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23.3.12

"Jogos Vorazes" e a sobrevivência à mídia...

Eu vou pular direto pro título, ok? Não sei como introduzir esta crítica. Mas a fila tava do cacete.

EL AMANTE FELINO apresenta
JOGOS VORAZES


"Jogos Vorazes" se passa num futuro onde as guerras e o caos levaram a sociedade à decadência, e o mundo se dividiu em treze Distritos. Anualmente, um jovem casal de cada Distrito é selecionado para participar de uma gincana escolar chamada Os Jogos Vorazes. Apenas uma pessoa deve voltar vencedora para casa... E viva. A trama acompanha Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), que se voluntaria a participar dos Jogos Vorazes para impedir que sua irmã mais nova seja a escolhida. Qualé, vocês viram isso no trailer, folks. Junto com Katniss, é escolhido Peeta Mellark (o quase-Homem-Aranha Josh Hutcherson), e todo mundo já sabe o que acontece daí. Principalmente quem leu o livro de Suzanne Collins. Eu devo ter lido umas três páginas.

O filme logo estabelece o clímax de seu contexto: Sobrevivência. Desde antes a "Colheita" acontecer, já é apresentado o quanto os cidadãos do Distrito 12 têm uma árdua vida e precisam batalhar para conseguir um simples pão. E sobrevivência inclui treinamento, inclui caça. E é esse o tipo de personagem que Katniss Everdeen é, uma garota meiga na carne, mas forte tanto fisicamente quanto psicológicamente. Entretanto, para toda força, existe fraqueza, e para toda coragem existe desespero. Jennifer Lawrence retrata isso em Katniss de forma não menos que perfeita - se você já entrou em desespero alguma vez, vai acabar se identificando com isso. Quando você conhece Katniss Everdeen, você vê uma menina segura e corajosa, e é de se acreditar que ela tenha confiança no que sabe fazer, mas as circunstâncias surgem e revelam detalhes dos quais não teríamos conhecimento se não fosse pelo perigo.

Katniss é imposta à situação em que você acha que conhece a você mesmo, se acha preparado e seguro, mas quando se depara com o verdadeiro perigo e com o sofrimento, percebe que não está com a bola toda. A química da fofa Lawrence com Josh Hutcherson começa fraca, sendo a conexão da atriz com Lenny Kravitz mais forte do que com o co-protagonista, mas, a coisa vai evoluindo ao longo da projeção, e a relação dos personagens se torna mais aceitável. Não há, basicamente, nenhum personagem inútil na trama, mas devo dizer que alguns poderiam ter sido muito melhor utilizados. Como Cato (Alexander Ludwig), por exemplo.

Os visuais são lindos, e é curioso como o filme estabelece a enorme diferença entre o Distrito 12 e a Capital, visualmente. É mais do que notável a diferença entre pobreza e riqueza. Enquanto o Distrito 12 se assemelha em muito à algumas partes do mundo real atual (assim como seus cidadãos), a Capital é algo explendidamente lindo. Ela impõe as regras ao povo mais simples, ao povo que para eles, é fácil de manipular. Acontece que Os Jogos Vorazes são apenas um reality show de matança que, além de controlado pela Capital, é usado para controlar a sociedade. Encare Os Jogos Vorazes como um Big Brother em um futuro não tão distante, e a Capital, como a mídia. Nós seríamos os Distritos - sendo alguns mais pobres, outros mais ricos e especiais. Tá bom, se Big Brother fosse como Os Jogos Vorazes, eu assistiria. É, eu sou sádico.

Os figurinos são bastante variados, e a diferença entre cidadãos da Capital e do Distrito 12 é, novamente, enorme - mais uma ênfase ao fator "pobreza vs. riqueza". Quando vi a Lady Gaga Effie Trinket (Elizabeth Banks) no trailer do filme, pensei que suas roupas extravagantes seriam um charme próprio da personagem, mas acabou que todos os moradores da Capital se vestem de modo chamativo e colorido. É, ultimamente nós temos caminhado para esse caminho também. Por favor, não me inclua neste "nós".

Os efeitos especiais são práticos em grande parte, o que acaba tornando o CGI estranho quando aparece, principalmente quando usado para simular fogo. A filmagem segue um estilo bastante movimentado, raramente a câmera é usada de forma mais fixa. Cai bem no filme, mas atrapalha em algumas cenas de ação. A selva que serve de cenário para os Jogos é perfeita; com suas árvores compridas, parece bastante claustrofóbica nas áreas mais aborizadas, entretanto, em espaços abertos, o perigo passa a ser justamente a exposição. A dinâmica entre estas duas formas de perigo é bem trabalhada, mas obviamente não são as únicas.

A trilha sonora original de T-Bone Burnett e James Newton Howard é intensa e dá o clima ideal ao filme, mas é desprovida de uma música tema marcante - e vocês sabem que eu amo músicas temas! Ainda sim, o trabalho dos dois compositores é digno e essencial em muitos momentos. A mixagem de som é interessante por não tentar exagerar, dispensando sons muito genéricos de lâminas e esse tipo de coisa, o que combina com o estilo movimentado da filmagem, passando um tom mais real ao espectador.

