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3.7.12

"O Espetacular Homem-Aranha": Cabeça-de-Teia redefinido nos cinemas e adaptado da melhor forma

Chupa, Sam Raimi.

EL AMANTE FELINO apresenta
O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA

Quando eu fui assistir "Homem-Aranha" (Spider-Man) no cinema em 2002, saí de lá maravilhado com o que tinha visto, e ainda amo muito aquele filme. Nunca esperei que um dia fosse dizer que um reboot o superaria. Pra falar a verdade, eu nem imaginava o que significava reboot. E quando chegou "Homem-Aranha 3" (Spider-Man 3, 2007), que também vi no cinema, a coisa pela qual mais torci para que o próximo filme do Aracnídeo fosse era um reboot. Eu até gosto do terceiro filme, mas era claro que dali pra frente a Sony não sabia mais o que fazer com a franquia, além do fato de terem jogado um dos maiores inimigos de Peter Parker fora sem nem tê-lo adaptado direito como se não fosse nada, vocês sabem de quem estou falando. Tobey Maguire teve seu tempo e a história de seu Homem-Aranha teve seu devido fim. 

"O Espetacular Homem-Aranha" (The Amazing Spider-Man, 2012) conta a história de um Peter Parker (Andrew Garfield) afetado pelo súbito sumisso de seus pais quando era criança, e, determinado em uma busca para descobrir o real motivo de ter sido abandonado, suas pistas o levam de encontro com o Dr. Curtis Connors (Rhys Ifans), um cientista brilhante e obcecado por recuperar o braço através das habilidades regenerativas habituais dos répteis. Ao ser mordido por uma aranha genéticamente modificada, Peter ganha poderes extraordinários que unidos ao seu intelecto genial, fazem dele um herói memorável que virá a ser conhecido como Homem-Aranha.

O filme não cumpre exatamente o que prometeu; todo aquele papo de "história não contada" e de que saberíamos a verdade sobre o desaparecimento dos pais de Peter Parker e blá blá blá, e acaba caindo na simplicidade de uma história sobre o herói tentando impedir um cientista maluco que se transformou num lagarto gigante, com direito à piadas sobre o Godzilla e tudo. Esse é o maior defeito do filme: ele te deixa na expectativa em relação ao passado dos pais do protagonista, até o momento em que você se acostuma com isso e esquece do assunto. 

Os personagens são muito bem desenvolvidos e representados; Andrew Garfield faz o melhor que qualquer ator poderia fazer no papel de Peter Parker. Um grande problema com o Peter de Tobey Maguire era que ele não conseguia de maneira nenhuma convencer como um adolescente de colegial, ele apenas era um adulto com roupas de estudante. Garfield, além de perfeitamente caracterizado, interpreta um digno e convincente adolescente irresponsável, mas com inteligência inigualável para sua idade. Desde os primeiros momentos da fita, nos é mostrado o quão genial Peter é, com suas invenções, cálculos e tudo mais, servindo como um belo contra-ponto ao protagonista da trilogia original, que não passava de um nerd comum.

Não só como Peter Parker, Andrew Garfield faz uma ótima perfomance como o Homem-Aranha. Mesmo após tomar sermões e lições sobre responsabilidade, Peter continua o adolescente folgado que é, e finalmente podemos ver o humor afiado e o sarcasmo do Cabeça-de-Teia, que tanto faltou nos filmes de Raimi. O humor funciona muito bem, e as piadas do Aranha são impagáveis, exatamente como nos quadrinhos!

Por Deuses, finalmente o Homem-Aranha arranjou uma namorada inteligente! Eu gostava muito da Kirsten Dunst e sua Mary Jane, sim, mas temos que confessar que ela era uma tremenda retardada. A colocação de Gwen Stacy como o par romântico de Peter nesse filme não é apenas mais fiel à HQ, mas também acaba sendo um romance muito mais divertido e - cof, cof - fofo. Desde os trailers, já sabíamos que Gwen viria a descobrir a identidade secreta de Peter uma hora ou outra, e não só isso, mas o fato de seu pai, o capitão Howard Stacy (Denis Leary, em ótima atuação e sintonia com Garfield) ser um policial determinado a prender o Homem-Aranha, torna a relação entre os dois principais muito divertida - numa química teen que funciona muito bem.

