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LagARTÍSTICO #7: Diamonds Are A Girl's Best Friend!

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Hitman: Absolution

O Assassino 47 está de volta, saiba a nossa opinião sobre o novo jogo!

BL Clássicos

Leia duas novas críticas no quadro BL Clássicos: "The Misfits" e "How to Marry a Millionaire".

15.10.11

Let's Find Makarov


Sneak Peek Completo de Modern Warfare 3: Campaign, Multiplayer & Spec-Ops: Survival.

Campaign - Campanha Um Jogador (REDEMPTION)
A campanha de Modern Warfare 3 faz parte de um dos melhores enredos já vistos na série de FPS da Activision. Contendo aprox. 15 missões solo (single player), MW3 ofereçe divertimento e ação realmente dignas de uma Terceira Guerra Mundial (WW3 significa World War 3, consequentemente Terceira Guerra Mundial)

Soap Mactavish e John "Price" não estão sozinhos desta vez, acompanhados da Delta Squad (Grupo Tático Delta, presente também como um pointstreak em Spec Ops Survival) que está tentando impedir um genocídio mundial. As missões Black Thuesday e Hunter Killer você joga como Frost, um membro da Delta Squad que precisa impedir certos ataques em Nova Yorque, uma delas dentro da cidade do sonho americano, e a outra, por baixo da ilha de Manhattan, sabotando um ataque surpresa contra os americanos por parte dos russos.

O som e a trilha sonora é otima, os gráficos conseguem ser mais magníficos do que em Modern Warfare 2 porém sua Engine básica não mudou, foi apenas aderido melhoramentos, uma leve mudança nas texturas e todo um re-processo na parte de danos como explosões e tiros.

Apesar de MW3 parecer ser o melhor jogo da franquia, está ainda um pouco claro que sua campanha solo não pareçeu ser tão intensa quanto em Black Ops nos primeiros gameplays, mas depois que vimos o segundo trailer, os trailer do multijogador e das Operações Especiais, voltamos a apostar que a Sledgehammer e a Infinit Ward está realmente incentivando todos a mudarem e serem mais criativos quanto a série.

Nota para Campanha: 10.0
+ Ação do que em Modern Warfare 2 + Enredo Base + Conclusão Épica
- Missões Principais - Cenas cinematográficas



Multiplayer - Multijogador

O modo multiplayer de Call of Duty sempre foi um marco forte para os jogadores, que a cada título inovava ainda mais, porém o que é interessante nesse multiplayer é que, ele resgata várias características dos outros Cods, retira o que é inutil para o título e ainda por cima acrecenta mais novidades, como o helicóptero de Battlefield que é controlado por controle remoto e retira os Killstreaks, substituindo pelos Pointstreaks (é necessário além de matar, cumprir certos desafios e missões no decorrer da partida para conseguir armaduras de Juggernaut, conseguir o Predator Missile ou até mesmo uma Stealth Bomb).

Os mapas neste Call of Duty estão muito mais extensos, oque pode dificultar um pouco para uma partida bacana, como visto em Black Ops (os mapas de suas DLCs eram tão grandes que era praticamente impossivel se encontrarem lá dentro).




Em fim, Modern Warfare 3 já garante um multiplayer de deixar o queixo de qualquer um caido, seja pela novidade de que agora, com os Pointstreaks, você não é mais obrigado a usar o último pointstreak que você ganhou para poder usar aquele que antecedia a este. Também por conta de que, agora sem os Cod Points (dinheiro usado em Black Ops), você poderá desfrutar de todas as armas que o jogo ofereçe, exeto Second Chance Perk e Auto Grenade Laucher, que são exclusivos para o modo Spec Ops Survival.

Nota para Multijogador - Multiplayer: 9.5
+ Pointstreaks + Armas e Attachments - Second Chance e armas apelativas
+ Extensão dos mapas (pode ser ruim ou pode ser bom, depende do jogador)


Spec Ops: Survival - Op. Especiais: Sobrevivência

O modo Special Ops mudou muito em relação ao seu antecessor que era dividida em 5 classes de dificuldade, com 5 grupos de fases. As dificuldades seriam: none, light, medium, heavy e massive. Porém, neste modo spec ops, as coisas mudaram, e mudaram drasticamente.

