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24.10.12

Capcom aprende com os erros e mescla terror e ação perfeitamente em "Resident Evil 6"

... Mas ainda queremos Albert Wesker de volta.

O BIELL DE BOTAS apresenta
RESIDENT EVIL 6



O jogo mais aguardado do ano está, finalmente, entre nós.  Em Resident Evil 6 temos o maior ataque bioterrorista de toda a lendária saga, começando no leste da Europa, especificamente na Edônia, e indo até a América e à China. O presidente dos Estados Unidos resolve revelar publicamente a verdade sobre o incidente de Raccoon City, mas antes que possa fazer sua pronunciação, é infectado e transformado em zumbi. Leon S. Kennedy, agente secreto e amigo pessoal do presidente, se une a outra agente chamada Helena Harper, para descobrir a verdade por trás da morte do presidente. No caminho topará com Sherry Birkin, sobrevivente de Raccoon e atual agente secreta, em missão de proteger Jake Muller, filho de Albert Wesker, que possui em seu sangue o anticorpos para o C-Vírus, nova arma biológica usada por uma compania chamada Neo-Umbrella. Chris Redfield, traumatizado pelo massacre que presenciou na Edônia, também vem a cruzar seu caminho com o de Leon, enquanto procura pela responsável pelo ataque na Europa.

Este é o Resident Evil mais grandioso da série, e o primeiro a colocar dois dos maiores protagonistas de RE juntos. Apesar de deixar evidente que não é o último, Resident Evil 6 mostra traços de que é o começo do fim, colocando seus personagens em conflitos internos e também uns com os outros diante de uma ameaça bio-terrorista global. Os novos personagens são, na maioria, ótimos. Jake Muller é um dos mais bem desenvolvidos no enredo, e Helena Harper mostra-se uma ótima parceira.

Entretanto, Piers Nivens, novo parceiro de Chris, é um personagem superficial, mal trabalhado e chato que depende de um final bom demais para criar algum carisma. O vilão principal, Derek C. Simmons, também não consegue se sobressair diante dos protagonistas (e da ótima vilã secundária Carla Radames, sósia de Ada Wong), e com sua personalidade genérica, acaba sendo ofuscado pelo resto. Resident Evil 6 é o que tem a melhor história e contexto desde o 4, porém tem o vilão mais fraco.

A ausência de Jill Valentine também deverá incomodar os fãs mais veteranos da série, pois os momentos mais dramáticos da campanha de Chris ficariam muito mais impactantes com Jill lá. A grande heroína da saga não só se encaixaria muito melhor na história (apesar de que seria necessária uma boa contorção no final para mantê-la) como também daria uma excelente personagem jogável. Com as habilidades que Valentine adquiriu em Resident Evil 5, ela poderia até mesmo ter a opção de equipar o combate corpo-a-corpo para derrotar os inimigos.

"Como assim? Não são todos os personagens que tem combate corpo-a-corpo?", permita-me explicar: sim, se você pressiona o botão R1 sem antes aprontar sua arma segurando o L1, seu personagem utiliza golpes físicos, o que nunca havia sido possível antes em Resident Evil (previamente, ataques físicos eram apenas possíveis se você atirasse em determinada parte do corpo do inimigo e se aproximasse dele para golpeá-lo), porém Jake Muller tem a opção de equipar as próprias mãos como armas e descer a porrada nos adversários de uma forma muito mais funcional.

Por que apenas Jake? Porque ele é filho de Albert Wesker, oras bolas! E, tendo Jill sido pupila de Wesker por mais da metade de Resident Evil 5, ela também possui habilidades físicas e talvez seja até mais ágil do que Jake, por isso seria uma boa pedida ela neste sexto jogo ao lado de Chris, com esta opção de combate. 

Pela primeira vez num jogo da série principal de RE, podemos mirar, atirar e andar ao mesmo tempo! Mas as inovações na jogabilidade não param por aí; também é possível jogar-se no chão e atirar deitado, esquivar-se, dar contra-ataques, disparar quick shots, usar paredes e caixas como cobertura, o combate corporal que mencionei ali em cima, e etc. Algumas armas possuem modos especiais que podem ser acionados ao pressionar o triângulo (Y, para os caixistas). Por exemplo, a pistola de Sherry Birkin e o fuzil de Piers Nivens podem ser trocados de automáticos para semi-automáticos, Leon pode sacar duas pistolas, um dos fuzis automáticos tem lança-granadas, e etc. Durante a jogabilidade, há trocas de ângulos de câmera que remetem aos tempos clássicos da série, de RE1 até Outbreak Files e Code: Veronica.

Apesar deste Resident Evil ser o primeiro desde o 4 a usar CG em suas Cutscenes, os gráficos in-game estão belíssimos, sendo os melhores da saga. A trilha sonora aplica (também pela primeira vez) uma identidade própria, e é extremamente emotiva e bem composta - porém, não possui nenhuma faixa que se compare ao épico tema de Wesker em RE5; "Wind Of Madness". O trabalho com a mixagem de som ajuda e muito a criar suspense em cenários calmos, ou desespero nos mais agitados.

