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Hitman: Absolution

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BL Clássicos

Leia duas novas críticas no quadro BL Clássicos: "The Misfits" e "How to Marry a Millionaire".

29.10.11

"Os Homens Que Não Amavam As Mulheres", o original, é uma obra de arte recheada de mistério e ótimas atuações

OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES


A versão de David Fincher de "Os Homens Que Não Amavam As Mulheres", best-seller mundial de Stieg Larsson, é um dos filmes mais aguardados por mim para 2012. Antes que a versão de Fincher seja lançada, eu resolvi comprar o livro, mas antes de ler a obra de Larsson, aluguei a primeira versão cinematográfica sueca da história.
O filme estrela Michael Nyqvist e Noomi Rapace respectivamente como Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander. Blomkvist é um repórter da revista Millennium que ao acusar outra empresa em sua matéria, cai numa cilada e é condenado à prisão. Blomkvist tem seis meses até começar a cumprir a sua pena, e quando Henrik Vanger(Sven-Bertil Taube) o oferece uma boa grana para investigar o desaparecimento(ou assassinato) de Harriet Vanger(Ewa Fröling), o repórter não vê como recusar a generosa oferta. Blomkvist faz uma aliança profunda com a hacker profissional Lisbeth Salander, uma garota forte com visual peculiar que sofre por seu passado e com o jeito que a vida pesa sobre ela.
Primeiramente eu gostaria de falar sobre a alta qualidade do cinema suéco. Digo isso em todos os aspectos, e vou detalhar cada um deles. Posições de câmera muito bem pensadas são usadas neste longa, e a fita tem a qualidade de filmagem a altura dos maiores blockbusters Hollywoodianos. A imagem em HD do blu-ray foi muito bem trabalhada e visualmente, o longa foi sublimemente editado, deixando em evidência também que os suecos não usam qualquer tipo de câmera em seus filmes. Arrisco dizer que este filme foi um dos melhores que já vi em blu-ray, em termos visuais. A mixagem de som, no entanto, peca em alguns momentos onde o som é aplicado precipitadamente. Por exemplo, o áudio de uma pancada surgindo antes do golpe atingir o alvo. A trilha sonora demonstra o talento de Jacob Groth, compositor pouco conhecido que trabalhou nos três filmes da trilogia Dragon Tattoo. É muito bem composta, apesar de não ser tão marcante o quanto poderia ser em um longa desse estilo. As atuações são todas muito boas. Nyqvist é ótimo representando Mikael Blomkvist, e Noomi Rapace faz uma excelente interpretação de Lisbeth Salander. Rapace compõe a personagem de forma sombria, depressiva, destemida, perseverante e vingativa. Salander é uma mulher que está sempre sendo empurrada pelo forte tufão, mas nunca desistindo de seguir em frente, nunca se cansando, não deixando que seus inimigos a destruam completamente, e a atriz sueca interpreta essa complicada personagem perfeitamente. Carismática e bonita, Rapace conquista o público na pele de Salander. A química entre o também carismático Michael Nyqvist e Noomi Rapace se desenvolve adequadamente enquanto a história se estrutura, e a forte relação entre os dois personagens não é apenas um mero detalhe. Blomkvist também é um personagem bem estruturado, sendo do começo ao fim um repórter persistente que não tem nada a perder. Peter Haber também é ótimo no papel de Martin Vanger, que ganha bastante espaço para mostrar seu talento no terceiro ato do longa. O filme é muito bem dividido em seus atos. No primeiro, nos são apresentados Blomkvist e Salander separadamente, no segundo sua aliança é formada e no terceiro, um desfecho ótimo. A história é intrigante do começo ao fim. O modo como o mistério sobre o desaparecimento de Harriet se desenrola atrai o espectador mais e mais para a cortina final. A conclusão direciona para respostas improváveis, e nos entrega as ótimas interpretações do bom elenco em máximo volume. Luz e sombras são bem manipuladas, o filme parece bastante brilhante em cenas diurnas enquanto nas noturnas e externas o filme não é mantido escuro o suficiente para que se torne totalmente obscuro. Já em cenas internas escuras, a fita é altamente sombria. O filme é muito bem regido por seu seguro diretor, trabalhando muito bem com as sólidas e ótimas atuações de seu elenco. Os efeitos especiais, em sua maioria práticos, são muito bons, assim como a maquiagem, que atrai bastante a atenção especialmente quando se tratando de ferimentos. Não posso dizer nada sobre o quão próximo o filme é do livro, afinal eu não o li ainda, mas deixo garantido que o filme é ótimo como uma obra que se sustenta sozinha, você não precisa ter lido o livro para gostar ou entender o filme.
Conclusão Final: "Os Homens Que Não Amavam As Mulheres"(The Girl With the Dragon Tattoo, 2009) prova a competência dos cineastas, compositores e atores suecos e a qualidade de suas obras, mesmo que sendo os filmes suecos muito mal distribuídos em nossa região(da trilogia Dragon Tattoo, apenas este primeiro filme foi lançado no Brasil, e ainda direto em DVD). Agora, que venha a aguardada versão de David Fincher!