Em um estilo Cod Zombies, agora as missões são divididas por waves (hordas de inimigos) que se caracteriza com aparições de Juggs, de inimigos com as mais diversas armas, Enemy Chopper Gunner, Enemy Airstrike. Neste caso, há algo parecido com o Cod Points visto em Black Ops que fará que conforme você mate inimigos, você suba de level através de xp (experience points) e possa comprar armas e desbloqueá-las.

Como no multiplayer original, você vai subir de level normalmente, existira um leaderboard próprio pra isso. Quanto ao Special Ops, também haverá como jogar hordas em mapas do multiplayer ou mapas próprios criados exclusivamente (assim como as armas, como por exemplo a Auto Grenade Launcher).



E finalizando também este Sneak Peek com o Special Ops, podemos ter absoluta certeza de que este jogo oferece sim tanto quanto Battlefield 3 ou Far Cry 3. Incluindo seus gráficos que sofreram uma grande melhora, porém não absurda. Modern Warfare 3 é um masterpiece dos jogos de fps e com certeza você vai adorar gastar cada centavo, e desperdiçar cada hora zerando este belo e lindo jogo.

Nota para Spec. Ops - Operações Especiais: 10.0
+ armas exclusivas + baseios em cod zombies + Waves infinitas + Guerra Frenética
- a experiencia é muito boa, mas vai enjoar... cedo ou tarde.

Nota Final: 29.5/30

14.10.11

QUESTÃO DE GENÉTICA: FÊMEA OU MACHO?


Splice - Nova Espécie mostra o que pode aconteçer caso os seres humanos queiram ir além da clonagem humana.

Primeiramente, é preciso relatar que este filme é indescritivel na primeira meia-hora assistindo. Você não faz a menor idéia sobre a imagem que o filme quer trasmitir (se ele quer te assustar ou fazer você pensar... Ou nennum dos dois... Ou ambos sei lá). Mas oque deixa claro, é que além do filme ter aquela "pitadinha" de suspense, ele também tem certas cenas bem "descontraídas" incluindo sexo alienígena digamos voluntário por assim dizer.


Splice - Nova Espécie é um filme ótimo, com bela fotografia, um ótimo cenário de filmagens, um bom elenco de atores e atrizes e uma boa trilha sonora, também tem uma boa história e bons efeitos gráficos e de cinema. Mas Splice também deixa um pouco a desejar, principalmente quando falamos da demora que ocorre entre um fato e outro, enquanto eles podiam muito bem aproveitar mais o nascimento da criatura e explicar um pouco melhor certos fatos como por exemplo, explicar por que santo Deus a aberração pode mudar de sexo a cada relação sexual, sem mudar seu DNA, mas afetando suas emoções, gostos, jeitos e trejeitos?


O filme também poderia extender o período de vida da pobre coitada (ou coitado, depende da última furnicada ou 'gratinada' que ela/ele deu) da(o) Glen, inventando uma simples desculpa de que seu metabolismo é altamente acelerado, e atravessando um monte de fatos, como a transformação e o comportamento do Splice aos poucos. Mas isso não tira e nem um pouco a magia que o filme traz a você.

Apesar de Glen ser um animal (se é que podemos chamá-lo disso), você torce para ele muito mais do que para os humanos, que são tão perversos como ele(a). Porém, o bicho faz o que faz por instinto, enquanto os humanos tem a opção de se preservarem e portanto, preservarem aquela espécie.

Splice não é um animal muito diferente dos outros, além do simples fato de ter sido criado em laboratório, ele continua sendo um animal na qual é predador de humanos e outros animais depois de uma certa idade (no início de seu crescimento, ele só se alimenta de alimentos com sacarose). O que o diferencia dos outros é que Glen apesar de ter seu instinto, também tem sentimentos muito apurados, como no caso em que ele mata seu felino de estimação preferido depois da pessoa na qual o deu a ele(a) maltratou-a(o).

Splice - Nova Espécie é um filme recomendado para maiores de 12 anos (de acordo com a Blaster Lizard), e com toda certeza, todos irão adorar assistir este filme divertido e assustador. Com aquele suspense que aguarda em um final muito experado, porém épico.

