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18.1.12

Top 5 melhores filmes de terror de 2011 do Amante Felino

Anualmente estarei postando na Blaster Lizard meus top 5 melhores filmes do ano para cada gênero, e um top 10 de melhores filmes no geral. O top 10 sairá após o dia 27 de janeiro, juntamente com os resultados do Lagarto de Ouro. Enquanto isso, confira os meus top 5, começando pelo gênero de terror:

5 - ATIVIDADE PARANORMAL 3 (Paranormal Activity 3)

O terceiro filme da franquia "Atividade Paranormal" (quarto, mas não vamos considerar o spin-off japonês), iniciada em 2007, é de longe o mais assustador de todos. Ao contrário dos antecessores, o terceiro capítulo não enrola sua trama e deixa que ela se desenvolva naturalmente, utiliza de muitos sustos "de-pular-da-cadeira" e acrescenta à franquia pegadinhas típicas de filmes de terror.
O problema é que o filme acaba sendo assustador até demais, não tornando-o própriamente "agradável" de se ver, afinal, o cinema é uma arte de entretenimento. Por este único fato, "Atividade Paranormal 3" leva o quinto lugar em meu top 5, mas é sem dúvidas o filme mais assustador desta lista.

Crítica: http://www.blasterlizard.blogspot.com/2011/10/atividade-paranormal-3-mescla-medo.html



4 - PREMONIÇÃO 5 (Final Destination 5)

2011 parece ter sido o ano das sequências que superaram seus antecessores (provavelmente até dos remakes), e seguindo o embalo, "Premonição 5" consegue se tornar o melhor "Premonição" já feito. Após a ridicularidade para qual a franquia se rebaixou em 2007 com "Premonição 3" (Final Destination 3), tentaram dar um ponto final na série com "Premonição 4" (The Final Destination), mas tudo o que o filme conseguiu foi ser pior que seu antecessor. Eis que foi anunciado este quinto capítulo, as expectativas obviamente eram baixas. Mas o quinto filme deu a volta por cima acrescentando um tom mais sombrio e inovando o enredo da série, que já havia caído na mesmice.


Crítica: http://www.blasterlizard.blogspot.com/2011/09/premonicao-5-inova-franquia-e-leva-para.html



3 - DEIXE-ME ENTRAR (Let Me In)

O longa estrangeiro "Deixe Ela Entrar"(Let the Right One In) recebeu críticas celestiais, tendo sido chamado até de "O melhor filme de vampiros já feito" pelos mais exagerados. É claro que Hollywood não deixaria passar. No início de 2011, nos é entregue "Deixe-Me Entrar"(Let Me In), remake internacionalizado da obra anterior. Eu não tive a oportunidade de conferir o primeiro filme ainda, portanto não tenho como comparar os dois filmes, mas uma vez que filmes são, mesmo remakes, obras que se sustentam por si próprias, isto não é necessário. "Deixe-Me Entrar" é um filme fabuloso, excelente em todos os aspectos que promete ser. O tom obscuro do filme reforça bastante as ocorrências pelo decorrer da história, e também o romance entre os dois protagonistas. Chloë Grace Moretz faz uma de suas melhores atuações no papel da vampira Abby, e com seu talento e carisma, rouba a atenção do espectador o tempo todo.

Crítica: http://www.blasterlizard.blogspot.com/2011/10/deixe-me-entrar-e-sombriamente-lindo-e.html



2 - A HORA DO ESPANTO (Fright Night)