Nota: 8,8

28.10.11

"O Retorno de Johnny English" traz o mestre Rowan Atkinson em ótima forma

O RETORNO DE JOHNNY ENGLISH


Oito anos após "Johnny English"(Johnny English, 2003), finalmente é concedida uma sequência para o espião mais atrapalhado da Inglaterra. Como boa parte do povo, eu conheci o astro Rowan Atkinson nas séries de TV "Mr. Bean", e resolvi assistir ao primeiro longa do espião há muito tempo atrás. Adorei, achei o filme engraçadíssimo e me perguntei porquê não havia uma continuação. Bem, aqui está. Para começar, temos que admitir que Atkinson é, ao lado de Jim Carrey, Eddie Murphy e outros, um mestre da comédia. O cara é simplesmente hilário, e se distanciou um pouco do cinema nos últimos anos, tendo sido seu último filme "As Férias de Mr. Bean"(Mr. Bean's Holiday, 2007), que trouxe o problemático Mr. Bean para as telas do cinema de forma engraçada também. Quando anunciada a continuação de Johnny English, eu obviamente não iria perder.
Entre várias comédias que se limitam às piadas sexuais, fezes e urinárias, o segundo "Johnny English" acerta justamente por apostar em fórmulas antigas e Oliver Parker cria uma agradável comédia à moda antiga. A história gira em torno de um grupo de assassinos que planejam matar o premier Chinês, que se encontra em negociações com o primeiro-ministro inglês, estando um desses assassinos infiltrado na CIA, um na KGB e o outro na MI-7. A única esperança dos ingleses em impedir este crime é o retorno de Johnny English(Atkinson), que após uma desastrosa falha em Moçambique, se distanciou da Inglaterra e atualmente treina com guerreiros chineses as artes marciais.
O primeiro ato do filme parece um pouco apressado no começo em reapresentar o personagem de Atkinson, explicar seu retorno e introduzir os novos elementos do longa, mostrando que o roteiro quer colocar English logo em ação, e quando isso acontece, a pressa já não é mais um problema. O novo parceiro de English, Tucker(Daniel Kaluuya), tem pouco destaque no início mais aos poucos se torna mais importante, ganhando mais espaço para nos fazer rir. Rosamund Pike faz uma boa representação de Kate, novo interesse amoroso de English, mas os dois personagens não tem tempo ou cenas o suficiente para que sua química seja melhor desenvolvida. Gillian Anderson é boa no papel de Pamela, e Dominic West não faz feio como Ambrose. O enredo é bem simples, e se desenvolve da forma adequada, tendo uma cena mais engraçada que a outra em sequência, mas sobra espaço para cenas mais sérias, evitando o filme de se tornar um pastelão total. O personagem de Atkinson é bem construído como alguém que busca a solução para o mistério com perseverança, mas está sempre fadado ao fracasso, assim como no filme anterior. Tucker nos é apresentado como o agente novato que tem como sonho fazer parte de grandes acontecimentos, a Kaluuya faz bem interpretando tal personagem, sendo este um dos mais cômicos da fita depois de English. A trilha sonora dá as caras logo nos créditos de abertura do filme e presta bastante homenagem aos clássicos filmes de espionagem, com o tema principal do filme sempre se destacando em cenas de seu personagem principal. Os efeitos especiais, tanto práticos quanto computadorizados, são todos muito bons e bem aplicados, não há defeitos. Também há uma boa mixagem de som, mas, como de costume neste gênero, a mesma não tem muitas cenas em que possa chamar a atenção. Atkinson encarna English com tanta convicção e de forma tão convincente que em vários momentos do filme o espectador se pega pensando em quão babaca, ou o quão heróico o espião é. Outro ponto positivo são as boas cenas de ação. Não são muitas, mas as poucas presentes são boas, com direito a ótimos praticantes de artes marciais. Em boa parte do filme, os ângulos de filmagem são bem comuns, mas o diretor exagera um pouco no uso de zoom, detalhe perceptível desde o início do longa. A conclusão do filme combina uma trilha sonora épica com bons efeitos especiais, cenas hilárias e boas atuações - todos os pontos positivos do filme.
Conclusão Final: "O Retorno de Johnny English"(Johnny English Reborn, 2011) não traz de volta apenas o astro Rowan Atkinson como o atrapalhado agente inglês, mas também o ótimo estilo de comédia à moda antiga que havia sendo esquecido. Para aqueles que acham piadas sexuais grosseiras e querem rir por algo mais convencional e situações engraçadas de forma diferente, este longa tem todos os elementos necessários, pena que demorou 8 anos para vir à tona. Que venha o terceiro, recomendado!