Nota: 8.2
+ Terror na dose certa + Suspense enigmático + Uma dose quente ao filme
- Tempo para explicar fatos - foco na(o) Glen

She's my daughter... She have my DNA.

Max Payne está exausto com o mundo... E agora procura pela verdade... E uma saída.

Max Payne volta em seu terceiro jogo como um ex-policial que se torna segurança particular de uma família rica ameaçada por bandidos da cidade de São Paulo, Brasil.

Careca, deprimido, nervoso e o pior de tudo, sedento por vingança, Max Payne retorna em seu terceiro jogo como um ex-policial que se torna segurança particular de uma familia rica ameaçada por bandidos e traficantes de uma cidade que conheçemos muito bem por ser meramente familiar: São Paulo.


No mês de Outubro, o primeiro in-game footage trailer da Rockstar Games saiu. Quando vimos e analisamos (e logicamente, depois de desfalecermos) pudemos tirar uma breve conclusão: A Rockstar Games vai testar a si própria novamente, e irá nos testar também, botando sua personalidade e vocação como um "dentro-da-lei" em contínuo treinamento.

Podemos ver, logo de cara que Max está mais velho e acabado do que nunca, por ter largado seu emprego e estar mergulhado no álcool, M. Payne não vê mais esperanças até ser contratado por essa família que esta ameaçada por favelados e lhe pede favores como se ele fosse um "guarda-costas".


De uma forma mais detalhada, o jogo se passa 12 anos depois de Max Payne 2, que após ser demitido da New York Police Department (NYPD) ele se muda para o gueto de São Paulo, tentando fugir dos seus traidores do passado. Porém, oque ele não espera é que ele foi traido novamente, e agora, cansado de fugir (por estar de mal à pior), ele dá um basta nisso tudo e começa procurar pela verdade e uma saída, oque leva ao decorrer do enredo no jogo.

Segundo a Rockstar Games: "Este é Max como nós nunca o vimos antes, alguns anos mais velho, mais exausto com o mundo e mais cínico do que nunca.". De acordo com a Eurogamer, Max Payne usara os motores de jogos da Rockstar Advanced Game Engine (RAGE) e Euphoria - Natural Motion (Grand Theft Auto IV / Red Dead Redemption / Star Wars and the Force Unleashed e Agent).

A seguir veja o vídeo do primeiro trailer de Max Payne 3 disponível no site oficial do jogo da Rockstar: www.rockstargames.com/maxpayne3. O jogo não está somente restrito as favelas do jogo, e sim tanto nos guetos, suburbio, na cidade e nos becos da cidade.

Como uma conclusão final dessa previsão, esperamos muito desse novo jogo, como todos os outros jogos da Rockstar Games nos surpreenderam, esse com certeza será mais um (ainda mais tendo o Brasil como plano de fundo). Veja aqui oque temos de pontos positivos que provavelmente dará um toque muito mais vantajoso ao jogo:

+ O fato de ter sido feito pela Engine Euphoria, criadora de GTA IV e RDR, a física, o comportamento (inteligência artificial / IA) e os gráficos são magníficos.

+ O fato de não ser mais o escritor Sam Lake (Remedy Entertainment), criador de Max Payne I, II e The Fall of Max Payne, para passar a ser escrito pela Rockstar.

+ O fato de ser um dos poucos jogos da Rockstar a se passar em um país diferente dos Estados Unidos ou Europa, como de costume, para passar a ser jogado em um país que oferece uma experiência única para tipos de jogos como este (Brasil, claro!)

Bem, finalizando, assistam ao primeiro trailer de MAX PAYNE 3 e divirtam-se:


This Is São Paulo my Brother...

13.10.11

F5: THIS IS BRAZIL!

Velozes e Furiosos 5: Operação Rio é o melhor filme da franquia reunindo todos os outros personagens anteriores para um roubo milionário de 100 milhões de dólares.

Fast Five é simplismente aquele tipo de filme, que você começa a pensar: "como os americanos são capazes de fazer um filme que retrata melhor a realidade brasileira do que o próprio Brasil", sim claro que Tropa de Elite foi um filme genialmente épico em proporções brasileiras, mas Fast Five deu muito mais do que isso. Ele não só incorpora a vida nas favelas e nos subúrbios como também mostra como os próprios criminosos e os foras-da-lei interagem nesse mundo.

