos filmes do Anderson tem efeitos ruins ou medianos. Neste longa os efeitos são perfeitos, em muitas cenas é difícil diferenciar o CG dos efeitos práticos, o diretor conseguiu adicionar os efeitos de modo que ele se mistura muito bem ao filme e te convence que é parte dele. As atuações são todas muito boas, Logan Lerman apaga a imagem do fraquíssimo "Percy Jackson e o Ladrão de Raios"(Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief) e encarna d'Artagnan de forma digna, roubando muitas de suas cenas. Matthew Macfadyen também faz uma ótima atuação como Athos. Porthos e Aramis são pouco destacados, mas também são bem interpretados. Ray Stevenson chega a lembrar um pouco de seu personagem em "Thor"(Thor, 2011), mas interpreta Porthos de forma muito mais durona. O Duque de Buckingham é bem representado por Orlando Bloom, que compõe o personagem de maneira a ser charmoso e educado, características importantes em um vilão desse nível. Christoph Waltz, que despontou no ótimo "Bastardos Inglórios"(Inglourious Basterds, 2009), faz bonito nas cenas em que aparece, mas quem acaba por fim roubando a cena é Milla Jovovich. A belíssima e competente atriz, que decepcionou com sua fraca atuação em "Resident Evil 4: Recomeço", faz uma ótima interpretação aqui. Sua personagem é totalmente diferente da protagonista da franquia decadente de zumbis, Alice. Milla representa Milady como uma vilã simpática e carismática, que consegue manipular e conquistar não só os personagens com quem contracena, mas também o público que assiste. A vilã luta de forma sútil e se mostra muito agilidosa tanto em combates quanto na arte de espionar e negociar. Ela consegue fazer com que quase todos os personagens com quem negocia dependam da fidelidade dela, e protagoniza algumas das melhores cenas de ação. Milady pouco usa seus poderes de sedução, ela domina quem precisa com sua simpatia. Seu jeito de invadir, lutar, falar e roubar é sempre muito meigo, mostrando que a personagem tem uma personalidade um tanto infantil, fato que é complementado por cenas em que Milady fica emburrada quando algo dá errado para ela. Milla é sem dúvida a mais carismática do elenco, deixando-nos anciosos para vê-la como Milady de Winter novamente em uma possível continuação do filme. Apesar das ótimas atuações, muitos personagens são mal aproveitados e desenvolvidos. Dos mosqueteiros, apenas Athos e d'Artagnan parecem existir; Porthos e Aramis não aparecem muito e tem poucas falas, se destacam apenas em algumas cenas de ação, o que é um grande defeito em um filme com um grupo de protagonistas. O filme apresenta Buckingham como o vilão principal da história, mas o personagem aparece pouco e é basicamente jogado fora na cena em que d'Artagnan foge de sua residência, que entra sem qualquer preparação ou antecipação dramática. Além disso, todo o drama e rivalidade de herói e vilão é jogado em cima de Rochefort(Mads Mikkelsen), coadjunvante totalmente desnecessário para o desenvolvimento da trama. O clímax da aventura faz com que o objetivo maior pareça ser fugir das forças de Buckingham e Richelieu do que evitar uma possível guerra. A trilha sonora, apesar de agradável, acaba se tornando muito genérica, parecendo-se com uma mistura de "Piratas do Caribe" com "Sherlock Holmes". A mixagem de som é perfeita, principalmente em duelos de espada, onde os efeitos sonoros são aplicados de modo bem preciso e sem falhas. A cinematografia é boa, principalmente em cenas noturnas, a luz é manipulada de forma excelente e o fato dos óculos 3D diminuírem a luminosidade em 20% não atrapalha na experiência. O 3D, por sinal, é fraco. Há sim algumas cenas em que os efeitos 3D são muito bem notados, mas ainda sim, estas são poucas. Economize seu dinheiro e assista ao filme em 2D. A conclusão do filme parece um pouco apressada, mas isso também não é um defeito muito relevante do filme, que acaba com uma brecha pra continuação extremamente exagerada, Paul precisa manerar mais as aberturas que deixa para que seus filmes continuem, uma vez que essas devem manter discrição sendo apenas pequenas brechas, e não um enorme arrombo que faz o espectador pensar que o filme ainda não acabou.
Conclusão Final: "Os Três Mosqueteiros"(The Three Musketeers, 2011) não é um bom filme justamente pelo mal aproveitamento de seus personagens e de seu enorme potencial, mas é extremamente divertido. Quem procura por uma ótima aventura com muitas cenas de ação, espadas e efeitos especiais vai encontrar o que precisa nesta fita, porém os mais exigentes irão se decepcionar.