Os tios Ben e May, interpretados respectivamente por Martin Sheen e Sally Field, também são muito bem construídos com a trama. Carismáticos e dinâmicos, o casal cumpre muito bem o dever de responsáveis substituindo a atividade paternal da qual Peter sente falta - e demonstra isso, outro ponto positivo - e o próprio tio Ben acaba sendo muito mais participativo na trama do que era de se esperar. O conflito familiar entre Peter e seus tios causados por nada além da falta que o garoto sente de um pai e uma mãe é um aspecto importante que foi lembrado e enfasado neste longa.

O competente Rhys Ifans compõe de maneira completa o dr. Curt Connors e sua obsessão pela perfeição, sem mencionar sua ótima relação com Andrew Garfield. Entretanto, enquanto Curt Connors se destaca, o Lagarto em si poderia ter sido melhor trabalhado. Parece que você simplesmente não viu o suficiente do vilão em sua forma mais... Musculosa e verde, e com rabo. Aliás, a escolha do Lagarto como o primeiro inimigo da franquia foi ótima, por remeter diretamente ao duelo intelectual e científico entre Curt Connors e Peter Parker, mostrando ainda mais da genialidade do garoto. O dr. Connors é de fato um dos melhores personagens no filme, ainda que lhe acrescentada uma inútil cena do mesmo duelando com seu subconsciente, que acabou lembrando bastante o Norman Osborn do filme de 2002.

Os trabalhos com os dublês são impressionantes - e devo tirar meu chapéu para Marc Webb, e também pedir desculpas por ter alguma vez subestimado sua capacidade para dirigir cenas de ação. As coreografias, em primeiro lugar, são de cair o queixo, e as câmeras que as registram muito bem guiadas pelas mãos de Webb. Um grande acerto do diretor foi preferir o maior uso de dublês para as cenas em que o Aranha se balança em suas teias pela cidade do que o excesso de CGI, tornando muito mais realista e única a experiência de vê-lo saltando pelo ar. 

Por mais que já tenhamos visto por três filmes o Aracnídeo lutando contra vilões e etc, este longa ainda consegue nos impressionar com o novo e muito mais dinâmico estilo de luta usado pelo herói, que consiste bastante no uso de suas teias da forma mais criativa possível. Devo criticar, aliás, o fato da teia do Aranha não ter acabado em nenhum momento da fita, considerando que ele a usou bastante e é uma marca de suas histórias mais clássicas os seus "cartuchos" acabarem em momentos cruciais.

Os efeitos especiais, especialmente os computadorizados, são ótimos, e embora o 3D não colabore muito, o filme tem um visual impecável. O Lagarto foi muito bem adaptado, visualmente falando, para o filme, sendo uma perfeita junção entre réptil e humano - ainda que não tenha uma mandíbula comprida como o personagem dos quadrinhos, a boca do vilão tem uma forma bastante característica dos animais de sangue frio, e mesmo seu jaleco clássico não deixa de fazer uma breve aparição, apesar de dispensado na maior parte do filme.

A trilha sonora de James Horner é excelente, mas compará-la com a de Danny Elfman vai ficar como questão de opinião, mesmo. Crianças ou pessoas que estão sendo apresentadas primeiro à este filme, vão preferir o tema de Horner, já os oldschool que acompanharam a trilogia original desde o início, vão preferir a trilha de Elfman. Eu, tendo sido uma criança que cresceu com a trilogia original, naturalmente prefiro as composições de Danny Elfman. A mixagem de som não falha em momento algum, e a fotografia é bonita e sombria, tornando o filme ainda mais digno de ser visto numa sala XD ou em blu-ray.

