2ª Premiação Anual Lagarto de Ouro

Confira os candidatos e dê sua opinião sobre os melhores filmes de 2012!

LagARTÍSTICO #7: Diamonds Are A Girl's Best Friend!

A sétima edição do quadro LagARTÍSTICO traz uma galeria da eterna diva Marilyn Monroe!

Hitman: Absolution

O Assassino 47 está de volta, saiba a nossa opinião sobre o novo jogo!

BL Clássicos

Leia duas novas críticas no quadro BL Clássicos: "The Misfits" e "How to Marry a Millionaire".

10.7.12

[ATUALIZADO!!!!] The Expendables 2 Irá supreender a todos com seu jogo estilo Rack and Slash

PREVIEW
THE EXPENDABLES II

Caracas! Este post vai diretamente em homenagem ao meu bom e velho amigo El Amante Felino que é tão fã deste filme e HQ. De qualquer forma, faço aqui meu breve preview deste 'expendable' game da Ubisoft (caracas! Mais uma vez?) que teve uma grande repercussão para o público alvo planejado: tanto fãs de rack and slash estilo Diablo III e Fallout 2 como os bons shooters em terceira pessoa estilo Halo Wars. Logicamente, com uma boa pitada de ação frenética.
Jogue como o pai do Chris e seja feliz
Já começando pelo trailer do jogo, foi uma das coisas que mais me surpreenderam, mas já dizendo para os caixistas... O jogo é exclusivo... Do Playstation 3  (MUAHAHAHA NÃO É MAIS!!!). O trailer já mostra isso em uma seção de tortura, onde o ator por trás do personagem de Hale Caesar (Terry Crews) e por trás de Gunnar Jensen (Dolph Lundgren) estão maltratando o jogador, mas então, Terry pega o controle do PS3 enquanto gargalha e dá ao homem, obrigando-o a jogar o jogo, apartir daí as cenas do jogo aparecem, uma pitada de Black Ops é bem vísivel no game, com ataques de helicópteros em terras florestais like Vietnã e cenas de combate em vagões de trem like Uncharted Among Thieves mesmo. Foi os dois jogos que mais pude perceber influência para este jogo.
Quanto a jogabilidade, eu já disse antes, que será em terceira pessoa ao maior estilo Rack and Slash, com um menu HUD estilo Left 4 Dead, onde a vida de seus companheiros aparecem durante o combate, juntamente com o seu HP. Parece-me que o jogo vai se basear em um estilo 'point and click' onde você terá que basicamente clicar onde deseja que o personagem ande, e clicando em seus objetivos para decidir as respectivas ações, bem estilinho de Halo Wars MEEESMO, o que é perfeito, já que eu adorei o que fizeram com Halo neste belíssimo game.

Além de tudo, os rostos dos personagens no jogo estão super mega fiéis aos do filme, onde Silvester Stallone REALMENTE parece o Silvester Stallone e não igual a um jogo medíocre como os últimos títulos de Harry Potter foram, que Hermione Granger mais parece com a Luna Lovegood e a Luna mais parece com o Rony, pois não existe diferença nenhuma no capricho de um personagem para outro além das roupas e do cabelo, os únicos aspectos que diferenciam qual personagem é qual.


A movimentação do personagem convence bastante ao do filme, com contra golpes super mega bem coreografados, desarmes lindos e critical hits frenéticos e orgásmicos. Muito bonito, mas modéstia a parte, eu já sabia que nesse tipo de jogo, para este tipo de filme, este tipo de coisa viria a acontecer. Mas mesmo assim me surpreende, já que somente no trailer, foram mostrados diversos tipos de defesas. A física do jogo está bem legal, porém os gráficos deixam a desejar, com explosões grotescas, algo que deveria ter muita atenção em um jogo tão explosivo como o primeiro filme foi. Ainda assim, o jogo somente irá ser lançado em agosto, o que faz com que a Ubsoft ainda tenha uma chance de concertar esta cagada.