Mais um ótimo remake. Provavelmente, entre todos os remakes já feitos, "A Hora do Espanto" é o que melhor consegue modernizar a obra em que se baseia. Cada personagem é uma versão perfeitamente adaptada para os dias atuais do personagem que vimos no filme de 1985. Principalmente Peter Vincent, que na primeira fita era um ator e apresentador de programas e filmes de terror. Neste, Vincent é um mágico ilusionista que usa a mitologia vampiresca como base para seus espetáculos. Ed era, no outro filme, o esquisitão da turma por mexer com coisas satânicas, vindo daí seu apelido de "Evil Ed". Na nova versão, Ed é um nerd geek que se torna obcecado pelo vampirismo ao descobrir que Jerry, vizinho do protagonista Charley, é um vampiro. É claro que acabaria tocando no foco principal: Jerry. O vampiro vilão do remake é mais provocativo e sociopata que o do original, que passava a imagem do já clichê vampiro que encobre sua verdadeira imagem com seu charme e carisma. O Jerry de Colin Farrell é muito menos preocupado com isso, afinal ele é totalmente ciente de seu poder de destruição e sedução. Em questão de qualidade cinematográfica, o novo "A Hora do Espanto" está no mesmo nível do original. Entretanto, acaba sendo um filme mais divertido, e pessoalmente, eu gostei mais dessa versão.

Crítica: http://www.blasterlizard.blogspot.com/2011/10/hora-do-espanto-ressucita-nao-so-os.html


1 - PÂNICO 4 (Scream 4)

E houve alguma dúvida de qual seria o primeiro lugar? Wes Craven e Kevin Williamson conseguiram entregar uma excelente sequência de "Pânico" depois de tanto tempo. O quarto filme da série é de longe tão bom quanto o primeiro, trazendo uma nova temática que não poderia ser escolhida de forma melhor: Remakes.
O novo assassino se embasa em remakes de filmes de terror para agir, e isso traz consequentes inovações para a trama. Mais sustos estão presentes, muito mais sangue e uma elementar pitada de humor. O terror e o humor conseguem ser mesclados em perfeita sintonia ao longo do filme.
Sidney, Dewey e Gail estão de volta neste épico quarto filme, e do elenco, a mais forte é a protagonista Neve Campbell. Com o tempo, a atriz fortificou sua atuação (e sua personagem também), além do fato de estar mais bonita.

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2012/01/wes-craven-prova-com-panico-4-que-ainda.html

Este foi meu top 5 melhores filmes de terror de 2011, aguarde pelas próximas listas!

21.10.11

"Atividade Paranormal 3" mescla medo, suspense e sustos em um filme altamente assombrante

