2ª Premiação Anual Lagarto de Ouro

Confira os candidatos e dê sua opinião sobre os melhores filmes de 2012!

LagARTÍSTICO #7: Diamonds Are A Girl's Best Friend!

A sétima edição do quadro LagARTÍSTICO traz uma galeria da eterna diva Marilyn Monroe!

Hitman: Absolution

O Assassino 47 está de volta, saiba a nossa opinião sobre o novo jogo!

BL Clássicos

Leia duas novas críticas no quadro BL Clássicos: "The Misfits" e "How to Marry a Millionaire".

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15.7.12

Demolidor, o melhor herói da Marvel.


Diante de tantas mega-sagas caça-níqueis e histórias deploráveis baseadas apenas em "porrada livre", um roteiro sério somado à uma arte pontual tem a merecida premiação. Confesso que não leio "Demolidor" há algum tempo, desde o fim da saga "Terra das Sombras", pra ser mais preciso, mas sei que essa nova saga se situa sobre o retorno de Matt Murdock à Cozinha do Inferno, como seu guardião e advogado.
Por que esse post? Simples. Segue abaixo a lista de vencedores da edição de 2012 do Will Eisner Awards:

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Best Short Story "The Seventh," by Darwyn Cooke, in Richard Stark's Parker: The Martini Edition (IDW)       

Best Single Issue (or One-Shot)
Daredevil #7, by Mark Waid, Paolo Rivera, and Joe Rivera (Marvel)


Best Continuing Series
Daredevil, by Mark Waid, Marcos Martin, Paolo Rivera, and Joe Rivera (Marvel)


Best Limited Series
Criminal: The Last of the Innocent, by Ed Brubaker and Sean Phillips (Marvel Icon)

Best Publication for Early Readers (up to age 7)
Dragon Puncher Island, by James Kochalka (Top Shelf)

Best Publication for Kids (ages 8-12)
Snarked, by Roger Langridge (kaboom!)

Best Publication for Young Adults (Ages 12-17)
Anya's Ghost,
by Vera Brosgol (First Second)

Best Anthology
Dark Horse Presents,
edited by Mike Richardson (Dark Horse)

Best Humor Publication
Milk & Cheese: Dairy Products Gone Bad,
by Evan Dorkin (Dark Horse Books)

Best Digital Comic
Battlepug,
by Mike Norton, www.battlepug.com

Best Reality-Based Work
Green River Killer: A True Detective Story, by Jeff Jensen and Jonathan Case (Dark Horse Books)

Best Graphic Album - New
Jim Henson's Tale of Sand, adapted by Ramón K. Pérez (Archaia)

Best Graphic Album - Reprint
Richard Stark's Parker: The Martini Edition, by Darwyn Cooke (IDW)

Best Archival Collection/Project - Comic Strips
Walt Disney's Mickey Mouse vols. 1-2, by Floyd Gottfredson, edited by David Gerstein and Gary Groth (Fantagraphics)

Best Archival Collection/Project - Comic Books
Walt Simonson's The Mighty Thor Artist's Edition (IDW)

Best U.S. Edition of International Material
The Manara Library, vol. 1: Indian Summer and Other Stories, by Milo Manara with Hugo Pratt (Dark Horse Books)

Best U.S. Edition of International Material - Asia
Onward Towards Our Noble Deaths, by Shigeru Mizuki (Drawn & Quarterly)

Best Writer
Mark Waid, Irredeemable, Incorruptible (BOOM!); Daredevil (Marvel)


Best Writer/Artist
Craig Thompson, Habibi (Pantheon)

Best Penciller/Inker or Penciller/Inker Team
Ramón K. Pérez, Jim Henson's Tale of Sand (Archaia)

Best Cover Artist
Francesco Francavilla, Black Panther (Marvel); Lone Ranger, Lone Ranger/Zorro, Dark Shadows, Warlord of Mars (Dynamite); Archie Meets Kiss (Archie)

Best Coloring
Laura Allred, iZombie (Vertigo/DC); Madman All-New Giant-Size Super-Ginchy Special (Image)

Best Lettering
Stan Sakai, Usagi Yojimbo (Dark Horse)

Best Comics-Related Journalism
The Comics Reporter, produced by Tom Spurgeon, www.comicsreporter.com

Best Educational/Academic Work (tie)
Cartooning: Philosophy & Practice, by Ivan Brunetti (Yale University Press)
Hand of Fire: The Comics Art of Jack Kirby, by Charles Hatfield (University Press of Mississippi)