O filme do Expendables 2 será lançado em 2012, e está sob a produção de Millenium Films, enquanto seu jogo estará sob total produção da Ubisoft Entertainment. Minha crítica de Mercenários 2 será lançada junto com a crítica do jogo, que espero que o El Amante Felino compre, para que eu possa postar a crítica aqui haha! Que sirva como merchandising! Adios!!!


9.7.12

LagARTÍSTICO #6: LEtS sTArT the HARVEST

LagARTÍSTICO #6
LESTAT - ENTREVISTA COM O VAMPIRO
Por Soviet Connection

Bem, garotos e garotas, faço mais este LagARTÍSTICO, com a ajuda de minha namorada (na verdade, a idéia foi dela mesmo) de pegar o vampiro mais sexy que ela viu na história do cinema quando eu a perguntei qual era primeiro homem gostoso que passava pela cabeça dela que se envolvia diretamente com as telonas. Bem moçada, este LagArtístico vai ficar em homenagem as meninas mesmo, e aos amantes de Lestat, de Entrevista com o Vampiro.









Ubsoft vai liderar mais um grande sucesso de Assassin's Creed, porém agora nas telonas!

NOTÍCIA
ASSASSIN`S CREED NAS TELONAS

É uma desgraça saber que a industria hollywoodiana é um caos em relação a adaptações, principalmente dizendo as que envolvem o mundo dos games. Se formos fazer uma retrospectiva através de todos os títulos já lançados, provavelmente somente Prince of Persia e Tomb Raider se salvam como exceções. Resident Evil em si é um bom filme, mas uma péssima e horrível adaptação, já Alone in the Dark foi um ótimo filme, mas fugiu demais dos padrões e da história que o game demorou tanto para construir, assim, desrespeitando a química que ele oferece. Quanto ao FarCry... oh my dear FarFuckingCry... Prefiro nem comentar, se não vou dar início a um holocausto botando todo o elenco e o pessoal por de trás das camêras daquela bosta de filme. Um jogo tão bom, feito por nossa belíssima empresa Ubsoft, que já nos presenteou com vários e vários jogos belíssimos incluindo Splinter Cell, Far Cry, Assassin`s Creed, Rainbow Six e Prince of Persia (que teve a adaptação feita pela Disney, que prova já de cara que a adaptação foi basicamente perfeita e pelo menos 95% fiel ao primeiro jogo da série, na qual o roteirista se baseou para se construir o blockbuster).

A Ubsoft, um bom tempo atrás, conversou com a Sony Entertainment para pedir a sua ajuda para realizar um projeto que envolveria desenvolver um longa-metragem de Assassin`s Creed e levá-lo para os cinemas. Mas a Sony não levou a sério e deixou sua opinião em branco. A Ubsoft, 'revoltada' com a falta de compromisso, desenvolveu a Ubsoft Motion Pictures (uma ramificação da empresa, que primeiramente, se restringia a games, e agora também será para filmes, logicamente, de suas criações, que antes eram feitas pela Ubi Workshop, como o AC Embers) que desenvolverá o filme sozinha de forma 'idependente' ou seja, sem o auxílio de nenhuma outra empresa secundária ou terciária, contando apenas com uma Co-Produtora DMC Film. Isso é ótimo, pois vai facilitar o processo de desenvolvimento do jogo além de dar maior variedade e 'utilidades' para que a própria Ubisoft usufrue de seu projeto e o crie da forma que bem entender, já que 'entende' bem mais do assunto que muitos diretores e produtores.

Esta estabilidade que a Ubisoft fornecerá dos seus jogos em seus filmes fará com que nenhuma empresa cometa equívocos desnecessários que Hollywood sempre costuma fazer com esses títulos. Além de tudo, quanto ao elenco, nada mais perfeito que colocar no papel de Desmond Miles, o 'protagonista' de Assassin`s Creed, o exímio ator Michael Fassbender, de Prometheus. Eu estava vendo algumas fotos do ator e digo que ele é de fato bem parecido com o personagem em todos os aspectos, tanto no físico do corpo como no facial. Acredito que de todas as opções possíveis, está é com certeza a que mais encaixa no papel desejado. Mais um ponto positivo para a Ubsoft, que vem supreendendo cada dia mais!


