2ª Premiação Anual Lagarto de Ouro

Confira os candidatos e dê sua opinião sobre os melhores filmes de 2012!

LagARTÍSTICO #7: Diamonds Are A Girl's Best Friend!

A sétima edição do quadro LagARTÍSTICO traz uma galeria da eterna diva Marilyn Monroe!

Hitman: Absolution

O Assassino 47 está de volta, saiba a nossa opinião sobre o novo jogo!

BL Clássicos

Leia duas novas críticas no quadro BL Clássicos: "The Misfits" e "How to Marry a Millionaire".

17.7.12

Análise - Batman: Vitória Sombria

"Eu fiz uma promessa aos meus pais de que livraria a cidade do mal que ceifou suas vidas. Isso não mudou. Só que agora...
...eu não estou mais sozinho."



Publicada em uma minissérie de sete partes em 1999, Batman: Vitória Sombria (Batman: Dark Victory) é mais um trabalho da dupla Jeph Loeb, roteirista, e Tim Sale, desenhista. É essencialmente uma continuação da trama iniciada na obra O Longo Dia Das Bruxas, mostrando sobretudo as consequências dos eventos acontecidos nela.

Alguns meses após a suposta captura do serial-killer Feriado, novos e misteriosos assassinatos começam a acontecer, tendo como vítimas por enforcamento membros da força policial que em algum momento já estiveram envolvidos com o ex-promotor Harvey Dent. Ao mesmo tempo, as famílias mafiosas de Gotham intensificam suas disputas e Sofia 'Gigante' Falcone se engaja em uma cruzada em busca de vingança. 


Batman, por mais que tente esconder, encontra-se com o psicológico muito abalado. Ele acredita que se houvesse confiado seu segredo a Dent, talvez pudesse ter evitado que ele se tornasse um vilão já que saberia que tem um aliado em quem confiar. A culpa lhe pesa muito, e cada vez mais ele se afasta de sua persona Bruce Wayne e das pessoas importantes em sua vida, como Jim Gordon e Selina Kyle.

Mas o principal ponto da história é mostrar a origem de Robin, Dick Grayson. Após ver os pais morrerem em um 'acidente' forjado durante uma apresentação no Circo Haly, o pequeno acrobata é adotado por Bruce, que se indentificou por ter vivenciado trauma semelhante. Enraivecido pela dor da perda, o garoto decide ir atrás do homem que ele acredita ter sido responsável pela morte de sua família, mas apesar de ser um excelente acrobata, sua inexperiência em combate quase lhe custou a vida. Batman então, compreendendo melhor do que ninguém o desejo do garoto de encontrar o assassino, decide treiná-lo para evitar que corra riscos desnecessários. E mais importante ainda: revela sua verdadeira identidade. Ciente do que o ódio e vingança são capazes de fazer com alguém, o Homem-Morcego vê em Dick a chance de, em suas próprias palavras, "ajudá-lo a lidar com sua perda...e guiá-lo para que se torne um homem melhor".


A arte de Sale mais uma vez adequa-se perfeitamente ao clima proposto pelo enredo e aproveito para destacar o brilhantismo de composição na edição #5 - Órfãos, na qual vemos em certo ponto um paralelo muito bem bolado entre Dick e um flashback de Bruce, ambos ainda abalados pela morte de seus entes queridos. Embora essa obra não tenha atingido o nível de excelência de O Longo Dia Das Bruxas, talvez até mesmo pelo fato de depender desta leitura anterior, ainda assim é uma história essencial para fãs de Batman e quadrinhos em geral.



- Laís

15.7.12

"Eu sou a vingança, eu sou a noite...

... eu sou o Batman!"

GABRIEL A. PEREIRA apresenta
BATMAN: A MÁSCARA DO FANTASMA

Contemplado por muitos como o melhor filme do Batman já feito, "A Máscara do Fantasma" é um longa animado de 1993 derivado da premiada série animada do Homem-Morcego lançada um ano antes. Na história, Batman tem que lidar com os assassinatos esquematizados de chefões do crime por uma entidade desconhecida, enquanto a mídia culpa o Cavaleiro das Trevas pelos homicídios. Ao mesmo tempo que investiga esse novo inimigo, Batman se depara com o retorno de um antigo amor de Bruce Wayne, Andrea Beaumont.