Temos Brian O'Connor e Dom Toretto novamente nesse novo filme. Após Dom ter sido preso, seus camaradas resolvem planejar uma fuga para o grande careca piloto de rachas de toda a America. Depois que eles conseguem escapar, eles fogem para o Rio de Janeiro, querendo começar uma vida diferente, longe de toda a confusão, mas quando um grande empresário e dono de negócios começa a manipular as favelas do Rio de Janeiro para interesse próprio. Dom e Brian serão sua ameaça mais perigosa.

O filme vem com um português impecável, a cultura brasileira e seus costumes estão inteiramente presentes no filme, como se trata-se de um blockbuster que contasse exclusivamente a história do Brasil. Paul Walker, Vin Diesel e Dwayne Johnson aterrorizam a cidade mais exótica do mundo: Rio de Janeiro.



Porém, nem tudo é uma beleza, apesar de a história do filme se passar inteiramente no Brasil, as filmagens ocorridas no Rio são mínimas, rápidas e simples, a maioria do filme se passa em Porto Rico, que de certa forma, tem a mesma cultura que a nossa.

Além de tudo, o filme deixa de ser aquela coisa do tipo "carro, carro, carro" para virar " pegue esse carro e enfie ele num trem, depois pule nesse carro enquanto escapa de ser morto esmagado por uma ponte e depois com o mesmo carro pule de um penhasco". Em outras palavras, o filme é mais gênero ação do que de corrida, oque melhora e muito a franquia.

É facil de perceber as diferenças entre nós, os cariocas e os porto riquenhos, mas fazer oquê? É uma lástima saber de tudo isso. Mas oque realmente importa é que o filme é por toda a certeza, um dos melhores filmes da franquia e sem estar "enchendo muita linguiça", provavelmente é um dos melhores do ano.

Nota: 9.7
Pontos positivos: + ação, + enredo, + fluibilidade, - corridas, - enrolação
Pontos negativos: - Brasil (afinal o filme se passa nesse pais! Onde ele foi parar?)

12.10.11

BATTLEFIELD 3 - Sua Arma... É seu brinquedo

Battlefield 3 = Efeito Dominó

Beleza, você é aquele tipo de pessoa que fica irritado quando não passa de uma fase na dificuldade Veteran e vai na louca e quando pensa que está funcionando desse modo, morre porque a facada não quis funcionar? Ou aqueles que estão jogando no Gun Game de Black Ops e quando estão chegando perto de vencerem, são mortos por aquele cretino de ballistic knife que deu respawn na sua frente de uma maneira magicamente maldita? Certo, certo, então saiba que em Battlefield, se você errar um movimento, ou não souber usar a cabeça, será o primeiro do seu Team que vai ser pipocado e balançar no chão


Battlefield 3 volta depois de anos, quando seus subistitutos spin-offs Bad Company 1 e 2, além das DLCs tomavam as lojas, psn e LIVE, o FPC (ou simulador, como poderiamos denominar Battlefield por percorrer um caminho alá Op. Flashpoint em questões REALISMO) que obrigava o jogador a pensar em seus movimentos (difícil em jogos onde o único objetivo é estourar os miolos dos inimigos, diferentemente de Fallout, ou aqueles RPGs que são necessários quase 100 horas ou mais para completar 25% do que o jogo lhe proporciona)

Vimos os os gameplays, demos e as notícias da Eletronic Arts e DICE e podemos afirmar (para falar a verdade, nem precisaríamos, pois quem já viu alguma imagem ou vídeo sabe muito bem disso) que a Frostbite² está realmente intensa em questões de textura, amplitude, poder de torrar a memória de seu console. A Dice caprichou muito na Engine de seu próximo Blockbuster.



BF3 conta com mapas muito mais extensos tanto em singleplayer (também podemos incluir a Campanha nisso) como em multiplayer. O modo Campanha não tem sua história restrita apenas em um único conflito, sendo muito contraditória e paradoxa, passando pelo Oriente Médio, Europa e EUA. O jogo, em uma de suas missões, pede ao jogador que ajude seus team "mates" a atravessar uma das cidades do Oriente Médio: Curdistão. Enquanto a outra dela já exprime uma idéia de vasticidade quando vemos soldados lutando contra seus inimigos dentro de um tanque repleto de equipamentos de mísseis, torpedos, metralhadoras e "predators". Não se consegue ver o limite da área onde se joga, muito menos onde os inimigos se encontram.