Cada campanha enfatiza pontos específicos. Leon enfrenta os bons e velhos zumbis numa história mais conectada ao survivor horror - e não há UM sequer cenário diurno na campanha do agente, enquanto Chris e Jake se concentram mais na ação, enfrentando os novos inimigos inteligentes, chamados de J'avo. O que é bastante interessante nos J'avo é que, além de serem muito mais inteligentes que os Ganados de RE4 e os Majinis de RE5, eles podem sofrer mutações em diversas partes do corpo ao mesmo tempo, e a variedade de tipos de mutação é extensa

Mesmo tendo a ação como foco, as campanhas de Chris e Jake não esquecem completamente do terror. Eu mesmo subestimei a campanha de Chris achando que ela seria 100% "Mercenários", e acabou que há sim um bom suspense e desespero na campanha do protagonista mais pedrada do jogo. O game acerta em cheio um ponto em que seu antecessor falhou; que é criar suspense juntamente com cenários claros que deixam nítidos os belíssimos gráficos.

[spoiler] Há uma quarta campanha, desbloqueada apenas depois que as outras três são terminadas. A campanha de Ada Wong, que liga várias pontas soltas do game, mostra-se uma das mais interessantes. Ela mistura os inimigos entre zumbis e J'avo, e permanece mais centrada no survival horror, o que mantém o jogo equilibrado; com duas campanhas focadas no terror, e duas na ação. Aqui, não há um parceiro, portanto sobreviver é um pouco mais difícil. [/spoiler] Em todas as campanhas, a munição é consideravelmente mais escassa do que em Resident Evil 5, e nesses momentos os golpes físicos ajudam bastante, porém há uma barra de stamina, então não se pode depender das mãos o tempo todo.

Com a jogabilidade mais livre, o modo The Mercenaries, que consiste em eliminar o máximo possível de inimigos dentro de um limite de tempo no cenário escolhido, se tornou muito mais divertido. Além do Mercenaries, há um novo modo multiplayer chamado Agent Hunt, que te bota para controlar os inimigos dentro da campanha de alguma outra pessoa, e basicamente você tem que matar os mocinhos. É difícil, e alguns personagens são bastante chatos de controlar, mas é interessante. 

Todas as campanhas cruzam suas estórias em alguns pontos, e foi feito algo muito inteligente no multiplayer quanto à isso; se você está jogando na campanha de Jake, com as configurações de multiplayer ativadas, e chega num ponto em que sua campanha se cruza com a de Chris, o jogo pode fazer uma interseção do seu jogo com o de alguém que esteja jogando na campanha de Chris, neste mesmo ponto. 

Ainda há DLCs por vir e etc, e irei atualizar esta crítica quando jogar todas elas, mas por enquanto isso é o que fica: Resident Evil 6 não é um survivor horror como os clássicos foram, mas recupera muito do terror perdido em Resident Evil 5, e quem sabe recupere ainda mais nos próximos jogos (ou em futuras DLCs, como aconteceu com RE5 e seu 'Lost In Nightmares'). Não tenho certeza se este sexto capítulo supera o quarto, mas certamente é melhor que o quinto, e que venha mais Resident Evil!

Nota: 9.0

14.9.12

"Resident Evil 5: Retribuição": Enfim Paul W.S. Anderson faz bom uso de seu potencial!

Depois de 13 filmes feitos, alguém aprendeu a fazer um bom! Tudo bem que já tá meio tarde pra essa franquia, mas...

O BIELL DE BOTAS apresenta
RESIDENT EVIL 5: RETRIBUIÇÃO



Essa provavelmente vai ser a crítica mais polêmica do blog, mas vamos lá, né. "Resident Evil 5: Retribuição" (Resident Evil: Retribution) mostra Alice (Milla Jovovich) numa fuga alucinada de um simulador da Umbrella Corporation após ter sido capturada pelas forças da corporação. Enquanto isso, uma equipe de resgate composta por Luther West (Boris Kodjoe), Leon S. Kennedy (Johann Urb), Barry Burton (Kevin Durand) e uns doidos que só servem pra morrer avança para resgatá-la, com a ajuda da ex-agente da Umbrella Ada Wong (Li Bingbing).

Eu sou fã dos jogos de Resident Evil, e mesmo depois de 4 filmes ruins, Paul W.S. Anderson dá um jeito de me fazer esperar ansiosamente pelo próximo. Dessa vez, pela primeira vez na história, fui surpreendido. Em "Resident Evil 4: Recomeço" (Resident Evil: Afterlife, 2010), Anderson começou a se aproximar mais dos games em que seus filmes se baseiam, mas continuou um péssimo diretor e roteirista. Mesmo que o enredo simplista de Afterlife me agrade particularmente, as cenas de ação são horrorosamente guiadas pelo cineasta e há muitos outros detalhes que fazem daquele filme ruim, que você pode ir conferir na minha crítica do filme.

Em Retribution, Paul não abandona a proximidade dos games que alcançou em Afterlife, mas se mantém muito mais sólido com sua própria ideia e é justamente com isso que consegue estruturar o perfeito clímax de videogame do qual o filme dispõe. Se passando num simulador da Umbrella, Alice precisa avançar em etapas - "fases" - para chegar até o final, e Paul consegue, com seu roteiro e direção, explorar cada uma dessas etapas sem tornar em momento nenhum o longa repetitivo.

Alice prova nesse filme que sempre foi uma personagem com ótimo potencial, estragada pelas tentativas tolas dos longas anteriores ao quarto de torná-la algo superficial que só sabe distribuir bala, porrada e telecinese. Aqui Alice tem a chance de evoluir e tornar-se uma personagem completa, mostrando muito mais de sua personalidade, principalmente com a adição da personagem Becky, interpretada por Aryana Engineer, com quem Milla divide ótima química.

