2ª Premiação Anual Lagarto de Ouro

Confira os candidatos e dê sua opinião sobre os melhores filmes de 2012!

LagARTÍSTICO #7: Diamonds Are A Girl's Best Friend!

A sétima edição do quadro LagARTÍSTICO traz uma galeria da eterna diva Marilyn Monroe!

Hitman: Absolution

O Assassino 47 está de volta, saiba a nossa opinião sobre o novo jogo!

BL Clássicos

Leia duas novas críticas no quadro BL Clássicos: "The Misfits" e "How to Marry a Millionaire".

7.12.12

BL Clássicos: "O Rio das Almas Perdidas" (River Of No Return, 1954)

Mais uma, mais uma, MAIS UMA!

O BIELL DE BOTAS apresenta
O RIO DAS ALMAS PERDIDAS

"O Rio das Almas Perdidas" (River Of No Return, 1954) conta a história de um fazendeiro, Matt Calder (Robert Mitchum) que tem seu cavalo e seu rifle roubados pelo golpista Harry Weston (Rory Calhoun), e quando uma tribo de índios o caça indefeso, ele foge com seu filho Mark (Tommy Rettig) e a mulher de Weston, Kay (Marilyn Monroe) pelo chamado Rio das Almas Perdidas, em uma jangada. O trio tem então que fazer o possível para sobreviver até chegarem na cidade para onde Weston fora, e onde Matt pretende acertar suas contas com ele...

O filme é quase todo sobre a mudança provocada em seus personagens através dos acontecimentos. Kay, desde o início da fita mostra-se uma dama doce e cuidadosa, enquanto Matt Calder é um homem feito durão pelo tempo, com fortes convicções, mas nada esnobe. Seu filho, Mark, é um garotinho que está começando a entender melhor a vida, e com a recente chegada de seu pai, é o que mais se fortalece até os últimos minutos do longa. 

As atuações são ótimas; Marilyn Monroe, sempre carismática, tem uma excelente química com Robert Mitchum e com o pequeno Tommy Rettig. Mitchum conquista o público no papel do fazendeiro durão e inexpressivo, e o mesmo faz Rettig como o filho curioso e fascinado. Certamente, as relações são o ponto mais bem trabalhado do filme; o modo como os laços se formam e se estruturam.

O fator no qual ele acaba deixando a desejar é a sobrevivência. Poucos são os desafios apresentados pela natureza selvagem ao qual os três protagonistas são impostos, e quando aparecem alguns, estes não dão a entender que foram realmente desafiadores. Basicamente, você não sente aquela tensão do perigo no qual os personagens estão envolvidos em muitas sequências, e sendo essa uma parte importante do clímax filme, acaba prejudicando-o bastante.

A trilha sonora é bem composta, mas ao meu ver, totalmente dispensável. Esse é o tipo de filme que cairia bem se fosse silencioso, tendo como música apenas as cantadas por Marilyn Monroe nas cenas em que sua personagem, que é uma cantora de bares, faz suas apresentações, o que inclui o tema "River Of No Return", interpretado com maestria pela diva ao final da fita.

"O Rio das Almas Perdidas" é um bom filme, mas poderia ser muito melhor  se um de seus componentes-chave fosse melhor trabalhado: a sobrevivência. Tirando isso, o romance, o avanço do enredo, os personagens, as atuações, tudo beira a perfeição

Nota: 7,8

6.12.12

LagARTÍSTICO #7: Diamonds Are a Girl's Best Friend!

Com as recentes críticas no BL Clássicos de filmes da Marilyn Monroe, nada mais justo que dedicar esta sétima edição do quadro LagARTÍSTICO à diva que cantava "No fim, todos perdemos nossos charmes", mas nunca perdeu o dela!

O BIELL DE BOTAS apresenta
LAGARTÍSTICO #7
DIAMONDS ARE A GIRL'S BEST FRIEND!
















E fica por aqui o LagARTÍSTICO #7, até a próxima pessoal!

2.12.12

Hitman: Absolution

Volta o assassino mais famoso da historia dos videogames, com um jogo realmente bom, mas que infelizmente não foi tudo o que haviam prometido.

Para quem nunca jogou Hitman se trata de um assassino de aluguel que é chamado de Agente 47. Ele trabalha para a ICA ( Agencia de Contratos Internacionais), e sempre recebe um alvo, o qual deve elimina-lo da forma mais silenciosa possível, e quanto mais silencioso for o assassinato, maior será o pagamento. 

Bom, agora vamos ao que interessa, a quinta entrega da série, Hitman: Absolution. 

Para não dar spoiler sobre o jogo não iremos falar muito sobre a história do jogo. O jogo possui 20 capítulos,  e a história é basicamente que 47 recebe um contrato para eliminar, e depois que realizamos o trabalho, descobrimos que armaram para o Agente 47, que acaba tendo que fugir de todos e pegar os traidores.

Os gráficos estão realmente bons, nada que não tenhamos vistos nos jogos atualmente, mas se destaca no aspecto da iluminação do ambiente e dos personagens, os efeitos da chuva e a água que escorre pela personagem.


                                                                                      


O sistema para atirar está bem melhor comparado com os jogos anteriores, permitindo matar a vários inimigos caso nos descubram. Agora o Agente 47 também possui uma habilidade que consome instinto ( o instinto é uma barra amarela que se consome para permitir que possamos ver através das paredes os inimigos, dissimular entre eles e usar a nova habilidade que serve  para eliminar múltiplos alvos ao mesmo tempo, que é praticamente igual ao do jogo Splinter Cell). 


                               
                                       47 usando instinto para ver inimigos e o caminho que percorrem 
Aproveitando que estamos falando sobre o instinto do Agente 47, muitos fans tem reclamado em relação a esse aspecto, pois muitos dizem que permitir ver os inimigos através da parede acabou estragando a experiencia do jogo pois é uma vantajem muito grande; mas calma, se você é uma desses jogadores não se preocupe pois você tem duas opções:
1º NÃO APERTA O BOTÃO E NÃO USA A PORCARIA DA HABILIDADE.
2º Jogue no modo PURISTA ( na qual é a o modo mais difícil, porque nessa dificuldade você não possui radar, não consegue ver quanta munição você tem, não possui instinto e nem check point, ou seja, se você morre ou faz cagada durante a missão senta e chora porque vai ter que começar desde o começo da missão novamente.

A jogabilidade para matar silenciosamente os inimigos não mudou muito em relação à entrega anterior,só houve um acréscimo, que foi a possibilidade de distrair e matar os inimigos com objetos do entorno.  Algo que realmente é um destaque do jogo é que agora podemos jogar e nos divertir horas e horas tentando descobrir as diferentes maneiras de matar nossos objetivos, para que você possa ter uma ideia, no capitulo Rei de Chinatown temos mais de 12 maneiras para assassinar o alvo, e o que é mais desafiador é fazer parecer que o que aconteceu foi um acidente. Veja dois videos (um do zoominbr, e outro de Luka Facerias) mostrando as diferente formas de matar durante o jogo.






As vozes em inglês estão simplesmente perfeitas, tanto em sincronia quanto em entonação.
Uma coisa que é nova mas não é muito divertido é o modo contratos, no qual você pode adicionar alvos que você quiser nas missões, escolher com que arma e de que modo elimina-los.

