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22.8.12

FALL OF CYBERTRON: Uma guerra onde todos perdem...



Transformers: Fall of Cybertron
Por K. Valente

Após o sucesso do lançamento “Transformers: War of Cybertron”, a High Moon em parceria com os direitos da Hasbro  e publicação pela Activision iniciou o projeto para uma sequencia direta da aventura iniciada no primeiro título da série. E, cavalheiros, considero esse um jogo diretamente capacitado a competir nas altas categorias do “Spike Video Game Awards”. Disponível para Xbox 360, Playstation 3 e Microsoft Windows.
Sempre que coloco os jogos dessa série no Xbox 360, me pergunto com Michael Bay e sua produção milionária conseguiram errar tanto na franquia cinematográfica. Se o enredo dessa série não é impecável, chega muito perto disso. Vemos a melhor adaptação da franquia iniciada de um modo menor promissor com o lançamento de uma linha de brinquedos, seguida de uma série animada que foi o ponto alto da infância de toda uma geração.

A jogabilidade é prática e fluída, utilizando como base a engine Unreal, que vem acompanhando diversos ótimos jogos dessa geração (leia-se Assassin’s Creed e Batman: Arkham Asylum e City). Essencialmente, Fall of Cybertron é um jogo de guerra. O foco é a troca de tiros em terceira pessoa, as batalhas em campo fechado ou aberto, buscando seja território ou simplesmente defender a própria sobrevivência. Diferentemente do primeiro jogo da série, dessa vez não é mais possível alternar entre personagens, sendo que o menu da missão permitia escolher um entre três jogáveis. De início, achei isso um ponto criticamente fraco, mas ao começar a jogar compreendi o objetivo. Limitar as missões a um personagem específico, permite diretamente a exploração ao máximo das capacidades e habilidades de cada. Por exemplo, Optimus Prime, e apenas ele é o principal Autobot que luta em campo aberto, e suas missões parecem verdadeiras zonas de guerra. Compensando o fato de não poder alternar entre o personagem, surgem os reforços durante as missões.  Por exemplo, enquanto marcha com Optimus defendendo o quartel general Autobot e a nave que os salvará de Cybertron, você recebe suporte de diversos Autobots no decorrer da missão, seja te auxiliando em zonas de tiro, defendendo alvos, ou, no caso o Metalplex, marcando alvos para seguinte bombardeio.
O combate se baseia dessa vez em quatro equipamentos: uma arma de fogo leve, uma arma pesada e dois equipamentos à sua escolha. As armas e equipamentos podem ser alternados, e nesse capítulo da série, é possível comprar novos itens, armas e upgrades através das centrais que encontrará durante as missões. Complementando, surge o ataque corpo-a-corpo, basicamente igual para todos e baseado num ataque com lâmina. O modo veículo é rápido e útil, uma vez que dessa forma a cobertura blindada de cada Transformer reduz drasticamente os danos que receberia. Sim, cavalheiros, estratégia. Como disse acima, as habilidades de cada personagem são exploradas ao máximo, e cada um possui uma habilidade especial. Optimus é forte fisicamente, embora acabe sofrendo por sua envergadura quanto a velocidade, ele marca alvos para bombardeio; Cliffjumper, pequeno e veloz, é versátil em espionagem com sua habilidade em ficar invisível por tempo limitado; Jazz, rápido e maleável, utiliza um arpão para alcançar lugares mais altos.  

Indo além, uma sequencia de missões será realizada com o uso dos Combaticons, um grupo de elite formado por Decepticons militares. Essas missões são coroadas com a possibilidade de realizar um desejo que existe há muito tempo, e para muitos fans da série: jogar com Bruticus. A versão combinada dos Combaticons é de longe o mais poderoso personagem que o jogador poderá assumir, e seu vasto poder de fogo torna a missão onde o controla extremamente divertida. Apesar da perda de velocidade devido ao tamanho, ele é basicamente intocável.
Por fim, outro ponto alto do jogo vem através de Grimlock, o tiranossauro, e sua capacidade de se transformar através do acumulo de raiva (rage).