No início, achei que o marketing apoiado no sucesso de "Harry Potter"" e "A Saga Crepúsculo" poderia acabar com o público deste filme, mas eu estava muito enganado. "Jogos Vorazes" é um ótimo filme, e provavelmente o meu segundo preferido sobre sobrevivência e desespero, perdendo apenas para o perfeito, insuperável e divino "O Predador". Espero que venham logo as sequências, pois esta é uma saga que terei imenso prazer em acompanhar. "Jogos Vorazes" é DO CARALHO e eu compraria em Blu-ray. Eu até admito que este filme quase me fez chorar, mais do que "Gigantes de Aço", e provavelmente teria, se no final Katniss e Peeta realmente tivessem se--

Nota: 9.7

22.3.12

John Carter mostra que até a Vida é algo relativo quando se trata do Planeta Vermelho


PREVIEW E NOTÍCIAS com spoilers
JOHN CARTER
ENTRE DOIS MUNDOS

Esta Critica contém cenas do filme 'sem cortes' que podem ser julgadas como spoiler

John Carter: Entre Dois Mundos é sem a menor sombra de dúvidas o filme mais brisado, fumado, louco, esquizofrênicamente maluco que eu já pude tentar entender feito pela Disney. Mas todos esses adjetivos citados, são um ponto positivo para o filme. É muito bacana você ver, que pelo menos, diferentemente dos jogos, onde hoje em dia, apenas o multiplayer monótono é levado em conta, que ainda existem bons roteiristas e bons diretores por ai, que conseguem levar um trabalho adiante, inovando de todas as formas. Desde a fotografia, sem relances muito complicados, uma cinematografia simples, atuações muito boas, um elenco forte e personagens muito bem aproveitados.

Iremos começar pela história, que já começa apresentando uma introdução bem confusa ao filme, que na minha opinião, não precisava estar lá, sinceramente, foi uma das poucas cenas que não fez o menor sentido. Ninguém precisa se uma introdução na qual mostra o problema central da história se iniciando, eles simplismente poderiam colocar essa cena em qualquer parte do filme, menos no início. A cena logo depois dessa sim pode ser considerada a verdadeira introdução do filme.

A fita apresenta idéias geniais, principalmente a de que Marte é um planeta completamente normal e muito bem possível de ter condições de vida, ou seja, que tem água abundante e que também possui oxigênio, o fato não é explicado no filme diretamente, apenas abordado. Mas a história em si começa quando nosso personagem John Carter, até então morto, deixa um diário para o seu advogado, que é indicado para ser entregue ao seu sobrinho, e que somente ele poderia ler o que continha lá dentro. Apartir dai, a história de Carter se torna relevante, e mostra que a personagem se trata de um explorador, que começa a simplismente simplismente cavar minas por ai, procurando por mais um dos seus artefatos curiosos e riquezas, um antigo hobby desde que sua mulher, havia sido cruelmente assassinada. Não se pode chamar John C. como um Indiana Jones da vida. Carter está mais para um ladrão furtador de tesouros alheios.



Porém, ao ser preso e feito de prisioneiro por um dos donos de tesouros roubados, Carter é obrigado a fugir pela Terra de Virgínia, sua cidade natal. Onde é abordado por índios e pelos 'cavalheiros' locais, então, junto com o assaltado, os dois acabam tendo que fugir e se ajudarem para escapar da emboscada, desde ai, Carter acaba entrando em um lugar completamente errado, na hora mais errada possível: um templo de uma antiga juridição que é chamada de guardiões, eles guardavam a relíquia que poderiam guiá-los a qualquer lugar, controlar qualquer tipo de força, se transformar em qualquer tipo de ser ou pessoa, e além disso, a capacidade de controlar as partes do corpo humano como desejar. Isso de cara é tratado como algo ótimo para Carter, mas se torna um problema, ao tocá-lo, Carter acaba acidentalmente indo para o planeta vermelho, onde descobre que tudo era uma mentira.

Com seu novo lar, Carter vê que com a gravidade de Marte e as alterações da atmosfera, sua massa muscular reage de forma diferente, apesar de não alterar sua forma, tornando-o muito mais forte, e lhe dando a oportunidade de pular muito mais alto. Isso leva aos produtores e ao roteirista a explorarem muita coisa com o ambiente de Marte, ainda bem, que apesar de tudo, o filme ficou muito bacana nos efeitos especiais. Principalmente com os aliens e monstros, e lógico, o maravilhoso cachorrinho marciano.




Quando eu assisti a fita no cinema, alguns dias atrás, a partir do segundo que o filme começou, eu realmente me vi assistindo um filme da Disney, literalmente, eu pensei que seria mais um filme do tipo: Príncipe da Persia (não me julgem mal, eu amei o filme), mas John Carter é muito mais que isso, ele é o primeiro filme live action da Pixar Studios, isso já mostra que o diretor de Procurando Nemo, Andrew Stanton, que também dirige 'Entre Dois Mundos'. Outra coisa é que o personagem, no inicio do longa, e em algumas cenas, parece ser bastante inspirados em dois jogos que para mim, são relíquias também, são eles The Darkness e Red Dead Redemption, e você percebe isso perfeitamente no trailer se você já jogou algum deles.