No modo multiplayer ainda predomina as quatro classes originais do Battlefield, incluindo a de Engenheiro, médico entre outras, porém recebeu muitas melhorias, como a de incluir equipamentos mais detalhados e complexos para cada classe que o jogador especifíco possa usufruir da classe que mais preferir.

Karl-Magnus Troedsson, da DICE, critica a falta de criatividade de seus concorrentes, e estão muito confiantes, que, competindo com si próprios, gastarão tempo e dinheiro em algo definitivamente que irá levar o consumidor as alturas, sendo em caças, tanques, na agua, na terra ou no ar.

Bem, finalizando, Battlefield é aquele tipo de jogo efeito Dominó. E como na vida real, toda ação... Terá uma reação no final. É regra!

Nota: 9.5
+ Ação + Intenso + Aventura + História
- bugs - lags

10.10.11

"A Hora do Espanto" ressucita não só os bons e velhos vampiros, mas também o gênero terror

A HORA DO ESPANTO


Depois de um bom tempo descansando em seus caixões, os vampiros voltaram à moda cinematográfica com "Crepúsculo"(Twilight, 2008), mas voltaram não tão assustadores como antes. Enquanto nos filmes de antigamente, vampiros e lobisomens eram criaturas diabólicas que causavam medo e pesadelos, agora eles se tornaram motivo de adoração de garotas adolescentes só pelos atores que os interpretam ou motivo de chacota para as pessoas com mais senso crítico. Enquanto a saga dos vampiros purpurinados chega ao fim, novas versões surgem. "Padre"(Priest, 2011) tenta apresentar vampiros animalescos, sem alma e sem cérebro, mas falha. "Deixe-Me Entrar"(Let Me In, 2010) mostra-se um ótimo filme(um dos meus preferidos do gênero, aliás) mas não tem o suficiente para conquistar o público "old school" dos vampiros de volta. Mas, quando assisti ao trailer de "A Hora do Espanto"(Fright Night, 2011) durante uma sessão de "Premonição 5"(Final Destination 5, 2011), eu vi algo que realmente poderia trazer os bons e velhos vampiros de volta ao cinema. É claro que eu não iria conferir este remake sem antes assistir à obra original, então me apressei para ir à locadora e alugar o antigo filme. Assisti e adorei. Agora era só esperar para conferir a nova versão, e valeu a pena esperar.
Charley(Anton Yelchin, o Kyle Reese de "Exterminador do Futuro: A Salvação") é um garoto estudante do ensino médio que se encontra num relacionamento estável com sua namorada Amy(Imogen Poots), mas em uma situação complicada com seu ex-melhor amigo Ed(Christopher Mintz-Plasse, o Red Mist de "Kick-Ass"). Tentando negar seu passado nerd para se tornar popular na escola, Charley consegue um namoro ascendente com Amy mas uma amizade decadente com Ed. Mas, a vida de Charley realmente muda quando conhece seu novo vizinho, Jerry(Colin Farrell), que é acusado por Ed de ser um vampiro. Tal coisa soa como um absurdo e isso basicamente destrói a relação entre os dois. Porém, quando os desaparecimentos de pessoas começam a se ligar cada vez mais à ele mesmo e ao vizinho Jerry, Charley resolve investigar e descobre que o que Ed dizia não era nenhum absurdo. Antes que você leitor ache que estou contando muito sobre o filme, tudo isso é mostrado no trailer, então oficialmente não estou dando nenhum spoiler. Quando Jerry se dá conta de que Charley está espionando-o, o vampiro caça o estudante maniacamente e sua família também.
Vamos começar ressaltando algumas diferenças entre o original e o remake, mudanças importantes para atualizar a história e os personagens. Enquanto no longa antigo Charley era um garotinho medroso e desesperado para que alguém acreditasse nele, nesta fita, o protagonista é corajoso e está disposto à buscar pela verdade por si próprio de forma mais inteligente, e seu amigo Ed(que no primeiro longa era um fanático pela mídia sobrenatural) é quem tenta desesperadamente fazer com que Charley acredite nele. A mãe de Charley, interpretada por Toni Collette, tem muito mais participação neste filme do que no original, o que achei muito legal, pois a caça soa bem familiar no primeiro ato do filme. A namorada Amy é quem o protagonista está sempre protegendo, e tem participação importante na trama. O Grande Matador de Vampiros, Peter Vincent, que no filme original era um ator e apresentador de programas sobre vampiros e monstros, aparece muito mais atualizado nessa versão; Um mágico ilusionista, claramente inspirado no famoso Criss Angel. O Peter Vincent da nova versão tem certas semelhanças com o original, como sua covardia, mas também tem muitas diferenças que podem ser notadas já no trailer do filme, como seu modo peculiar de se vestir, o alcoolismo e