Nota: 6.9

Let's Find Makarov


Sneak Peek Completo de Modern Warfare 3: Campaign, Multiplayer & Spec-Ops: Survival.

Campaign - Campanha Um Jogador (REDEMPTION)
A campanha de Modern Warfare 3 faz parte de um dos melhores enredos já vistos na série de FPS da Activision. Contendo aprox. 15 missões solo (single player), MW3 ofereçe divertimento e ação realmente dignas de uma Terceira Guerra Mundial (WW3 significa World War 3, consequentemente Terceira Guerra Mundial)

Soap Mactavish e John "Price" não estão sozinhos desta vez, acompanhados da Delta Squad (Grupo Tático Delta, presente também como um pointstreak em Spec Ops Survival) que está tentando impedir um genocídio mundial. As missões Black Thuesday e Hunter Killer você joga como Frost, um membro da Delta Squad que precisa impedir certos ataques em Nova Yorque, uma delas dentro da cidade do sonho americano, e a outra, por baixo da ilha de Manhattan, sabotando um ataque surpresa contra os americanos por parte dos russos.

O som e a trilha sonora é otima, os gráficos conseguem ser mais magníficos do que em Modern Warfare 2 porém sua Engine básica não mudou, foi apenas aderido melhoramentos, uma leve mudança nas texturas e todo um re-processo na parte de danos como explosões e tiros.

Apesar de MW3 parecer ser o melhor jogo da franquia, está ainda um pouco claro que sua campanha solo não pareçeu ser tão intensa quanto em Black Ops nos primeiros gameplays, mas depois que vimos o segundo trailer, os trailer do multijogador e das Operações Especiais, voltamos a apostar que a Sledgehammer e a Infinit Ward está realmente incentivando todos a mudarem e serem mais criativos quanto a série.

Nota para Campanha: 10.0
+ Ação do que em Modern Warfare 2 + Enredo Base + Conclusão Épica
- Missões Principais - Cenas cinematográficas



Multiplayer - Multijogador

O modo multiplayer de Call of Duty sempre foi um marco forte para os jogadores, que a cada título inovava ainda mais, porém o que é interessante nesse multiplayer é que, ele resgata várias características dos outros Cods, retira o que é inutil para o título e ainda por cima acrecenta mais novidades, como o helicóptero de Battlefield que é controlado por controle remoto e retira os Killstreaks, substituindo pelos Pointstreaks (é necessário além de matar, cumprir certos desafios e missões no decorrer da partida para conseguir armaduras de Juggernaut, conseguir o Predator Missile ou até mesmo uma Stealth Bomb).

Os mapas neste Call of Duty estão muito mais extensos, oque pode dificultar um pouco para uma partida bacana, como visto em Black Ops (os mapas de suas DLCs eram tão grandes que era praticamente impossivel se encontrarem lá dentro).




Em fim, Modern Warfare 3 já garante um multiplayer de deixar o queixo de qualquer um caido, seja pela novidade de que agora, com os Pointstreaks, você não é mais obrigado a usar o último pointstreak que você ganhou para poder usar aquele que antecedia a este. Também por conta de que, agora sem os Cod Points (dinheiro usado em Black Ops), você poderá desfrutar de todas as armas que o jogo ofereçe, exeto Second Chance Perk e Auto Grenade Laucher, que são exclusivos para o modo Spec Ops Survival.

Nota para Multijogador - Multiplayer: 9.5
+ Pointstreaks + Armas e Attachments - Second Chance e armas apelativas
+ Extensão dos mapas (pode ser ruim ou pode ser bom, depende do jogador)


Spec Ops: Survival - Op. Especiais: Sobrevivência

O modo Special Ops mudou muito em relação ao seu antecessor que era dividida em 5 classes de dificuldade, com 5 grupos de fases. As dificuldades seriam: none, light, medium, heavy e massive. Porém, neste modo spec ops, as coisas mudaram, e mudaram drasticamente.