Quanto a trilha sonora, essa sim marcou bastante presença. É dificil você ver trilhas sonoras diferentes hoje em dia, mas quando você descobre que seu compositor é o mesmo de Lost e de Missão: Impossível - Protocolo Fantasma, você percebe como as coisas sempre são explicadas de alguma forma né? A Trilha Sonora é simplismente fantástica, um tom de fantasia e melancólico, por conta do filme não abordar um tema muito infantil, porém ainda sim muito divertida e bem presente na trama.

A fotografia também é um ponto bem interessante, pelo fato de ser bastante simples, eles mostram o que deve, sem fazer muito jogo de câmera, algo que a maioria esquece de fazer ao tentar filmar das maneiras mais diferentes possíveis. Em 'Entre dois Mundos' você é capaz de ver tudo o que acontece durante o filme, sem se confundir durante a troca de cena entre uma e outra.

Os efeitos computadorizados são espetaculares assim como os de Avatar ou outro filme que chegue ao patamar deste, os aliens são altamente detalhados, o cão e os monstros, as naves, tudo é feito com muita riqueza, inclusive o ambiente, algo forte que também foi investido em Avatar. Para falar a verdade, eu preferi muito mais este filme do que Avatar, porém, ao contrário dele, John Carter, eu já não coloco muita fé como vencedor de um oscar, talvez como de efeitos especiais, ou trilha sonora, mas não de melhor filme. Eu acredito que Avatar tinha este potencial por todo o carinho que James Cameron teve ao produzir o filme. Mas, em relação a história e ao humor, sem dúvidas nenhuma, é John Carter o vencedor dessa bolada.

Por Fim, John Carter: Entre Dois Mundos é um filme espetacular baseado em uma obra literária: 'Uma Princesa de Marte' de Edgar Rice rica em criatividade, e emoção, onde cada segundo, parece ser mais desafiador para John Carter, que se encontra na
terra de ninguém. Ah! E não posso me esquecer do 3D, que além apesar de não estar constante, é realmente intenso quando surge na telona, e na telinha também.

Nota: 8.6
+ Criatividade + História + Figurino + Ambientação + Trilha Sonora + Efeitos Especiais + 3D
- Introdução desnecessária para o filme.

Aqui está uma cena especial que eu escolhi para divulgar na Blaster Lizard, para quem não assistiu e não quer spoilers, pare aqui e divirta-se lendo nossas outras críticas.



20.3.12

"Silent Hill: Downpour" e a arte do terror...


[...]
A série Silent Hill foi iniciada pela Konami nos anos 90, com um jogo inovador para o padrão da época. A temática? Terror. O medo traçado pelo pensamento maquiavélico de Lovecraft, instigando o jogador a temer o desconhecido, a entrar numa atmosfera de medo que trouxesse uma certa insegurança através de cada porta. Uma série que consagrou-se graças às notáveis falhas gráficas. Problemas nos detalhes e serrilhado foram encobertos pela densa névoa, e seguidamente pela escuridão sem fim.


Leão Valente apresenta,
SILENT HILL: DOWNPOUR
“ Who can stop the rain? ” 

Downpour é o mais recente capítulo dessa série, e trás para os fãs da série, um presente inestimável. O game não foi desenvolvido pela Konami, que deixou o trabalho à cargo da finlandesa Vatra. E, nossa, como finlandeses fazem bons jogos de terror. Primeiro a franquia Alan Wake (esclusivo para o Xbox 360), e agora o mais novo capítulo de Silent Hill (em multiplataforma, para PS3, X360 e PC).  Como o amigo Jack Estripador fala: vamos por partes, começando com o trailer oficial lançado na E3.


O SOBREVIVENTE
O protagonista da vez é Murphy Pendleton, que diferentemente de alguns jogos anteriores, não é um inocente buscando deixar a cidade com vida. Ao início da aventura, Murphy conta com uma troca de favores com um dos oficiais da prisão para assassinar um homem chamado Napier, por motivos que virão à tona mais tarde. Murphy é um presidiário, e tudo que a sessão de spoilers dirá é que o número inserido em seu traje penitenciário indica desde violência à assassinato infantil. Durante a viagem para outro presídio, um acidente na rodovia sentencia os presidiários à sobreviver em Silent Hill. Temos a visão de Murphy diante dos acontecimentos, e, como sempre, Silent Hill é tão bem construída que soa como poesia. Um detalhe muito legal sobre Murphy, é seu medo. Ao contrário de Harry Mason ou James Sunderland, pessoas que lutaram contra as armadilhas da cidade para ter em seus braços alguém que amavam, Murphy não é uma alma inocente, e não está disposto a aceitar tal desafio. Ele apresenta o sentimento primitivo que qualquer pessoa naturalmente teria diante de Silent Hill: medo. O medo do desconhecido, uma vez descrito por H.P. Lovecraft como o mais brutal.
Anne Cunningham aparece como uma co-protagonista, sendo ela a policial responsável pelo ônibus carcerário. Durante sua estadia em Silent Hill, trata de caçar Murphy, o que os leva à uma relação de ódio inicial, e superação final. O que inicialmente parece uma obcessão inexplicável (Anne caça apenas a Murphy, ignorando todos os outros prisioneiros que escaparam após o acidente).