Ada Wong e Leon S. Kennedy são carismáticos, mas tem lá seus poréns. Li Bingbing não atua mal, mas definitivamente não é Ada Wong. A sensualidade e misteriosidade da personagem original dão lugar a uma forma muito tática de agir e até de falar na retratada pelo filme. Leon não aparece tão diferente dos jogos, entretanto tem mais pinta de macho aqui - ainda mais considerando a voz grave de Johann Urb -  porém, esse não é o problema principal do personagem. O problema com Leon é que não sabemos absolutamente nada sobre ele (nem sobre Barry Burton), e isso acaba com qualquer chance de desenvolver o personagem, assim como atrapalha sua relação com Ada.

Jill Valentine não aparece tanto, mas Sienna Guillory faz seu dever de casa no papel da loira dominada. A atriz deixa evidente que Jill está sendo controlada através de movimentos e falas levemente robotizados, e partilha de ótima rivalidade com Milla Jovovich do início ao fim da fita, dispondo de uma excelente cena de luta entre as duas que certamente deverá ser considerada uma das melhores do ano.

Alguns detalhes incomodam; uns técnicos, como a munição quase infinita; e outros no enredo, como [spoiler] o vilão Albert Wesker supostamente bonzinho por uma causa que vai totalmente contra os princípios do personagem no jogo (ainda que eu tenha certeza de que Wesker planeja apunhalar todos pelas costas no sexto e último filme), Alice recuperando seus poderes no final, o desperdício e mau uso do ótimo personagem Luther West, e tal. [/spoiler]

Os efeitos especiais estão (FINALMENTE!!!) minuciosamente perfeitos e extasiantes, enquanto a direção controla muito melhor as cenas feitas para serem vistas em 3D; elas ainda estão presentes sim, e você pode identificar cada uma delas sim, mas são filmadas de ângulos que deixam muito menos óbvio de que aquilo foi feito pensando no 3D - e este, por sua vez, não tem nada demais. Poucos são os momentos em que os efeitos da tecnologia tridimensional se fazem notar, e quando fazem, é mais por ambientação (neve, chuva, etc) do que alguma coisa jogada na sua cara.

A trilha sonora, da dupla tomandandy, mantém a pegada eletrônica das composições do filme anterior, mas acrescenta muito mais orquestra e a emoção - no melhor estilo Daft Punk - que faltou nas músicas de Afterlife. A mixagem de som é ótima, especialmente nas empolgantes cenas de luta. O tiroteio e a ação massavéio são sublimementes dirigidos por Paul W.S. Anderson, que demonstra ter aprendido muito depois da tosca ação de Afterlife.

A fotografia é boa, e a iluminação dá uma qualidade a mais inacreditável a algumas cenas, assim como a falta desta complementa para o suspense - sim! RE: Retribution tem suspense, após três filmes se concentrando unicamente na porradaria desenfreada. Nesse quesito, Anderson também se mostra competente, criando um ótimo clima de ansiedade e aflição em cenas diurnas.

Eu nunca pensei que fosse elogiar tanto Paul W.S. Anderson numa crítica, muito menos numa de Resident Evil, mas é isso mesmo. Mesmo com seus defeitos, "Resident Evil 5: Retribuição" se torna de longe o melhor (ou único bom) da série de filmes, com ação excelente, enredo criativo e um dos melhores clímax de videogame já feitos no cinema. Eu digo que compraria "Resident Evil 5: Retribuição" em Blu-ray.

Nota: 8.4

10.9.12

"Resident Evil: Operation Raccoon City" traz uma boa alternativa para a série

Como Resident Evil 5: Retribuição e Resident Evil 6 tão chegando no barato, resolvi começar minhas críticas dos jogos da geração atual de RE, então, aí vai.

O BIELL DE BOTAS apresenta
RESIDENT EVIL: OPERATION RACCOON CITY



Na história de Resident Evil: Operation Raccoon City, um time de mercenários chamado Wolfpack é enviado para Raccoon City durante o início da epidemia zumbi na cidade para limpar a merda da Umbrella Corporation. Ou seja: destruir arquivos, matar gente, eliminar qualquer material que possa ligar a Umbrella ao desastre que assola a cidade.

A história tem um enorme potencial e o grupo Wolfpack é composto por bons personagens, sendo Vector o meu preferido deles, e as missões impõe situações muitas vezes criativas, e algumas vezes genéricas. A missão em que você tem que derrotar o Nemesis para implantar-lhe um parasita que o programará para matar os S.T.A.R.S, por exemplo, é só um jogo de paciência de se esconder, atirar no Boss e tomar cuidado com os zumbis em volta. Pois, tudo que o Nemesis faz é atirar com sua metralhadora giratória; ele não corre pra cima de você como em Resident Evil 3, e você acaba não se sentindo intimidado pelo vilão nesse jogo, por mais que ele seja enorme. Enfim, esse é só um exemplo, mas não é o que realmente prejudica RE: ORC.

O que realmente prejudica o jogo é a campanha curta e o final claramente feito às pressas, porque a canadense SlantSix Games notavelmente fez esse jogo focando-se no Multiplayer - e é isso o que este Resident Evil é, um jogo Multiplayer. Para quem não tem acesso à internet, RE: ORC é uma total perda de dinheiro, mas para quem pode desfrutar dos recursos dessa maravilhosa função tecnológica da atualidade, como eu, o jogo é muito divertido. Os mapas são grandes e bem elaborados, proporcionando uma ótima experiência à caça do adversário, e a sonoplastia cria uma atmosfera de suspense e guerra absolutamente perfeita (rugidos de Hunters ecoando, pegadas de Lickers, tiros distantes, gritos) que te faz se sentir dentro do jogo.