Outra coisa que alguns tem reclamado é que as armas que 47 pega e guarda simplesmente desaparece. MANO, PELO AMOR DE DEUS, você quer o que? que ele tenha na cintura um porta-livro, porta-estatua, porta-garrafa, porta-machado, porta-mina-de-aproximação, porta-taco-de-golfe, porta-taco-de-base-ball? Se fosse fazer isso tudo o cara iria parecer vendedor ambulante. 

Um easter egg muito legal do jogo é que podemos ver os personagens Kane e Lynch. Confiram no video abaixo.


Pontos contra:  

Uma coisa que provavelmente irá acontecer com você que quer cumprir o objetivos sem ser visto, é de se irritar até chegar ao ponto em que você vai puxar a metralhadora e fuzilar todo mundo, pois o jogo tem bugs que irritam muito, como por exemplo, os inimigos as vezes do nada, simplesmente te detectam através da parede ( acho que a unica explicação é que eles também possuem instinto), de vez em quando os inimigos não fazem corretamente o que deveriam fazer, ou seja, as vezes ele deveria estar vigiando uma sala ficando de costas para você, mas em vez disso ele fica olhando na sua direção. 
Existem detalhes que também deixaram a desejar, mas que não afetam a experiencia do jogo, por exemplo:
Quando você sobe ou desce escadas eles não segue cada degrau, ele simplesmente continua caminhando como se fosse uma superfície plana. A troca de roupa poderia ser um pouco mais desenvolvida e não simplesmente aparecer no seu corpo.

Resumindo, Hitman Absolution é um bom jogo, mas não conseguiu alcançar as grandes expectativas e promessas que haviam feito sobre ele, na verdade poderia ter sido muito melhor. Vejam o gameplay do jogo, e até a próxima. 



BL Clássicos: "Como Agarrar um Milionário" (How To Marry a Millionaire, 1953)

Dinheiro... Dinheiro é sempre o motivo!

O BIELL DE BOTAS apresenta
COMO AGARRAR UM MILIONÁRIO

Em "Como Agarrar um Milionário" (How to Marry a Millionaire), Schatze Page (Lauren Bacall), Pola Debevoise (Marilyn Monroe) e Loco Dempsey (Betty Grable) são três amigas que alugam o apartamento de um figurão para aplicarem golpes de casamento em milionários. O problema é que algumas coisas inesperadas acontecem, e mudam totalmente o plano das golpistas...

O roteiro divide bem o protagonismo entre as três atrizes principais, e estas, por sinal, fazem um excelente trabalho com suas personagens. Schatze é a líder, com postura, charme e confiança, interpretada de forma exímia por Lauren Bacall. Loco tem um certo charme, mas sua característica é ser azarada e burra, o que vive colocando-a em situações complicadas. Pola é, de longe, a personagem mais simpática e adorável do longa; ela é sensual, mas inocente, e apesar de não enxergar quase nada sem óculos, não os usa com medo do que os homens podem pensar dela, e isso a faz se atrapalhar bastante.

Cameron Mitchell também se faz notar no papel de Tom Brookman, um milionário que vive tentando conquistar Schatze Page sem que a mesma saiba que ele tem muito dinheiro. É notável que a maior parte do humor do filme deriva de seus ótimos personagens e os contextos e cenários nos quais os roteiristas os inserem e como o diretor Jean Negulesco os guia. Há uma grande diversividade de cenas dinâmicas de comédia em situações cômicas, e estas são muito bem trabalhadas por Negulesco. A direção para qual o enredo vai caminhando só te deixa cada vez mais curioso sobre como aquilo tudo vai acabar, e resulta num final satisfatório para uma fita divertida. 

A trilha sonora é ótima, assim como a coloração do filme. Os figurinos se destacam bastante, sendo do começo ao fim bem variados, o que dá um charme a mais para o longa. Tal característica é bem explorada principalmente pelos cenários para os quais a trama leva nossas protagonistas. Por exemplo, no segundo ato, Loco vai para Maine, enquanto Pola faz uma viagem de avião, onde parte do desenvolvimento da personagem se passa. Nestes contextos, surgem visuais diferentes dos vistos nas festas de gala e convenções frequentadas pelo trio para fisgar os ricaços. 

"Como Agarrar um Milionário" é uma excelente comédia que diverte o tempo todo, seja com carisma ou com humor. É um filme sobre a ganância versus o amor, um duelo no qual não importa para que lado você torce, você acaba se entretendo de qualquer jeito!

Nota: 9,5

28.11.12

BL Clássicos: "Os Desajustados" (The Misfits, 1961)

É, vou começar a postar no BL Clássicos também, então vamos lá!

O BIELL DE BOTAS apresenta
OS DESAJUSTADOS


"Os Desajustados" (The Misfits, 1961), último filme completo com Marilyn Monroe e Clark Gable, conta a história de Roslyn Taber (Monroe), uma sensível jovem que acaba de se divorciar e vai passar um tempo na casa do piloto Guido (Eli Wallach) e do cowboy Gay Langland (Gable). Roslyn repudia a atividade de Gay e seus companheiros em capturar cavalos que serão mortos para virarem comida de cachorro, enquanto o mesmo não vê problema nenhum com isso. Dentro desse desentendimento, nasce um complicado romance entre os dois.

Esta é uma das melhores atuações - se não a melhor - de Marilyn Monroe, que como de costume, rouba cada cena que compartilha com o resto do elenco. Entre estes, o que melhor se destaca é o excelente Clark Gable, compondo perfeitamente um homem durão, mas ao mesmo tempo gentil e com um lado frágil exposto aos poucos. Eli Wallach também está ótimo como Guido, personagem que acabamos não amando tanto quanto os dois protagonistas. Thelma Ritter, que interpreta a amiga de Roslyn; Isabelle Steers, é outra que conquista o público com seu carisma.

A ambientação western do filme numa Nevada do início dos anos 60 o caracteriza bastante, assim como o contexto da garota urbana em meio aos cowboys e peões. É bastante notável que o longa é inteiro sobre mudanças; ao mesmo tempo que o roteiro mostra Roslyn se adaptando a este mundo, até então desconhecido para ela, bastante foco é dado ao modo como a presença da garota traz mudanças a cada um dos personagens

Guido é um ex-combatente de guerra e viúvo, Gay é um pai divorciado que vê os filhos de vez em quando, e Perce (Montgomery Clift) é um peão com problemas familiares - basicamente, homens solitários cujas vidas são balançadas com a chegada de uma doce garota da cidade. Uma vez que todos são homens bastante durões, suas atividades perigosas (caça, rodeio e etc) cada vez mais despertam a sensibilidade de Roslyn, e sua preocupação - excessiva, aos olhos dos peões - acaba criando vários dilemas que contribuem para o desenvolvimento de cada personagem até os últimos minutos da fita. 

A direção de John Huston é excelente, contando com um ótimo trabalho em filmagens aéreas e de perseguição a cavalos. A coordenação de voo para as cenas em que Guido pilota seu avião é impecável, assim como o treinamento dos animais como cavalos e touros, que estrelam cenas muito bem feitas e de cair o queixo. Apesar destes padrões técnicos excelentes, o único ponto negativo da fita é justamente técnico, sendo este a iluminação. Em cenas diurnas são ok, mas a maioria das cenas noturnas não convencem de que realmente se passam à noite, sendo isso atestado apenas por falas dos personagens ou por cortes que mostram o céu escuro.