Começando pela parte técnica da fita, a animação é ótima e dispensando efeitos tridimensionais que passaram a ser bastante usados depois da foderosa série animada do Homem-Aranha de 1994 (que, por sinal, foi claramente feita em contraponto ao sucesso do desenho do Morcegão), ainda é a melhor técnica de animação já usada pela DC Comics

A trilha sonora, de Shirley Walker, dispensa o riff clássico de Danny Elfman para o filme de Tim Burton, bastante usado pela compositora em seu trabalho na trilha da série animada do Batman, e se concentra no ainda mais sombrio arranjo composto pela mesma. Não que a música de Walker supere a de Elfman, mas é de fato muito mais sombria.

O roteiro intercala entre os acontecimentos presentes de Gotham e o passado de Bruce Wayne, quando o mesmo estava para iniciar sua carreira como vigilante mascarado, e quando conheceu seu interesse amoroso. Devo dizer que Andrea Beaumont é, além da Mulher-Gato, o único par romântico digno do Batman (isso mesmo, Talia Al Ghul é só uma boqueteira de quinta categoria). Com uma excelente química entre os dois carismáticos personagens, a história de amor quase paralela à trama principal se torna tão interessante quanto esta. Para alguns, talvez até mais.

A dublagem clássica da série animada está de volta neste filme, tanto a original quanto a nacional, e ambas são excelentes. Depois de jogar muito "Batman: Arkham Asylum" e sua sequência, é bastante nostálgico ouvir Kevin Conroy e Mark Hamill respectivamente como Batman e Coringa. Dana Delany também deixa sua marca dublando Andrea Beaumont.

O grande foco do longa, que dá certo, são os personagens. O passado de Bruce e o modo como a perda de seus pais o influencia é representado de forma que jamais vimos num filme do Morcego até agora, e esse é um ponto vital no filme: a paternidade. Os pais de Andrea também são retratados de forma importante, tornando-os personagens essenciais para o desenrolar do enredo.

Crítica curta denovo? ÉÉÉÉ, acho que estou perdendo o talento de encher linguiça, mas enfim, é isso aí. "A Máscara do Fantasma" é, acima de tudo, um filme romântico, e uma das melhores histórias de amor que eu já assisti. Se é, de fato, o melhor filme do Batman? Era, até o senhor Christopher Nolan surgir com seu Batman... ressurgido. Nossa, como eu mando bem nos trocadilhos.

Nota: 10,0

"Tinha dois caras no hospício..."

"Olá, eu vim conversar. Estive pensando muito ultimamente. Pensando em você... E em mim. Sobre o que vai acontecer com a gente no fim. Vamos matar um ao outro, não? Talvez você me mate, talvez eu te mate. Talvez mais cedo, talvez mais tarde."

GABRIEL A. PEREIRA apresenta
A PIADA MORTAL

"A Piada Mortal", escrita pelo falastrão de merda quando o assunto são adaptações e prelúdios, mas gênio quando escrevendo um roteiro; Alan Moore (conhecido por obras-de-arte como "V de Vingança" e "Watchmen") com arte de Brian Bolland, foi lançada em 1988, um ano antes do primeiro filme do Homem-Morcego surgir, e foi uma das maiores inspirações para o longa-metragem de Tim Burton. Hoje, a graphic novel é considerada um dos maiores clássicos de Batman, juntando-se à "Ano Um" e "O Cavaleiro das Trevas", ambas de Frank Miller, quando ele ainda tava bom da cabeça.

