2ª Premiação Anual Lagarto de Ouro

Confira os candidatos e dê sua opinião sobre os melhores filmes de 2012!

LagARTÍSTICO #7: Diamonds Are A Girl's Best Friend!

A sétima edição do quadro LagARTÍSTICO traz uma galeria da eterna diva Marilyn Monroe!

Hitman: Absolution

O Assassino 47 está de volta, saiba a nossa opinião sobre o novo jogo!

BL Clássicos

Leia duas novas críticas no quadro BL Clássicos: "The Misfits" e "How to Marry a Millionaire".

Mostrando postagens com marcador Marilyn Monroe. Mostrar todas as postagens
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7.12.12

BL Clássicos: "O Rio das Almas Perdidas" (River Of No Return, 1954)

Mais uma, mais uma, MAIS UMA!

O BIELL DE BOTAS apresenta
O RIO DAS ALMAS PERDIDAS

"O Rio das Almas Perdidas" (River Of No Return, 1954) conta a história de um fazendeiro, Matt Calder (Robert Mitchum) que tem seu cavalo e seu rifle roubados pelo golpista Harry Weston (Rory Calhoun), e quando uma tribo de índios o caça indefeso, ele foge com seu filho Mark (Tommy Rettig) e a mulher de Weston, Kay (Marilyn Monroe) pelo chamado Rio das Almas Perdidas, em uma jangada. O trio tem então que fazer o possível para sobreviver até chegarem na cidade para onde Weston fora, e onde Matt pretende acertar suas contas com ele...

O filme é quase todo sobre a mudança provocada em seus personagens através dos acontecimentos. Kay, desde o início da fita mostra-se uma dama doce e cuidadosa, enquanto Matt Calder é um homem feito durão pelo tempo, com fortes convicções, mas nada esnobe. Seu filho, Mark, é um garotinho que está começando a entender melhor a vida, e com a recente chegada de seu pai, é o que mais se fortalece até os últimos minutos do longa. 

As atuações são ótimas; Marilyn Monroe, sempre carismática, tem uma excelente química com Robert Mitchum e com o pequeno Tommy Rettig. Mitchum conquista o público no papel do fazendeiro durão e inexpressivo, e o mesmo faz Rettig como o filho curioso e fascinado. Certamente, as relações são o ponto mais bem trabalhado do filme; o modo como os laços se formam e se estruturam.

O fator no qual ele acaba deixando a desejar é a sobrevivência. Poucos são os desafios apresentados pela natureza selvagem ao qual os três protagonistas são impostos, e quando aparecem alguns, estes não dão a entender que foram realmente desafiadores. Basicamente, você não sente aquela tensão do perigo no qual os personagens estão envolvidos em muitas sequências, e sendo essa uma parte importante do clímax filme, acaba prejudicando-o bastante.

A trilha sonora é bem composta, mas ao meu ver, totalmente dispensável. Esse é o tipo de filme que cairia bem se fosse silencioso, tendo como música apenas as cantadas por Marilyn Monroe nas cenas em que sua personagem, que é uma cantora de bares, faz suas apresentações, o que inclui o tema "River Of No Return", interpretado com maestria pela diva ao final da fita.

"O Rio das Almas Perdidas" é um bom filme, mas poderia ser muito melhor  se um de seus componentes-chave fosse melhor trabalhado: a sobrevivência. Tirando isso, o romance, o avanço do enredo, os personagens, as atuações, tudo beira a perfeição. 

Nota: 7,8

6.12.12

LagARTÍSTICO #7: Diamonds Are a Girl's Best Friend!

Com as recentes críticas no BL Clássicos de filmes da Marilyn Monroe, nada mais justo que dedicar esta sétima edição do quadro LagARTÍSTICO à diva que cantava "No fim, todos perdemos nossos charmes", mas nunca perdeu o dela!

O BIELL DE BOTAS apresenta
LAGARTÍSTICO #7
DIAMONDS ARE A GIRL'S BEST FRIEND!
















E fica por aqui o LagARTÍSTICO #7, até a próxima pessoal!

2.12.12

BL Clássicos: "Como Agarrar um Milionário" (How To Marry a Millionaire, 1953)

Dinheiro... Dinheiro é sempre o motivo!