"Os Desajustados" é um drama que te faz esquecer qualquer outra coisa enquanto você está assistindo a ele, e apesar de um pequeno defeito visual, o filme tem tudo o que precisa (e mais) para ganhar o amor do espectador. Tem história, contexto, ótima qualidade técnica e um elenco super talentoso liderado por uma das mais talentosas atrizes que já viveram; recomendadíssimo!

Nota: 10,0

27.11.12

"Sete Dias com Marilyn": Um filme belo, envolvente e divertido sobre a maior diva do cinema!

"Todos veem apenas Marilyn Monroe, mas quando percebem que não sou ela, me abandonam."


O BIELL DE BOTAS apresenta
SETE DIAS COM MARILYN

Em "Sete dias com Marilyn" (My Week with Marilyn) a musa Marilyn Monroe (Michelle Williams), no auge de sua carreira, viaja para a Inglaterra para filmar "O Príncipe Encantado" e durante a produção conhece o jovem Colin Clark (Eddie Redmayne), que está trabalhando na produção de filmes pela primeira vez em sua vida. Em meio aos problemas pessoais de Marilyn que vêm a interferir no andamento do longa-metragem, Colin é o único que a oferece conforto; os dois acabam se apaixonando, vivendo uma curta, mas bela história.

Eddie Redmayne se faz notar com competência no papel de Colin Clark, mas Michelle Williams é a dona do show. A atriz canta, dança, e interpreta tanto o lado problemático de Marilyn quanto o simpático e cheio de carisma que estamos acostumados a ver nos filmes da diva. Com Redmayne, Williams partilha de uma química perfeita que nos envolve e nos comove nos momentos difíceis de sua personagem, em situações muito bem utilizadas pelo roteiro baseado nas memórias escritas pelo próprio Colin. 

Quem também chama bastante a atenção é Kenneth Branagh, no papel do ator e diretor Sir Laurence Olivier. Branagh usa seu talento para delinear perfeitamente as facetas de Sir Laurence nesta fase estressada de sua carreira. Conforme o longa se desenrola, o ator consegue, com seu carisma, encarnar Sir Laurence de forma a passar uma imagem respeitável do mesmo. 

O filme é um drama curto com bastante humor e identidade. Dentre os fatores que identificam o filme estão a ambientação, a trilha sonora (que inclui algumas músicas interpretadas por Michelle Williams como "When Love Goes Wrong (Nothing Goes Right)", "Heat Wave" e "That Old Black Magic"), os figurinos, o contexto de se passar num set de filmagens, et cetera. O humor não é composto propriamente por piadas, mas pelo jeito como os personagens simpatizam com o público, que funciona muito bem.

A fotografia não é tão antiquada, o que deixa que o charme de anos 50 do filme fique mais por conta dos cenários e figurinos. A direção de Simon Curtis é ótima, apesar de alguns cortes estranhos nos primeiros minutos da fita, e o trabalho na maquiagem também é excelente, devendo ser parabenizado principalmente pela perfeita caracterização de Michelle Williams como Marilyn Monroe.

"Sete dias com Marilyn" é bonito, emocionante e bastante divertido. Guiado pelos excelentes personagens e por atuações impecáveis, o filme retrata uma fase importante da vida de um dos maiores ícones do cinema da melhor forma possível. Dispensa qualquer crítica negativa, recomendado!

Nota: 10,0

26.11.12

O Lagarto de Ouro 2012 está aqui! Confiram os candidatos e deixem suas opiniões!

O BIELL DE BOTAS apresenta
2º LAGARTO DE OURO ANUAL

O Lagarto de Ouro é uma premiação anual que acontece aqui na Blaster Lizard, que nomeia os melhores filmes do ano. O sistema de julgamento acontece entre nós administradores do blog, que além de discutirmos entre nós, levamos em consideração votos e opiniões deixadas nos comentários pelos leitores. 
2012 foi um ano agitado para o cinema, e o que não falta aqui são candidatos - que, aliás, deixaram de ser apenas quatro para cada categoria, podendo variar entre os números. Também há para este ano algumas categorias novas. Aí vão:

MELHOR TERROR
1. A Entidade
2. A Mulher de Preto
3. Prometheus
4. A Casa Silenciosa
5. Silent Hill: Revelation

MELHOR COMÉDIA
1. Anjos da Lei
2. American Pie: O Reencontro
3. Guerra É Guerra!
4. O Ditador
5. Sombras da Noite
6. Ted

MELHOR THRILLER
1. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
2. Shame
3. A Toda Prova
4. Os Infratores
5. Argo
6. A Perseguição
7. Drive

MELHOR AÇÃO
1. Dredd
2. Os Mercenários 2
3. Busca Implacável 2
4. O Legado Bourne
5. 007: Operação Skyfall
6. Plano de Fuga
7. Django Livre

MELHOR FICÇÃO CIENTÍFICA
1. John Carter: Entre Dois Mundos
2. Os Vingadores
3. MIB: Homens de Preto 3
4. O Espetacular Homem-Aranha
5. O Vingador do Futuro
6. Looper: Assassinos do Futuro

MELHOR ADAPTAÇÃO DE QUADRINHOS
1. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
2. Dredd
3. Os Vingadores
4. O Espetacular Homem-Aranha

MELHOR ANIMAÇÃO
1. Frankenweenie
2. Valente
3. Piratas Pirados!
4. Detona Ralph

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
1. Os Vingadores
2. O Espetacular Homem-Aranha
3. O Vingador do Futuro
4. Looper: Assassinos do Futuro
5. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
6. O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
1. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, de Hans Zimmer
2. Os Vingadores, de Alan Silvestri
3. 007: Operação Skyfall, de Thomas Newman
4. Os Mercenários 2, de Brian Tyler
5. MIB: Homens de Preto 3, de Danny Elfman
6. Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança, de David Sardy
7. O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, de Howard Shore

MELHOR ATOR
1. Christian Bale como Bruce Wayne/Batman em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
2. Michael Fassbender como Brandon em Shame
3. Andrew Garfield como Peter Parker/Homem-Aranha em O Espetacular Homem-Aranha
4. Sam Riley como Sal Paradise em Na Estrada
5. Karl Urban como Juiz Dredd em Dredd
6. Ryan Gosling como Driver em Drive
7. Jamie Foxx como Django em Django Livre

MELHOR ATRIZ
1. Michelle Williams como Marilyn Monroe em Sete Dias com Marilyn
2. Carey Mulligan como Sissy em Shame
3. Kristen Stewart como Marylou em Na Estrada
4. Dolores Heredias como a Mãe do Garoto em Plano de Fuga

MELHOR ATOR COADJUVANTE
1. Tom Hardy como Bane em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
2. Garrett Hedlund como Dean Moriarty em Na Estrada
3. Michael Fassbender como David em Prometheus
4. Josh Brolin como o Jovem Agente K em MIB: Homens de Preto 3

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
1. Charlize Theron como Ravenna em Branca de Neve e o Caçador
2. Lena Headey como Ma-Ma em Dredd
3. Famke Janssen como Lenore em Busca Implacável 2