7.7.12

PENUMBRA OVERTURE Episode One é um jogo assustadoramente épico e cheio de sustos esperando nas espreitas de um mundo gelado e desconhecido.



CRÍTICA
PENUMBRA OVERTURE
EPISODE ONE

Já havia algum tempo desde que eu planejava obter este jogo para estar entre um dos dos meus favoritos no meu computador. Após verificar a excelência de Amnesia: The Dark Descent, e com muita resistência depois, baixei PENUMBRA, um jogo com a mesma ideia principal de Penumbra, porém um pouco diferente. Penumbra Overture é um jogo de terror, survivor contendo diversos puzzles bem inteligentes, tudo envolvido em uma trilha sonora interessante, polêmica e ao mesmo tempo assustadora, não precisando nem mesmo de muitos bixos assustadores infernizando seu personagem para que você precise trocar suas calças. É... Estou falando do jogo de terror mais assustador que já pude jogar. Esta nota com toda certeza será uma das maiores que já dei... Mas espere, tenho que destacar que ainda assim não é o jogo perfeito.

Para começar, a parte mais inútil e menos importante para a nota final do game: os gráficos. Eles são bem parecidos com o citado Amnesia, um jogo em primeira pessoa, contendo uma física bem aprimorada para a época do jogo. Se Amnesia já é um jogo consideravelmente bem antigo, imagine Penumbra que foi lançado bem antes que isso. Ainda assim os gráficos são ótimos e na maioria das vezes, os cenários são incrivelmente ricos em detalhes, e são estes detalhes pequenos que dão as dicas de onde prosseguir no jogo, pois você não poderá contar com nenhum tipo de 'hint' ou dica para cumprir seus objetivos. Aqui tudo é na raça e o único "consultador de dicas" que você possui é um pequeno livro onde você escreve e averigua informações interessantes e bem importantes para o progresso do jogo.



Como por exemplo, a primeira sala do jogo, ou não, as primeiras assim digamos. Penumbra é rodeado de objetos espalhados por todo o canto. Caso você não seja o típico explorador exímio da vida, será complicado você se dar bem em Penumbra, já que o jogo exige de você olhos bem apurados para procurar cada esquina que o jogo cria para você, dentre todos estes objetos, os mais importantes em minha opinião são os painkillers, flares, batteries e, até onde cheguei, os beefs, que são pedaços de carne na qual você usará como alimento para saciar a fome interminável de um bicho um tanto peculiar, que comentarei mais tarde.

Os objetos, todos eles, sem exceção, são devidamente importantes. Flares para iluminar um local escuro demais, glowsticks para usar também como fonte de iluminação, caso as pilhas da sua lanterna ou o óleo do seu lampião acabe. O martelo ou a picareta também é bastante util para destruir objetos frágeis ou como arma, assim como pedras, barris e qualquer outro tipo de objeto 'pegável' pelo cenário. 

A manha de Penumbra é discrição e silêncio absoluto e sendo assim, caso você precise passar para alguma área que está sendo vasculhada por algum inimigo, o próprio jogo já alerta com as seguintes palavras: Heróis são para atores de hollywood e personagens de contos de fadas, se eu me deparar com qualquer tipo de ser não amigável, não terei a menor chance, o ato principal aqui é quietude e discrição|



De toda forma, ser discreto não significa nada em relação que você não tenha que atrair o inimigo, pois muitas das vezes você terá que fazer uma distração para que ele vá para o lado contrário do seu, lhe dando uma oportunidade de passar despercebido pelo tal monstro. E de monstro este jogo não falta, pois é... São desde cachorros demoníacos até seres anoréxicos extremamente fatais. 

A história do jogo chega a ser mais simples que Amnesia. Seu barco acaba encalhando em um enorme iceberg em uma terra desconhecida e para fugir do frio supremo que assola o lugar. Após se refugiar do terrível frio, o personagem principal deve agora verificar se o local, que é um bunker abandonado da Segunda Guerra Mundial, apresenta alguma pista sobre o desaparecimento de seu pai. Bem, talvez não haja pista nenhuma, mas pode ter certeza que mistérios horrendos assolam o local, disso até eu sei, pois pude conferir pessoalmente.