Murphy e Anne.
Chega a ser curioso o fato de ter se livrado da prisão, e estar “livre” nessa cidade. A primeira pessoa encontrada é Howard Blackwood, um carteiro. Sim, apenas um carteiro, mas que vive na cidade desde os tempos coloniais. Durante Downpour, pouco é dito sobre ele, apenas suas aparições pontuais e a entrega de uma importante carta à Murphy. Howard é calmo, paciente, e age como se a cidade estivesse em dias normais, apenas perguntando-se sobre o silêncio casual. Mais sobre seu passado foi revelado na minissérie em quadrinhos publicada nos E.U.A. chamada “Past Life”, mostrando outro evento bizarro ocorrido anos no passado.

A CIDADE E O INFERNO.
Silent Hill chega a ser poética. Os saudosistas, como eu, realmente devem agradecer à Vatra pela imensidão de detalhes e possibilidade de exploração. No primeiro jogo da série, a névoa foi um recurso utilizado para encobrir imperfeições gráficas, basicamente um tapa-buraco. Mas, a mesma névoa ganhou um significado icônico. Você não enxerga muito, sua visão está limitada pela cortina branca que cobre as ruas. Ao caminhar pela cidade, e investigar diversos locais, desde as próprias ruas às casas (sim, dessa vez você pode entrar em diversas residências). A área explorada é a zona sul, ainda inédita, porém já citada no icônico jogo pioneiro da série. O cenário é divido em cinco grandes localidades: as ruas, a mina Devil’s Pit, a estação de rádio, o orfanato e uma enorme prisão. Em cada lugar, a cidade parece viva. 
De um modo diferente quanto aos outros jogos da série, dessa vez o clima influencia o ritmo do jogo. “Downpour” é traduzido como “Chuva Torrencial”, e desde fracos gotejos de chuva à uma verdadeira tempestade podem surpreender o jogador. A nível de curiosidade, a chuva não é um fator meramente ilustrativo. Conforme a chuva aumenta, e os raios cortam os céus, o ambiente se torna mais escuro, e o número de criaturas nas ruas aumenta. Tal como todos os jogos da franquia, monstros bizarros estão espalhados pela cidade, e dessa vez a água os orienta. A depender da dificuldade (se quer um desafio, escolha o modo difícil, pois os níveis fáceis não valem a pena), enfrentar um inimigo é aceitável, e acima disso, amor ao suicídio. Considerando o ambiente chuvoso, estarão mais ferozes e em maior número.  Após os acontecimentos que acabaram com a sentença de Murphy à prisão (jogues e saberás), o protagonista desenvolveu um quadro clínico chamado “hidrofobia”. Ele tem medo de água. É através da água que a cidade se move nesse capítulo da franquia. Apresentada apenas na forma de chuva durante a versão normal da cidade, a água é parte integrante do chamado Mundo Alternativo, a versão demoníaca (ou “mais demoníaca ainda”) de Silent Hill. 
O Mundo Alternativo teve sua chegada identificada por sirenes durante os primeiros jogos, avisando aos sobreviventes que é sua hora de buscar um lugar seguro e rezar por suas vidas até que a luz volte. Dessa vez, o mundo alternativo surge, na grande maioria das vezes através de alarmes de incêndio que Murphy é obrigado a acionar, como uma “pegadinha” o obrigando a uma nova série de desafios caso pretenda sobreviver e seguir adiante. Visualmente, o Mundo Alternativo está diferente das versões anteriores, adaptado aos acontecimentos que sentenciaram Pendleton à sua estadia na doce Silent Hill. Se o Mundo Alternativo para Mason, no primeiro jogo, apresentava corpos carbonizados, cadeiras de rosas e correntes, para Pendleton os itens mais comuns são alusões à sua vida de casado anos atrás, e aos erros que cometeu. A alma da cidade está representada pela criatura batizada como “Boogeyman (traduzido na versão brasileira como Homem do Saco)”, um mito popular utilizado por alguns pais para instigar medo em seus filhos e evitar que falem com estranhos ou se comportem mal. Ele não é apenas um mito do folclore popular, mas representa os próprios pecados e motivações de Murphy, o guiando ao fim do caminho iniciado no acidente da rodovia.

GRÁFICOS E JOGABILIDADE
A jogabilidade de Downpour faz um paradoxo com a dos jogos anteriores. Silent Hill sempre foi clássica pelo modo de combate travado, o que em parte gerava frustração. Ouve uma tentativa drástica de mudança no combate durante o titulo “Homecoming”, e as críticas continuaram por conta do combate ser “artificial demais”. O que os críticos de plantão preferiram não enxergar, era que homens como Mason, Sunderland e até Pendleton, não são atiradores de elite ou lutadores faixa preta. São apenas homens normais que precisam fazer o necessário, embora de fato não tenham a devida prática. Em Homecoming, Alex Sheperd é inicialmente um soldado, e utiliza suas técnicas de combate diante das ameaças, mas, a negação do publico foi extrema. Por isso, Downpour foi o oposto, contando com um menu limitadíssimo que permite que o jogador carregue apenas uma arma branca e uma arma de fogo. A munição é escassa, e as armas brancas se desgastam e quebram de acordo com o uso. Murphy é lento, não rola ou dá saltos mortais, apenas se esquiva e defende com dificuldade. É a simulação perfeita de um combate real nessas circunstâncias, coroada pela mira trêmula ao empunhar uma pistola.
Os gráficos não decepcionam, com um nível ótimo de detalhismo. A cidade parece estar viva, permitindo que até as folhas que caem das árvores sejam plenamente visíveis. Tanto em ambiente externo, interno e alternativo, os detalhes se sobressaem. Porém, ocorre uma queda de qualidade em certos pontos do jogo, tal como alguns lags durante o momento de autosave. Apesar de não atrapalharem a diversão, tornam-se incômodos. Porém, a qualidade supera. Abaixo, um gameplay dos primeiros minutos.