MAIOR HERÓI/HEROÍNA
1. Batman - Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
2. Homem-Aranha - O Espetacular Homem-Aranha
3. Homem de Ferro - Os Vingadores
4. James Bond - 007: Operação Skyfall
5. Motorista - Plano de Fuga
6. Barney Ross - Os Mercenários 2
7. Branca de Neve - Branca de Neve e o Caçador
8. Alice - Resident Evil 5: Retribuição
9. Bryan Mills - Busca Implacável 2
10. Driver - Drive 
11. Django - Django Livre

MAIOR VILÃO/VILÃ
1. Bane - Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
2. Loki - Os Vingadores
3. Silva - 007: Operação Skyfall
4. Ma-Ma - Dredd
5. Angelique Bouchard - Sombras da Noite
6. Ravenna - Branca de Neve e o Caçador
7. Jill Valentine - Resident Evil 5: Retribuição
8. Vilain - Os Mercenários 2

PERSONAGEM DO ANO
1. Bruce Wayne/Batman - Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
2. Juiz Dredd - Dredd
3. James Bond - 007: Operação Skyfall
4. Brandon - Shame
5. Driver - Drive
6. Gandalf - O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
7. Django - Django Livre

MELHOR CONFRONTO
1. Batman vs. Bane em O Cavaleiro das Trevas Ressurge
2. Juiz Dredd vs. Ma-Ma em Dredd
3. James Bond vs. Silva em 007: Operação Skyfall
4. Branca de Neve vs. Ravenna em Branca de Neve e o Caçador
5. Barnabas Collins vs. Angelique Bouchard em Sombras da Noite
6. Alice vs. Jill Valentine em Resident Evil 5: Retribuição
7. Peter Parker vs. Dr. Curtis Connors em O Espetacular Homem-Aranha
8. Os Vingadores vs. Loki em Os Vingadores
9. Barney Ross vs. Vilain em Os Mercenários 2

BADASS DO ANO
1. Sylvester Stallone como Barney Ross em Os Mercenários 2
2. Karl Urban como Juiz Dredd em Dredd
3. Daniel Craig como James Bond em 007: Operação Skyfall
4. Sienna Guillory como Jill Valentine em Resident Evil 5: Retribuição
5. Ryan Gosling como Driver em Drive
6. Jamie Foxx como Django em Django Livre

MELHOR CANÇÃO
1. "Nights in White Satin", por Moody Blues - Sombras da Noite
2. "Skyfall", por Adele - 007: Operação Skyfall
3. "Live To Rise", por Soundgarden - Os Vingadores
4. "Powerless", por Linkin Park - Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros
5. "Breath Of Life", por Florence + The Machine - Branca de Neve e o Caçador
6. "Only You", por The Pretty Reckless - Frankenweenie
7. "Nightcall", por Kavinsky ft. Lovefoxxx - Drive
8. "That Old Black Magic", por Michelle Williams - Sete Dias com Marilyn

MELHOR DIREÇÃO
1. Christopher Nolan, por Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
2. Sam Mendes, por 007: Operação Skyfall
3. Pete Travis, por Dredd
4. Joss Whedon, por Os Vingadores
5. Tim Burton, por Frankenweenie
6. Steve McQueen, por Shame
7. Simon Curtis, por Sete Dias com Marilyn
8. Rian Johnson, por Looper: Assassinos do Futuro
9. Ben Affleck, por Argo
10. Nicolas Winding Refn, por Drive
11. Peter Jackson por O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
12. Quentin Tarantino por Django Livre

MELHOR ROTEIRO
1. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
2. Dredd
3. Os Vingadores
4. Shame
5. Sete Dias com Marilyn
6. Looper: Assassinos do Futuro
7. Argo
8. Drive
9. Django Livre

MELHOR REMAKE/REBOOT
1. O Vingador do Futuro
2. Frankenweenie
3. Dredd
4. O Espetacular Homem-Aranha

FILME MAIS ESPERADO DE 2013
1. Homem de Ferro 3
2. Hitchcock
3. Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer
4. O Homem de Aço
5. The Wolverine
6. The Hobbit: The Desolation Of Smaug

MELHOR FILME DO ANO
1. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
2. Drive
3. Sete Dias com Marilyn
4. O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
5. Django Livre
6. Argo
7. Shame
8. Looper: Assassinos do Futuro
9. Dredd

Deixem suas opiniões! O resultado da premiação sai em janeiro, não perca!

12.11.12

"Operação Skyfall": Aniversário de 50 anos de James Bond traz o agente à moda antiga!

"With pleasure, M. With pleasure."

O BIELL DE BOTAS apresenta
OPERAÇÃO SKYFALL



No vigésimo terceiro longa-metragem do agente 007, a lealdade entre Bond (Daniel Craig) e M (Judi Dench) é testada quando um terrorista cibernético faz o MI6 entrar em colapso. Após uma suposta morte, Bond se vê obrigado a voltar à ativa para defender o serviço secreto e o seu país desta nova ameaça, que pode atingir padrões muito maiores do que o esperado.

O modo como o enredo desse filme é movido pelos personagens, todos essenciais e carismáticos, é um de seus grandes fortes. Vemos Bond um tanto fragilizado, lidando com alguns problemas físicos e morais causados pela falha de sua última missão; M tendo que ser mais forte do que nunca quando tudo o que a cerca parece querer jogá-la para fora do campo, Bondgirls com personalidade e ótima tensão sexual para com o protagonista (detalhe que faltou em Olga Kurylenko, do antecessor "Quantum Of Solace"), e um vilão extraordinário interpretado pelo gênio da atuação Javier Bardem.

O Silva de Bardem é engraçado, irônico, e cruel. É aquele tipo de vilão que você simplesmente ama, como Darth Vader ou Coringa, mesmo sabendo a maldade que ele representa. É um personagem criativo, diferente e com boa ligação com os protagonistas, e não duvido que o modo de Javier Bardem para interpretá-lo tenha surpreendido até mesmo a produção. Sua química com Daniel Craig é simplesmente impagável.


Craig, por sua vez, prova aqui mais do que nunca ser o melhor Bond de todos. O ator tem a mesma chance de explorar tanto a dureza quanto o charme do mulherengo agente secreto que teve em "Cassino Royale", e com as condições impostas pelo magnífico roteiro, Craig nos entrega aqui uma de suas melhores atuações como James Bond, igualando-se à de sua estreia no papel.

M tem nesse filme a participação mais importante da "trilogia Daniel Craig", e Judi Dench não poderia representá-la em melhor forma. Neste longa, nos é apresentado o lado mais pessoal de M como nunca fora antes, assim como sua relação materna com Bond e a ligação com o vilão Silva. O modo como Dench explora o aprofundamento que a trama exige na personagem rende muitas cenas emocionantes, entre elas um épico e glorioso discurso da patroa defendendo o seu departamento e seus heróis.


Novos (ou velhos?) personagens são acrescentados à franquia, como o jovem Q (Ben Winshaw), Gareth Mallory (Ralph Fiennes) e Eve Moneypenny (Naomie Harris). O roteiro abusa de ótimos e icônicos diálogos entre Bond e cada um dos coadjuvantes, sejam eles novos ou veteranos. A química entre Bond e Q, retratando a idade contra a juventude, é deveras divertida. Entre Bond e Mallory, existe uma relação de ação contra burocratismo, o homem que empunha a pistola contra o que senta na cadeira, e embora os dois personagens dividam poucas cenas juntos, é deixado claro que tal relação se tornará muito mais interessante com o tempo. 