O grande forte de "O Espetacular Homem-Aranha" é sem dúvidas o desenvolvimento de seus ótimos personagens, até mesmo o valentão Flash Thompson ganha um melhor e essencial destaque na história de Peter Parker. Com cenas de ação de tirar o fôlego, visuais deslumbrantes, enredo promissor e humor bem colocado, o longa consegue proporcionar diversão por todos os seus 136 minutos de duração, e supera de longe todos os filmes da trilogia de Sam Raimi. É por poucos detalhes que este filme não vai ganhar uma nota máxima aqui, mas Andrew Garfield, você veio para ficar!

Nota: 9.7

8.2.12

Trailer do Homem-Aranha Punk Rock!

Depois do teaser do ano passado, foi liberado à uns dias o trailer oficial do novo filme do herói aracnídeo. O filme estréia no dia 3 de julho, e infelizmente, será concorrente direto do desfecho de Chris Nolan para sua versão do Batman no filme The Dark Knight Rises. Infelizmente? É, o Amigão da Vizinhança no mínimo será triturado nas comparações e na bilheteria, mas, isso não é motivo para deixar de falar que pela primeira fez fiquei empolgado com uma notícia sobre o filme. Segue o video no player abaixo:


Agora, as impressões...
Definitivamente, eu não gostei desse uniforme. Porém, gostando ou não, ele é um grande mal necessário. Se é para desvincular a imagem do Aranha dos filmes de Sam Raimi, que caíram num abismo total com o terceiro capítulo da trilogia, mudanças na essência do personagem e no visual são obrigatórias. O uniforme lembra o clássico, tem quase os mesmos traços, mas essas peripécias estéticas, detalhes excessivos nas mãos, pernas e botas soam desagradável pra mim. Apesar disso, em cenas de ação é quase imperceptível, a amalgama de cores visualizadas é o padrão clássico, o casual de sempre.
Vamos lá, parece que acertaram no vilão dessa vez. Se você vai fazer um filme de origem do personagem, óbviamente o herói será o centro das atenções, e qualquer coadjuvante perde o destaque. Esse erro foi cometido no primeiro filme de Raimi, com o Duende Verde trabalhando de antagonista. Agora, temos o Lagarto, um personagem importante, mas que não verá obrigação de tomar o palco como principal, ou temer o fato de ser ofuscado pelo mocinho. Doutor Curt Connor é importante para a trama, e fez aparições pontuais e ótimas no decorrer das HQs do Aracnídeo, muitas vezes como um "Hulk genérico", destruindo tudo sem intenção, apenas seguindo os clássicos e clichezentos instintos selvagens.
Por fim, o herói. Cara, o Homem-Aranha está fazendo piadas, o que diz muito sobre o personagem. Ele é essencialmente um babaca nesse quesito, sempre sendo irônico e se preocupando em irritar os oponentes. Vimos pouco isso na trilogia de Raimi, e quando vimos, fora pequenos clichês aqui e ali, pra ser pontual e fim. Espero que essas cenas engraçadas repitam-se mais vezes no decorrer do longa, mas sem apelar como visto em Transformers 2... Por fim, Andrew Garfield não pareceu a escolha certa, um ator de 30 anos para interpretar um moleque mais novo que eu? Mas, antes de medir críticas, verei o filme. Também achei Heath Ledger incapaz de interpretar o Coringa e olha só no que deu...

Apesar de erros fortes sofridos com o personagem no ramo editorial (One More Shit Day, oi?), é possível que esse filme limpe parte da imagem do personagem, que assim como a versão de Sam Raimi, tem caído numa obscura fissura de idiotices desnecessárias. Talvez, possa este ser o terceiro ou quarto melhor filme do ano, sendo que 2012 é ano de The Dark Knight Rises e Vingadores. Aguardem o lançamento do filme com seus gibis nas mãos, e a futura resenha pelo Amante Felino. Hasta!

- We must be over the rainbow 

20.7.11

Homem-Aranha 3 é um filme divertido, mas decepcionante para os fãs do Aracnídeo.