Best Comics-Related Book
MetaMaus, by Art Spiegelman (Pantheon)

Best Publication Design
Jim Henson's Tale of Sand, designed by Eric Skillman (Archaia)

Hall of Fame
Judges' Choices: Rudolf Dirks, Harry Lucey
Bill Blackbeard, Richard Corben, Katsuhiro Otomo, Gilbert Shelton

Russ Manning Promising Newcomer Award:
Tyler Crook

Bob Clampett Humanitarian Award:
Morrie Turner

Bill Finger Excellence in Comic Book Writing Award:
Frank Doyle, Steve Skeates

Will Eisner Spirit of Comics Retailer Award:
Akira Comics, Madrid, Spain - Jesus Marugan Escobar and
The Dragon, Guelph, ON, Canada - Jennifer Haines

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Conclusões. Diante de tanto investimento em "Vingadores vs X-Men", um herói com temática simples em concepção e poderes tomou a dianteira da editora, e das premiações em geral esse ano. Entretanto, não é um motivo para que a DC Comics se entristeça, pois grande parte de suas publicações (incluindo "Batman" e "Homem Animal") concorreram nas principais categorias, tal como Jeff Lemire que bateu de frente com o excelente Mark Waid na concorrência como melhor escritor. Simplesmente, a Marvel é cega, demoníaca e muito vermelha.


3.7.12

"O Espetacular Homem-Aranha": Cabeça-de-Teia redefinido nos cinemas e adaptado da melhor forma

Chupa, Sam Raimi.

EL AMANTE FELINO apresenta
O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA

Quando eu fui assistir "Homem-Aranha" (Spider-Man) no cinema em 2002, saí de lá maravilhado com o que tinha visto, e ainda amo muito aquele filme. Nunca esperei que um dia fosse dizer que um reboot o superaria. Pra falar a verdade, eu nem imaginava o que significava reboot. E quando chegou "Homem-Aranha 3" (Spider-Man 3, 2007), que também vi no cinema, a coisa pela qual mais torci para que o próximo filme do Aracnídeo fosse era um reboot. Eu até gosto do terceiro filme, mas era claro que dali pra frente a Sony não sabia mais o que fazer com a franquia, além do fato de terem jogado um dos maiores inimigos de Peter Parker fora sem nem tê-lo adaptado direito como se não fosse nada, vocês sabem de quem estou falando. Tobey Maguire teve seu tempo e a história de seu Homem-Aranha teve seu devido fim. 

"O Espetacular Homem-Aranha" (The Amazing Spider-Man, 2012) conta a história de um Peter Parker (Andrew Garfield) afetado pelo súbito sumisso de seus pais quando era criança, e, determinado em uma busca para descobrir o real motivo de ter sido abandonado, suas pistas o levam de encontro com o Dr. Curtis Connors (Rhys Ifans), um cientista brilhante e obcecado por recuperar o braço através das habilidades regenerativas habituais dos répteis. Ao ser mordido por uma aranha genéticamente modificada, Peter ganha poderes extraordinários que unidos ao seu intelecto genial, fazem dele um herói memorável que virá a ser conhecido como Homem-Aranha.

O filme não cumpre exatamente o que prometeu; todo aquele papo de "história não contada" e de que saberíamos a verdade sobre o desaparecimento dos pais de Peter Parker e blá blá blá, e acaba caindo na simplicidade de uma história sobre o herói tentando impedir um cientista maluco que se transformou num lagarto gigante, com direito à piadas sobre o Godzilla e tudo. Esse é o maior defeito do filme: ele te deixa na expectativa em relação ao passado dos pais do protagonista, até o momento em que você se acostuma com isso e esquece do assunto. 

Os personagens são muito bem desenvolvidos e representados; Andrew Garfield faz o melhor que qualquer ator poderia fazer no papel de Peter Parker. Um grande problema com o Peter de Tobey Maguire era que ele não conseguia de maneira nenhuma convencer como um adolescente de colegial, ele apenas era um adulto com roupas de estudante. Garfield, além de perfeitamente caracterizado, interpreta um digno e convincente adolescente irresponsável, mas com inteligência inigualável para sua idade. Desde os primeiros momentos da fita, nos é mostrado o quão genial Peter é, com suas invenções, cálculos e tudo mais, servindo como um belo contra-ponto ao protagonista da trilogia original, que não passava de um nerd comum.