CONCLUSÃO
A Vatra resgatou a arte do medo através de “Silent Hill: Downpour”, que pode ser traduzido como um dos melhores capítulos da franquia. A nostalgia é contagiante em alguns pontos, permitindo que ouçamos trechos da trilha sonora do primeiro jogo, lembrando do legado de Alessa Gillespie. Downpour vale a pena, e é indispensável aos fãs da série.

Nota: 8,5

15.3.12

"Crepúsculo" ainda não acabou, mas os verdadeiros vampiros já estão voltando para as telonas!

Fala aí, a Chloë Grace Moretz é ou não é uma linda?

Pois é, galera! A tão criticada "Saga Crepúsculo" está chegando ao fim, com seu último filme marcado para estrear este ano, e os verdadeiros vampiros já vão se preparando para voltar às telas dos cinemas. Somente em 2011, já tivemos três obras cinematográficas válidas sobre vampiros, e estas seriam os ótimos "Deixe-Me Entrar" (Let Me In) e "A Hora do Espanto" (Fright Night), e o mediano "Padre" (Priest). Além destes, foi anunciada a adaptação da obra "O Conto do Ladrão de Corpos", da escritora best-seller Anne Rice, para os cinemas.

Para vocês verem, a coisa ficou tão feia para os vampiros que até mesmo Lestat resolveu sair de seu caixão. E não foi o único: Drácula retornará em três dimensões pelas mãos do diretor argentino Dario Argento em "Drácula 3D", o maior presidente dos Estados Unidos da América revelará suas ocultas práticas de caçador em "Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros" e Alicia Silverstone encarna uma imortal junto à Sirgourney Weaver na comédia romântica vampiresca "Vamps".

Calma, que tem mais. Junto à Lestat e Drácula, Barnabas Collins levanta de seu caixão em grande estilo interpretado por Johnny Depp e dirigido por Tim Burton após 40 anos de um profundo sono na mídia no terrir "Sombras da Noite" (Dark Shadows). Todos estes tem suas estreias marcadas para 2012. Porra! Tem ano melhor do que esse? Teremos Vingadores, Batman, Homem-Aranha, os Mercenários, MIB e muitos vampiros! Só pode ser medo do mundo acabar. É claro que entre estes, os maiores destaques são "Sombras da Noite" e "Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros", e são destes dois filmes que falarei sobre.

"Sombras da Noite" é dirigido por Tim Burton, e estrela Johnny Depp no papel do vampiro Barnabas Collins, que fora amaldiçoado por uma bruxa (Eva Green), e condenado a um longo sono. Barnabas acorda muito tempo depois, já fora de sua era, em 1972, e precisa agora se adaptar à nova geração da família Collins, enquanto enfrenta sua arqui-inimiga, que planeja destruir sua família. O filme é uma adaptação do novelão setentista da ABC "Sombras da Noite", que acabou por se tornar um clássico na mídia. No elenco também estão Helena Bonham Carter (Qualé, esse é um filme de Tim Burton), Michelle Pfeiffer, Jackie Earle Haley, Jonny Lee Miller, a linda, linda, linda, linda, linda e linda da Chloë Grace Moretz, Gulliver McGrath, Christopher Lee e Alice Cooper. O orçamento é de 120 milhões de dólares. O roteiro fica por conta de Dan Curtis e Seth Grahame-Smith, autor do livro de "Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros" e "Orgulho e Preconceito e Zumbis". A estreia acontece em 11 de Maio.

Confira o trailer abaixo:




Já "Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros" procura dar um novo contexto a acontecimentos históricos, como por exemplo, a guerra civil. O filme apresentará o ex-presidente dos Estados Unidos como um habilidoso caçador de vampiros durante a noite, que tenta vingar sua mãe. A produção é de Tim Burton, e a direção fica por conta de Timur Bekmambetov, conhecido pela adaptação de "O Procurado" e suas cenas de ação frenéticas. O roteiro é assinado pelo próprio Seth Grahame-Smith, quem escreveu o livro no qual o filme se baseia. No elenco, estão Benjamin Walker como Abraham Lincoln, Mary Elizabeth Winstead e Dominic Cooper. A estreia acontece em 3 de Agosto de 2012.

Confira o trailer, com direito ao discurso de Johnny Cash em "The Man Comes Around":



Pois bem, quais são suas expectativas para os filmes vampirescos que estão por vir? Comente, deixe sua opinião!

11.3.12

"Mortal Kombat: Legacy" é um bom aquecimento para o que Kevin Tancharoen está preparando

Primeiro, um curta-metragem. Depois, uma série. Acho que já sabemos o que vem a seguir, não?