No início da primeira sequência da fita, alguns cortes estranhos mostram que Sam Mendes não está muito acostumado com filmes de ação, mas o diretor rapidamente encontra seu jeito de dirigir ótimas e empolgantes cenas. Daí em diante, o filme é extremamente bem dirigido e filmado, e por mais que Mendes faça sequências de ação muito boas, a sua direção realmente chama a atenção nas cenas mais paradas. Mendes é um diretor que tem certeza de como ele quer que tal cena seja feita, e o modo como o faz - desde as instruções do elenco ao jeito que ele usa a filmagem para guiar os diálogos conflituosos - deixa qualquer um de boca aberta.

"Skyfall" é, de todos os filmes de James Bond, o que tem a fotografia mais bela e chamativa - fotografia esta que se mostra melhor ainda em cenas de ambientação escura e/ou noturna. Os efeitos especiais são práticos em sua maioria, mas o pouco uso da computação gráfica não desaponta nem um pouco, sendo difícil distinguir cenas feitas com efeitos computadorizados das com efeitos práticos.

A trilha sonora original, de Thomas Newman, acrescenta algumas pegadas modernas e criativas, mas dá bastante ênfase aos clássicos temas de Bond. Newman é, inclusive, o compositor que melhor conseguiu empregar o tema de James Bond de maneira clássica depois que o "Bond moderno" iniciou com "007 Contra GoldenEye". O filme ainda dispõe da canção tema Skyfall, interpretada pela cantora britânica Adele e composta pela mesma com auxílio de Newman. Assim como a trilha original, Skyfall é uma das canções que melhor consegue captar o verdadeiro clima de James Bond desde o início dos filmes modernos, e a sequência de créditos iniciais que acompanha a música é definitivamente a mais bonita e criativa dos últimos filmes.

"Operação Skyfall" está no mesmo nível de "Cassino Royale", e junta-se a este na lista de melhores filmes de James Bond que já foram feitos. Cheio de ação, charme, carisma e com ótimo enredo, é um filme para assistir com atenção total. Eu sempre penso muito antes de dar uma nota máxima para qualquer filme aqui, mas "Skyfall" realmente não tem defeitos! Recomendado!

Nota: 10,0



3.11.12

Abyzou vai tomar no CU!


Uma forma de marketing mais criativa, um ''cartaz animado''.

CRÍTICA POSSESSÃO
Nota: 
 ●  (3/5) - Bom


Mais um filme de terror chegando aqui na Blaster Lizard, e já devo dizer que mesmo me cagando de medo e não sendo tão amador de filmes de terror assim, consegui até quebrar o clima de terror nesse filme com meus amigos e me divertir. Possessão (de acordo com o filme) trata-se de uma história real, que conta a vida de uma menina chamada Emily (Natasha Calis) que depois de comprar uma misteriosa caixa dibbuk em um brechó, torna-se um alvo maligno de um espírito, algo sempre comum em filmes de terror e isso não é spoiler pois se percebe facilmente no trailer a seguir.



Continuando com a proza, Possessão diz que é baseado em fatos reais, mas após assistir o filme, é facil desmentir isso. Não lhes contarei o por quê da coisa e também digo que o filme não é ruim, muito menos os seus efeitos especiais, que de certa, foram muito bem desenvolvidos por Elaine Fung mas ainda assim não convence pelo seu enredo.

No entando, vemos a realidade do filme no momento que prestamos atenção na forma que os atores reagem a estes efeitos. Tudo é realmente muito realista, incluindo a própria forma dos atores de atuarem. Vendo no trailer é até fácil de julgar, mas quando você está no cinema, colocar o casaco na cara e espiar só pela fresta para tentar não sentir medo, ai eu quero só ver.
Não, ela não está tendo um AVC... Isso é coisa da alma dela mesmo... Se acha?

Enfim, Clyde (Jeffrey Dean Morgan) ao descobrir, junto a mãe de Em, Stephanie (Kyra Sedgwick), eles partem em busca de especialistas para tentar conter o mal interior da menina, algo que acreditamos nunca estar dando certo nos outros filmes de terror... E nesse não é diferente, mas ainda assim, sem spoilers do final. Isso seria uma putada.

Pararemos de falar sobre o roteiro e os efeitos agora e iremos partir para a trilha sonora super épica deste filme. Ela realmente se assemelha aos tracks finais do Batman, sinceramente. É muito parecido com as vozes que saem da caixa Dibbuk de Em, mas tudo isso remixado com a música original, composta por Anton Sanko (mesmo de Code Blue: New Orleans) então galera, já sabem que Possessão nãão vai matar seus ouvidos.

Ou melhor, vão sim. O filme as vezes tem uns sons tão mal cortados que é de doer muito os ouvidos. De repente, uma cena trágica, tensa e completamente avassaladora, e do nada *pumf* muda para uma cena feliz, corta a trilha sonora no meio dela sem nem ao menos a porra de um fade para amenizar nossos pobres ouvidos. E isso não acontece uma vez só no filme, é praticamente o tempo todo.

Esses mosquitinhos-borboletas-mariposas do inferno só comprovam minha teoria que é baseado em fatos reais... MAS É CLARO que é! Como não poderia?
Por fim, devo dizer que ''Possessão'' é um ótimo para se ver com os amigos, dar umas risadas para contrariar nas partes mais tensas do filme mas como um filme de terror ele é horrível. Se não fosse pelo neguinho do cinema que deixou o celular ligado tocando uma música feliz, eu teria saído de lá arrependido.

Nota: 3/5 (Bom)







2.11.12

Assassin's Creed 3 com certeza ultrapassa seus antecessores e ainda deixa só de leve você arrepiado, sentindo cada movimento de Tom Connor



CRÍTICA
 
AC3
Nota: 
 ● ● ● (4,5/5) - Ótimo
Vermelho - Spoiler perigosoLaranja - Curiosidade In-Game (spoiler)


Bem, como começar essa crítica?  Já sei! Vou começar por dizer que este jogo é o melhor Assassin's Creed em minha opinião, de longe, mas que nem tudo nele me agradou. Como preciso explicar exatamente o que acontece para esse jogo não ter me agradado 100%, vou ter que dizer alguns spoilers, e todos eles estarão em vermelho então, caso não quiser saber desses pedacinhos, é só pular estas partes.


Assassin's Creed III conta a história de Tom Connor, Desmond Miles, Kenway (o pai de connor) e o pai de Desmond (não me lembro o nome agora). Bem tudo isso é muitíssimo bem equilibrado em 12 sequências (quem já jogou algum título anterior de Assassin's Creed sabe do que estou falando) e para não deixar barato, acho que esse jogo vai agradar muito aos fãs de qualquer parte do Globo, inclusive os Brasileiros, mas vão decepcioná-los também, justamente por que existe um pedaço de AC 3 que se passa no Brasil e vocês sabem muito bem qual é a imagem que passamos para eles aqui do nosso país.