Não só como Peter Parker, Andrew Garfield faz uma ótima perfomance como o Homem-Aranha. Mesmo após tomar sermões e lições sobre responsabilidade, Peter continua o adolescente folgado que é, e finalmente podemos ver o humor afiado e o sarcasmo do Cabeça-de-Teia, que tanto faltou nos filmes de Raimi. O humor funciona muito bem, e as piadas do Aranha são impagáveis, exatamente como nos quadrinhos!

Por Deuses, finalmente o Homem-Aranha arranjou uma namorada inteligente! Eu gostava muito da Kirsten Dunst e sua Mary Jane, sim, mas temos que confessar que ela era uma tremenda retardada. A colocação de Gwen Stacy como o par romântico de Peter nesse filme não é apenas mais fiel à HQ, mas também acaba sendo um romance muito mais divertido e - cof, cof - fofo. Desde os trailers, já sabíamos que Gwen viria a descobrir a identidade secreta de Peter uma hora ou outra, e não só isso, mas o fato de seu pai, o capitão Howard Stacy (Denis Leary, em ótima atuação e sintonia com Garfield) ser um policial determinado a prender o Homem-Aranha, torna a relação entre os dois principais muito divertida - numa química teen que funciona muito bem.

Os tios Ben e May, interpretados respectivamente por Martin Sheen e Sally Field, também são muito bem construídos com a trama. Carismáticos e dinâmicos, o casal cumpre muito bem o dever de responsáveis substituindo a atividade paternal da qual Peter sente falta - e demonstra isso, outro ponto positivo - e o próprio tio Ben acaba sendo muito mais participativo na trama do que era de se esperar. O conflito familiar entre Peter e seus tios causados por nada além da falta que o garoto sente de um pai e uma mãe é um aspecto importante que foi lembrado e enfasado neste longa.

O competente Rhys Ifans compõe de maneira completa o dr. Curt Connors e sua obsessão pela perfeição, sem mencionar sua ótima relação com Andrew Garfield. Entretanto, enquanto Curt Connors se destaca, o Lagarto em si poderia ter sido melhor trabalhado. Parece que você simplesmente não viu o suficiente do vilão em sua forma mais... Musculosa e verde, e com rabo. Aliás, a escolha do Lagarto como o primeiro inimigo da franquia foi ótima, por remeter diretamente ao duelo intelectual e científico entre Curt Connors e Peter Parker, mostrando ainda mais da genialidade do garoto. O dr. Connors é de fato um dos melhores personagens no filme, ainda que lhe acrescentada uma inútil cena do mesmo duelando com seu subconsciente, que acabou lembrando bastante o Norman Osborn do filme de 2002.

Os trabalhos com os dublês são impressionantes - e devo tirar meu chapéu para Marc Webb, e também pedir desculpas por ter alguma vez subestimado sua capacidade para dirigir cenas de ação. As coreografias, em primeiro lugar, são de cair o queixo, e as câmeras que as registram muito bem guiadas pelas mãos de Webb. Um grande acerto do diretor foi preferir o maior uso de dublês para as cenas em que o Aranha se balança em suas teias pela cidade do que o excesso de CGI, tornando muito mais realista e única a experiência de vê-lo saltando pelo ar. 

Por mais que já tenhamos visto por três filmes o Aracnídeo lutando contra vilões e etc, este longa ainda consegue nos impressionar com o novo e muito mais dinâmico estilo de luta usado pelo herói, que consiste bastante no uso de suas teias da forma mais criativa possível. Devo criticar, aliás, o fato da teia do Aranha não ter acabado em nenhum momento da fita, considerando que ele a usou bastante e é uma marca de suas histórias mais clássicas os seus "cartuchos" acabarem em momentos cruciais.

Os efeitos especiais, especialmente os computadorizados, são ótimos, e embora o 3D não colabore muito, o filme tem um visual impecável. O Lagarto foi muito bem adaptado, visualmente falando, para o filme, sendo uma perfeita junção entre réptil e humano - ainda que não tenha uma mandíbula comprida como o personagem dos quadrinhos, a boca do vilão tem uma forma bastante característica dos animais de sangue frio, e mesmo seu jaleco clássico não deixa de fazer uma breve aparição, apesar de dispensado na maior parte do filme.

A trilha sonora de James Horner é excelente, mas compará-la com a de Danny Elfman vai ficar como questão de opinião, mesmo. Crianças ou pessoas que estão sendo apresentadas primeiro à este filme, vão preferir o tema de Horner, já os oldschool que acompanharam a trilogia original desde o início, vão preferir a trilha de Elfman. Eu, tendo sido uma criança que cresceu com a trilogia original, naturalmente prefiro as composições de Danny Elfman. A mixagem de som não falha em momento algum, e a fotografia é bonita e sombria, tornando o filme ainda mais digno de ser visto numa sala XD ou em blu-ray.