O visual e gráficos receberam certas modificações. A qualidade gráfica, como em quase todas as sequencias em jogos, recebeu uma leve melhora. Os cenários focados numa Cybertron devastada pela guerra estão impecáveis, apresentando perfeitamente a civilização avançada que dá nome ao jogo. Seu planetário, apresentado na missão com Cliffjumper gera uma certa nostalgia, num momento onde somos apresentados ao nosso próprio sistema solar, que seria o próximo ponto de exploração, uma vez que Cybertron foi condenada. O visual dos personagens recebeu uma leve modificação, e isso pode ser facilmente notado ao olhar para o Optimus. Não apenas ele, mas outros personagens também receberam uma modificação na distribuição de massa e densidade dos membros, apresentando um visual com maior ênfase de gladiador, para combates mais intensos em momentos de necessidade, no caso, de um planeta em guerra. Não apenas nos personagens, o visual das armas sofreu modificações, refinando sua aparência e permitindo um controle de disparos mais fluído.


Não costumo utilizar a Xbox Live, mas o modo multiplayer desse jogo apresenta o centro das DLC’s lançadas e ainda agendadas. Os modos jogados na Live comportarão modo de sobrevivência e combate, com diversos personagens não presentes no modo campanha, como o restante dos Dinobots e outros personagens, como Perceptor, Ultra Magnus, Blast Off, Wheeljack e Zeta Prime. Além deles, teremos skins baseadas na versão G1 e G2 de alguns personagens, em outras palavras, o visual clássico deles. Por fim, a grande novidade é a possibilidade de criar o próprio Transformer para esse tipo de missão, escolhendo entre quatro classes diferentes e centenas de peças para compor o personagem. Seja online ou offline, a diversão é garantida.

Em resumo, Fall of Cybertron foi um dos lançamentos de 2012 que mais me divertiu, e pelo Metacritic em 80% de aprovação, vejo que não foi só a mim que a Activision agradou. Pode não ser o melhor jogo do ano, mas com toda certeza é um dos mais completos, nostálgicos e interessantes. E agora? “Vida longa a Megatron” ou “Liberdade é um direito de todos”?

Nota: 9,0 

19.1.12

Top 5 melhores filmes de sci-fi de 2011 do Amante Felino

Agora é a vez da ficção científica, do sci-fi! Confiram os 5 melhores de 2011:


5 - O PREÇO DO AMANHÃ (In Time)

Estrelado por Justin Timberlake e Amanda Seyfried, "O Preço do Amanhã" conta a história de um jovem que vive num futuro onde as pessoas têm suas vidas limitadas com tempo, tendo que usá-lo como dinheiro e trabalhando para ganhá-lo. Os ricos são imortais, e os pobres têm que lutar pela sobrevivência, já que se o seu tempo se esgota, você morre instantâneamente. É um contexto incrivelmente criativo que coloca em xeque todos os ditados da humanidade sobre tempo e dinheiro, ambição e poder, e o filme acaba sendo também divertido com suas cenas de ação e seu leve humor. Temos ótimas atuações em toda parte, principalmente dos carismáticos protagonistas.
Amanda Seyfried e Justin Timberlake seguem conquistando o mundo com seus recentes trabalhos, não há dúvidas disso. Seyfried, que recentemente estrelou "A Garota da Capa Vermelha", faz uma ótima representação no papel da patricinha filha de um dos grandes magnatas do filme, e Timberlake faz o jovem pobre que se torna rico por acidente e decide fazer justiça com seu tempo.


4 - CONTRA O TEMPO (Source Code)

"Contra o Tempo" foi adiado inúmeras vezes no Brasil. O filme tarda, mas não falha.
A história é sobre Colter Stevens, um capitão militar que acorda na pele de outro homem, e descobre que está fazendo parte do programa "Código Fonte".
O Código Fonte é um programa de computador que permite uma pessoa a viver os últimos oito minutos da vida de alguém, e a missão de Colter Stevens é descobrir o terrorista que bombardeou o trem em que seu "avatar" morreu para prevenir seu próximo ataque.
A trama é promissora e criativa, Duncan Jones faz um excelente trabalho na cadeira de diretor e o roteiro consegue colocar Jake Gyllenhaal repetidamente nos oito minutos durante toda a projeção do filme sem que o mesmo se torne repetitivo ou cansativo. É como um jogo em que você tem que correr contra o tempo para descobrir o inimigo e se não consegue, tem que tentar denovo com uma nova estratégia, e denovo, e denovo...
"Contra o Tempo" é uma excelente opção para os fãs de sci-fi, recomendado!