Voltando a falar sobre a trilha sonora, não tenho nenhuma crítica negativa a declarar. Apesar de ela ser exatamente a mesma apresentada no Amnesia (ou seja, o Amnesia possui a mesma trilha sonora de Penumbra Overture). A trilha sonora é simplismente incrível e imersiva, sem se basear muito em tons musicais e sim em mais barulhos naturais, com uma única faixa praticamente, que é de certa super assustadora, conseguindo me dar medo e me fazer pensar duas vezes antes de prosseguir em um local até mesmo quando podia ter certeza que inimigo nenhum iria aparecer para assustar.

O jogo é incrível, mas digo desde já o mesmo que disse em minha crítica ao Amnesia, que também pude conferir: este jogo é apenas para os fortes... Então se você é medroso demais como eu ou se emociona facilmente, este jogo não é para você. Eu mal pude jogar o jogo direito, mas tenho certeza que é uma experiência incrível e não vejo a hora de continuar minha jornada em busca pelo 'meu pai' perdido. Agora, já se você for uma pessoa aventureira, procurando por sustos e muito, MUITO medo mesmo, já declaro que este jogo está super recomendado para você, sendo quase uma obrigação ele estar em sua prateleira. Confira... Vale muito apena mesmo, já que não é um jogo para vencer... E sim um jogo para viver.

NOTA: ●    (4/5) - Ótimo
Christ! What Am I thinking?

4.7.12

Análise - O Longo Dia Das Bruxas


Originalmente escrita como uma minissérie em 13 partes em 1996, a história O Longo Dia Das Bruxas (The Long Halloween) é considerada por muitos outra das grandes obras primas escritas sobre Batman. Com a arte de Tim Sale e os roteiros de Jeph Loeb (conhecido por ter escrito outras obras de qualidade duvidosa, mas com tendências a fazer um ótimo trabalho quando realiza parcerias com Sale), serviu fortemente de inspiração para o aclamado Cavaleiro das Trevas de Nolan, bem como Batman Begins.




Na história, passada no início da carreira de Batman (aproximadamente 6 meses após os eventos de Batman: Ano Um), inicia-se uma série de assassinatos de importantes membros da máfia, mas com uma peculiaridade: todos assassinatos são cometidos nos feriados, sendo que o autor do crime sempre deixa no local um objeto relacionado com a data em questão. Ao mesmo tempo as tensões aumentam entre as duas maiores famílias mafiosas de Gotham, as famílias Falcone e Maroni. Este é justamente um dos grandes diferenciais da obra e também sua dose de realismo: conferir um maior destaque não aos tradicionais super-vilões, mas sim às organizações criminosas e um possível serial-killer. 



Um dos pontos de destaque é o desenvolvimento de Selina Kyle, a Mulher-Gato. Mais do que servir apenas como interesse romântico do Homem-Morcego, suas atitudes de moral controversas acabam sendo em parte motivados por certas ligações pessoais com a máfia, ligação esta que é mais explorada em uma das continuações da história, Mulher-Gato: Cidade Eterna (lançada recentemente em um encadernado pela Panini). Mas talvez o maior destaque de um personagem secundário da obra seja o promotor público Harvey Dent. Engajado no combate ao crime organizado, às custas de seu tempo com família e amigos, acaba tornando-se um dos principais aliados de Batman juntamente com Jim Gordon. Contudo, sendo Gotham a cidade corrupta e perigosa que é, esquemas resultam no acidente que não só deformou sua aparência mas também sua mente e caráter, transformando-o no vilão Duas-Caras.




A elogiada arte de Tim Sale se encaixa perfeitamente na proposta do enredo, representando uma cidade fria e com um clima que remete ao noir. Em especial, as páginas em preto-e-branco que ressaltam em cores apenas um elemento são espetaculares.