O grande forte de "O Espetacular Homem-Aranha" é sem dúvidas o desenvolvimento de seus ótimos personagens, até mesmo o valentão Flash Thompson ganha um melhor e essencial destaque na história de Peter Parker. Com cenas de ação de tirar o fôlego, visuais deslumbrantes, enredo promissor e humor bem colocado, o longa consegue proporcionar diversão por todos os seus 136 minutos de duração, e supera de longe todos os filmes da trilogia de Sam Raimi. É por poucos detalhes que este filme não vai ganhar uma nota máxima aqui, mas Andrew Garfield, você veio para ficar!

Nota: 9.7

8.2.12

Trailer do Homem-Aranha Punk Rock!

Depois do teaser do ano passado, foi liberado à uns dias o trailer oficial do novo filme do herói aracnídeo. O filme estréia no dia 3 de julho, e infelizmente, será concorrente direto do desfecho de Chris Nolan para sua versão do Batman no filme The Dark Knight Rises. Infelizmente? É, o Amigão da Vizinhança no mínimo será triturado nas comparações e na bilheteria, mas, isso não é motivo para deixar de falar que pela primeira fez fiquei empolgado com uma notícia sobre o filme. Segue o video no player abaixo:


Agora, as impressões...
Definitivamente, eu não gostei desse uniforme. Porém, gostando ou não, ele é um grande mal necessário. Se é para desvincular a imagem do Aranha dos filmes de Sam Raimi, que caíram num abismo total com o terceiro capítulo da trilogia, mudanças na essência do personagem e no visual são obrigatórias. O uniforme lembra o clássico, tem quase os mesmos traços, mas essas peripécias estéticas, detalhes excessivos nas mãos, pernas e botas soam desagradável pra mim. Apesar disso, em cenas de ação é quase imperceptível, a amalgama de cores visualizadas é o padrão clássico, o casual de sempre.
Vamos lá, parece que acertaram no vilão dessa vez. Se você vai fazer um filme de origem do personagem, óbviamente o herói será o centro das atenções, e qualquer coadjuvante perde o destaque. Esse erro foi cometido no primeiro filme de Raimi, com o Duende Verde trabalhando de antagonista. Agora, temos o Lagarto, um personagem importante, mas que não verá obrigação de tomar o palco como principal, ou temer o fato de ser ofuscado pelo mocinho. Doutor Curt Connor é importante para a trama, e fez aparições pontuais e ótimas no decorrer das HQs do Aracnídeo, muitas vezes como um "Hulk genérico", destruindo tudo sem intenção, apenas seguindo os clássicos e clichezentos instintos selvagens.
Por fim, o herói. Cara, o Homem-Aranha está fazendo piadas, o que diz muito sobre o personagem. Ele é essencialmente um babaca nesse quesito, sempre sendo irônico e se preocupando em irritar os oponentes. Vimos pouco isso na trilogia de Raimi, e quando vimos, fora pequenos clichês aqui e ali, pra ser pontual e fim. Espero que essas cenas engraçadas repitam-se mais vezes no decorrer do longa, mas sem apelar como visto em Transformers 2... Por fim, Andrew Garfield não pareceu a escolha certa, um ator de 30 anos para interpretar um moleque mais novo que eu? Mas, antes de medir críticas, verei o filme. Também achei Heath Ledger incapaz de interpretar o Coringa e olha só no que deu...

Apesar de erros fortes sofridos com o personagem no ramo editorial (One More Shit Day, oi?), é possível que esse filme limpe parte da imagem do personagem, que assim como a versão de Sam Raimi, tem caído numa obscura fissura de idiotices desnecessárias. Talvez, possa este ser o terceiro ou quarto melhor filme do ano, sendo que 2012 é ano de The Dark Knight Rises e Vingadores. Aguardem o lançamento do filme com seus gibis nas mãos, e a futura resenha pelo Amante Felino. Hasta!