Vou começar já com uma crítica negativa do game, mas relaxem, vocês viram a nota do jogo ali em cima, saibam que o jogo não é nem um pouco ruim, principalmente porque eu sou um super fã desta saga, mas devo permanecer realista em certas ocasiões e Demond no Brasil é uma ótima maneira de começar. Primeiiramente, se esta parte do jogo de passar em São Paulo (o game não especifica o lugar, mas creio que só em sampa existe um estádio de UFC junto ao metro, eu acho), pode ter certeza que a Ubisoft não pesquisou NADA do Brasil para montar o cenário. Já fui e viajei diversas vezes pelos metros de São Paulo e nunca tinha visto algo como o que foi retratado no game, deixe-me generalizar: Brasileiros com vozes de argentinos, casais se pegando em tudo o que é canto, faxineiros limpando vômitos, guardas da Abstergo capturando tudo o que é gente e fiscalizando o local (essa parte foi a única bacana nesse sentido) e o pior de tudo... Mulheres usando bíquinis ou saias e tops... Cara, só de ver aquele lugar eu já sentia frio, que dirá as mulheres do game?

De resto, todas as missões do Desmond no game (e acredite, são VÁRIAS) são espetaculares, inclusive a do Brasil, que foi uma das minhas preferidas, mas realmente, a campanha de Desmond no game é desafiadora, deixe-me explicar. Quando você joga com o Desmond, NADA aparece na tela, nem menus Hud, muito menos se você está bem escondido em algum local, não aparece barrinha de vida e nada. Você se torna uma pessoa muito mais abilidosa do que qualquer outro assassino já que possuí as táticas de luta de três assassinos completamente diferentes, considerando que eles viviam em épocas bem diferentes. Demond pode usar armas de qualquer tipo para lutar: armas de fogo, as hidden-blades curvadas (as que são facôes, iguais as do Connor Kenway) e a Apple of Eden, que é uma arma que pode controlar, a mínimas distâncias, tudo o que seu inimigo vai fazer.

Agora bora falar sobre a história do pai de Connor (Haytham Kenway). Ai galera, já é um bom spoiler, então acho melhor vocês lerem só este próximo pedacinho. O Pai de Connor foi um grande marujo que trabalhava na marinha, juntamente com os Assassinos da Ordem, mas todos sabem que Altaïr também já foi traído pelos seus amigos várias e várias vezes. Isso acontece, mas Kenway tem um jeito diferente de lidar com isso, ou eles o obedecem, ou eles o arranca para fora dos navios e isso o fez Capitão algum tempo depois, mas os outros companheiros de mar não deixaram barato e o expulsou, nessa hora, os Templários entraram em ação e simplesmente o convenceram de que seria melhor se Kenway adentrasse a Ordem Templária, e não aguentando a pressão, foi convertido. Kenway teve um filho com uma nativa americana, mas ele sempre havia sido um britânico que ajudava os Assassinos. Então nasce 
Ratonhnhaké:ton tradução literária de Mohawk aldeia onde nasceu, viria a ser ''vida arranhada'' em português. Este nome não foi lhe dado quando ele nasceu, mas sim depois que um enorme acidente em sua aldeia aconteceu. Sua aldeia havia sido queimada pelos britânicos e ele teve de ''lutar para sobreviver'', então passou a virar um Assassino por conta própria. Inclusive existe uma hora que Connor (ainda criança) desafia um Inglês adulto para lutar, e pede seu nome para que quando crescesse, ele viesse a morrer. Connor sempre foi um menino corajoso, mas nunca foi alguém vingativo, aliás, ele não sente a mínima falta do pai e quando menciona justiça, é sempre para o seu povo que morreu naquela aldeia. Sua base é diferente da de Ezio Auditore, que permanesceu um imaturo até o momento que ficou velho e sábio. Connor aprendeu a ser sábio desde pequeno e nunca necessitou de ninguém para se virar (uma idéia de floresta isolada a qual a Ubisoft deu foco é uma idéia disso).
Você joga com Connor pequeno, depois adolescente, adulto e velho (após o fechamento do game) e somente em sua adolescência você se torna um Assassino, quando busca a Ordem que existia na fronteira. Até ai o game segue de certa forma linear, mas depois, vários elementos de um Role-Playing Game são introduzidos, para começar, já não existe mais Missões em AC. Agora são categorizadas como Quests e Side-Quests e além disso, também há os Challenges (algo típico de Fallout). E acima de tudo, já é possível fazer as famosas Fast Travels que você vê no Skyrim (se teletransportar sem precisar caminhar para todos os lugares onde você já tenha pisado no mapa). Algo bastante útil para não perder tempo, mas nem um pouco útil para mim, que gosta de apreciar a paisagem tão fodelástica que existe em Assassin's Creed 3.

Já começando minha crítica, vou partir para dizer sobre a nova movimentação e sistema de luta de Connor. Primeiro: você não precisa mais mirar manualmente no inimigo pois a Ubisoft desenvolveu um sistema de mira inteligente para que você só tenha que usar ela quando usar armas de alcance médio e longo (pistolas ou o arco e flecha). De resto, o game fará tudo sozinho para ti e isso torna o jogo mais flexível e mais dinâmico, pois proporciona uma abertura maior para realizar combos mais bem bolados e preparar o terreno para dar o próximo passo ao matar o próximo alvo.

Connor age minusciosamente e para falar a verdade, para todos os que acharam que Assassin's Creed 3 não viria a ser um jogo stealth mais, por conta da adição da pistola, está enganosamente equivocado. AC 3 é o jogo mais stealth da saga e inclusive isso já se afirma pelo nome Connor (amante de lobos, na tradução gaélica). Connor age como um predador e por conta disso aprendeu desde pequeno a subir em árvores e em qualquer superfície orgânica ou natural. Até mesmo na neve, Connor possuí uma habilidade mais aprimorada que seus inimigos, onde mesmo com a dificuldade de andar, ele possuí o parkour para facilitar e seu arco e flecha.

Também se revela na história que Connor não é ancestral de Desmond Miles e que Altaïr e Ezio não eram parentes, mas ambos (Ezio e Altaïr Ibn La Ahad) possuíam parentesco com um novo assassino da Era do Império Romano de 259 A.C (lol, é antes de cristo tá?) chamado Aquilus, e que tudo isso se deve pelas cicatrizes que eles possuem na boca. Mas até ai tudo bem, as coisas só começam a complicar no momento em que Vidic (chefe da Abstergo e Templário) começa a armar para cima de Desmond (não vai ter spoilers deste pedaço).

Agora beleza. Vamos analisar os fatos, a história do jogo é uma das mais completas e acaba solucionando muitas de nossas dúvidas, deixando para o fim do jogo um final muitíssimo estranho na qual questionaremos sobre o destino do Desmond em AC 4 ou algum outro AC que virá a seguir. Mas ainda assim a história é interessante e muito bacana.

A trilha sonora do jogo é bem original e completamente diferente das dos outros títulos, trantando e abordando uma temática mais patriarca dos Estados Unidos da América. Mas mesmo assim, ainda tem todo aquele rebolado das trilhas anteriores, com tons épicos e cheio de mistérios.

Por fim, não se arrependa de gastar seu precioso dinheirinho. A riqueza de detalhes do jogo é imensa, o gráfico está todo refinado e remasterizado com uma Engine muito dinâmica e inclusive no clima (Outono - Inverno, Primavera - Verão). Gaste sem dó seu precioso pois este game MERECE!

24.10.12

Capcom aprende com os erros e mescla terror e ação perfeitamente em "Resident Evil 6"

... Mas ainda queremos Albert Wesker de volta.