o fato de ser mais jovem. O mágico tem uma relação passada com o vampiro Jerry, mas esta é apresentada e tratada de modo tão superficial que poderia ser ignorada. Talvez, se melhor explorada, poderia soar melhor nas telas, mas do modo que o filme apresenta é totalmente dispensável. Por falar em Jerry, este é o grande destaque do filme. Colin Farrell interpreta um Jerry com muito mais personalidade que o interpretado por Chris Sarandon no original. Enquanto o vampiro de Sarandon tentava ser mais charmoso e se adaptar mais normalmente à sociedade para provar à todos que Charley tenta convencer de que ele é um vampiro o contrário, o Jerry de Farrell age de uma forma mais provocativa e irônica, principalmente em seus primeiros diálogos com o protagonista. Colin Farrell cria um vampiro sociopata, sedutor, animalesco, sombrio e irônico, até em seu tom de voz, que é uma das características que transmitem bem sua ironia e sua provocação. Jerry também se mostra bastante manipulador quando necessário, e é ciente de seus poderes, utilizando-os muito bem ao longo do filme. Tanto os sobrenaturais quanto os sedutores.
O filme se mantém fiel ao original e apresenta o vampiro de um modo bem clássico; Temendo crucifixos, não aparecendo em reflexos de espelhos, morrendo com estacas no coração, precisando ser convidado para entrar na casa de alguém(O que é muito melhor explorado neste filme do que no antigo) e acima de tudo: Queimando no sol. Não brilhando no sol, QUEIMANDO no sol. O tom do filme também apresenta os subúrbios de Las Vegas como um local adorável de se viver durante o dia, mas sombrio e perigoso durante a noite. A cinematografia do filme faz do mesmo uma obra bem obscura, e quanto à fotografia, as cores não são muito destacadas, mantendo o tom sombrio do filme. Há MUITO sangue, como deve ser feito num filme de vampiros, mas a coloração vermelha não é tão forte quanto em "Premonição 5", pelo contrário, o vermelho do sangue aparece bem escuro. O suspense é bastante presente no filme sim, mas não é a chave. As coisas se atualizam, o filme antigo apostava no suspense para assustar aos espectadores. Aqui, o suspense é sim muito bem utilizado quando aparece, mas a ação é o que chama a atenção de verdade. A tensão da caçada, as ótimas cenas de ação entre Jerry e os protagonistas. Os efeitos especiais são muito bons, não há o que botar defeito. Não são extravagantes, mas também não partilham da falta de qualidade que alguns filmes vem mostrando ultimamente. Já o 3D é mediano. Os efeitos são muito bem aplicados sim, você realmente sente as coisas vindo na sua cara(de forma utilizada para não afetar a experiência de quem vá assistir o filme em 2D), mas como o óculos 3D diminue a iluminação e muitas cenas de ação do longa se passam durante a noite ou em ambientes escuros, isso atrapalha na imagem. Prefira a cópia em 2D do filme.
A trilha sonora é forte e penetrante, mas em muitos momentos é bem genérica. Não é nada marcante como deveria ser(O tema do filme original é muito mais memorável), mas inegavelmente acrescenta muito à experiência durante as cenas de suspense e ação. Ainda sim, deveria ter sido melhor composta, o que não era esperado do compositor da trilha de "Homem de Ferro"(Iron Man, 2007), que é ótima. Quanto ao humor do filme, funciona muito melhor do que no original, mas ainda é leve. Pelo menos eu não consideraria esse filme uma obra de terror/comédia, achei "Pânico 4"(Scream 4, 2011) muito mais engraçado nesse aspecto. Mas claro, isso varia para cada um. O filme é muito menos sensualizado que o original(Lembre-se que se trata de um filme da Disney), mas é claro, não se esquece do lado sedutor dos vampiros. O terror é muito mais presente neste filme do que no original também. O original continha um suspense de matar, mas este utiliza muito mais os sustos e cenas horripilantes para conquistar seu público(Um sujeito não conseguiu comer sua pipoca e me ofereceu o saco cheio ao final da sessão), ressucitando também o verdadeiro gênero do terror.
Conclusão Final: "A Hora do Espanto"(Fright Night, 2011) devolve ao cinema os vampiros do jeito que eles devem ser: Selvagens, sedutores e manipuladores. Com direito à ótimas atuações, efeitos especiais e cenas de ação empolgantes, o filme é um prato cheio para aqueles que procuram uma experiência divertida e assustadora. O longa peca apenas por apresentar muito superficialmente a relação entre Peter Vincent e Jerry e por sua trilha sonora pouco memorável, mas é um filme obrigatório para todos os fãs de crônicas vampirescas ou do gênero terror em si. Recomendado!