Todos os cenários dispõem de um ótimo uso do controle de sombras e da iluminação em certos pontos. Se o trabalho com esses detalhes tivesse sido feito desse jeito em Resident Evil 5, o jogo teria o terror que tanto lhe faltou. Mas, por mais que RE: ORC tenha essa atmosfera sombria, um bom suspense e vários sustos, não é um jogo de terror - pois não foi feito para ser um. Enquanto RE5 é um jogo de ação que foi feito para ser de terror, RE: ORC é um jogo de ação Multiplayer que foi feito para ser de ação mas não deixou de incluir o suspense característico da franquia como um extra. Preciso dizer mesmo qual dos dois jogos se saiu melhor em seus objetivos?

Não entenda errado, RE: ORC tem mais terror, um Multiplayer infinitamente melhor que o de RE5, mas não é um jogo melhor - justamente por causa da campanha curta e mal trabalhada. A jogabilidade shooter é muito mais livre do que a dos outros jogos da franquia (tanto principais quanto spin-offs), permitindo que o jogador use combate corporal quando quiser; andar, mirar e atirar ao mesmo tempo (milagre!); pegar cobertura em pontos favoráveis; atirar sem mira (muito útil quando se está cercado por uma caralhada de zumbis); pegar um zumbi como escudo humano; jogar granadas e usar First Aid Sprays sem ter que trocar de arma (o inventário, aliás, não existe mais) e etc. Cada personagem possui habilidades especiais, que podem ser compradas e melhoradas com pontos de experiência. Vector, por exemplo, pode ficar invisível ou se passar por um personagem inimigo; Lupo tem balas incendiárias, e por aí vai.

Também há nesse jogo a possibilidade de se infectar por uma mordida de zumbi, ausente desde Resident Evil: Outbreak File #2, e para se curar de uma infecção não basta um First Aid Spray; você tem que encontrar um frasco com o antídoto para o T-Vírus e usá-lo. Além disso, seu personagem pode ser ferido ao ponto de sofrer grave sangramento, e isso atrai os zumbis até você - mas, pode ser usado a seu favor, se causar um sangramento em seu adversário.

Os gráficos são muito inferiores aos de Resident Evil 5, mas ainda ótimos; os trajes dos personagens, além de criativos, são muito bem representados pelos gráficos do jogo. A trilha sonora é uma mistura genérica de orquestra com efeitos eletrônicos, e não chega nem aos pés das grandiosas e épicas trilhas que Resident Evil costuma ter. Os efeitos sonoros, principalmente os das armas, já fazem bem o seu trabalho.

Por mais que tenha um Single Player ruim, o Multiplayer de Resident Evil: Operation Raccoon City compensa todas as suas falhas, sendo o mais divertido que poderia ser criado para um jogo da série - e é bom que a Capcom mantenha essa linha de experiência online no vindouro e aguardado Resident Evil 6. Com muita ação, uma pitada de suspense e situações carentes de estratégias da parte do jogador, Resident Evil: Operation Raccoon City é uma boa alternativa para quem já enjoou do padrão dos outros jogos.

Nota: 7.9

16.6.12

Resident Evil 6: 'NO HOPE LEFT'

E3 PREVIEW com spoilers
RESIDENT EVIL 6

Cara... Eu não pude deixar de fazer este Preview logo quando vi o majestoso gameplay de Resident Evil 6. Mas de qualquer forma, ainda sim, nem tudo é um mar de rosas. Resident Evil sempre foi uma faca de dois gumes e continuará sendo se houver um próximo título não spin-off (como Resident Evil Operation Raccoon City).


Todo mundo imaginou que neste RE6, o clima de terror seria restaurado, mas o que eu menos vi aqui foi alguma coisa que tivesse me deixado assustado ou com medo, como vi em Dead Space 1 ou Resident Evil 2. Além claro, de jogos mais modernos como Silent Hill que nunca perde seu foco ou F.E.A.R 2, que somente abandonou o clima de terror no seu terceiro título.



Não é pelo fato de Resident Evil ter se tornado um jogo de ação survivor ao invés de permanecer com apenas o 'survivor' da história, ainda sim é um jogo belíssimo e consegue surpreender a todos os seus fãs a cada título. Neste gameplay de RE, que foi exibido na Expo3, os desenvolvedores jogaram com Leon Kennedy, o policialzinho que deu início a série e foi protagonista de um dos títulos mais inúteis da série, o Resident Evil 4, que mesmo assim, foi o último verdadeiramente assustador de toda a saga.

Quem será? Quem será?
Os gráficos estão lindamente perfeitos! Nada a comentar, os detalhes são incríveis, mas ainda sim estou de receio com as Iron Sights do Spin Off de RE que foi acoplado a este título. Pelo que parece, haverá tanto Iron Sights para mirar como as antigas miras de RE, que são aquelas usadas no Resident Evil 5 que dificultou tanto o jogo e foi por isso que ganhou tantos pontos positivos na minha concepção.

Eles facilitaram o jogo agora que se você estiver sem bala, você pode descer na porrada com todo mundo, isso é meio tenso, pois se você sair por ai (correndo... Sim, você pode correr) em um mundo de apocalipse zumbi descendo voadora em todo mundo like Mike Tyson, a porra vai ficar séria, e posso ter certeza que se Leon sobreviver. Ficarei revoltado, pois assim não terá mais aquela parada de economizar balas, e isso será ridículo.