3 - TRANSFORMERS: O LADO OCULTO DA LUA (Transformers: Dark Of The Moon)

O terceiro "Transformers" conclui a trilogia, conserta os defeitos do segundo e é o melhor filme da série dirigida por Michael Bay, até então.
"Transformers: O Lado Oculto da Lua" reconta alguns acontecimentos da corrida espacial entre os EUA e a Rússia de forma divertida, mostrando que uma nave Autobot chamada Ark fez um pouso forçado na Lua, e até então, os Autobots refugiados na Terra não estavam cientes de tal informação.
Dentro da nave está seu comandante, Sentinel Prime, ex-líder dos Autobots, e cinco pilares que junto aos que faltam devem abrir um portal capaz de transportar Cybertron para a atmosfera da Terra. Obviamente, Megatron, agora derrotado, tem planos de roubar os pilares e escravizar a raça humana para trazer Cybertron à atmosfera da Terra, mas os Autobots não vão facilitar.
O filme é muito mais focado nos nossos heróis e vilões mecânicos do que nos humanos, um grande acerto para a franquia, e sobrepuja os outros dois filmes em todas as suas qualidades. Trilha sonora épica de Steve Jablonsky, muita ação e destruição, a volta do sentimentalismo de Sam Witwicky pelos seus aliados robóticos que havia sido perdido no segundo filme, uma ótima relação entre os personagens, etc.
"Transformers: O Lado Oculto da Lua" é divertido em todos os aspectos, e com certeza melhor filme da trilogia.


2 - PLANETA DOS MACACOS: A ORIGEM (Rise of the Planet of the Apes)

A franquia "Planeta dos Macacos" está de volta em grande estilo com o ótimo prelúdio "Planeta dos Macacos: A Origem".
O filme é estrelado por James Franco, o Harry Osborn da trilogia "Homem-Aranha", mas não se enganem, quem rouba mesmo a cena é Andy Serkis como o símio César. A tecnologia dos trajes de captura de movimento funciona perfeitamente no longa, não há sequer um defeito em seus efeitos especiais.
A história conta como tudo começou. Um brilhante cientista chamado Will, interpretado por Franco, busca com determinação pela cura do Alzheimer, e testa suas drogas em símios capturados especificamente para servirem como cobaias. Quando o filhote de um desses símios, César, revela traços de inteligência muito maiores do que os dos outros, Will tem certeza de que encontrou a sua cura. Entretanto, as coisas acabam saindo do controle, e a evolução se torna revolução.
A relação entre Will e o macaco César é ótima, sendo a melhor química do filme. Há cenas de ação muito boas e até mesmo comunicação por sinais entre os primatas. Rupert Wyatt faz um ótimo trabalho na direção, tornando este o segundo melhor sci-fi do ano. Curiosamente, o primeiro também é um prelúdio...


X-MEN: PRIMEIRA CLASSE (X-Men: First Class)

Este ano tivemos muitos filmes que conseguiram se tornar os melhores de suas franquias, "X-Men: Primeira Classe" é um deles.
Subestimado pela maioria dos tão ditos "fãs" desde seu anúncio, o prelúdio da série de sucesso "X-Men" conseguiu surpreender o mundo inteiro com uma trama inteligente, personagens e atuações de cair o queixo. Não pense que "Primeira Classe" é um filme de ação desenfreada como foi "X-Men Origens: Wolverine", este é um filme que dá muito mais valor a sua potente e promissora história.
X: First Class fala sobre a história de Charles Xavier e Erik Lennsherr, dois jovens mutantes que acreditam estar sozinhos no mundo até seus caminhos se cruzarem com outros mutantes. Dispostos a descobrir sua nova raça e unidos por sua semelhança, Charles e Erik recrutam um time de jovens mutantes para ajudar a derrotar o megalomaníaco Sebastian Shaw, que pretende usar seus poderes para criar um conflito que dará início a III Guerra Mundial, mas Erik tem uma relação com Shaw mais profunda do que isso.
Os confrontos e diálogos entre os personagens são uma das maiores qualidades do filme, Michael Fassbender rouba a cena com seu Erik Lennsherr, mostrando o seu talento e potencial para se tornar um grande ator de Hollywood, e James McAvoy também faz um ótimo trabalho no papel do professor Xavier. Kevin Bacon é um vilão perfeito como Sebastian Shaw, ciente de seu poder, charmoso, megalomaníaco e sociopata. Que venha First Class 2!