Em um estilo Cod Zombies, agora as missões são divididas por waves (hordas de inimigos) que se caracteriza com aparições de Juggs, de inimigos com as mais diversas armas, Enemy Chopper Gunner, Enemy Airstrike. Neste caso, há algo parecido com o Cod Points visto em Black Ops que fará que conforme você mate inimigos, você suba de level através de xp (experience points) e possa comprar armas e desbloqueá-las.

Como no multiplayer original, você vai subir de level normalmente, existira um leaderboard próprio pra isso. Quanto ao Special Ops, também haverá como jogar hordas em mapas do multiplayer ou mapas próprios criados exclusivamente (assim como as armas, como por exemplo a Auto Grenade Launcher).



E finalizando também este Sneak Peek com o Special Ops, podemos ter absoluta certeza de que este jogo oferece sim tanto quanto Battlefield 3 ou Far Cry 3. Incluindo seus gráficos que sofreram uma grande melhora, porém não absurda. Modern Warfare 3 é um masterpiece dos jogos de fps e com certeza você vai adorar gastar cada centavo, e desperdiçar cada hora zerando este belo e lindo jogo.

Nota para Spec. Ops - Operações Especiais: 10.0
+ armas exclusivas + baseios em cod zombies + Waves infinitas + Guerra Frenética
- a experiencia é muito boa, mas vai enjoar... cedo ou tarde.

Nota Final: 29.5/30

14.10.11

QUESTÃO DE GENÉTICA: FÊMEA OU MACHO?


Splice - Nova Espécie mostra o que pode aconteçer caso os seres humanos queiram ir além da clonagem humana.

Primeiramente, é preciso relatar que este filme é indescritivel na primeira meia-hora assistindo. Você não faz a menor idéia sobre a imagem que o filme quer trasmitir (se ele quer te assustar ou fazer você pensar... Ou nennum dos dois... Ou ambos sei lá). Mas oque deixa claro, é que além do filme ter aquela "pitadinha" de suspense, ele também tem certas cenas bem "descontraídas" incluindo sexo alienígena digamos voluntário por assim dizer.


Splice - Nova Espécie é um filme ótimo, com bela fotografia, um ótimo cenário de filmagens, um bom elenco de atores e atrizes e uma boa trilha sonora, também tem uma boa história e bons efeitos gráficos e de cinema. Mas Splice também deixa um pouco a desejar, principalmente quando falamos da demora que ocorre entre um fato e outro, enquanto eles podiam muito bem aproveitar mais o nascimento da criatura e explicar um pouco melhor certos fatos como por exemplo, explicar por que santo Deus a aberração pode mudar de sexo a cada relação sexual, sem mudar seu DNA, mas afetando suas emoções, gostos, jeitos e trejeitos?


O filme também poderia extender o período de vida da pobre coitada (ou coitado, depende da última furnicada ou 'gratinada' que ela/ele deu) da(o) Glen, inventando uma simples desculpa de que seu metabolismo é altamente acelerado, e atravessando um monte de fatos, como a transformação e o comportamento do Splice aos poucos. Mas isso não tira e nem um pouco a magia que o filme traz a você.

Apesar de Glen ser um animal (se é que podemos chamá-lo disso), você torce para ele muito mais do que para os humanos, que são tão perversos como ele(a). Porém, o bicho faz o que faz por instinto, enquanto os humanos tem a opção de se preservarem e portanto, preservarem aquela espécie.

Splice não é um animal muito diferente dos outros, além do simples fato de ter sido criado em laboratório, ele continua sendo um animal na qual é predador de humanos e outros animais depois de uma certa idade (no início de seu crescimento, ele só se alimenta de alimentos com sacarose). O que o diferencia dos outros é que Glen apesar de ter seu instinto, também tem sentimentos muito apurados, como no caso em que ele mata seu felino de estimação preferido depois da pessoa na qual o deu a ele(a) maltratou-a(o).

Splice - Nova Espécie é um filme recomendado para maiores de 12 anos (de acordo com a Blaster Lizard), e com toda certeza, todos irão adorar assistir este filme divertido e assustador. Com aquele suspense que aguarda em um final muito experado, porém épico.

Nota: 8.2
+ Terror na dose certa + Suspense enigmático + Uma dose quente ao filme
- Tempo para explicar fatos - foco na(o) Glen

She's my daughter... She have my DNA.