O enredo de "A Piada Mortal" é simples, sendo sua filosofia o maior atrativo da obra. A HQ nos apresenta a um Batman já cansado de combater o mastermind do crime Coringa, e se dispondo a levar uma calma conversa com o Palhaço do Crime sobre seus devidos destinos. Entretanto, Batman descobre que o Coringa, mais uma vez, escapou do Asilo Arkham e capturou o Comissário Gordon. Agora, Batman precisa deter seu arqui-inimigo antes que o mesmo passe dos limites com suas cruéis atrocidades.

Já aviso que, ao contrário da minha resenha de "Ano Um", não pretendo fazer dessa postagem uma muito extensa, já que "A Piada Mortal" é uma história curta e prefiro evitar spoilers. O roteiro de Alan Moore intercala a trama principal com uma paralela, que aos poucos revela-se como um prelúdio que complementará o desenvolvimento e entendimento do leitor sobre os dois personagens principais, principalmente o antagonista.

A história definitivamente muda TODOS os personagens apresentados nela em seus psicológicos, e é basicamente sobre isso que a filosofia da obra se trata; psicologia. Falando sobre os limites do homem comum e o que o separa de cair no abismo escuro da insanidade, essa é uma poderosa HQ capaz até mesmo de mudar ideias, ou plantá-las. É nessa filosofia que o confronto moral entre Batman e Coringa se estabelece, enquanto um tenta provar para o outro que enlouquecer é a melhor saída para qualquer problema, o outro se defende com uma couraça racional e uma mente sólida que nem mesmo barganha.

Esse é o ponto mais interessante do Batman, o quão forte ele é. Não apenas fisicamente, mas o modo como sua mente aguenta manter-se fixada na racionalidade e no que é certo (o Batman calejado que vemos nos últimos minutos do longa "O Cavaleiro das Trevas"), mesmo sabendo que extrapolar seria fácil demais. É isso um dos principais fatores (entre vários outros) que fazem do Cruzado de Capa um personagem tão magnífico e único.

A arte de Brian Bolland é bastante detalhosa e se faz notar com o excelente trabalho do desenhista em sombras e expressões, além da impecável divisão dos quadrinhos que, somada às narrações de quadro, me fizeram imaginar um filme com trilha sonora e tudo quando chega o momento do confronto final. Esse é um dos grandes poderes desta eficiente obra-de-arte, ela te joga dentro daquele universo sombrio à nível de vivenciamento. Agora, já não posso comentar sobre a coloração da graphic novel, pois a edição que possuo é completamente em preto e branco.

Bom, como eu disse, resenha curta. Isso é tudo que eu tenho pra falar sobre "A Piada Mortal", minha graphic novel preferida do Cavaleiro das Trevas. Essa história prova que enredos complexos são totalmente dispensáveis quando se quer fazer algo que interesse e penetre a cabeça das pessoas. Afinal, o que temos aqui? Fuga do asilo, sequestro do policial e dois loucos se surrando até um final sugestivo. Básico! Ah e, aliás, vão se acostumando com as críticas de Batman recebendo nota máxima por aqui.

Nota: 10,0

Bollywood consegue de forma genial, através de 'Quem Quer ser um Milionário' mostrar a vida sofrida dos indianos em uma oportunidade única que envolve romance, tristeza, drama e muita ação em um mundo de pura pobreza.



CRÍTICA
com spoilers

QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO
blaster lizard recomenda
 

Todos já sabem que Bollywood é a indústria cinematográfica mais eficiente e mais conhecida em todo mundo. A VERDADEIRA e eficaz indústria indiana de todo tipo de filme que você pode imaginar. O seu nível de sucesso é conhecido mundialmente, até mesmo pelos Estados Unidos, que se envolveu com ela para criar este explêndido filme na qual eu irei criticar em breve.

Bollywood se deu a origem com a junção de Bombaim, que é o nome da cidade indiana onde se localiza a indústria e Hollywood, que é o nome de outra indústria de cinema, porém estadunidense, localizada na Califórnia. Bollywood é uma área de trabalho intensa e que rende um belíssimo lucro per filme já que é a indústria de maior sucesso em todo o mundo, produzindo cerca de 200 filmes por ano para mais (este número foi contado no ano de 1930, hoje em dia ela produz até 3 vezes mais que isso.