17.7.11

Transformers: O Lado Oculto da Lua recoloca a franquia nos eixos

TRANSFORMERS
O LADO OCULTO DA LUA


De vez em quando, eu costumava assistir às séries animadas "Transformers" que passavam na Globo há muito tempo atrás, mas nunca prestei muita atenção no que acontecia ali, tudo que eu sabia era que estava havendo uma guerra entre duas doutrinas de robôs que se transformavam em veículos na Terra. Em 2007, ao ser anunciado o longa-metragem "Transformers" (Transformers, 2007), eu fui ao cinema conferir mais pelo visual, e acabei descobrindo um ótimo filme o qual eu tinha certeza que daria origem a uma franquia com enorme potencial. "Transformers" é um filme clichê e admite isso, podemos dizer que o clichê nessa franquia não é argumento para julgá-la, afinal não é um defeito. Bom, após a ótima experiência que tive em ver o primeiro longa, fiquei ainda mais empolgado quando foi anunciada sua sequência: "Transformers: A Vingança dos Derrotados"(Transformers: Revenge Of The Fallen, 2009). A estréia estava simplesmente lotada, haviam pessoas sentadas até nas escadas da sala. Mas, o segundo capítulo da franquia simplesmente pisou na bola. O filme é divertido e os efeitos são bons(Mesmo tendo visíveis falhas em alguns momentos), porém a fita exagera extremamente no humor pastelão, há muitos personagens completamente desnecessários para a trama, muitas cenas de ação que não precisavam acontecer e o filme acaba sendo uma enorme baderna. Mesmo com o desastre ocorrido no segundo filme, fiquei animado com o anúncio do terceiro. A primeira coisa que o diretor Michael Bay fez foi se desculpar com o público em entrevistas pela bagunça que foi o segundo filme e prometeu que o terceiro seria menos robôs e mais emoção. E Bay cumpre a promessa; "Transformers: O Lado Oculto da Lua" não é um filme perfeito, mas conserta os defeitos de "A Vingança dos Derrotados" e consegue mais do que agradar os fãs dos robôs que viram carros. Na história do terceiro longa, Sam Witwicky(Shia LaBeouf, em sua melhor atuação na franquia) já está formado porém não se conforma com o fato de ter salvado o mundo duas vezes e ter que se esforçar tanto para conseguir um trabalho. Agora, ele namora Carly(Rosie Huntington-Whiteley, que faz uma atuação mediana, mas sua personagem se envolve muito mais na trama do que a de Megan Fox), e mora junto com ela, assim como seus "Transformers de estimação", Wheelie e Brains. Por outro lado, os Autobots agora ajudam os humanos a resolverem seus conflitos internos, impedindo que eles usem suas próprias armas para destruir uns aos outros. Durante uma missão em Chernobyl, os Autobots fazem uma descoberta fatal: Sua existência já era de conhecimento humano bem antes do que eles imaginavam, e quanto a isso, os humanos não contaram tudo o que sabem sobre os Transformers para os Autobots. Por outro lado, o que os Autobots estão descobrindo apenas agora, os Decepticons já sabiam há tempos, e vão usar a determinação dos Autobots em descobrir a verdade a seu favor. O personagem Sentinel Prime(Leonard Nimoy) é mostrado como a grande chave para o desfecho da trama, e seu desenvolvimento e aproveitamento é muito interessante. A fita deixa claro que Sentinel é mentor de Optimus Prime(Peter Cullen), além de seu antecessor na liderança dos Autobots, e a relação desses dois é bem explorada. Outra coisa que havia sido esquecida no segundo filme e que está presente neste é a maior exploração da relação entre Sam e seus amigos alienígenas, algo bem comum em filmes de Steven Spielberg, e que consegue passar uma boa sensação em relação ao drama do