EL AMANTE FELINO apresenta
MORTAL KOMBAT: LEGACY


Finalmente, "Mortal Kombat" está voltando a ser um centro de atenção. Com o excelente remake do clássico jogo de luta que foi lançado para PlayStation 3 e XBox 360, cuja crítica publicarei em breve, Kevin Tancharoen aproveitou o hype e chamou a atenção da nerdada toda com o curta-metragem "Mortal Kombat: Rebirth", que você pode conferir no YouTube. Tancharoen admite que sua brincadeira de 7 mil dólares foi apenas um aquecimento para chamar a atenção da Warner Bros. e atiçá-la a realizar um reboot da franquia nos cinemas. Eis que surge então, a websérie "Mortal Kombat: Legacy", de 9 episódios, e os mamilos dos fãs se enrigecem ainda mais.

Cada episódio da série enfasa especificamente personagens diferentes dentro de seus contextos, sendo alguns até divididos em dois episódios. No geral, os personagens apresentados na série são Jax, Sonya, Kano, Johnny Cage, Kitana, Mileena, Raiden, Scorpion, Sub-Zero, Cyrax, Sektor e Shao Kahn. Há também a participação de Baraka e Shang Tsung, apesar destes não serem o foco de nenhum dos episódios. Basicamente, os personagens são sim bem apresentados, especialmente Raiden, Sub-Zero e Scorpion, entretanto, alguns acabam sendo mal caracterizados. Jeri Ryan não convence como Sonya Blade e tampouco possui a sensualidade e beleza da personagem. É como se tivessem retirado apenas a parte machona de Sonya para colocar na série. Samantha Jo, a Kitana do seriado, outra personagem que requer sensualidade, é provida de tal característica, porém quando caracterizada como a própria Kitana, ela acaba perdendo-a totalmente. Bola fora, hein? Por outro lado, Michael Jai White é a perfeita encarnação de Jax para o live-action.

Os efeitos especiais não são grande coisa, mas para uma websérie, estão de muito bom tamanho. As atuações são, no geral, boas. Ryan Robbins e Ian Anthony Dale (O Kazuya Mishima do filme de "Tekken") são os que mais se sobressaem com ótimas representações de seus respectivos personagens, Raiden e Scorpion, dentro do contexto estabelecido pelo diretor e roteirista Kevin Tancharoen. Aliás, o episódio de Raiden acaba por ser um dos melhores justamente devido à visão de Tancharoen sobre o personagem.

Vamos falar, então, do assunto mestre em qualquer tipo de mídia sobre MK: As lutas. São todas muito bem coreografadas e executadas pelos intérpretes que, além de bons atores, mostram-se bons lutadores (Salve, Michael Jai White), com a ótima direção de Tancharoen sempre acompanhando. Entretanto, a série não chega a ser nem um pouco tão violenta quanto os games. Há derramamento de sangue e até mesmo um Fatality, mas nada que se compare à brutalidade dos jogos de Mortal Kombat.

A trilha sonora original é, apesar de não muito marcante, muito boa. Se encaixa às cenas em que aparece da maneira adequada, assim como ao rítmo destas, sendo acelerado ou parado. Os figurinos fazem jus à maioria dos personagens, apesar de que as máscaras de Scorpion e Sub-Zero ainda deixarem à mostra que poderiam ter sido melhor trabalhadas. As armaduras de Cyrax e Sektor são muito bem desenhadas e se misturam bem aos efeitos especiais usados na cena de luta com os dois personagens, espero que mantenham os designs para o possível filme.

No geral, "Mortal Kombat: Legacy" é um bom warm-up e uma boa amostra dos planos de Kevin Tancharoen, que se prova um diretor e roteirista bastante seguro e capaz de fazer muito mais do que "Glee" e "The Search for the Next Pussycat Doll". Há elementos que, para o vindouro filme, devem ser modificados, como uma parte do elenco ou ao menos do trabalho característico de tal, e outros que podem ser mantidos, como o contexto do visionário Tancharoen e alguns designs. Se você não é fã de "Mortal Kombat", você provavelmente não vai gostar muito desta série, mas todos nós sabemos que ela foi feita de fã para fãs.

Nota: 7.4

8.3.12

I Dream of Jeannie é um Delicioso e Divertido Seriado de 67 que fez a juventude de muitas pessoas da época.

SOVIET CONNECTION APRESENTA:
CRÍTICA com Spoilers
I DREAM OF JEANNIE (1965)

I Dream of Jeannie é simplismente um dos seriados antigos mais bonitos e bacanas que eu já pude conferir: engraçado, divertido, não apelativo e o mais interessante, foi cuidadosamente feito para agradar todas as idades, o que na verdade, foi o seu maior público-alvo desde 65, até 70, onde o programa parou de ser exibido. Uma série criada por Sidney Sheldon e Columbia Pictures, que com certeza fizeram a época que já era bacana, ser ainda mais.

Ele foi composto por aproximadamente 130 capítulos, onde nossa protagonista, Jeannie, uma gênia muito atrapalhada, e bem sensual digamos, realizava os desejos mais insanos de todos que pudesse. Porém, a história vai muito além disso, tudo começa através do capitão Anthony Nelson, que trabalhava para a Força Aérea Americana, que logo depois se tornou astronauta da Nasa. Em uma das suas missões, ele acaba sofrendo um acidente terrível e cai em uma ilha inóspita, onde ele encontra uma velha garrafa lacrada. Ao violar ela, descobre que aquela garrafa serve de moradia para uma linda gênia chamada Jeannie, que incrivelmente, é inspirado em um dos gênios da história de Mil e Uma Noites.