HOMEM-ARANHA 3

Primeiramente, eu quero dizer que eu gosto muito desse filme. É um longa-metragem divertido, com boas cenas de drama, uma temática interessante, muita ação, efeitos especiais ótimos e uma trilha sonora ótima. Contanto, o filme possui vilões mal desenvolvidos, mal aproveitados e desnecessários para o desenvolvimento da trama, uma conclusão que quase sai do contexto do filme, cenas de ação que não precisavam acontecer e para os fãs dos quadrinhos e desenhos do Cabeça-De-Teia, é simplesmente decepcionante o como personagem Eddie Brock(Ou Venom) e seu confronto final com o Aranha é mal aproveitado e não chega nem perto dos grandes confrontos entre esses dois personagens nos quadrinhos e nos desenhos.
Se existe um filme que marcou a minha infância de um modo inigualável, esse filme com certeza é "Homem-Aranha"(Spider-Man, 2001). Eu devo ter visto esse filme nos cinemas umas cinco vezes, e ainda o adquiri em VHS(Sim, na época ainda era popular) assim que lançou. Depois, fiquei extremamente animado para sua sequência, "Homem-Aranha 2"(Spider-Man 2, 2004) que mesmo não superando seu antecessor, se mostrou um ótimo filme conduzido pelo diretor Sam Raimi. Depois de um perfeito primeiro filme e uma sequência ótima, o terceiro longa se tornou o filme mais esperado de 2007. Mesmo sendo um filme consideravelmente legal, o filme simplesmente não foi o suficiente para agradar os fãs do herói e muito menos uma conclusão digna para a franquia milionária da Sony. "Homem-Aranha 3"(Spider-Man 3, 2007) mostra Peter Parker(Tobey Maguire) já mais amadurecido, se dando muito bem na vida e em sua relação com Mary Jane Watson(Kirsten Dunst). Mas, à medida que o sucesso e a aceitação do Homem-Aranha cresce, assim também vai o ego de Parker. Enquanto a peça da Broadway estrelada por MJ não faz muito sucesso perante as críticas, o Homem-Aranha cresce e cresce, e isso aos poucos destrói a relação entre MJ e Peter. Harry Osborn(James Franco) continua sedento por vingança pela morte de seu pai Norman(Willem Defoe), e agora que está ciente de que Peter é o Homem-Aranha, a relação dos dois sofre uma transição de amizade para rivalidade, e isso nos entrega uma das melhores sequências de ação da franquia. Enquanto isso, nos é apresentado Flint Marko(Thomas Haden Church), futuro Homem-Areia. Marko é mostrado como o verdadeiro assassino do Tio Ben(Cliff Robertson), o que é extremamente forçado e desnecessário, isso acaba sendo apenas uma desculpa para uma sequência de ação alucinante mais tarde entre o Aranha e o Homem-Areia. Já temos dois vilões no filme, porém nenhum dos dois é o vilão principal, e nem Eddie Brock(Topher Grace, que tenta salvar o personagem com um rancoroso e vingativo Eddie), o futuro Venom, é o vilão principal. O grande vilão desse filme é o simbionte, o alienígena que adere ao corpo de Peter e dá origem ao Homem-Aranha Negro, uma das figuras mais populares em todos os anos de Homem-Aranha nos quadrinhos. O modo como o simbionte é desenvolvido e aproveitado é excelente(Exceto por sua chegada sem explicação) e faz jus ao slogan do filme, "A maior batalha será interna". O filme consegue grudar o expectador à tela do cinema com o modo como o simbionte adiciona novas características ao Homem-Aranha e como isso afeta suas relações e seu status como o Homem-Aranha. Peter se torna uma pessoa vingativa, arrogante, egoísta e agressivo a medida que usufrui dos poderes que esta roupa negra lhe dá, e cada vez mais isso o afasta de seus entes queridos e faz os fãs do Homem-Aranha ver a ele de forma estranha. Seu chefe, J. Jonah Jameson(J.K. Simmons) tira proveito disso e juntamente ao vigarista Eddie Brock, leva ao público uma imagem negativa do Homem-Aranha. Temos no filme uma das cenas mais clássicas dessa saga nos quadrinhos, quando o Peter