A trama se desenrola de maneira instigante e inteligente, apesar das pistas fornecidas ao leitor serem insuficientes para desvendar o mistério antes de sua conclusão. Uma das principais críticas à obra foi o fato de ter utilizado vários vilões da galeria de inimigos do Batman de forma secundária e superficial, contudo, acredito que foi uma maneira de incorporar outros elementos próprios da mitologia do Morcego à história, bem como uma forma de retratar Gotham como uma cidade que tem que lidar com os mais diversos tipos de criminosos. O fim, com algumas pontas soltas, abre espaço à algumas diferentes interpretações e à uma outra continuação relacionada: Vitória Sombria


- Laís

3.7.12

"O Espetacular Homem-Aranha": Cabeça-de-Teia redefinido nos cinemas e adaptado da melhor forma

Chupa, Sam Raimi.

EL AMANTE FELINO apresenta
O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA

Quando eu fui assistir "Homem-Aranha" (Spider-Man) no cinema em 2002, saí de lá maravilhado com o que tinha visto, e ainda amo muito aquele filme. Nunca esperei que um dia fosse dizer que um reboot o superaria. Pra falar a verdade, eu nem imaginava o que significava reboot. E quando chegou "Homem-Aranha 3" (Spider-Man 3, 2007), que também vi no cinema, a coisa pela qual mais torci para que o próximo filme do Aracnídeo fosse era um reboot. Eu até gosto do terceiro filme, mas era claro que dali pra frente a Sony não sabia mais o que fazer com a franquia, além do fato de terem jogado um dos maiores inimigos de Peter Parker fora sem nem tê-lo adaptado direito como se não fosse nada, vocês sabem de quem estou falando. Tobey Maguire teve seu tempo e a história de seu Homem-Aranha teve seu devido fim. 

"O Espetacular Homem-Aranha" (The Amazing Spider-Man, 2012) conta a história de um Peter Parker (Andrew Garfield) afetado pelo súbito sumisso de seus pais quando era criança, e, determinado em uma busca para descobrir o real motivo de ter sido abandonado, suas pistas o levam de encontro com o Dr. Curtis Connors (Rhys Ifans), um cientista brilhante e obcecado por recuperar o braço através das habilidades regenerativas habituais dos répteis. Ao ser mordido por uma aranha genéticamente modificada, Peter ganha poderes extraordinários que unidos ao seu intelecto genial, fazem dele um herói memorável que virá a ser conhecido como Homem-Aranha.

O filme não cumpre exatamente o que prometeu; todo aquele papo de "história não contada" e de que saberíamos a verdade sobre o desaparecimento dos pais de Peter Parker e blá blá blá, e acaba caindo na simplicidade de uma história sobre o herói tentando impedir um cientista maluco que se transformou num lagarto gigante, com direito à piadas sobre o Godzilla e tudo. Esse é o maior defeito do filme: ele te deixa na expectativa em relação ao passado dos pais do protagonista, até o momento em que você se acostuma com isso e esquece do assunto. 

Os personagens são muito bem desenvolvidos e representados; Andrew Garfield faz o melhor que qualquer ator poderia fazer no papel de Peter Parker. Um grande problema com o Peter de Tobey Maguire era que ele não conseguia de maneira nenhuma convencer como um adolescente de colegial, ele apenas era um adulto com roupas de estudante. Garfield, além de perfeitamente caracterizado, interpreta um digno e convincente adolescente irresponsável, mas com inteligência inigualável para sua idade. Desde os primeiros momentos da fita, nos é mostrado o quão genial Peter é, com suas invenções, cálculos e tudo mais, servindo como um belo contra-ponto ao protagonista da trilogia original, que não passava de um nerd comum.

Não só como Peter Parker, Andrew Garfield faz uma ótima perfomance como o Homem-Aranha. Mesmo após tomar sermões e lições sobre responsabilidade, Peter continua o adolescente folgado que é, e finalmente podemos ver o humor afiado e o sarcasmo do Cabeça-de-Teia, que tanto faltou nos filmes de Raimi. O humor funciona muito bem, e as piadas do Aranha são impagáveis, exatamente como nos quadrinhos!