Mas tem uma coisa adorável. Enquanto nos trailers viamos aquelas hordas  tipo Left 4 Dead mas na verdade elas somente apareciam em cutscenes, agora você realmente terá que enfrentar essas hordas, dando uma pitada de desespero e sufocamento. Isso vai ficar extremamente interessante na minha opinião.
Pois é... Até o filho do pikoloso Wesker está entre os protagonistas
Quick Time Events não deixam de aparecer na Demo, principalmente na parte em que o Leon... DIRIGE UM FUCKING HELICÓPTERO! Isso mesmo, Leon e Chris irão reagir e aproveitar muito o envolvimento para usar a seu favor. E isso pra mim, só mostra como a Capcom é mestra em fazer jogos de tirar o fôlego. Mesmo que, eu nem tenha que trocar minhas calças...

E para que vocês possam tirar suas próprias conclusões... Para quem não viu, confira o Gameplay por si próprio:




NOTA PROVISÓRIA: ● ● ● ● (4/5) - Ótimo
Not my lucky day



2.3.12

Valdir Raupp Ataca Novamente

Quem Me Dera Valdir Raupp... Quem me dera...

Novamente, volto retornar o apelo de todo o público gamer para prestarem atenção nesta matéria, alguns dias atrás eu lhes trouxe uma reportagem sobre a possível aprovação do projeto de lei do babaca Valdir Raupp, que vem querendo proibir o comércio, produção e o armazenamento e importação de jogos de vídeo-game que de alguma forma afetem a população ofensivamente.

Claro, se você for pensar como Raupp, sua tentativa é muito boa, por que claro, os jogos realmente são livres para distribuir qualquer tipo de apelação, mas é exatamente esta a questâo, já que se trata de um jogo, quem não quiser jogar, que não jogue e acabou, encher a lingüiça com este assunto de proibição já vem martelando na nossa cabeça desde muito tempo, e já acho que estamos na hora de darmos um basta nesta palhaçada.

Eu estava vendo o site da Atividade Legislativa, onde o projeto de lei está guardado e em cheque com o governo, com uma grande porcentagem de chance de ser aprovada. Eu estava lendo o artigo e vi que no dia 23/02/2012, esse projeto de lei voltou a ser examinado com mais cautela, e agora no dia 02/03/2012 ela já está presente na 
SUBSEC. COORDENAÇÃO LEGISLATIVA DO SENADO em situação de análise, por enquanto não temos nenhuma outra notícia, se Valdir está preparando para atacar novamente com estas baboseiras, ou se finalmente, o governo vai se dar conta, de que ele precisa investir em leis que ajudem o povo e não que as façam perder tempo e ter dores de cabeça.

Porcaria, minha mãe gosta de vídeo-games, que mãe nunca gostou de matar a caralhada zumbi em Resident Evil, oras, afinal, Resident Evil faz juz a uma industria farmacêutica que é a Umbrella, agora vocês vão me dizer que isso é preconceito com os médicos também, ah! Faça-me um favor vai!

Pesquisando um pouco mais, resolvi ler o documento em si que traz todo o formulário de Valdir Raupp sobre o projeto de lei, assinado pelo mesmo e decretado em estado de aprovação ou recusação do mesmo. Para quem tiver paciência e quiser se informar mais, visite este site.

Um último detalhe... Eu achei esta análise, também presente em uma Parecer de 2009, do governo, sobre o que esses jogos estão influenciando no Brasil, leia com atenção, e depois, se desejar, deixe sua opinião a respeito, mas saiba que esta NÃO É MINHA OPINIÃO, e não há nada alterado neste artigo. Bem... Então vamos lá.



"Muitos jogos de videogame apresentam lutas, perseguições, ataques
e mortes. A tarefa do jogador é caçar e destruir o maior número possível de
inimigos, representados com feições grotescas, monstruosas ou ridículas.
Destruí-los é salvar o mundo nesses jogos.

Mas alguns jogos têm passado de brincadeiras de mau gosto, sendo
arsenal de propaganda e doutrinação contra determinadas culturas.
O Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Michigan
divulgou, em 2005, que os videogames mudam as funções cerebrais e
insensibilizam os jovens diante da vida. Os jogadores frequentes sofrem danos a
longo prazo em suas funções cerebrais e em seu comportamento.

Embora sejam classificados pelo Ministério da Justiça, alguns jogos
de videogame desprezam, notadamente, o comportamento correto das crianças,
ensinando palavrões. Em outros, os “gays” são mortos e as religiões, tais como o
satanismo, budismo, hinduísmo, judaísmo e o cristianismo, são ofendidas.

Sobre o cristianismo, vê-se em alguns jogos alguém bater em anjos,
enquanto se escuta um coral católico. É comum um superbandido bater asas pelo
inferno antes da batalha final, ou até derrotar Jesus e seus doze apóstolos,
embora tenham nomes engraçados.

Nos últimos tempos, os videogames têm se popularizado junto à
sociedade e, paralelamente, alguns crimes têm sido creditados à transposição da
violência virtual para o mundo real. Eles têm sido considerados uma educação
para o ódio de muitas culturas.".

É de se envergonhar do nosso pais...

19.1.12

"Resident Evil 6" vem aí! Teria a Capcom guardado o melhor para o final?