Nota: 8.0

23.10.11

"O Mistério das Duas Irmãs" é um thriller psicológico que vale a pena ser visto

O MISTÉRIO DAS DUAS IRMÃS


Este é o filme que tirou Emily Browning dos filmes mirins e lançou a atriz em obras mais adultas. Antes desse, em 2006, houve o elogiado "Stranted", mas o mesmo não foi lançado no Brasil. Desde "O Mistério das Duas Irmãs"(The Uninvited, 2006), Emily estrelou "Sucker Punch: Mundo Surreal"(Sucker Punch, 2011), "Sleeping Beauty"(2011) e tem programado para 2013 "Magic, Magic", que encontra-se em pré-produção(Podendo a atriz se envolver em outros projetos pelo caminho). Então, vamos revisar este "O Mistério das Duas Irmãs".
O filme é estrelado por Browning como Anna, uma jovem instável psicologicamente que foi internada após ter visto sua mãe(Maya Massar) morrer numa terrível explosão. Após sair do hospício, Anna nota o estranho comportamento da namorada de seu pai(David Strathairn), Rachel(Elizabeth Banks) e começa a ser assombrada por fantasmas que tentam lhe dizer algo relacionado ao incêndio que levou à morte de sua mãe. Junto à sua irmã, Alex(Arielle Kebbel), Anna começa a investigar a nova amada de seu pai em uma tentativa de provar que o incêndio que matou sua mãe não foi um acidente.
A atuação de Browning é sólida, sendo ela quem brilha o filme inteiro. Emily grita, corre, se desespera, sente medo, tudo de forma bem convincente. Arielle Kebbel é tão boa quanto a protagonista, mas Elizabeth Banks não consegue se destacar do modo que deveria como Rachel, e David Strathairn não faz feio em suas cenas. Maya Massar aparece mais como assombração do que como a mãe de Anna e Alex ainda viva, mas faz seu trabalho muito bem. Lex Burnham é penetrantemente sombria como um dos fantasmas que atormentam Anna, e chega a dar alguns sustos nas cenas em que aparece. Jesse Moss entrega também uma boa atuação como Matthew Hendricks, o namorado de Anna, mas a química entre Moss e Browning não tem tempo para se desenvolver, uma vez que o personagem de Moss aparece pouco. A relação entre Matt e Anna poderia(e deveria) ter sido melhor construída e aproveitada, o que faria com que alguns momentos do filme tivessem mais efeito sobre o espectador. Os ângulos de câmera são todos bem simples, os diretores Charles e Thomas Guard não tentam fazer nada que não consigam com a filmagem, mas deixam em evidência sua inexperiência. Este não é um filme de terror, é um thriller psicológico, as cenas com os fantasmas são bem aplicadas, mas não assustam. O suspense funciona bem, você está sempre querendo saber o que vai vir a seguir, mas o filme não chega a te deixar muito aflito pelos personagens, apenas em seu terceiro ato. A trilha sonora, de Christopher Young, também só se manifesta de forma mais marcante no terceiro ato, especialmente na conclusão da história. Apesar dos defeitos, a história se desenrola de uma boa forma, e temos um mistério atrás do outro, com o enredo mostrando-se bem inteligente. A mixagem de som se mantém ao normal, não há nenhum som exagerado, coisa comum em filmes de suspense de baixo orçamento. A forma como a personagem de Emily Browning evolui é interessante, tentando ela se convencer cada vez mais de que não está enlouquecendo, e temendo voltar para o hospício. O carisma da atriz ajuda para que o público sinta pena da pobre Anna. O final é absolutamente retorcido, faz com que o espectador revisite vários acontecimentos do longa procurando entender o que houve, e então tudo é explicado. De fato, será uma surpresa para todos que assistirem à fita. Durante as cenas diurnas, o filme se mostra bastante brilhante(sem perder o clima), mas em cenas noturnas, temos uma ambientação muito mais obscura. Há pouquíssimas locações, aparecem apenas o hospício, a casa de Anna(onde a maior parte do filme se passa), a delegacia e o mercado, e estas são bem utilizadas. Afinal, o filme não precisa sair muito da casa de sua protagonista para se desenvolver. Não há cores específicas destacadas, o que ajuda bastante no tom sombrio do longa. Provavelmente, o maior defeito desta fita é sua duração. Com apenas 87 minutos de duração, o filme não parece ser totalmente explicado e sua conclusão, apesar de intensa, acaba ficando um pouco apressada.
Conclusão Final: "O Mistério das Duas Irmãs"(The Uninvited, 2009) é um filme apertado pela sua curta duração, que não deixa tempo para alguns personagens se desenvolverem e a história se explicar melhor. Ainda sim, é um thriller que vale a pena ser visto pela boa atuação de Emily Browning, o suspense, a boa história e um triste e inesperado final. Provavelmente, se guiado por diretores mais experientes, seria um ótimo filme. Recomendado para os que gostam de thrillers, quem procura muito além disso pode se desapontar.