Nota: 8.7

8.10.11

"Sucker Punch: Mundo Surreal" é um espetáculo sensual, visual e musical

SUCKER PUNCH
MUNDO SURREAL



Zack Snyder vem surpreendendo Hollywood com seu estilo radical de fazer filmes. Desde "Madrugada dos Mortos"(Dawn Of The Dead, 2004), remake muito bem recebido do clássico de George A. Romero, Snyder vem sendo elogiado e se encontra em carreira ascendente. Escancarou as portas do sucesso em 2006, com "300" e desde então se mostra um diretor muito competente e que chama a atenção principalmente por suas cenas de ação, os visuais e o cenário. "Sucker Punch: Mundo Surreal"(Sucker Punch, 2011) é seu primeiro longa-metragem baseado num conceito próprio, e é simplesmente excelente.
O filme narra a história de Babydoll(Emily Browning, toda crescidinha), uma pequena garota cuja a mãe morre e deixa a herança inteira para ela e sua irmã. O padastro ganancioso não aprova a ideia e faz com que, acidentalmente, Babydoll mate sua irmã. Baby é então internada num hospício por seu padastro, onde conhece Rocket(Jena Malone), Sweet Pea(Abbie Cornish), Amber(Jamie Chung) e Blondie(Vanessa Hudgens), quatro companheiras que decidem ajudar para que Babydoll fuja do hospício antes que Blue(Oscar Isaac) entregue-a para High Roller(Jon Hamm).
O filme é dividido em três segmentos, ou dimensões. Estes são: O Hospício, o Teatro e a Imaginação de Babydoll. Os três desfrutam de técnicas de fotografia e cinematografia diferentes para cada um. Durante as cenas decorrentes no Hospício, a fita é mais descolorida e sombria. No Teatro temos uma coloração maior que dá mais enfoque para cores quentes como o vermelho e seus derivados, e na Imaginação de Babydoll há quatro mundos fantasiosos que também usam manipulações de cor diferentes. O primeiro, chamado "Feudal Warriors", destaca o azul e sua frieza. O segundo, "The Trenches", procura destacar mais o cinza, beje e marrom numa mistura que nos engloba dentro do clima de guerra da dimensão. No terceiro, "Dragon", o laranja se sobressai e "Distant Planet" engloba um pouco de cada um dos anteriores, sendo as cores em questão o verde, laranja e o azul.
O filme inicia no Hospício e então, passa para o Teatro. Emily Browning faz uma forte interpretação, deixando clara a evolução de sua personagem com o desenvolver da trama. Babydoll é no início apenas uma garotinha ingênua, inocente e frágil, mas o quanto mais seus inimigos a martelam, mais ela se fortalece. Jena Malone e Jamie Chung são as mais carismáticas do elenco coadjunvante e suas personagens, Rocket e Amber, são as mais leais e dispostas a seguir Babydoll em sua fuga. A novata Abbie Cornish surge malhada e faz bem no papel da relutante Sweet Pea, provavelmente uma das melhores atuações e a personagem que mais chama a atenção do espectador ao longo do filme. Vanessa Hudgens faz uma apresentação mediana como Blondie. A ex-atriz-teen protagoniza algumas cenas de ação empolgantes mas não parece totalmente confiante com sua personagem. Nas cenas mais emotivas, Hudgens faz muito bem o trabalho. Já nas menos emotivas, seu nível de atuação cai. Mas nada que atrapalhe na diversão do espectador. Oscar Isaac se faz notar como o vilão ganancioso e sociopata Blue, especialmente nos momentos finais do filme. Irônico, um tanto carismático