O BIELL DE BOTAS apresenta
COMO AGARRAR UM MILIONÁRIO

Em "Como Agarrar um Milionário" (How to Marry a Millionaire), Schatze Page (Lauren Bacall), Pola Debevoise (Marilyn Monroe) e Loco Dempsey (Betty Grable) são três amigas que alugam o apartamento de um figurão para aplicarem golpes de casamento em milionários. O problema é que algumas coisas inesperadas acontecem, e mudam totalmente o plano das golpistas...

O roteiro divide bem o protagonismo entre as três atrizes principais, e estas, por sinal, fazem um excelente trabalho com suas personagens. Schatze é a líder, com postura, charme e confiança, interpretada de forma exímia por Lauren Bacall. Loco tem um certo charme, mas sua característica é ser azarada e burra, o que vive colocando-a em situações complicadas. Pola é, de longe, a personagem mais simpática e adorável do longa; ela é sensual, mas inocente, e apesar de não enxergar quase nada sem óculos, não os usa com medo do que os homens podem pensar dela, e isso a faz se atrapalhar bastante.

Cameron Mitchell também se faz notar no papel de Tom Brookman, um milionário que vive tentando conquistar Schatze Page sem que a mesma saiba que ele tem muito dinheiro. É notável que a maior parte do humor do filme deriva de seus ótimos personagens e os contextos e cenários nos quais os roteiristas os inserem e como o diretor Jean Negulesco os guia. Há uma grande diversividade de cenas dinâmicas de comédia em situações cômicas, e estas são muito bem trabalhadas por Negulesco. A direção para qual o enredo vai caminhando só te deixa cada vez mais curioso sobre como aquilo tudo vai acabar, e resulta num final satisfatório para uma fita divertida. 

A trilha sonora é ótima, assim como a coloração do filme. Os figurinos se destacam bastante, sendo do começo ao fim bem variados, o que dá um charme a mais para o longa. Tal característica é bem explorada principalmente pelos cenários para os quais a trama leva nossas protagonistas. Por exemplo, no segundo ato, Loco vai para Maine, enquanto Pola faz uma viagem de avião, onde parte do desenvolvimento da personagem se passa. Nestes contextos, surgem visuais diferentes dos vistos nas festas de gala e convenções frequentadas pelo trio para fisgar os ricaços. 

"Como Agarrar um Milionário" é uma excelente comédia que diverte o tempo todo, seja com carisma ou com humor. É um filme sobre a ganância versus o amor, um duelo no qual não importa para que lado você torce, você acaba se entretendo de qualquer jeito!

Nota: 9,5

28.11.12

BL Clássicos: "Os Desajustados" (The Misfits, 1961)

É, vou começar a postar no BL Clássicos também, então vamos lá!

O BIELL DE BOTAS apresenta
OS DESAJUSTADOS


"Os Desajustados" (The Misfits, 1961), último filme completo com Marilyn Monroe e Clark Gable, conta a história de Roslyn Taber (Monroe), uma sensível jovem que acaba de se divorciar e vai passar um tempo na casa do piloto Guido (Eli Wallach) e do cowboy Gay Langland (Gable). Roslyn repudia a atividade de Gay e seus companheiros em capturar cavalos que serão mortos para virarem comida de cachorro, enquanto o mesmo não vê problema nenhum com isso. Dentro desse desentendimento, nasce um complicado romance entre os dois.

Esta é uma das melhores atuações - se não a melhor - de Marilyn Monroe, que como de costume, rouba cada cena que compartilha com o resto do elenco. Entre estes, o que melhor se destaca é o excelente Clark Gable, compondo perfeitamente um homem durão, mas ao mesmo tempo gentil e com um lado frágil exposto aos poucos. Eli Wallach também está ótimo como Guido, personagem que acabamos não amando tanto quanto os dois protagonistas. Thelma Ritter, que interpreta a amiga de Roslyn; Isabelle Steers, é outra que conquista o público com seu carisma.

A ambientação western do filme numa Nevada do início dos anos 60 o caracteriza bastante, assim como o contexto da garota urbana em meio aos cowboys e peões. É bastante notável que o longa é inteiro sobre mudanças; ao mesmo tempo que o roteiro mostra Roslyn se adaptando a este mundo, até então desconhecido para ela, bastante foco é dado ao modo como a presença da garota traz mudanças a cada um dos personagens. 