utiliza sua roupa negra pela primeira vez, e isso realmente vai causar um déjà-vu aos fãs do Aranha. A química entre Tobey Maguire e Kirsten Dunst permanece intacta, ainda é ótimo ver o casal nas telas como Peter e MJ. E falando nisso, para contribuir na destruição dessa relação, temos Gwen Stacy(Bryce Dallas Howard), nova colega de classe de Peter que se interessa por ele e pelo herói escalador de paredes, o que atinge Mary Jane de modo profundo. Eddie Brock pega mais rancor ainda de Peter ao ver que sua namorada Gwen está interessada no mesmo, e acabamos tendo um filme que envolve um "quadrado amoroso". O drama é muito bem aplicado na relação entre Peter, Eddie, Gwen e Mary Jane, mas Gwen está no filme somente para isso mesmo, de resto, sua personagem é desnecessária. Rosemary Harris está ali intacta com uma Tia May amiga e conselheira, uma personagem sempre importante para a trama. Depois um novo embate entre Peter e Harry, que pra mim é a melhor cena do filme; Uma cena com muita ação e ao mesmo tempo o drama necessário. A química entre Maguire e Franco é a mais interessante dessa fita pelo fato de que ela muda constantemente de estado, eles começam inimigos, voltam a ser amigos, passam para inimizade novamente e depois se reunem. A fotografia do filme é muito boa, ela se mostra de forma que destaca as cores mais vivas(o azul e o vermelho) nas cenas em que o Homem-Aranha está com sua roupa normal, e quando o simbionte entra em ação, ela já cai para um tom mais sombrio que acrescenta uma dinâmica muito importante para o filme. A trilha sonora, mesmo não sendo mais composta pelo ótimo Danny Elfman, continua ótima e mantém a identidade de dar a cada personagem importante(ou supostamente) um tema específico, até mesmo Venom tem seu tema. Contanto, todas as características boas do filme são relativamente pequenas perante as negativas; O filme já não passa mais a mesma emoção dos dois primeiros, e dentre os três vilões do filme(Harry, Homem-Areia e Venom) apenas Harry é realmente importante pra trama. O fato do Homem-Areia ter sido o verdadeiro assassino de Ben Parker é totalmente descartável para a trama, não era necessário pra que Peter mostrasse seu lado vingativo quando unido ao simbionte. Quase não tem nexo Venom estar nesse filme, o vilão do filme é a roupa-negra, logo o filme deveria acabar com Peter se livrando dela e Venom deveria ser apresentado como vilão principal no próximo filme. Se Venom continuasse mais um pouco no filme, o longa ia sair de contexto e ia se transformar em dois filmes dentro de um só. Além disso, o personagem Venom é extremamente mal trabalhado, ele não marca o filme como o Duende Verde e o Dr. Octopus marcaram os anteriores, ele não se refere a si próprio no plural e a voz de Eddie Brock não muda quando transformado em Venom. Quanto ao Homem-Areia, ele só está lá pra que houvesse uma vingança mais alucinante de Peter pela morte de seu Tio, mas isso é totalmente descartável. Já Harry é um vilão importante pro filme pelo fato de ter sido nos outros dois o melhor amigo de Peter, e agora é uma de suas maiores ameaças. Creio que a cena do último confronto no filme é boa apenas para podermos ver Harry e Peter lutando lado a lado. Quanto à mixagem de som, continua explêndida como nos outros dois filmes do Aracnídeo.
Conclusão Final: Entre erros e acertos, o terceiro longa-metragem do Cabeça-De-Teia é um filme divertido, com uma boa dosagem de humor que funciona, com cenas de ação deslumbrantes e efeitos especiais pelo menos bons. O erro do filme é dar muito destaque a personagens desnecessários como Gwen e Marko, e se desviar de seu contexto com a presença de Venom e com a luta final. "Homem-Aranha 3" acaba se tornando um filme mediano; divertido, mas não chega aos pés da perfeição de seus antecessores.

Nota: 6,0