Jeannie é dona de poderes da qual ela gosta de chamar por 'amo', e ela se encontra totalmente perdida, no momento em que se apaixona por este astronauta. O mais bacana é que ela vive atrapalhando o pobre rapaz tentando provar seu amor, e ele o percebe, o que torna a trama ainda mais humorística, ela vive o perseguindo e ele vive gostando. Quem mais sofre com as tumultuações da moça é o Doutor Bellows, que investiga um estranho caso de Nelson, sobre as coisas sinistras que aconteçe com as pessoas quando ele está por perto.

Já o melhor amigo de Nelson, o carismático Roger Healey, é um... Digamos, tarado que ao tentar namorar Jeannie, descobre seu verdadeiro segredo, porém, mesmo assim, guarda muito bem o mistério sobre a garrafa, para não prejudicar seu amigo, e muitas vezes na série, ele tenta ajudá-lo a escapar das tragédias de Jeannie, que felizmente, nunca dá certo.
Nota: 10.0

+ Carisma + História + Produção
- Interrupção devido aos problemas de Barbara E. (não necessariamente um ponto negativo)


A VIDA TERRÍVEL POR TRÁS E DEPOIS DE 'I DREAM OF JEANNIE'

Barbara Eden, atriz por trás de Jeannie, apesar de ter tido grandes títulos e ter participado de magníficas obras até a decáda de 000, onde sofreu muito em torno deste meio tempo. Primeiramente, Eden nasceu durante a Grande Depressão de 1930, e apesar de ter tido uma infância e juventude muito feliz, ela sempre esteve extremamente abalada com a situação econômica da família. Além disso, Jeannie contraiu um problema grave no olho que a obrigou a usar protetor ocular (tampão) e óculos fundo-de-garrafa para enchergar, o que resultou em uma horda de chingamentos, gozações e atos de bullying contra a coitada.

Barbara começou sua carreira artística bem jovem, já aos catorze anos, era cantora em boates, e sobrevivia com 10 dólares por noite. Era um ato de covardia para uma pessoa, que claro, mesmo sendo sustentada pela mãe, ainda assim, era obrigada a suprir a necessidade de todo mundo, já que a família toda estava em crise. Este foi o principal motivo do inicio da carreira de Barbara E., uma tentativa frustrada de ajudar a família, e apoiar a mãe.

Barbara, logo depois, foi procurar um produtor da Warner Bros, lá em Los Angeles, onde ela e sua mãe foram se mudar. O produtor informou à ela, que não seria párea para trabalhar em Hollywood. Mas mesmo assim, sem se deixar levar pelas palavras dele, foi afora batalhar incansavelmente pelo seu sonho de se tornar atriz, e assim, mudou seu nome para Barbara Eden.

Nesta época, B. Eden fez vários seriados, e pontas em alguns longa metragens como Em Busca de Um Homem (1957) e seriados como Perry Mason (1957 a 1966) e Bathelor Father. Perry Mason era um personagem fictício que fez apariações em 86 livros diferentes. Resolvendo casos e mais casos em seu trabalho como advogado, onde seu maior objetivo era tentar provar que seus clientes eram inocentes. Seu primeiro caso foi escrito em 1933 que se chamava: O Caso das Garras de Veludo (The Case of the Velvet Claws) e seu último livro, escrito em 1973 foi: O Caso do Assassinato Adiado (The Case of the Postponed Murder).

E ainda estas obras permanecem muito conhecidas até nos dias de hoje, tanto que, Perry Mason já foi citado pelo Seu Madruga em um episódio onde Chaves é acusado de roubar o gato do Chico e então se clama por um tal de Pede Mais-Um (Perry Mas-On?) que é logo prontamente corrigido pelo Professor Girafales. Além disso, também já foi citado pelo seriado 'Todo mundo Odeia o Chris' onde o protagonista comenta que sentia medo das aberturas do programa.

Enfim, logo Barbara, durante estas gravações, conheceu seu primeiro marido, Michael Ansara,  astro de Broken Arrow, e 12 anos mais velha que Eden. Onde se casaram em Janeiro de 58, na Califórnia, e logo tiveram seu primeiro filho, Mathew. Porém, as coisas não ficaram mais fáceis para Eden e nem para Ansara. Logo após, as dificuldades financeiras surgiram para ambos logo depois do desastre cinematográfico que foi o filme Cleópatra, da 20th Century Fox. Onde ela infelizmente foi demitida, juntamente com vários outros atores do set.


No fim, logo depois de filmar I Dream of Jeannie, Barbara perde seu segundo bebê, aos 7 meses da gestação, e seu casamento com Michael termina, e logo depois disso, Mathew decide morar junto ao pai, o que não deu escolha para Eden além de deixá-lo ir. Logo após este fato, a mãe de Barbara morre de cancêr de Pulmão, o que a leva participar de diversas campanhas que favorecem ao tratamento do mesmo.