RESIDENT EVIL
6

Ontem, dia 18 de janeiro de 2012, foi publicado indícios pelo site viral NoHopeLeft.com de que algo relacionado à Resident Evil poderia vir a tona hoje. Isto é, imagens com pixações que diziam "No Hope Left" e uma versão do símbolo de Biohazard, que já é marca na franquia "Resident Evil", sendo também este o título do game no Japão. A pista de que algo relacionado seria lançado hoje era a data escrita junto às pixações, que era 01.19.2011 - isto é, no Brasil, 19.01.2011.
E eis que a nossa ilustre empresa Capcom divulga um trailer de três minutos e vinte e dois segundos de duração. O vídeo estará disponível ao final da postagem, ao longo desta, falarei sobre detalhes do trailer e é claro, antes de mais nada, a sinopse do game:

Na trama, 10 anos se passaram desde o incidente em Raccoon City e o presidente dos EUA decidiu revelar a verdade sobre o que aconteceu ali. Sobrevivente da catástrofe e amigo pessoal do presidente, Leon S. Kennedy chega ao local do anúncio apenas em tempo de vê-lo transformado em uma ameaça biológica sem igual - e é forçado a tomar a decisão mais difícil de sua vida. Ao mesmo tempo, Chris Redfield chega à China, país que também está sob a ameaça de um ataque bioterrorista.

"Resident Evil 6" será lançado dia 20 de novembro de 2012, e como de esperado, para PlayStation 3 e XBox 360. A versão para PC deve chegar depois.

Agora, vamos comentar o trailer. Aparentemente, já temos três personagens jogáveis confirmados: Leon S. Kennedy, Chris Redfield e um desconhecido que está em companhia de Ashley Graham. Sim, a irritante filha do presidente de RE4 está de volta. A jogabilidade aparenta estar muito mais livre do que antes, sendo possível usar golpes físicos sem a necessidade de atirar em algum ponto específico do inimigo para tal, um sprint melhorado, deslizar por baixo dos inimigos e atirar deitado, provavelmente atirar em movimento, a possibilidade de usar armas aleatórias como chaves de fenda para golpear ou até mesmo arremessar, etc. É um ótimo feito da Capcom acrescentar estas possibilidades à jogabilidade de "Resident Evil 6", já que antes, os jogos da série eram extremamente limitados nesse quesito. Para a alegria dos fãs, os inimigos principais do sexto jogo voltarão a ser os mortos-vivos burros e monossilábicos. Mas não é por isso que outros tipos de inimigos, como soldados armados, não serão encontrados. Não teria nexo caso contrário. O cenário é urbano caótico e pré-apocalíptico, o típico cenário que tanto marcou "Resident Evil 2" e "Resident Evil 3: Nemesis". O jogo também parece consertar o principal erro de seu antecessor e voltará a ter o ambiente noturno como base.

Paul Mercier e Roger Craig Smith voltam a emprestar suas marcantes vozes para seus respectivos personagens, Leon e Chris. Carolyn Lawrence também volta como a inconfundível voz de Ashley Graham. Ao que tudo indica, "Resident Evil 6" pode ser a conclusão da história do game de survival horror, e promete colocar os jogadores em situações muito mais estreitas e complicadas. Com o retorno dos zumbis, do cenário urbano caótico e noturno e muito provavelmente, do verdadeiro survival horror, "Resident Evil 6" deve retornar às origens da aclamada série, sendo uma grande aposta de 2011. As expectativas já estão lá em cima!


27.12.11

Um Pequeno Sneak Peek de Resident Evil: Operation Raccoon City

Antes de mais nada, confiram aqui a primeira crítica de 2012, trazendo a nova interface de críticas da Soviet Connection.

PREVIEW:
RESIDENT EVIL: OPERATION RACCOON CITY
É UM ÓTIMO JOGO, MAS COM CERTEZA A CAPCOM PERDEU O RUMO DAS COISAS.
Operation Raccon City, é no mínimo, aquele jogo que irá mudar toda a sua visão que você fã ainda não possuía totalmente sobre todo o mundo de Resident Evil. O novo título da Capcom trás mudanças tão esdrúxulas e vísiveis que fica até mesmo muito difícil de engolir a triste e desprezível notícia que este novo game fará parte da série tão fabulosa de RE.

Começando primeiro pela pior parte, o jogo abandona o gênero terror de uma vez, pelos gameplays exibidos e dispostos na E3, ComicsCon, G4 e por muitos jogadores nas demos, vimos que Resident Evil abaixou seu patamar para um jogo mais estilo Left 4 Dead misturado com uma dinâmica de Uncharted, pressupondo assim que, Resident Evil Operation Raccoon City trata-se agora de nada mais que um mero Survivor Game.

Além disso, aquelas miras complicadas a laser, e a jogabilidade difícil e desafiadora que tanto enriquecia o jogo, analisando que qualquer zumbi ou infectado já era de se arrepiar, principalmente por ter gerado muita polêmica em seu último jogo para grandes plataformas que foi Resident Evil 5 que continha cenas altamente fortes e intensas com os africanos daquela área e foi descriminado, julgando a Capcom até por praticar um certo preconceito, o que foi ridículo, diga-se de passagem, tratando que Resident Evil 5 foi magnífico, um dos jogos de terror que mais assustou, comparando o seu típo de ambiente onde é retratado, ou seja, em plena luz do dia.