Enfim... Vamos começar esta crítica logo de uma vez. Quem quer ser um Milionário (Slumdog Millionaire, 2010) é um filme bollywoodiano e hollywoodiano que para os menos interessados no mercado do cinema, venceu o oscar de melhor filme, além de outros muitos prêmios, como melhor diretor, melhor roteiro, melhor trilha sonora original e canção original etc. Eu pude assistir ele logo quando chegou para DVD, pois não tive a oportunidade de vê-lo no cinema. E já pensava em fazer a crítica deste filme há um bom tempo, e depois de assistir ao filme outra vez a poucos dias atrás e ver que o El Amante Felino o mencionou em sua crítica para o The Dark Knight já me convenceu para fazer minha resenha sobre o mesmo.

Quem quer ser um Milionário é com todíssima certeza o filme de maior investimento que já vi por parte da Índia, afinal, seu sucesso é respectivamente adquirido através de filmes de pouca produção, efeito e investimento em geral. Mas quando os EUA entraram no meio, um pouquinho mais de dinheiro entrou no meio, dando um investimento total bolado de 15 milhões de dólares e uma receita de 378 milhões aprox.

Com uma boa direção de Danny Boyle e roteiro de Simon Beaufoy, Slumdog Millionaire é baseado na novel de Vikas Swarup, que conta a história de um indiano que acaba participando de um super mega master blaster conhecido e famoso quiz show da Índia. Coencidentemente, todas as perguntas que lhe aparecem remetem em acontecimentos estranhos e muitos deles curiosos sobre sua vida passada e até então um presente explorado por problemas familiares que foram afetados por diversas coisas, envolvendo facções criminosas, a morte de seus pais e todo o sofrimento causado por um amor desaparecido.

Jamal Malik (Dev Patel, Tanay Hemand e Ayush Makesh Khedekar), o envolvido com tudo isso, é um protagonista que consegue ser super bem explorado durante as três épocas em que o filme se passa, remetendo os três atores citados anteriormente, junto com seu irmão Salim Malik (Azharuddin Mohammed, Ashutosh Lobo) e o amor perdido Latika (Freida Pinto, Tanvi Ganesh)







O filme acaba não deixando desejar no desenvolvimento de nenhum dos protagonistas ou dos antagonistas. A história também é explicada muito bem nas deixas que o filme dá pelas perguntas do apresentador do programa 'Quem quer ser um milionário?' Prem (Anil Kapoor), que também é um personagem um tanto curioso na série, as vezes nos fazendo pensar que está do lado de Jamal, e as vezes não.

A trilha sonora é fantástica, principalmente o tema principal do filme, que teve um clipe regravado pelas belíssimas Pusscat Dolls com o músico original da música Rahman, que compôs o hit Jai Ho, para o filme, que toca nos créditos da fita, seguido de uma ótima coreografia dançada por todo o elenco, na sua melhor performance.

A fotografia do filme segue de várias formas. Uma delas é tingida com um sépia fraco, que acompanha o clima quente e as vias claustrofóbicas das favelas e abafados pelo calor e pela areia de Mumbai, a outra fotografia é mais colorida, usada mais a noite ou nos interiores, principalmente quando os personagens já são adultos, como o reecontro de Jamal e Latika, ou durante o programa de Jamal Malik em busca de sua fortuna. De qualquer forma, a fotografia não prejudica em nada o filme.

A tentativa de hollywoodizar um filme bollywoodiano foi boa, mas não deu tão certo assim. O filme parece querer parecer sempre americano demais. Eu sei bem disso porque vi vários filmes bollywoodianos, até mesmo algumas paródias bollywoodianas e sei que o filme, se fosse 100% desenvolvido pelos indianos. jamais tomaria o mesmo rumo que tomou o original. Isso afeta aquele toque que um filme estrangeiro daria inicialmente. De qualquer forma, o filme é ótimo!