- We must be over the rainbow 

29.7.11

"Capitão América: O Primeiro Vingador" tira o fôlego e adapta ao cinema de forma digna o maior patriota dos quadrinhos

CAPITÃO AMÉRICA
O PRIMEIRO VINGADOR

"Heróis são feitos na América!"
Eu confesso que nunca fui muito fã do Capitão América, sempre o reconheci como um herói respeitável mas nunca tive a curiosidade ou interesse de dar uma melhor conferida em suas histórias, apenas em participações especiais que o personagem fazia em séries animadas como as de X-Men e Homem-Aranha, e também breves conferidas em seu longa-metragem de 1990. Ao ficar sabendo que o Capitão voltaria para as telonas, fiquei com um pé atrás. Não, não é pelo o que você está pensando; Muito pelo contrário, achei interessante a escolha de Chris Evans para o papel. Até então, Evans nunca havia encarado um papel de verdade em sua carreira, seu maior papel foi como Johnny Storm(ou Tocha-Humana) nos filmes do Quarteto Fantástico. No papel de Steve Rogers, Evans teria finalmente uma chance de demonstrar do que ele é realmente capaz. A minha preocupação foi com o diretor Joe Johnston. Após o deplorável "Jurassic Park III"(Jurassic Park III, 2001), que ficou marcado em minha cabeça como um dos mais decepcionantes filmes que já vi, e do recente e brutal "O Lobisomem"(The Wolfman, 2010), me veio a cabeça que Johnston não era uma boa escolha para dirigir um longa do Capitão América. Ainda sim, coloquei mais fé neste filme do que em "Thor"(Thor, 2011) e "X-Men: Primeira Classe"(X-Men: First Class, 2011). E creio que todos nós tivemos nossa fé recompensada com esse longa! "Capitão América: O Primeiro Vingador"(Captain America: The First Avenger, 2011) nos entrega não só uma adaptação digna como também uma ótima aventura ao maior estilo Steven Spielberg, com certeza o blockbuster de ação mais empolgante do ano até então e o melhor filme da Marvel Studios, superando de longe "Thor" e empatando com "X-Men: Primeira Classe". O filme conta a história de Steve Rogers(Chris Evans, que faz uma ótima atuação aqui), um garoto franzino do Brooklyn que tem como sonho ir para o exército e servir sua pátria. Devido a seu porte físico e seu histórico de doenças como asma, Rogers é reprovado cinco vezes seguidas, porém o doutor Abraham Erskine(Stanley Tucci) vê no rapaz as características ideais para um bom soldado. Tendo sua primeira chance, Rogers serve de cobaia para o teste do soro do Supersoldado, desenvolvido por Erskine, para combater a Hydra; Uma divisão de pesquisas científicas dos Nazistas. Seu líder, Johann Schmidt(Hugo Weaving), ou Caveira Vermelha, é ambicioso e acredita estar seguindo os passos dos deuses. A experiência com Rogers dá certo, e este então assume a alcunha de Capitão América. Tommy Lee Jones interpreta o General Chester Phillips e faz parte do leve e bem aplicado humor do filme. Hayley Atwell é Peggy Carter, interesse amoroso de Rogers no filme. A relação entre Steve Rogers e Peggy Carter é bem construída e a química entre Evans e Atwell acontece de maneira natural e convincente. Os dois personagens parecem, desde seu primeiro encontro no filme, estarem fadados a ficarem juntos. Hugo Weaving não desaponta, o ator nos entrega um Caveira Vermelho megalomaníaco, estiloso e sedento por poder, um típico vilão dos quadrinhos representado por este ótimo ator de Hollywood que todos nós sabemos que já leva jeito para ser vilão. A trilha sonora, a lá John Williams, é muito boa e acrescenta aquele tom essencial ao patriotismo do herói. A fotografia é ótima e chega a lembrar um pouco a de blockbusters como "X-Men - Origens: Wolverine"(X-Men Origins: Wolverine. 2009) e "O Lobisomem"(The Wolfman, 2010), também dirigido por Johnston. A mixagem de som aqui é muito boa e chama mais a atenção em momentos como os em que o Capitão arremessa o seu escudo ou golpeia usando o mesmo. Joe Johnston surpreende e faz uma ótima direção com este longa. Uma das coisas mais atrativas quanto ao filme é que raramente temos filmes de época com ação de verdade, mas este consegue unir a ação, o épico e a ficção de uma forma extremamente empolgante. Capitão América tem de tudo para se tornar uma franquia solo arrebatadora com o mesmo sucesso(ou até mais) de Homem-Aranha, apesar do filme nos ligar diretamente à "Os Vingadores"(The Avengers, 2012), que segue com o status de filme mais esperado de 2012. O único ponto ruim é que mesmo que Capitão América venha a se tornar uma franquia solo, ela vai se passar na atualidade a partir de agora, e um dos pontos mais positivos deste longa é a época que o mesmo retrata. O confronto entre o Capitão América e o Caveira Vermelha é digno de um confronto clássico entre o herói e o vilão, e a conclusão, envolvendo Rogers e Carter, é comovente. O pai de Tony Stark, Howard Stark(Dominic Cooper) aparece bastante e também complementa o humor leve do filme. Os personagens são todos muito bem trabalhados e essenciais para o melhor desenvolvimento da trama, incluindo suas perdas. Os efeitos especiais estão impecáveis e as cenas de ação são empolgantes ao máximo. O 3D é bem utilizado, mas não surpreende. As cenas em que os efeitos 3D são melhor utilizados são as que o Capitão arremessa seu escudo, e aliás, cada arremesso do Capitão é um marco e um déjà-vu dos clássicos momentos da HQ, das séries e longas animados em que o Capitão o faz, mesmo para alguém que não tenha acompanhado o herói tão de perto. Temos aqui conexões direta com "Thor"(Preste bem a atenção e você verá Asgard em uma cena) e "Homem de Ferro", que colocam o filme na direção certa para "Os Vingadores".
Conclusão Final: "Capitão América: O Primeiro Vingador"(Captain America: The First Avenger, 2011) é o último filme da Marvel antes do primeiro Mega Crossover dos cinemas, "Os Vingadores", e o longa faz muito mais do que nos preparar para o que vem à seguir. Um filme divertidíssimo com muita ação, patriotismo, a dose certa de humor e romance que nos faz criar um grande afeto por esse personagem extremamente bem estruturado no longa e nos faz também desejar mais filmes estrelados por ele. Recomendado! Ah, quase esqueço de avisar: Não saia do cinema até os créditos acabarem, por nada neste mundo!