Já em 89, Jeannie conheceu um executivo denominado Jon, que incrivelmente, não fazia nem idéia de quem e do que ela se tratava. Porém, ao assistir Jeannie, seu interesse mudou bruscamente em relação a ela. Eles namoraram, e já em 91, se casaram e foram para São Francisco. O casal viveu muito feliz e continua assim até hoje. Algo que Eden sempre sonhou, mas demorou muito para conquistar, e viverá pouco com ela. Um casamento perfeito, com um bom marido e direito a uma vida feliz e muito lazer, porém, este paraíso foi interrompido uma única vez, em 2001, onde Mathew, seu primeiro filho, foi encontrado morto no seu caro por overdose de drogas. Barbara comenta que ele sempre foi assim no fundo, mas que ela nunca percebeu. Infelizmente.

Em Breve Na Blaster Lizard
Com Detonados e Gameplays
Aguardem.





6.3.12

Assassin's Creed 3 (ATUALIZADO) - 'Será Nosso Tempo de Nos Libertarmos... Ou de Sermos Condenados a Escravidão?'



PREVIEW E NOTÍCIAS
ASSASSIN'S CREED III

'Nossa! AC 3 na Revolução Americana? É fake! Não faz o menor sentido.'... É, essa com certeza deve ter sido a primeira impressão de muitos gamers por ai. Mas já faz algum tempinho já (e bota tempo nisso) que a Ubsoft disse que é exatamente isso que abordaria o nosso novo espetacular Assassin's Creed 3, que pelo visto, o orçamento de AC III é o dobro de AC Revelations... O que nos espera agora?

CONNOR E A MACHADINHA

O nome do novo assassino é Ton Connor (ou Ratohnhaké, que pelo visto, é um codinome), ele é um mestiço inglês que vive na terra de Mohawk, que foi criado por nativos americanos da fronteira. O jogo até agora se sabe que se passará entre 1775 a 1783, e se ambientará em diversos lugares como em na cidade de Nova Yorque (incluindo o grande incêndio de 1776), em Boston e na Vila Forge, durante o inverno tenebroso de 1777. Pelo que se sabe, todo o mapa que será situado nas fronteiras do jogo (isso NÃO inclui as cidades) será 1,5 maior que toda a terra de AC Brotherhood.


Outra coisa interessante, é que desta vez, o jogo não se resumirá em apenas do enredo do jogo, ou seja, desta vez a Ubsoft quis inovar de outras formas também, que de certa forma, algumas delas podem ser até muito arriscadas, uma delas, é que o próprio jogo reconhecerá seus inimigos durante o combate, ou seja, não existirá mais a mira manual do jogo, onde vc irá mirar na pessoa para depois começar o combate, sim claro, isso será algo que deixará o jogo bem fluído, dinâmico e mais ligeiro, mas vai ser um pouco difícil se acostumar com isso primeiro.

Outra coisa bacana é que a agora, a parte do clima também sofrerá mudanças, ou seja, inverno, outono, primavera e verão serão algo em constante mudança no jogo. E até se diz que no inverno, guardas e pessoas levarão engraçados tropeções na neve. Com certeza será bem legal empurrar uma pessoa nessas condições, e ajudará muito em combate também é claro.

Animais é outra novidade muito interessante, onde você deverá caçá-los para obter recursos pessoais que levará em sua jornada. Eu particularmente não tenho idéia da razão que isso irá proporcionar, e que tipos de utensílios serão obtidos, mas com certeza, vida, será uma delas. 

Bem, quanto ao costume do personagem, suas roupas foram uma das coisas que mais me chamaram a atenção, e olha que ela não é tão detalhada como a de Assassin's Creed Revelations, cheios de acabamentos e outras coisas além. A roupa de Connor é simples assim como a de Altaïr (aliás, o personagem é realmente bem parecido com ele) porém, praticamente toda sua roupa é feita de couro inglês, típico daquela época, onde era o material mais resistente contra armas de fogo.



Outra coisa que todos nós pudemos ver no trailer, é que Connor, além de poder escalar em casas e edifícios, também será capaz de fazer parkour em árvores e de também digamos, se aproveitar de uma habilidade muito conhecida nos RPG's por ai, que inclusive, existe em Skyrim, que é o Fast Travel, assim como teve em Revelations, o Fast Travel será utilizado por conta que o mapa será muito robusto para se explorar sem estes benefícios, assim como se podia em Assassin's Creed II e AC I.

Connor terá uma arma que pelo que sabemos, será permanente, assim como a Hidden Blade. Que é o que me parece ser o Assassin Axe, um machado dos assassinos (que também pelo que sabemos, será capaz de dar multi-kills e diversos takedowns assim como a hidden blade), que levam com eles o símbolo da ordem. Não houve aparição nenhuma da hidden blade até agora, o que no começo me deixou preocupado, pensando que não haveria neste Assassin's Creed a tão milagrosa faca, que me poupou de muitas fugas. Mas logo depois, a hidden blade também havia sido confirmada.
O PORTUGUÊS
Recentemente foi divulgado, por fontes seguras, que Assassin's Creed III será traduzido para o português, assim como AC Revelations, mas com um detalhe: ele também será dublado em português do Brasil. Haverá alguns que ainda irão optar pelo áudio original de Connor, mas para aqueles que querem um toque melhor na jogabilidade, para entender a história de forma mais clara, poderão optar para usar esta opção!



Rest in Peace France