e estiloso, Isaac encarna o vilão de forma digna. Scott Glenn aparece como um sábio velho que sempre está guiando o grupo de garotas para que possam realizar sua fuga, e em cada mundo fantasioso, Glenn solta bonitas e inspiradoras frases. Não é explicado ao certo no final do longa o que o personagem de Glenn era, então, cabe à cada espectador imaginar o significado do sábio velho. O blu-ray estendido(não lançado no Brasil) contém mais diálogos entre todos os personagens e mais espaço para que a relação e a química dos tais se desenvolva melhor.
Zack Snyder faz um ótimo trabalho também em relação à trilha sonora do filme, penetrante e viciante. "Sucker Punch" não chega a ser um musical, mas as músicas, presentes em cada camada do longa, são importantíssimas. Acrescentam o clima ideal para cada cena em que aparecem e nos dizem bastante sobre o que está havendo ali, principalmente sobre as personagens. Inclusive, na versão estendida, há um número musical de Oscar Isaac e Carla Gugino divertidíssimo chamado "Love is The Drug", que apresenta-nos o trabalho feito no Teatro. Snyder usa aqui sucessos conhecidos como "Sweet Dreams(Are Made Of This)", "Where Is My Mind?", que são ambas interpretadas pela própria Emily Browning, "I Want it All / We Will Rock You" e entre outras. Cada uma das músicas é tão importante e tão marcante que não se dá pra dizer ao certo qual seria o tema principal do filme.
Os efeitos especiais são nada mais, nada menos que perfeitos. Mesmo não que não tenha sido lançado em 3D, "Sucker Punch" é de cair o queixo e impressiona muito mais do que a maioria dos filmes em 3D. Em blu-ray, a alta-definição deixa a experiência ainda mais deslumbrante, apesar do blu-ray brasileiro do filme ter sido mal-trabalhado. Com os efeitos fantásticos as cenas de ação, que foram muito bem criadas e coreografadas, se tornam ainda mais incríveis, entrando em principal destaque a cena do combate aos robôs em "Distant Planet". A sequência de ação nessa cena abusa bastante do slowmotion e impressiona ainda mais pelo fato de ter sido filmada em apenas uma tomada. Na versão estendida, que tive de baixar no computador para assistir, as cenas de ação de "The Trenches" e "Dragon" são maiores e mostram ainda mais o excelente trabalho dos coreógrafos em criá-las e das atrizes em executá-las. Além da ação embalada, das ótimas atuações e músicas, o filme contem uma importante mensagem em seu triste desfecho sobre luta, liberdade e identidade, que fica ainda mais claro na cena extra contida no blu-ray estendido. Tal cena envolve Jon Hamm e Emily Browning no que é, muito provavelmente a melhor química do filme inteiro, chegando a ser até romântica.
Conclusão Final: "Sucker Punch: Mundo Surreal"(Sucker Punch, 2011) é uma experiência incrível e inspiradora, uma verdadeira amostra da sétima arte em sua melhor forma. Com direito a ótimas atuações, músicas, muita ação e efeitos especiais, o filme fará você se sentir de uma forma que nunca irá se esquecer, e os pouquíssimos problemas apresentados na versão convencional do longa são reparados pela versão estendida, que além disso, traz cenas de ação muito mais empolgantes. Você tem todas as armas de que precisa. Agora lute!

Nota da versão normal: 9.8
Nota da versão estendida: 10,0