Se você não se assustou com o primeiro "Atividade Paranormal"(Paranormal Activity, 2007), prepare-se, pois o terceiro capítulo da franquia é altamente assustador e perturbador para os mais fracos. Seguindo o padrão da franquia, o terceiro filme regressa ainda mais no tempo e conta como a atividade começou. Bem, eu não diria que explica tudo(vendo o filme, você nota perfeitamente que algo foi guardado para o quarto longa), mas a partir desse, você consegue entender os anteriores perfeitamente. Ao contrário dos filmes anteriores, esse contém um pouco de humor para aliviar a tensão, e seguindo a risca do costume dos filmes de terror, faz algumas pegadinhas com o espectador. A protagonista da franquia, Katie(Katie Featherston/Chloe Csengery), passa a bola para sua irmã Kristi(Sprague Gayden/Jessica Tyler Brown) ter mais atenção nesse longa. Kristi possui um amigo imaginário, Toby, com quem conversa sobre segredos e faz favores. Dennis(Christopher Nicholas Smith) começa a notar as estranhas conversas de Kristi e algumas coisas inexplicáveis acontecendo em sua casa, então resolve colocar três câmeras no local, uma na sala/cozinha, outra no quarto de suas filhas e outra no próprio quarto, gravando em fita cassete(O filme se passa em 1988). Quando Kristi decide desobedecer seu amigo imaginário e o mesmo vê que está sendo "investigado", a situação se complica para a família de Kristi. O terceiro longa pega o conceito do primeiro e o eleva à máxima potência, contendo cenas REALMENTE assustadoras, um pouco de humor, um suspense que funciona muito melhor do que nos filmes anteriores, deixando qualquer espectador aflito e muitas vezes não querendo ver o que vem a seguir. O filme não é repetitivo e também não enrola como o primeiro capítulo. O primeiro ato se concentra mais na investigação de Dennis sobre Kristi e seu amigo imaginário(Assim, os sustos se resumem mais às pegadinhas do filme), no segundo tal amigo começa a agir radicalmente e o terceiro conta com uma conclusão sombria e assustadora que ficará na mente de alguns por muito tempo. As atuações são todas ótimas, destaco principalmente as jovens Chloe Csengery e Jessica Tyler Brown, encarnando suas personagens ao fio da navalha. Dos personagens, Toby é o mais interessante, mesmo sendo algo invisível não interpretado por nada além de efeitos práticos(Ou CG, em uma certa cena em que podemos ver o demônio ser coberto por poeira). O filme apresenta o amigo invisível como um personagem que, como dito no primeiro filme, existe somente para perturbar a família. Ao contrário do primeiro longa, o demônio age de forma muito mais radical neste, e você pode enxergar muito bem quando o mesmo se irrita e libera sua fúria. A ausência de trilha sonora não incomoda e consegue trazer um certo realismo maior à obra, e os efeitos, tanto práticos quanto o pouco CG usado, são excelentes. O problema é que o filme não parece de fato real, não parece ser filmado pelos personagens, mais parece se passar em primeira pessoa, como se você enxergasse através dos olhos do personagem na maioria das cenas. Uma coisa que contribue para isso é a gravação em HD, que definitivamente não se parece com fitas cassetes gravadas em 1988. A imagem é muito perfeita para um VHS, poderiam ter acrescentado mais efeitos de danificação às fitas ou coisa do tipo e menos qualidade de captura para parecer algo mais real. Também foi claramente utilizada mais edição para melhorar a qualidade do que no primeiro longa, que realmente parecia um longa amador feito para faculdade de cinema, este parece muito mais profissional. Com a tensa conclusão, você consegue entender muito melhor tudo o que aconteceu nos filmes anteriores, mas também nota que algo foi guardado para um possível quarto filme. Com o baixíssimo custo da franquia e os altos lucros, é de se esperar um filme por ano. A curtíssima duração do filme, que tem 85 minutos, voa aos olhos do espectador, mas isso não é necessariamente um defeito.
Conclusão: Superando em todos os aspectos os seus antecessores, "Atividade Paranormal 3"(Paranormal Activity 3, 2011) é um ótimo filme de terror para este Halloween, com sustos, suspense, uma pitada de humor e um amigo imaginário(não tão imaginário assim) rancoroso que se magoa fácil com quebras de amizade, por tanto, não o perturbe, ou ele perturbará você! Recomendado!