Guido é um ex-combatente de guerra e viúvo, Gay é um pai divorciado que vê os filhos de vez em quando, e Perce (Montgomery Clift) é um peão com problemas familiares - basicamente, homens solitários cujas vidas são balançadas com a chegada de uma doce garota da cidade. Uma vez que todos são homens bastante durões, suas atividades perigosas (caça, rodeio e etc) cada vez mais despertam a sensibilidade de Roslyn, e sua preocupação - excessiva, aos olhos dos peões - acaba criando vários dilemas que contribuem para o desenvolvimento de cada personagem até os últimos minutos da fita. 

A direção de John Huston é excelente, contando com um ótimo trabalho em filmagens aéreas e de perseguição a cavalos. A coordenação de voo para as cenas em que Guido pilota seu avião é impecável, assim como o treinamento dos animais como cavalos e touros, que estrelam cenas muito bem feitas e de cair o queixo. Apesar destes padrões técnicos excelentes, o único ponto negativo da fita é justamente técnico, sendo este a iluminação. Em cenas diurnas são ok, mas a maioria das cenas noturnas não convencem de que realmente se passam à noite, sendo isso atestado apenas por falas dos personagens ou por cortes que mostram o céu escuro.

"Os Desajustados" é um drama que te faz esquecer qualquer outra coisa enquanto você está assistindo a ele, e apesar de um pequeno defeito visual, o filme tem tudo o que precisa (e mais) para ganhar o amor do espectador. Tem história, contexto, ótima qualidade técnica e um elenco super talentoso liderado por uma das mais talentosas atrizes que já viveram; recomendadíssimo!

Nota: 10,0

27.11.12

"Sete Dias com Marilyn": Um filme belo, envolvente e divertido sobre a maior diva do cinema!

"Todos veem apenas Marilyn Monroe, mas quando percebem que não sou ela, me abandonam."


O BIELL DE BOTAS apresenta
SETE DIAS COM MARILYN

Em "Sete dias com Marilyn" (My Week with Marilyn) a musa Marilyn Monroe (Michelle Williams), no auge de sua carreira, viaja para a Inglaterra para filmar "O Príncipe Encantado" e durante a produção conhece o jovem Colin Clark (Eddie Redmayne), que está trabalhando na produção de filmes pela primeira vez em sua vida. Em meio aos problemas pessoais de Marilyn que vêm a interferir no andamento do longa-metragem, Colin é o único que a oferece conforto; os dois acabam se apaixonando, vivendo uma curta, mas bela história.

Eddie Redmayne se faz notar com competência no papel de Colin Clark, mas Michelle Williams é a dona do show. A atriz canta, dança, e interpreta tanto o lado problemático de Marilyn quanto o simpático e cheio de carisma que estamos acostumados a ver nos filmes da diva. Com Redmayne, Williams partilha de uma química perfeita que nos envolve e nos comove nos momentos difíceis de sua personagem, em situações muito bem utilizadas pelo roteiro baseado nas memórias escritas pelo próprio Colin. 

Quem também chama bastante a atenção é Kenneth Branagh, no papel do ator e diretor Sir Laurence Olivier. Branagh usa seu talento para delinear perfeitamente as facetas de Sir Laurence nesta fase estressada de sua carreira. Conforme o longa se desenrola, o ator consegue, com seu carisma, encarnar Sir Laurence de forma a passar uma imagem respeitável do mesmo. 

O filme é um drama curto com bastante humor e identidade. Dentre os fatores que identificam o filme estão a ambientação, a trilha sonora (que inclui algumas músicas interpretadas por Michelle Williams como "When Love Goes Wrong (Nothing Goes Right)", "Heat Wave" e "That Old Black Magic"), os figurinos, o contexto de se passar num set de filmagens, et cetera. O humor não é composto propriamente por piadas, mas pelo jeito como os personagens simpatizam com o público, que funciona muito bem.

A fotografia não é tão antiquada, o que deixa que o charme de anos 50 do filme fique mais por conta dos cenários e figurinos. A direção de Simon Curtis é ótima, apesar de alguns cortes estranhos nos primeiros minutos da fita, e o trabalho na maquiagem também é excelente, devendo ser parabenizado principalmente pela perfeita caracterização de Michelle Williams como Marilyn Monroe.

"Sete dias com Marilyn" é bonito, emocionante e bastante divertido. Guiado pelos excelentes personagens e por atuações impecáveis, o filme retrata uma fase importante da vida de um dos maiores ícones do cinema da melhor forma possível. Dispensa qualquer crítica negativa, recomendado!

Nota: 10,0