Creio que não achei defeito algum neste filme, além dos mínimos defeitos, como a má exploração da infância de Latika e de tudo que sofreu nas mãos dos 'exploradores indianos' e também alguns erros de continuação. Mas fora esses erros bobos, é um ótimo filme e mereçeu muito, em minha opinião, ganhar o oscar de melhor filme! Recomendadíssimo!

NOTA: ●    (5/5) - Imperdível
D: Estava escrito

Demolidor, o melhor herói da Marvel.


Diante de tantas mega-sagas caça-níqueis e histórias deploráveis baseadas apenas em "porrada livre", um roteiro sério somado à uma arte pontual tem a merecida premiação. Confesso que não leio "Demolidor" há algum tempo, desde o fim da saga "Terra das Sombras", pra ser mais preciso, mas sei que essa nova saga se situa sobre o retorno de Matt Murdock à Cozinha do Inferno, como seu guardião e advogado.
Por que esse post? Simples. Segue abaixo a lista de vencedores da edição de 2012 do Will Eisner Awards:

- - -

Best Short Story "The Seventh," by Darwyn Cooke, in Richard Stark's Parker: The Martini Edition (IDW)       

Best Single Issue (or One-Shot)
Daredevil #7, by Mark Waid, Paolo Rivera, and Joe Rivera (Marvel)


Best Continuing Series
Daredevil, by Mark Waid, Marcos Martin, Paolo Rivera, and Joe Rivera (Marvel)


Best Limited Series
Criminal: The Last of the Innocent, by Ed Brubaker and Sean Phillips (Marvel Icon)

Best Publication for Early Readers (up to age 7)
Dragon Puncher Island, by James Kochalka (Top Shelf)

Best Publication for Kids (ages 8-12)
Snarked, by Roger Langridge (kaboom!)

Best Publication for Young Adults (Ages 12-17)
Anya's Ghost,
by Vera Brosgol (First Second)

Best Anthology
Dark Horse Presents,
edited by Mike Richardson (Dark Horse)

Best Humor Publication
Milk & Cheese: Dairy Products Gone Bad,
by Evan Dorkin (Dark Horse Books)

Best Digital Comic
Battlepug,
by Mike Norton, www.battlepug.com

Best Reality-Based Work
Green River Killer: A True Detective Story, by Jeff Jensen and Jonathan Case (Dark Horse Books)

Best Graphic Album - New
Jim Henson's Tale of Sand, adapted by Ramón K. Pérez (Archaia)

Best Graphic Album - Reprint
Richard Stark's Parker: The Martini Edition, by Darwyn Cooke (IDW)

Best Archival Collection/Project - Comic Strips
Walt Disney's Mickey Mouse vols. 1-2, by Floyd Gottfredson, edited by David Gerstein and Gary Groth (Fantagraphics)

Best Archival Collection/Project - Comic Books
Walt Simonson's The Mighty Thor Artist's Edition (IDW)

Best U.S. Edition of International Material
The Manara Library, vol. 1: Indian Summer and Other Stories, by Milo Manara with Hugo Pratt (Dark Horse Books)

Best U.S. Edition of International Material - Asia
Onward Towards Our Noble Deaths, by Shigeru Mizuki (Drawn & Quarterly)

Best Writer
Mark Waid, Irredeemable, Incorruptible (BOOM!); Daredevil (Marvel)


Best Writer/Artist
Craig Thompson, Habibi (Pantheon)

Best Penciller/Inker or Penciller/Inker Team
Ramón K. Pérez, Jim Henson's Tale of Sand (Archaia)

Best Cover Artist
Francesco Francavilla, Black Panther (Marvel); Lone Ranger, Lone Ranger/Zorro, Dark Shadows, Warlord of Mars (Dynamite); Archie Meets Kiss (Archie)

Best Coloring
Laura Allred, iZombie (Vertigo/DC); Madman All-New Giant-Size Super-Ginchy Special (Image)

Best Lettering
Stan Sakai, Usagi Yojimbo (Dark Horse)