Nota: 9.0

19.10.11

"Atividade Paranormal" tem uma ótima ideia que se perde em enrolação

ATIVIDADE PARANORMAL


Sim, finalmente "Atividade Paranormal"(Paranormal Activity, 2007) chegou na Blaster Lizard. Com todos os comentários, todas as polêmicas ao redor do filme, e com o lançamento do terceiro capítulo nesta sexta, resolvi assistir aos dois primeiros antes de ir ver o terceiro no cinema. O fato é, como filme de terror, é o tipo de filme "love it or hate it", sem meio termos. Como um filme, poderia ser muito melhor no desenvolvimento de sua trama. O filme conta a história de um casal que é atormentado por um misterioso demônio. Só isso.
De fato, isso é o suficiente pra fazer um bom filme de terror, mas acaba que o assim chamado "filme mais assustador de todos os tempos" não é tão assustador assim. Desde o início, o filme tenta te convencer de que é real, e não uma simples ficção. Para tal, o filme segue os passos de "A Bruxa de Blair"(The Blair Witch Project, 1999) e nomeia seus personagens de acordo com o nome real dos atores que os representam. Antes de qualquer coisa, sendo este um filme altamente popular e assistido, há possíveis spoilers nesta crítica.
Katie Featherston e Micah Sloat fazem um ótimo trabalho como o casal atormentado pelo demônio invisível, as atuações são boas o suficiente para fazer alguém acreditar que o filme é real, e o modo como a maioria das cenas se desenvolvem, sendo este um filme no estilo "filmagens encontradas", também é convincente. Mas, provavelmente, o fato do filme inteiro se passar diante da câmera é um de seus defeitos. Muitas cenas seriam melhor desenvolvidas e entendidas num estilo normal - Afinal, apesar do filme tentar te convencer que é real, todo mundo sabe que isso é uma obra de ficção. Nas cenas em que Katie e Micah estão dormindo e o demônio age, o modo "filmagens encontradas" funciona muito bem, mas em cenas onde os dois estão investigando e tentando encontrar uma maneira de parar o demônio, não cai tão bem assim. O modo como o casal investiga, as informações que eles obtem e como chegam até elas te fazem pensar que talvez possa realmente existir demônios que te assombram à noite, mas sejamos francos, uma obra de arte cinematográfica não se faz apenas disso. A primeira uma hora do filme é quase um sonífero, sendo salva apenas pelo carisma dos atores que fazem com que o espectador se interesse em saber da origem de tudo isso e se importar com eles. Você também não cai no sono de tanto tédio porque a incerteza cresce ao longo do primeiro e do segundo ato, se é que podemos usar esses nomes aqui, os personagens ficam cada vez mais incertos do que realmente está atormentando eles e do porquê tal entidade está fazendo isso. No quesito desse tipo de suspense, de fazer com que o espectador espere por mais e mais, o filme cumpre a tarefa com eficácia. Entretanto, no momento em que você espera que o pior ainda está por vir e o mal realmente dará as caras... Nada demais acontece. O filme também não explica basicamente nada do que ocorre, como por exemplo na cena em que o Dr. Fredrichs(Mark Fredrichs) entra na casa para ajudar o casal, diz que não pode ajudar no momento e simplesmente sai. Provavelmente o diretor/roteirista Oren Peli fez isso com a intensão de atrair mais o público para a continuação, mas Peli deveria saber que esse tipo de furo deve ser colocado no final do filme ou após os créditos, e não durante o desenvolvimento de sua trama. Leves referências que talvez possam passar despercebidas, tudo bem, mas cenas expostas desse tipo que deixam um enorme buraco de dúvida no filme não podem ser usadas no meio da fita. O suspense consegue fazer com que você fique curioso para saber o que acontece a seguir, mas as cenas não são fortes o suficiente para te deixar aflito ou nervoso com a situação. Não há trilha sonora, mas a ausência da mesma acaba não sendo um defeito neste filme. Não há nada o que falar sobre cinematografia e fotografia, uma vez que tudo é totalmente cru. Os efeitos são todos práticos, não há CG no filme, e em sua maioria são utilizados de ótima forma, exceto na cena em que o cursor da tábua ouija começa a se mover, o que pareceu muito falso.
A conclusão do filme parece um tanto apressada e totalmente inexplicada. Simplesmente parece que aquele não é o final do filme, o mesmo parece incompleto. Isso sem mencionar que, após atiçar toda a curiosidade do espectador, o filme termina no momento em que ele vai começar a ficar assustador.
Conclusão Final: "Atividade Paranormal"(Paranormal Activity, 2007) tem ótima ideia, porém esta é mal conduzida pelas mãos de um diretor inexperiente e se perde totalmente quando o terror começa a realmente aparecer e o filme simplesmente acaba, não se tornando nem ao menos divertido. Há enormes buracos e fatos inexplicados, o que torna necessário ver as continuações, mas ao mesmo tempo que para ver estas seria necessário também ter a má experiência de ver o primeiro filme, uma vez que é uma franquia completa.

Nota: 3.6