Resident Evil Operation Raccoon City abandona as miras a laser para substítui-las por miras ao estilo FPS e gênero ação, em outras palavras, as Cross Sights (miras em formato de cruz). Isso sim facilita bastante na hora de jogar, e não é exatamente isso que estraga o jogo, porém tira toda aquela magia onde você deveria manobrar muito bem o analógico para acertar o específico lugar desejado. Essas miras, por outro lado, vão das aberturas para novas possibilidades, como atirar enquanto corre ou anda, porém, isso também vai complicar um pouquinho para a Capcom, que vai desagradar a muitos fãs.


Mas uma coisa, o jogo trás de volta muitos personagens que apesarem de nunca terem sido esquecidos pela série, também nunca haviam sido aproveitados da forma que deveriam, intensamente, contando a história de cada um deles. O jogo voltará a retratar a realidade de Resident Evil 1, 2 e 3 (os mais assustadores da série) de uma forma um pouco diferente, onde uma das novidades incríveis do jogo é que você poderá jogar tanto do lado do mal: Umbrella Corporation como do lado do bem: R.C.P.D - Raccoon City Police Dept.
Outra mudança muito interessante é que o rumo que você toma durante o jogo pode afetar a história de todos os outros 3 jogos anteriores, sendo assim, Raccoon City pode-se levar um pouco para o lado de um Spin-Off Game, mesmo que não totalmente. Por que aqui, serão reveladas informações muito relevantes para toda a série de RE.

Um exemplo de uma grande consequência ao tomar certo rumo, é que ao jogar do lado da Umbrella, um de seus objetivos principais será executar e eliminar Leon Kennedy. E o jogo lhe dará a possibilidade de tornar isso realidade.



Além disso, outra mudança realmente espetacular é que os jogos vem investindo é na campanha, no seu modo história. Uma coisa que sempre nunca foi muito certa é como as empresas investiam no modo online que era sempre monótono, não havia nenhuma grande mudança, apenas quando se retratava de Battlefield e Call of Duty, fora isso, era sempre a mesma chatice.

Investindo mais no modo história, você se sentia realmente dentro do jogo, passando pela mesma tensão que os personagens passam, e desde ultimamente, jogos como Dead Island (um RPG com modo história single player e multi player) vem trazendo esta nova mudança de aderir um modo história de um jogador e de multi jogador com suporte online. E Resident Evil também trará isso para vocês.



Por fim, Op. Raccoon City é um belo jogo, mas comparando com os outros, a Capcom errou muito, e muito feiamente. Ela abandonou o gênero tão sagaz e divertido, porém amedrontador de Resident Evil, para optar por uma coisa mais light, e para falar a verdade, a única coisa que realmente valeu até agora, foi o modo história e os seus gráficos fabulosos que não poderíamos deixar de citar. Que, contrário de Resident Evil 5, que teve seus gráficos belos e detalhados apenas no começo e a metade do jogo, e aos poucos foi se tornando precário e muito pouco bonito de se ver (que logo depois, a Capcom corrigiu o problema em patchs de correção e na RE5 Gold Edition (edição de ouro).

Vocês poderão conferir a análise e crítica deste jogo em breve. Logo após seu lançamento.

Nota: 6.8 (Regular)
+ Gráficos + História + Umbrella vs. R.C.P.D + Imersão + Nemesis
- Jogabilidade - Indiscutível Genêro Terror Precário - Cross Sights


Em breve aqui na Blaster Lizard: Dead Island e Skyward Sword

21.7.11

Resident Evil 4: Recomeço não é um bom filme, mas pode agradar alguns fãs da série