Nota: 9,5

23.7.11

Capitão América: Herói da Pátria


Depois do mediano filme em 1990, Capitão América está prestes a vir para as telonas denovo.

Quem nunca gostou das HQ's do nosso bravo Capitão América huh? Pensávamos que um filme poderia estragar muito de toda essa história, e de certa forma estragou mesmo. O primeiro filme do Capitão lançado em 1990 (Capitain America, 1990) é um filme divertido para sair com a criançada e assistir, mas para aqueles que conheçem a história, receberam muito pouco perto do que realmente esperavam.

Agora, com o lançamento marcado para o novo filme, ficamos bastante surpresos com o filme, mas ainda erra em um sentido: Capitão América já ganha o escudo



logo no começo da história do filme, onde na verdade, ele ganha muito depois. Queremos muito apostar nesta versão desta vez e esperar que ele seja um majestoso filme que devará ir para as prateleiras em Blu-Ray ou que deve ser visto em 3D. Oque nos resta é esperar pela estréia e assistir. Até lá... Ficaremos só na expectativa de que Capitão América: O primeiro vingador (Capitain America: The first Avenger, 2011) não irá nos decepcionar como seu antecessor.

A história do nosso protagonista é desde a época da Segunda Guerra Mundial. Onde o exército está procurando por soldados com capacidades sob-humanas, para que sejam seus "super-soldados" até que, Steve Rogers, um horrorizado com a invasão nazista na Europa, ele decide se alistar no exército e é recusado pela sua condição física e por ser doente, até que ele apela para o General Chester Phillips, que comovido, ofereçe Steve para ser uma cobaia de um experimento genético chamado "Operação Renascimento", onde após várias semanas ele recebe o soro de um "super-soldado" além de ser atingido por raios Vita, oque ainda lhe deixa humano, mas com forças sobrenaturais.



Capitão América não vive somente nos filmes e desenhos animados. Ele já participou de HQ's, video-games, teatros etc. Capitão América é o clichê do herói americano.

Capitão América vem apareçendo em vários jogos de plataforma nesses últimos tempos, uma de suas últimas apariações antes de seu jogo solo: Capitain America (2011), foi Marvel Vs. Capcom 3: Fate of Two Worlds. (ATUALIZADO).

Capitão América também já fez parte da história dos Americanos, a repercursão do personagem é vista por todo o mundo. Personagem criado por Joe Simons com Jack Kirby em 1941, que queria colocar o patriotismo no super-herói.

Joe Simons agora com 91 anos de história, conta a AFP sobre o super herói mais popular do viveiro da Marvel. "Quando tinha oito anos, minha turma recebeu a visita de um ex-combatente da Guerra de Secessão" lembra Simons, e ainda conta que deu a mão a "quem a estendeu a Abraham Lincoln".

"Nossos pais eram alfaiates imigrantes, sempre fomos muito patriotas e penso que isto se fez notar em nosso trabalho", acrescentou.