O BIELL DE BOTAS apresenta
RESIDENT EVIL 6



O jogo mais aguardado do ano está, finalmente, entre nós.  Em Resident Evil 6 temos o maior ataque bioterrorista de toda a lendária saga, começando no leste da Europa, especificamente na Edônia, e indo até a América e à China. O presidente dos Estados Unidos resolve revelar publicamente a verdade sobre o incidente de Raccoon City, mas antes que possa fazer sua pronunciação, é infectado e transformado em zumbi. Leon S. Kennedy, agente secreto e amigo pessoal do presidente, se une a outra agente chamada Helena Harper, para descobrir a verdade por trás da morte do presidente. No caminho topará com Sherry Birkin, sobrevivente de Raccoon e atual agente secreta, em missão de proteger Jake Muller, filho de Albert Wesker, que possui em seu sangue o anticorpos para o C-Vírus, nova arma biológica usada por uma compania chamada Neo-Umbrella. Chris Redfield, traumatizado pelo massacre que presenciou na Edônia, também vem a cruzar seu caminho com o de Leon, enquanto procura pela responsável pelo ataque na Europa.

Este é o Resident Evil mais grandioso da série, e o primeiro a colocar dois dos maiores protagonistas de RE juntos. Apesar de deixar evidente que não é o último, Resident Evil 6 mostra traços de que é o começo do fim, colocando seus personagens em conflitos internos e também uns com os outros diante de uma ameaça bio-terrorista global. Os novos personagens são, na maioria, ótimos. Jake Muller é um dos mais bem desenvolvidos no enredo, e Helena Harper mostra-se uma ótima parceira.

Entretanto, Piers Nivens, novo parceiro de Chris, é um personagem superficial, mal trabalhado e chato que depende de um final bom demais para criar algum carisma. O vilão principal, Derek C. Simmons, também não consegue se sobressair diante dos protagonistas (e da ótima vilã secundária Carla Radames, sósia de Ada Wong), e com sua personalidade genérica, acaba sendo ofuscado pelo resto. Resident Evil 6 é o que tem a melhor história e contexto desde o 4, porém tem o vilão mais fraco.

A ausência de Jill Valentine também deverá incomodar os fãs mais veteranos da série, pois os momentos mais dramáticos da campanha de Chris ficariam muito mais impactantes com Jill lá. A grande heroína da saga não só se encaixaria muito melhor na história (apesar de que seria necessária uma boa contorção no final para mantê-la) como também daria uma excelente personagem jogável. Com as habilidades que Valentine adquiriu em Resident Evil 5, ela poderia até mesmo ter a opção de equipar o combate corpo-a-corpo para derrotar os inimigos.

"Como assim? Não são todos os personagens que tem combate corpo-a-corpo?", permita-me explicar: sim, se você pressiona o botão R1 sem antes aprontar sua arma segurando o L1, seu personagem utiliza golpes físicos, o que nunca havia sido possível antes em Resident Evil (previamente, ataques físicos eram apenas possíveis se você atirasse em determinada parte do corpo do inimigo e se aproximasse dele para golpeá-lo), porém Jake Muller tem a opção de equipar as próprias mãos como armas e descer a porrada nos adversários de uma forma muito mais funcional.

Por que apenas Jake? Porque ele é filho de Albert Wesker, oras bolas! E, tendo Jill sido pupila de Wesker por mais da metade de Resident Evil 5, ela também possui habilidades físicas e talvez seja até mais ágil do que Jake, por isso seria uma boa pedida ela neste sexto jogo ao lado de Chris, com esta opção de combate. 

Pela primeira vez num jogo da série principal de RE, podemos mirar, atirar e andar ao mesmo tempo! Mas as inovações na jogabilidade não param por aí; também é possível jogar-se no chão e atirar deitado, esquivar-se, dar contra-ataques, disparar quick shots, usar paredes e caixas como cobertura, o combate corporal que mencionei ali em cima, e etc. Algumas armas possuem modos especiais que podem ser acionados ao pressionar o triângulo (Y, para os caixistas). Por exemplo, a pistola de Sherry Birkin e o fuzil de Piers Nivens podem ser trocados de automáticos para semi-automáticos, Leon pode sacar duas pistolas, um dos fuzis automáticos tem lança-granadas, e etc. Durante a jogabilidade, há trocas de ângulos de câmera que remetem aos tempos clássicos da série, de RE1 até Outbreak Files e Code: Veronica.

Apesar deste Resident Evil ser o primeiro desde o 4 a usar CG em suas Cutscenes, os gráficos in-game estão belíssimos, sendo os melhores da saga. A trilha sonora aplica (também pela primeira vez) uma identidade própria, e é extremamente emotiva e bem composta - porém, não possui nenhuma faixa que se compare ao épico tema de Wesker em RE5; "Wind Of Madness". O trabalho com a mixagem de som ajuda e muito a criar suspense em cenários calmos, ou desespero nos mais agitados.

Cada campanha enfatiza pontos específicos. Leon enfrenta os bons e velhos zumbis numa história mais conectada ao survivor horror - e não há UM sequer cenário diurno na campanha do agente, enquanto Chris e Jake se concentram mais na ação, enfrentando os novos inimigos inteligentes, chamados de J'avo. O que é bastante interessante nos J'avo é que, além de serem muito mais inteligentes que os Ganados de RE4 e os Majinis de RE5, eles podem sofrer mutações em diversas partes do corpo ao mesmo tempo, e a variedade de tipos de mutação é extensa

Mesmo tendo a ação como foco, as campanhas de Chris e Jake não esquecem completamente do terror. Eu mesmo subestimei a campanha de Chris achando que ela seria 100% "Mercenários", e acabou que há sim um bom suspense e desespero na campanha do protagonista mais pedrada do jogo. O game acerta em cheio um ponto em que seu antecessor falhou; que é criar suspense juntamente com cenários claros que deixam nítidos os belíssimos gráficos.

[spoiler] Há uma quarta campanha, desbloqueada apenas depois que as outras três são terminadas. A campanha de Ada Wong, que liga várias pontas soltas do game, mostra-se uma das mais interessantes. Ela mistura os inimigos entre zumbis e J'avo, e permanece mais centrada no survival horror, o que mantém o jogo equilibrado; com duas campanhas focadas no terror, e duas na ação. Aqui, não há um parceiro, portanto sobreviver é um pouco mais difícil. [/spoiler] Em todas as campanhas, a munição é consideravelmente mais escassa do que em Resident Evil 5, e nesses momentos os golpes físicos ajudam bastante, porém há uma barra de stamina, então não se pode depender das mãos o tempo todo.

Com a jogabilidade mais livre, o modo The Mercenaries, que consiste em eliminar o máximo possível de inimigos dentro de um limite de tempo no cenário escolhido, se tornou muito mais divertido. Além do Mercenaries, há um novo modo multiplayer chamado Agent Hunt, que te bota para controlar os inimigos dentro da campanha de alguma outra pessoa, e basicamente você tem que matar os mocinhos. É difícil, e alguns personagens são bastante chatos de controlar, mas é interessante. 

Todas as campanhas cruzam suas estórias em alguns pontos, e foi feito algo muito inteligente no multiplayer quanto à isso; se você está jogando na campanha de Jake, com as configurações de multiplayer ativadas, e chega num ponto em que sua campanha se cruza com a de Chris, o jogo pode fazer uma interseção do seu jogo com o de alguém que esteja jogando na campanha de Chris, neste mesmo ponto. 