Por Deuses, finalmente o Homem-Aranha arranjou uma namorada inteligente! Eu gostava muito da Kirsten Dunst e sua Mary Jane, sim, mas temos que confessar que ela era uma tremenda retardada. A colocação de Gwen Stacy como o par romântico de Peter nesse filme não é apenas mais fiel à HQ, mas também acaba sendo um romance muito mais divertido e - cof, cof - fofo. Desde os trailers, já sabíamos que Gwen viria a descobrir a identidade secreta de Peter uma hora ou outra, e não só isso, mas o fato de seu pai, o capitão Howard Stacy (Denis Leary, em ótima atuação e sintonia com Garfield) ser um policial determinado a prender o Homem-Aranha, torna a relação entre os dois principais muito divertida - numa química teen que funciona muito bem.

Os tios Ben e May, interpretados respectivamente por Martin Sheen e Sally Field, também são muito bem construídos com a trama. Carismáticos e dinâmicos, o casal cumpre muito bem o dever de responsáveis substituindo a atividade paternal da qual Peter sente falta - e demonstra isso, outro ponto positivo - e o próprio tio Ben acaba sendo muito mais participativo na trama do que era de se esperar. O conflito familiar entre Peter e seus tios causados por nada além da falta que o garoto sente de um pai e uma mãe é um aspecto importante que foi lembrado e enfasado neste longa.

O competente Rhys Ifans compõe de maneira completa o dr. Curt Connors e sua obsessão pela perfeição, sem mencionar sua ótima relação com Andrew Garfield. Entretanto, enquanto Curt Connors se destaca, o Lagarto em si poderia ter sido melhor trabalhado. Parece que você simplesmente não viu o suficiente do vilão em sua forma mais... Musculosa e verde, e com rabo. Aliás, a escolha do Lagarto como o primeiro inimigo da franquia foi ótima, por remeter diretamente ao duelo intelectual e científico entre Curt Connors e Peter Parker, mostrando ainda mais da genialidade do garoto. O dr. Connors é de fato um dos melhores personagens no filme, ainda que lhe acrescentada uma inútil cena do mesmo duelando com seu subconsciente, que acabou lembrando bastante o Norman Osborn do filme de 2002.

Os trabalhos com os dublês são impressionantes - e devo tirar meu chapéu para Marc Webb, e também pedir desculpas por ter alguma vez subestimado sua capacidade para dirigir cenas de ação. As coreografias, em primeiro lugar, são de cair o queixo, e as câmeras que as registram muito bem guiadas pelas mãos de Webb. Um grande acerto do diretor foi preferir o maior uso de dublês para as cenas em que o Aranha se balança em suas teias pela cidade do que o excesso de CGI, tornando muito mais realista e única a experiência de vê-lo saltando pelo ar. 

Por mais que já tenhamos visto por três filmes o Aracnídeo lutando contra vilões e etc, este longa ainda consegue nos impressionar com o novo e muito mais dinâmico estilo de luta usado pelo herói, que consiste bastante no uso de suas teias da forma mais criativa possível. Devo criticar, aliás, o fato da teia do Aranha não ter acabado em nenhum momento da fita, considerando que ele a usou bastante e é uma marca de suas histórias mais clássicas os seus "cartuchos" acabarem em momentos cruciais.

Os efeitos especiais, especialmente os computadorizados, são ótimos, e embora o 3D não colabore muito, o filme tem um visual impecável. O Lagarto foi muito bem adaptado, visualmente falando, para o filme, sendo uma perfeita junção entre réptil e humano - ainda que não tenha uma mandíbula comprida como o personagem dos quadrinhos, a boca do vilão tem uma forma bastante característica dos animais de sangue frio, e mesmo seu jaleco clássico não deixa de fazer uma breve aparição, apesar de dispensado na maior parte do filme.