RESIDENT EVIL 4:
RECOMEÇO

Podemos dizer que a saga Resident Evil é a mais confusa saga da história do cinema. Tivemos um mediano primeiro filme, uma sequência ruim, um terceiro longa no mínimo ridículo e agora esse quarto filme que apesar de ser o mais próximo dos games e poder agradar alguns fãs da série, não é um bom filme. Todos os longas foram estrelados pela belíssima Milla Jovovich(que foi decaindo aos poucos...) no papel de Alice, uma personagem extremamente criticada pelos fãs do jogo pelo simples fato dela não existir no jogo. Eu não uso isso como critério para criticar a franquia, afinal, Alice é um dos pouquíssimos pontos positivos dos quatro filmes. É uma personagem bem construída e bem aproveitada durante a saga, mas parece ser a única, e neste "Resident Evil 4: Recomeço"(Resident Evil: Afterlife, 2010) vemos Alice mais próxima do que ela era no primeiro filme da saga. O quarto longa abre pouco tempo depois que o terceiro terminou; Em Tóquio, onde se localiza a atual base de operações substerrânea da Umbrella Corporation, empresa farmacêutica responsável pelo apocalypse zumbi que atingiu o mundo nos últimos 5 anos. Alice e suas clones estão em Tóquio(Não é explicado como Alice transportou tantos clones assim de Las Vegas até Tóquio ou como arranjou equipamentos tão sofisticados para o ataque.) preparados para atacar a sede da Umbrella Corp. e derrubar seu presidente de uma vez por todas, o poderoso Albert Wesker(Shawn Roberts). O ataque contra a Umbrella é bem sucedido, porém Alice falha em derrotar Wesker, que escapa. É simplesmente ridículo como Alice perde suas clones e seus poderes; No terceiro longa, é apresentado que Alice estava começando a controlar os seus poderes, e seus clones são introduzidos como se fossem ser uma parte elementar para o futuro da saga, e ambos são jogados fora como se não fossem nada no início desse quarto capítulo. Nada contra eliminar os clones e retirar os poderes de Alice, mas, deveria ter sido ao menos de uma forma mais bem bolada. Em vez de Paul W.S. Anderson sentar com seus roteiristas e produtores e bolar uma forma inteligente para Alice perder seus poderes, ele prefere simplesmente aplicar uma vacina nela numa cena que acontece sem qualquer antecipação dramática em relação ao assunto. A perda dos poderes da protagonista é justificada por Paul como um modo de tentar deixar o filme mais emocionante, evitar que Alice simplesmente exploda os zumbis quando avistar uma horda dos mesmos, mas acontece que isso acaba não mudando nada. Alice não explode os zumbis, mas ela os elimina como se fossem formigas e suas balas nunca acabam, e se acabam, ela sempre tem uma arma(ou duas) reserva pra continuar estourando a cabeça deles. Além disso, ela continua dando voadoras de três metros(literalmente) e se dispondo a enfrentar mil zumbis sozinha. Isso tudo sem nenhuma explicação plausível. Tudo que se sabe sobre Alice é que ela era chefe de segurança da Umbrella, mas até onde sabemos, chefes de segurança não são treinados para dar voadoras de três metros(Além de que de todos os soldados da Umbrella apresentados na franquia, Alice é a única que faz esse tipo de coisa), e ressalto que dos quatro filmes, esse é o longa em que Milla faz sua pior atuação como Alice. Ela tenta convencer com uma personalidade durona(Paul ama mulheres duronas em seus filmes) mas demonstra falhar nas cenas mais dramáticas. Temos aqui o retorno de uma personagem dos games já introduzida nos filmes no capítulo anterior; Claire Redfield, interpretada pela bela(mas sem graça) Ali Larter. Ali costuma fazer boas atuações, porém neste filme você vê que ela está ali só pra pegar o cheque. O filme é repleto de personagens desnecessários. Kim Coates faz uma atuação divertida e uma das melhores do filme com seu Bennett, mas seu personagem é totalmente inútil para o desenvolvimento da trama. Angel Ortiz, interpretado por Sergio Peris-Mancheta, também é descartável, assim como Kim Yong(Norman Yeung) e Crystal(Kacey Barnfield). Dos novos personagens, o que rouba a cena pelo fato de ser o único útil(se tivesse sido bem aproveitado) é Luther(Boris Kodjoe), que poderia vir a se tornar o novo interesse amoroso de Alice, mas ainda teremos que esperar os próximos filmes para conferir isto. Spencer Locke retorna K-Mart, mas a coitada não tem uma única fala no filme, se tornando mais uma personagem totalmente descartável para a trama(Sério, por que a contrataram?). Quem tenta salvar o longa é Shawn Roberts, com seu frio e calculista Albert Wesker. O personagem está fiel ao dos games do modo que é permitido pela franquia, e Roberts, que já havia declarado ser fã do personagem, encarna o vilão de modo digno. Wesker protagoniza as melhores cenas de ação do longa-metragem(Inclusive uma que foi diretamente retirada do game "Resident Evil 5") e se torna um perfeito rival para Alice, uma vez que Wesker possui agora poderes muito maiores do que os que Alice possuía antes. Outra cena que vale a pena ser vista é o confronto entre Claire Redfield e o Axeman, ou melhor, Executioner. Uma sequência de ação bem ensaiada e muito bem empregada no 3D estereoscópico do filme(que aliás, é ótimo!). Chris Redfield(Wentworth Miller) é outro personagem importante dos games que é introduzido na saga neste quarto filme, porém apesar da atuação boa de Miller, o personagem acaba por fim se tornando descartável também. Ele seria bastante útil se sua relação com a irmã Claire fosse bem explorada, mas você quase nem percebe que os dois são irmãos, só temos duas ou três ceninhas que demonstram isso, além de Chris ter poucas falas no filme. A fotografia do filme é ótima, destaca tons de cor mais razoáveis como o beje e o marrom, e isso caiu muito bem no longa. A mixagem de som é boa, mas a trilha sonora, apesar de bem executada, é simplesmente inexpressiva. Paul W.S. Anderson tenta empregar mais uma vez o fator "sobrevivência" nesse filme, que é clássico nos games(Aquela sensação de que você vai morrer a todo momento), e funciona de um modo legal mas ainda é fraco, o primeiro longa da série conseguia empregar isso de uma forma muito melhor. Os efeitos especiais aqui são medianos. Uma característica de Resident Evil, até o terceiro filme, eram efeitos especiais horríveis. Neste longa Paul conserta esse defeito. Os efeitos ainda não são perfeitos, mas já estão muito melhores que os dos filmes anteriores. As cenas de ação são divertidas e bem coreografadas, mas são prejudicadas pelo exagero nos efeitos de câmera-lenta.
Conclusão Final: "Resident Evil 4: Recomeço" acaba se tornando, ainda que muito melhor que seu antecessor, um filme ruim que provavelmente vai causar desgosto nos cinéfilos de plantão. Mas para os fãs dos games, este longa pode até agradar pelo fato de ser até agora o filme mais próximo dos games. O filme acaba valendo a pena de se ver apenas pela interpretação exímia de Shawn Roberts como o vilão Albert Wesker e pelas divertidas cenas de ação do filme, ainda que prejudicadas pelo excesso de efeitos slowmotion.

Nota: 4,5