Para mostrar que a história de Capitão América é de fato histórica, o primeiro inimigo de Capitão América foi Hitler, isso mesmo, foi o füher. E mesmo que o filme tinha sido feito apenas para divertir, os simpatizantes nazistas nos Estados Unidos puderam criticar o filme ao máximo pelo seu conteúdo.

Não importa quantos anos passe, Capitão América foi de fato o primeiro herói americano, e jamais será esquecido. Joe Simons pode até estar velho agora, mas será para sempre e a América, tem uma dívida eterna com ele... E com o Capitão América também.

Confira aqui a nossa crítica de "Capitão América: O Primeiro Vingador"(Captain America: The First Avenger): http://blasterlizard.blogspot.com/2011/07/capitao-america-o-primeiro-vingador.html


Joe Simons, nascido em 1913, ainda desenha o grande Capitão América



20.7.11

Homem-Aranha 3 é um filme divertido, mas decepcionante para os fãs do Aracnídeo.

HOMEM-ARANHA 3

Primeiramente, eu quero dizer que eu gosto muito desse filme. É um longa-metragem divertido, com boas cenas de drama, uma temática interessante, muita ação, efeitos especiais ótimos e uma trilha sonora ótima. Contanto, o filme possui vilões mal desenvolvidos, mal aproveitados e desnecessários para o desenvolvimento da trama, uma conclusão que quase sai do contexto do filme, cenas de ação que não precisavam acontecer e para os fãs dos quadrinhos e desenhos do Cabeça-De-Teia, é simplesmente decepcionante o como personagem Eddie Brock(Ou Venom) e seu confronto final com o Aranha é mal aproveitado e não chega nem perto dos grandes confrontos entre esses dois personagens nos quadrinhos e nos desenhos.
Se existe um filme que marcou a minha infância de um modo inigualável, esse filme com certeza é "Homem-Aranha"(Spider-Man, 2001). Eu devo ter visto esse filme nos cinemas umas cinco vezes, e ainda o adquiri em VHS(Sim, na época ainda era popular) assim que lançou. Depois, fiquei extremamente animado para sua sequência, "Homem-Aranha 2"(Spider-Man 2, 2004) que mesmo não superando seu antecessor, se mostrou um ótimo filme conduzido pelo diretor Sam Raimi. Depois de um perfeito primeiro filme e uma sequência ótima, o terceiro longa se tornou o filme mais esperado de 2007. Mesmo sendo um filme consideravelmente legal, o filme simplesmente não foi o suficiente para agradar os fãs do herói e muito menos uma conclusão digna para a franquia milionária da Sony. "Homem-Aranha 3"(Spider-Man 3, 2007) mostra Peter Parker(Tobey Maguire) já mais amadurecido, se dando muito bem na vida e em sua relação com Mary Jane Watson(Kirsten Dunst). Mas, à medida que o sucesso e a aceitação do Homem-Aranha cresce, assim também vai o ego de Parker. Enquanto a peça da Broadway estrelada por MJ não faz muito sucesso perante as críticas, o Homem-Aranha cresce e cresce, e isso aos poucos destrói a relação entre MJ e Peter. Harry Osborn(James Franco) continua sedento por vingança pela morte de seu pai Norman(Willem Defoe), e agora que está ciente de que Peter é o Homem-Aranha, a relação dos dois sofre uma transição de amizade para rivalidade, e isso nos entrega uma das melhores sequências de ação da franquia. Enquanto isso, nos é apresentado Flint Marko(Thomas Haden Church), futuro Homem-Areia. Marko é mostrado como o verdadeiro assassino do Tio Ben(Cliff Robertson), o que é extremamente forçado e desnecessário, isso acaba sendo apenas uma desculpa para uma sequência de ação alucinante mais tarde entre o Aranha e o Homem-Areia. Já temos dois vilões no filme, porém nenhum dos dois é o vilão principal, e nem Eddie Brock(Topher Grace, que tenta salvar o personagem com um rancoroso e vingativo Eddie), o futuro Venom, é o vilão principal. O grande vilão desse filme é o simbionte, o alienígena que adere ao corpo de Peter e dá origem ao Homem-Aranha Negro, uma das figuras mais populares em todos os anos de Homem-Aranha nos quadrinhos. O modo como o simbionte é desenvolvido e aproveitado é excelente(Exceto por sua chegada sem explicação) e faz jus ao slogan do filme, "A maior batalha será interna". O filme consegue grudar o expectador à tela do cinema com o modo como o simbionte adiciona novas características ao Homem-Aranha e como isso afeta suas relações e seu status como o Homem-Aranha. Peter se torna uma pessoa