Best Comics-Related Journalism
The Comics Reporter, produced by Tom Spurgeon, www.comicsreporter.com

Best Educational/Academic Work (tie)
Cartooning: Philosophy & Practice, by Ivan Brunetti (Yale University Press)
Hand of Fire: The Comics Art of Jack Kirby, by Charles Hatfield (University Press of Mississippi)

Best Comics-Related Book
MetaMaus, by Art Spiegelman (Pantheon)

Best Publication Design
Jim Henson's Tale of Sand, designed by Eric Skillman (Archaia)

Hall of Fame
Judges' Choices: Rudolf Dirks, Harry Lucey
Bill Blackbeard, Richard Corben, Katsuhiro Otomo, Gilbert Shelton

Russ Manning Promising Newcomer Award:
Tyler Crook

Bob Clampett Humanitarian Award:
Morrie Turner

Bill Finger Excellence in Comic Book Writing Award:
Frank Doyle, Steve Skeates

Will Eisner Spirit of Comics Retailer Award:
Akira Comics, Madrid, Spain - Jesus Marugan Escobar and
The Dragon, Guelph, ON, Canada - Jennifer Haines

- - -

Conclusões. Diante de tanto investimento em "Vingadores vs X-Men", um herói com temática simples em concepção e poderes tomou a dianteira da editora, e das premiações em geral esse ano. Entretanto, não é um motivo para que a DC Comics se entristeça, pois grande parte de suas publicações (incluindo "Batman" e "Homem Animal") concorreram nas principais categorias, tal como Jeff Lemire que bateu de frente com o excelente Mark Waid na concorrência como melhor escritor. Simplesmente, a Marvel é cega, demoníaca e muito vermelha.


12.7.12

Injustice: Gods Among Us - 15 minutos de gameplay


Após o sucesso do novo Mortal Kombat, o Netherealm decidiu investir numa nova franquia, mas, mantendo o mesmo estilo brutal de combate. Eis que os escolhidos para protagonizar a nova obra são os personagens da DC Comics. Impossível não se empolgar com uma notícia dessas...
O jogo foi anunciado para 2013, e ainda temos muita espera pela frente. 

Na EVO 2012 foi liberado um demo, com 14 minutos de gameplay. Pouco foi revelado do jogo, tendo apenas uma visão rápida da funcionalidade do jogo em si. Segue abaixo o vídeo:


Bom, o que foi visto apenas salienta que a similaridade com o Mortal Kombat 9 será extrema, e não me entendam mal. Isso é ótimo. O novo Mortal Kombat definiu um novo parâmetro para jogos de luta ágeis, e felizmente (felizmente mesmo), teremos um jogo nesse estilo focado na DC Comics. 
Quanto ao visual (já revelado no primeiro teaser do jogo), bom, ficou impecável na maioria dos casos. A DC tentou tanto renovar o visual de seus personagens, e a primeira tentativa do Netherealm saiu muito melhor do que o novo guarda-roupas dos Novos 52. 

Conclusões? É esperar pra ver. Pelo menos já conhecemos o melhor jogo de luta de 2013 por antecipação.

11.7.12

Falls.

“Mas eu não ando com loucos”, observou Alice.
“Oh, você não tem como evitar”, disse o Gato,
“somos todos loucos por aqui. Eu sou louco, você é louca”.
“Como você sabe que eu sou louca?”, disse Alice.
“Você deve ser”, disse o Gato, “senão não teria vindo para cá”. 

GABRIEL A. PEREIRA apresenta
O CAVALEIRO DAS TREVAS

SPOILER ALERT! SPOILER ALERT!
 
Em "O Cavaleiro das Trevas", Batman (Christian Bale), Jim Gordon (Gary Oldman) e Harvey Dent (Aaron Eckhart) se unem para um golpe coletivo na máfia, porém esta, em desespero, conta com a ajuda do Príncipe Palhaço do Crime; o Coringa (Heath Ledger). Desviando-se do plano original, o Coringa causa uma onda de caos e pânico em Gotham City e joga o próprio Cavaleiro das Trevas num duelo com a sua racionalidade e seu código moral, podendo afetar a todos ao redor do guardião de Gotham. 