Ainda há DLCs por vir e etc, e irei atualizar esta crítica quando jogar todas elas, mas por enquanto isso é o que fica: Resident Evil 6 não é um survivor horror como os clássicos foram, mas recupera muito do terror perdido em Resident Evil 5, e quem sabe recupere ainda mais nos próximos jogos (ou em futuras DLCs, como aconteceu com RE5 e seu 'Lost In Nightmares'). Não tenho certeza se este sexto capítulo supera o quarto, mas certamente é melhor que o quinto, e que venha mais Resident Evil!

Nota: 9.0

21.10.12

Brink foi uma decepção para aqueles que estavam tão acostumados com a perfeição que a Bethesda trazia.



CRÍTICA
 
Brink
Nota: 
 (1,5/5) - Desprezível

A única coisa que pode ser salva deste game é a customização (1 ponto) e o online (0,5 ponto), o resto é extremo lixo. É algo que quando vemos, sentimos mais tesãozinho jogando Counter-Strike do que ele. Brink era pra ter uma história magnífica. Toda a concepção de arte, introdução, sistema de escolhas fora posto em uma máquina de mistura junto com Combat Arms que deu em Brink. Algo totalmente genérico com reciclagem de falas INTENSAMENTE frequente e objetivos nem um pouco criativos.

Jogar Brink no modo online deve ser até bacana, mas se você pensa que será igual no trailer, esteja enganado. O parkour em Brink é ridículo. Nada como visto no trailer. Até acho que o trailer deveria ter sido chamado de ''Customization Trailer'', por que a única coisa verdadeira ali é a customização.
Tudo é customizável... Inclusive se você quiser ir para a DC ser o novo Scarecrow.
Joguei com um dos maiores fan-boys da Bethesda e posso dizer que ele teve a mesma opinião que eu. Como está claro que a Bethesda não fez isso sozinho, está claro também que ela não pode pagar este pato sozinha. Brink é horrível inclusive na sua engine dura, nos controles e em todo o resto. Bem, chega de falar de tanta coisa ruim não é mesmo, vamos para os fatos bons (e poucos) deste game.

Brink (2010) tem um dos modos de customizações mais divertidos e fodas que eu já vi. O nível de detalhes do personagem realmente é absurdo, inclusive os das roupas e o mais bacana é que TUDO tem que ser destravado. Isso dá ao jogador aquela ânsia de jogar para querer destravar suas roupas ganhando a quantidade necessária de XP. Outra coisa é que MUITO mais coisa pode ser customizada como cada pedaço do corpo ser tatuada ou você colocar mais de um tipo de roupa em você e poder escolher cada corzinha dos detalhes da roupa.
Eu acreditava tanto no potencial deste game... Ele tinha potencial... Tinha...
Também é legal como até mesmo escolher se seu personagem pode ter rugas ou não pode ser customizado ai (se bem que ninguém vai prestar atenção nisso no campo de batalha). E não esquecendo também que as ARMAS também são customizáveis EM TUDO QUE É POSSÍVEL. Extremamente tudo, desde sua camuflagem até as peças que a irão compor.

Em resumo, a trilha sonora também é bem bacana, mas ela só é presente nas cinematográficas cutscenes e na hora de customizar seu personagem, o que a deixa praticamente inútil no game.

Em resumo... Bem... Em resumo nada, este É UM RESUMO já deste game. E olhe que eu nunca fui um hater de Brink, pois sempre esperei muito desse jogo. Digamos que apenas sou uma pessoa realista e dificilmente decepcionável.

Sem querer ser rude, mas Point Blank deixa este jogo no chinelo.



18.10.12

"Cassino Royale": E assim surgiu Bond... James Bond!

" Sua última ação do dia foi escorregar a mão direita por baixo do travesseiro até tocar a coronha do Colt calibre 38 de cano curto, modelo Policial Positive. Em seguida dormiu, e sem o calor e o humor de seus olhos, seu rosto revelou-se uma máscara taciturna, brutal e fria."

O BIELL DE BOTAS apresenta
CASSINO ROYALE
de Ian Fleming



Faltando tão pouco para o aguardadíssimo "Skyfall", novo filme de James Bond, nada melhor para falar sobre do que seu primeiro livro: Cassino Royale, de Ian Fleming. Em sua primeira aventura, o agente secreto mais famoso do mundo é enviado para deter Le Chiffre, um agente russo perigoso que se pôs a ganhar dinheiro para pagar valiosas dívidas num cassino. No caminho para neutralizar Le Chiffre, Bond contará com a ajuda de René Mathis, agente francês, do americano Felix Leiter e da belíssima Vesper Lynd, em uma missão repleta de surpresas.

No James Bond que vimos nos cinemas de "007 Contra o Satânico Dr. No" até "Um Novo Dia Para Morrer", conhecíamos um agente charmoso, mulherengo e habilidoso, e os primeiros 20 filmes de Bond acabaram por esquecer do lado sombrio e confuso do personagem, tão perceptível na obra de Ian Fleming. Bond é retratado aqui como um agente experiente absolutamente seguro de suas habilidades, mas seus momentos de nervosísmo também são mostrados com frequência.

Fleming se sente tão a vontade descrevendo seu personagem que, mesmo numa narrativa em terceira pessoa, sentimos uma fluência, precisão e naturalidade dos pensamentos do personagem como se ele mesmo estivesse narrando. O autor adota uma linguagem bonita e de fácil compreensão em sua narrativa, e nos faz imaginar os belos cenários exóticos descritos com o maior brilho possível. Trabalhando muito bem com o sentimento dos personagens, Fleming compartilha conosco desde as maiores alegrias e prazeres dos mesmos até as maiores dores, tensões e sofrimentos. Cenas de tortura (a famosa sequência da cadeira, é...) e pressão sabem como deixar o leitor realmente aflito com a situação na qual os personagens estão envolvidos.

É interessante e ao mesmo tempo inteligente o modo como a trama avança. Cassino Royale é, assim como seu cenário, exótico; um thriller de espionagem em que o protagonista depende de suas habilidades nas mesas de cassino para pegar o bandido. Isso envolve observação, confiança, nervos de aço, charme, suor e sangue - e o livro utiliza de tudo isso muito bem! Há alguns erros de formatação e tradução, e poucos de escrita, mas nada que te marque mais do que a intrigante história deste magnífico livro.

Os personagens são todos cheios de carisma, mas o trio Bond, Vesper e Le Chiffre é o que realmente capta nossa atenção. Vesper é a bela pela qual tememos que qualquer coisa possa acontecer, mesmo sendo ela também uma agente, e Le Chiffre é o vilão cruel que sabemos que pode fazer qualquer coisa. Ainda que seu visual e costumes não sejam tão bem desenvolvidos no livro quanto foram no filme de Martin Campbell, sua personalidade e profissionalidade são assustadoras, e sua química com o protagonista, explêndida - a cena do jogo de bacará entre os dois é uma das mais marcantes do livro.

"Cassino Royale" tem tudo que você deve saber sobre James Bond. É uma história de prender os olhos, e entre charme e tensão, nos é apresentado o lendário agente 007 e o contexto que o cerca. Apesar de tão curta, a novela de Ian Fleming nos traz uma história da qual nos orgulhamos de acompanhar. Espere, agora, pela crítica do filme!

Nota: 9.5