filme. Apesar disso, o filme deixa Sam e os humanos um pouco mais de lado e coloca como foco a relação entre os Transformers. A propósito, aquela relação "humano-alienígena" da qual falei não está presente apenas entre Sam e os Autobots, ela também é exercida de uma maneira muito interessante entre Decepticons e humanos. O humor pastelão ainda está presente, porém não chega nem aos pés do exagero do segundo filme e funciona de modo muito melhor. Esse humor é mais aplicado pelos personagens Bruce(John Malkovich) e Jerry(Ken Jeong), e em algumas partes tais cenas chegam a incomodar o expectador(Sam e Jerry no banheiro, WTF?), porém é algo que passa rápido e não compromete demais o filme. Falando em comédia, o humor realmente funciona com Seymour Simmons(John Turturro) e seu comparsa Dutch(Alan Tudyk), apesar de ambos os personagens serem desnecessários para a trama, o filme não teria muita graça sem eles. Outro erro de "A Vingança dos Derrotados" que é reparado aqui é o aproveitamento dos Transformers, principalmente dos Autobots. Na segunda fita, a maioria dos Autobots(Inclusive os que eram novos) foram esquecidos, parecia que apenas Optimus, Bumblebee e os gêmeos Skids e Mudflap apareciam no filme. No novo filme, todos os Autobots são aproveitados e desenvolvidos de forma apropriada, principalmente Ratchet(Robert Foxworth), Ironhide(Jess Harnell) e Sideswipe. Os novos personagens são introduzidos na trama de forma interessante e divertida, principalmente Dylan Gould(Patrick Dempsey), que é um personagem importante tanto para a parte dramática do filme quanto para o desenvolvimento da história. Os fãs dos Decepticons também ficarão felizes com o terceiro longa, Lorde Megatron(Hugo Weaving), que estava no segundo filme apenas para apanhar, apresenta-se em grande estilo no filme. Starscream(Charles Adler) continua atrapalhado e tomando broncas de Megatron, o que é muito divertido de se ver, mas outro Decepticon que tem mais destaque nesse terceiro filme(e que já havia se apresentado pela primeira vez em "A Vingança dos Derrotados") é Soundwave(Frank Welker), que está agora em Terra atuando mais fisicamente ao lado dos Decepticons. Vamos falar do novo Decepticon no filme que havia sido o centro das atenções desde o começo da produção: Shockwave. O ditador de Cybertron é extremamente mal-aproveitado no filme e também muito desnecessário. Shockwave tem apenas uma fala no filme inteiro(que tem 154 minutos de duração) e só está ali pra causar dor de cabeça aos humanos, mas além de aparecer muito pouco e não ter nenhuma cena de ação interagindo com algum Autobot onde possa demonstrar o potencial do personagem, Shockwave morre rápido e de forma que eu denominaria como ridícula se não tivesse sido pelas mãos do Líder dos Autobots. O filme segue a fórmula do primeiro longa e guarda a ação de verdade para o final(Mas claro, contendo cenas boas de ação espalhadas pelo decorrer do filme) e isso dá muito certo novamente. A trilha sonora é simplesmente deslumbrante, Steve Jablonsky faz seu melhor trabalho na franquia dos robôs e entrega uma trilha intensa e profunda ao filme, o que acrescenta muito mais intensidade e drama principalmente às cenas de ação.
Conclusão Final: Entre erros e acertos, "Transformers: O Lado Oculto da Lua"(Transformers: Dark Of The Moon, 2011) consegue reparar os maiores defeitos de seu antecessor e acima de tudo, emocionar os fãs dos robôs Cybertronianos. Recomendado! Ah, e quase esqueci de comentar: O 3D do filme é simplesmente ótimo, se você ainda tiver a chance de vê-lo em 3D, não disperdice essa chance!

Nota: 8,5