Como já relatado na crítica de "Batman Begins", o diretor Christopher Nolan dá valor e trabalha muito bem com temáticas, e na franquia do Cavaleiro das Trevas, a chave para exercer estes temas é geralmente encontrada em seus vilões. O tema em questão é o caos, e como já sabemos, o Coringa é um agente do caos. Uma vez que o caos consiste na distorção da ordem, na bagunça e no desorganizado, temos alguns fatores incomuns retratados para uma história do Batman. Por exemplo, Bruce Wayne está morando numa cobertura luxuosa em vez da Mansão Wayne (destruída no primeiro filme), e em consequência disto, a habitual Batcaverna não é a base de operações usada pelo herói no filme, seu interesse romântico é ciente de sua identidade secreta (apesar de que ultimamente isso vem sido bastante comum nos filmes de super-heróis), Batman atua brevemente fora de Gotham City, etc. 

Enquanto "Batman Begins" propagava o medo através da teatralidade e da ilusão, uma das formas mais usadas de explorar o caos de "O Cavaleiro das Trevas" é o fogo. O morcego de chamas que abre o filme, os vários personagens que morrem por explosões, a explosão do hospital e do departamento policial, o Coringa queimando seu dinheiro, as frases-chave "Some men just want to watch the world burn" e "Everything burns", a ameaça do Coringa em explodir as barcas, Harvey Dent tendo metade de seu rosto queimado, etc.  

Assim como em Begins, a parte técnica do filme também tem suas consequências pelo tema. As cenas de ação não são mais confusas - não há mais a necessidade de mostrar a perspectiva do inimigo sobre o Batman - e aparecem com mais frequência também. Perseguições e lutas muito bem dirigidas estão presentes, ainda que neste filme Nolan não tenha encontrado a pura essência de uma cena de luta empolgante. Intercalações de acontecimentos são muito mais usadas, e é perceptível que Nolan aplicou muito bem a filmagem giratória, em que a câmera rodeia os personagens em questão - destaque para a cena em que o Coringa conta a origem de suas cicatrizes para Rachel Dawes, em que a câmera gira numa velocidade constante ao redor dos dois personagens e para no momento certo, friamente calculado. 

A trilha sonora de Hans Zimmer e James Newton Howard volta muito mais intensa, seguindo o padrão mostrado em "Batman Begins", mas com novos arranjos e novas composições. O famoso tema do Coringa, Why So Serious?, reflete o que falei sobre os detalhes fora da ordem normal no filme. Completamente diferente de qualquer composição feita para a trilogia, a música do vilão consegue refletir a insanidade do mesmo, o caos causado por ele através do uso não-usual de instrumentos comuns, e até mesmo o senso de terrorismo único do Palhaço com os arranjos da percussão que lembram marcações de relógio aceleradas e batidas de coração.  A mixagem de som é, basicamente, perfeita (não é à toa que o filme levou o Oscar de melhor mixagem de som) e a fotografia mais azulada. O laranja também não deixa de fazer uma forte aparição, já que tratamos com bastante fogo neste longa.
 
Os personagens são excelentemente desenvolvidos, e os que já estavam presentes no longa anterior aparecem mais maduros e experientes. Maggie Gyllenhaal, substituindo Katie Holmes no papel de Rachel, faz um dos melhores trabalhos que eu já vi evoluindo uma personagem construída antes por outra atriz - e define Rachel Dawes muito melhor do que Katie havia feito, e apesar do exército de atores competentes e bons personagens, quem rouba a cena mesmo é Aaron Eckhart com seu Harvey Dent. 

Sem precisar que o roteiro de Jonathan Nolan faça muitas referências à bipolaridade de Harvey, o ator deixa bastante claro que existe uma linha tênue entre o senso de justiça do promotor e a vontade de fazê-la com as próprias mãos - tanto que Dent é o maior defensor de Batman, enquanto todos querem prendê-lo. Quando Harvey se transforma no vilão Duas-Caras, a atuação de Eckhart se torna ainda mais surpreendente, sendo ele tão bom quanto o Coringa de Heath Ledger. 