vingativa, arrogante, egoísta e agressivo a medida que usufrui dos poderes que esta roupa negra lhe dá, e cada vez mais isso o afasta de seus entes queridos e faz os fãs do Homem-Aranha ver a ele de forma estranha. Seu chefe, J. Jonah Jameson(J.K. Simmons) tira proveito disso e juntamente ao vigarista Eddie Brock, leva ao público uma imagem negativa do Homem-Aranha. Temos no filme uma das cenas mais clássicas dessa saga nos quadrinhos, quando o Peter utiliza sua roupa negra pela primeira vez, e isso realmente vai causar um déjà-vu aos fãs do Aranha. A química entre Tobey Maguire e Kirsten Dunst permanece intacta, ainda é ótimo ver o casal nas telas como Peter e MJ. E falando nisso, para contribuir na destruição dessa relação, temos Gwen Stacy(Bryce Dallas Howard), nova colega de classe de Peter que se interessa por ele e pelo herói escalador de paredes, o que atinge Mary Jane de modo profundo. Eddie Brock pega mais rancor ainda de Peter ao ver que sua namorada Gwen está interessada no mesmo, e acabamos tendo um filme que envolve um "quadrado amoroso". O drama é muito bem aplicado na relação entre Peter, Eddie, Gwen e Mary Jane, mas Gwen está no filme somente para isso mesmo, de resto, sua personagem é desnecessária. Rosemary Harris está ali intacta com uma Tia May amiga e conselheira, uma personagem sempre importante para a trama. Depois um novo embate entre Peter e Harry, que pra mim é a melhor cena do filme; Uma cena com muita ação e ao mesmo tempo o drama necessário. A química entre Maguire e Franco é a mais interessante dessa fita pelo fato de que ela muda constantemente de estado, eles começam inimigos, voltam a ser amigos, passam para inimizade novamente e depois se reunem. A fotografia do filme é muito boa, ela se mostra de forma que destaca as cores mais vivas(o azul e o vermelho) nas cenas em que o Homem-Aranha está com sua roupa normal, e quando o simbionte entra em ação, ela já cai para um tom mais sombrio que acrescenta uma dinâmica muito importante para o filme. A trilha sonora, mesmo não sendo mais composta pelo ótimo Danny Elfman, continua ótima e mantém a identidade de dar a cada personagem importante(ou supostamente) um tema específico, até mesmo Venom tem seu tema. Contanto, todas as características boas do filme são relativamente pequenas perante as negativas; O filme já não passa mais a mesma emoção dos dois primeiros, e dentre os três vilões do filme(Harry, Homem-Areia e Venom) apenas Harry é realmente importante pra trama. O fato do Homem-Areia ter sido o verdadeiro assassino de Ben Parker é totalmente descartável para a trama, não era necessário pra que Peter mostrasse seu lado vingativo quando unido ao simbionte. Quase não tem nexo Venom estar nesse filme, o vilão do filme é a roupa-negra, logo o filme deveria acabar com Peter se livrando dela e Venom deveria ser apresentado como vilão principal no próximo filme. Se Venom continuasse mais um pouco no filme, o longa ia sair de contexto e ia se transformar em dois filmes dentro de um só. Além disso, o personagem Venom é extremamente mal trabalhado, ele não marca o filme como o Duende Verde e o Dr. Octopus marcaram os anteriores, ele não se refere a si próprio no plural e a voz de Eddie Brock não muda quando transformado em Venom. Quanto ao Homem-Areia, ele só está lá pra que houvesse uma vingança mais alucinante de Peter pela morte de seu Tio, mas isso é totalmente descartável. Já Harry é um vilão importante pro filme pelo fato de ter sido nos outros dois o melhor amigo de Peter, e agora é uma de suas maiores ameaças. Creio que a cena do último confronto no filme é boa apenas para podermos ver Harry e Peter lutando lado a lado. Quanto à mixagem de som, continua explêndida como nos outros dois filmes do Aracnídeo.
Conclusão Final: Entre erros e acertos, o terceiro longa-metragem do Cabeça-De-Teia é um filme divertido, com uma boa dosagem de humor que funciona, com cenas de ação deslumbrantes e efeitos especiais pelo menos bons. O erro do filme é dar muito destaque a personagens desnecessários como Gwen e Marko, e se desviar de seu contexto com a presença de Venom e com a luta final. "Homem-Aranha 3" acaba se tornando um filme mediano; divertido, mas não chega aos pés da perfeição de seus antecessores.

Nota: 6,0