A trilha sonora de James Horner é excelente, mas compará-la com a de Danny Elfman vai ficar como questão de opinião, mesmo. Crianças ou pessoas que estão sendo apresentadas primeiro à este filme, vão preferir o tema de Horner, já os oldschool que acompanharam a trilogia original desde o início, vão preferir a trilha de Elfman. Eu, tendo sido uma criança que cresceu com a trilogia original, naturalmente prefiro as composições de Danny Elfman. A mixagem de som não falha em momento algum, e a fotografia é bonita e sombria, tornando o filme ainda mais digno de ser visto numa sala XD ou em blu-ray.

O grande forte de "O Espetacular Homem-Aranha" é sem dúvidas o desenvolvimento de seus ótimos personagens, até mesmo o valentão Flash Thompson ganha um melhor e essencial destaque na história de Peter Parker. Com cenas de ação de tirar o fôlego, visuais deslumbrantes, enredo promissor e humor bem colocado, o longa consegue proporcionar diversão por todos os seus 136 minutos de duração, e supera de longe todos os filmes da trilogia de Sam Raimi. É por poucos detalhes que este filme não vai ganhar uma nota máxima aqui, mas Andrew Garfield, você veio para ficar!

Nota: 9.7

1.7.12

Begins.

" Se você faz de você mesmo mais do que apenas um homem... Se devota-se a um ideal, então você se torna outra coisa inteiramente. Uma lenda, senhor Wayne. Uma lenda ! "

EL AMANTE FELINO apresenta
BATMAN BEGINS


SPOILER ALERT! SPOILER ALERT!


"Batman Begins"  explora um ponto jamais enfasado na franquia anterior do Homem-Morcego: sua origem. Após ter assistido ao assassinato à sangue frio de seus pais em um beco da corrupta Gotham City, Bruce Wayne (Christian Bale) começa uma viagem pelo mundo para entender a mente dos criminosos. Uma vez preso, conhece Henri Ducard (Liam Neeson), representante de Ra's Al Ghul (Ken Watanabe), cabeça de uma organização justiceira chamada "A Liga das Sombras". Com Ducard, Wayne aprende a controlar seu medo e recebe um treinamento mortal, visando voltar para Gotham e lutar contra o crime através de um símbolo que jamais deverá ser esquecido: O Batman.

Por mais que o visionário diretor Christopher Nolan tenha trago o realismo para os filmes do Batman, sua franquia é notavelmente mais filósofica do que os dois ótimos filmes dirigidos por Tim Burton, em 1989 e 1992. Nolan realça valores que muitos cineastas contemporâneos parecem ter esquecido, como a temática e a forma de sua exploração. "Batman Begins" é um filme sobre o medo, pois é esta a essência do Cavaleiro das Trevas; ele usa seu maior medo em seu favor. Para explorar esse tema, são usadas utilidades clássicas de Batman e que já vimos muito nos filmes de Burton: a teatralidade e a ilusão.

A direção de Christopher Nolan se guia exatamente nisso; ao mesmo tempo que o cineasta conduz o filme de uma forma progressiva e relativamente calma, ou parada, suas cenas de ação são providas de bastante movimento e cortes rápidos de tomada, feitos exatamente com a intenção de confundir o espectador, de mostrar a perspectiva do inimigo sobre o Batman, mantendo em evidência o fator lúdico do longa. A fotografia obscura, que dá mais atenção à cores como o marrom e o beje, e o controle de sombras meticuloso, favorecem isso também.

A trilha sonora do gênio Hans Zimmer, com ajuda de James Newton-Howard, também é embasada nesses fatores, até mesmo nos nomes teatrais que as composições receberam (Myotis, Tadarida e Molossus, por exemplo). O tema de abertura da fita, Vespertilio, usufrui de instrumentos de percussão e outros, usados em função de criar a impressão de que há uma capa, ou um tecido pesado, sendo batido. Se você pegar um kimono de Karate e bater o tecido no ar, gerará um som semelhante ao tema de abertura de "Batman Begins".

Por outro lado, a trilha sonora também tem uma essência bastante tática, investigativa, que me remeteu diretamente ao fundo musical do jogo "The Adventures of Batman & Robin", para o console Mega Drive. Isso acabou fazendo da trilha um pouco nostálgica para mim. A mixagem de som tem momentos estranhos (como quando Flass bate a porta do carro de Falcone e sai um barulho semelhante ao de um soco, ou quando Bruce apanha para os homens de Falcone no bar), mas no geral, é bem trabalhada.