O personagem mais afetado com toda a reviravolta caótica, depois de Dent, certamente é o Batman. Neste filme, Bruce Wayne mostra-se em constante evolução e encontra o verdadeiro propósito do Cruzado de Capa, o verdadeiro significado do símbolo que criou, e Christian Bale interpreta este herói em transtorno como nenhum outro ator poderia fazer. Aceitando o que ele é, vemos um Batman totalmente mudado pelos fatos ocorridos ao final da fita, mas ainda não completo - é claro que, Nolan deixou a última peça do quebra-cabeça do Cavaleiro das Trevas para o último filme da trilogia. 

NÃO, esse filme não deveria se chamar "Coringa" e NÃO, Heath Ledger não foi o melhor Coringa já visto nos cinemas. Com certeza o Coringa de Ledger é bastante fiel às versões mais sombrias do personagem, que podem ser vistas em "Asilo Arkham", de Grant Morrison e "Coringa", de Brian Azzarello, mas não é o Coringa propriamente dito, portanto não é superior (no quesito de fidelidade) ao interpretado por Jack Nicholson em 1989. É um personagem melhor desenvolvido e mais adequado para o cinema, sim, mas não é O Coringa. Só queria deixar isso claro antes de me aprofundar melhor no assunto. 

O Coringa é, acima de tudo, um sujeito repugnante. Completamente insano, sádico e masoquista, mas ainda sim muito inteligente. O mais interessante nesse personagem é sua motivação para agir, ele parece um cara que simplesmente sai explodindo as coisas por diversão, e sim, podemos ver que ele se diverte com o caos que cria, mas ele tem um objetivo: corromper os heróis da cidade, os bonzinhos. Com uma mente meticulosa, o Palhaço consegue jogar todos uns contra os outros durante o filme inteiro, criando conflitos extremamente bem detalhados pelo roteiro, principalmente entre o trio protagonista. 

O Coringa se destaca justamente por não querer nada lógico, justamente por não ligar pro dinheiro como um ladrão ordinário, ele só quer tirar as coisas da ordem natural, ver o circo pegar fogo, e o mistério ao redor do vilão - a falta de uma nome verdadeiro ou qualquer tipo de histórico - o torna ainda mais interessante. Neste quesito, o Coringa de Ledger é mais fiel que o de Nicholson; nos quadrinhos, a identidade do Coringa é desconhecida e sua história é contada em várias versões diferentes uma das outras, exatamente como o personagem de Ledger se comporta ao mencionar a origem de suas cicatrizes. 

A química entre Batman e Coringa é inigualável, é aquela coisa única que nenhum herói e vilão consegue fazer nem mesmo parecido. No final do longa, você tem a sensação de que o protagonista e o antagonista se conhecem há anos, e se encaixam perfeitamente um no outro exatamente pelas suas "regras" pessoais. Batman não mata, logo ele nunca mataria o Coringa, e este, por sua vez, nunca mataria o Batman pois o acha divertido. Assim, a relação "bem vs. mal" existente entre os dois torna-se um ciclo vicioso, uma batalha eterna. E é por isso que nenhuma outra relação entre herói e vilão pode se comparar com a de Batman e Coringa. 

"O Cavaleiro das Trevas" (The Dark Knight) é, sem sombra de dúvidas, a melhor adaptação de quadrinhos já feita, reunindo os melhores elementos de décadas de "Batman vs. Coringa" e colocando em um filme, sendo mais que notável a forte inspiração na clássica "A Piada Mortal". A fita atinge a excelência em todos os seus pontos e ambições, superando seu antecessor e consolidando-se como um dos melhores filmes já feitos na história do cinema - e certamente, o melhor filme de 2008. "Quem quer ser um Milionário?"? Não, Academia, não. 

Nota: 10,0