As atuações são ótimas. Christian Bale conseguiu se consolidar como o Batman definitivo nos cinemas, e afirmo que nenhum outro ator vai chegar à semelhança do Cruzado de Capa que Bale chegou. Christian Bale é o Batman, tanto quanto Christopher Reeves é o Superman. Os personagens aqui são melhor trabalhados do que no filme de Burton, devo dizer. Katie Holmes faz bem seu trabalho como a promotora e velha amiga de Bruce, Rachel Dawes, mas o carisma da atriz não parece ser o suficiente para conquistar o público. Michael Caine inspira e faz rir com seu perfeito Alfred, e Liam Neeson e Gary Oldman se destacam com sua química com Christian Bale. Enquanto Neeson compartilha com Bale a perfeita relação entre mestre e aprendiz, Oldman, que interpreta o sargento Gordon, tem com o protagonista uma conexão recém-nascida de parceria.

No "Batman" original, Bruce Wayne era só um cara rico que saía com pessoas ricas, e o comissário Gordon apenas um tira comum que não trabalhava diretamente com o Batman. No longa de Nolan, a família Wayne é extremamente importante para Gotham City, tendo construído o trem central como um sistema de transporte público fácil, rápido e barato ligado à Torre Wayne, e tendo também combatido radicalmente a pobreza da cidade, tornando assim irônico o fato de Thomas e Martha Wayne, pais de Bruce, terem sido assassinados por um bandido vagabundo qualquer, o tipo de pessoa que a família bilionária lutava para salvar.

A caracterização da cidade fictícia de Gotham reflete perfeitamente a pobreza da qual se fala durante todo o filme, e isso automaticamente nos conecta à corrupção dos policiais, juízes, etc. Entre esse meio, o sargento James Gordon se destaca como o único tira absolutamente honesto da cidade, não sendo apens um policial comum que aparece de vez em quando como nos filmes de Burton. Assim como na graphic novel "Batman: Ano Um", na qual este filme se baseia, os trabalhos de Bruce Wayne como vigilante e os de Jim Gordon como policial são mostrados paralelamente pelo roteiro de Jonathan Nolan (irmão de Christopher), até que seus caminhos se cruzem.

Os vilões também tem lá sua conspiração, estando o mafioso Carmine Falcone (Tom Wilkinson, ótimo) conectado com o psiquiatra Jonathan Crane (Cillian Murphy), vulgo Espantalho, que está conectado com Ra's Al Ghul - de um mafioso poderoso, a árvore do crime em Gotham se estende até o líder de uma organização radicalmente justiceira. O vilão Espantalho, apesar de mero coadjunvante, é um dos principais personagens para desenvolver as temáticas do filme, afinal sua principal arma é um gás alucinógeno que induz pânico - a ilusão sendo usada em função do medo. Quanto à Cillian Murphy; o ator faz um excelente trabalho no papel do psiquiatra obcecado.

Típico de Christopher Nolan, "Batman Begins" é um filme que te faz pensar, mesmo sendo relativamente simples, se comparado à complexidade dos outros filmes do diretor. Enquanto em "O Grande Truque" (The Prestige, 2006) e "A Origem" (Inception, 2010) você precisa pensar mais pra entender a história e a técnica do filme, neste você tem que entender sua filosofia. E se feito certo, você verá o quanto este filme, ou melhor, esta franquia, é inspiradora e pode mudar a vida de alguém através do simples, mas grande, poder da ideia. Intrigante, inspirador, emocionante e nostálgico para os fãs do Morcego (a cena final em que Gordon mostra a carta do Coringa para o Batman ainda me arrepia), "Batman Begins" marca o início da lenda do Cavaleiro das Trevas, e não há outra nota que eu possa dar para esse filme - nem outro filme que me dê mais prazer em dar tal nota.

Nota: 10,0