Nota: 7,0

"Gigantes de Aço" combina sci-fi futurístico com drama de boxe de forma eficiente

GIGANTES DE AÇO


Eu sempre gostei de sci-fi's futurísticos que foram muito populares pelos anos 80 e 90, tais como "O Demolidor"(Demolition Man, 1993), "O Quinto Elemento"(The Fifth Element, 1997), "O Juíz"(Judge Dredd, 1995), entre outros. Ao ver o cartaz deste "Gigantes de Aço"(Real Steel, 2011), estrelado por Hugh "Wolverine" Jackman, me pareceu um sci-fi futurístico pelo qual eu me interessaria.
"Gigantes de Aço" conta a história de Charlie Kenton(Jackman), um ex-pugilista que passou a vida inteira distante do filho Max(Dakota Goyo, que fez o Thorzinho em uma breve cena de "Thor"), um garoto determinado e cheio de personalidade como o pai cafageste. O filme se passa em 2020, num futuro em que o boxe humano foi banido e as máquinas se encarregaram de se matarem nos ringues. Kenton está falido, cheio de dívidas e tentando se estabilizar economicamente em lutas clandestinas com seu robô, e a situação aparenta piorar quando sua ex-namorada morre e o ex-pugilista precisa cuidar de seu filho de 11 anos. Em uma tentativa de encontrar peças para montar um novo robô para lutas, Charlie e Max descobrem Atom, uma máquina de sparring com bastante potencial. "Gigantes de Aço" é dirigido por Shawn Levy, responsável pelos dois "Uma Noite no Museu", provando neste longa que pode conduzir muito mais do que apenas comédias de Tela Quente.
O filme apresenta Charlie Kenton desde o início como um verdadeiro traste egoísta e mesquinho. Quando seu filho Max chega, a relação dos dois é agressiva. Também é enfocado desde o início a personalidade agressiva de Max, deixando clara a semelhança do garoto com o seu coroa. O jovem também se mostra bastante esperto para sua idade, sempre surpreendendo o seu pai. À medida em que os dois vão vencendo lutas com o robô Atom, eles ficam cada vez mais próximos, e a química de pai e filho entre Jackman e Goyo é perfeita. Apesar de se tratar de boxe robótico, este é um dos longas familiares mais humanos que já vi, e um dos mais agradáveis também. A relação entre Charlie e Max se desenvolve junto com a trama do filme, e Charlie, que era um canalha, começa a mudar sua personalidade ao se aproximar de seu filho. O filme é emocionante do começo ao fim, fazendo o espectador ficar aflito com as situações complicadas e o mesmo se pergunta como a dupla vai se livrar da encrenca. Hugh Jackman faz muito bem o papel de Kenton, temos inclusive uma breve cena em que podemos vê-lo lutando, porém esta é curta. Entretanto, Dakota Goyo rouba a cena do carcaju em boa parte do longa. O jovem ator faz de seu Max Kenton um garoto teimoso, corajoso, ousado e perseverante. Max defende seus princípios até a última gota, outros personagens tentam dominá-lo, mas nada jamais o faz mudar de ideia. É um garoto amadurecido, com opinião sólida e objetivo fixo. E Goyo interpreta o rapaz com perfeição. Evangeline Lilly aparece pouco como o interesse amoroso de Kenton, mas também não falha em suas cenas. Kevin Durand, o Blob de "X-Men Origens: Wolverine"(X-Men Origins: Wolverine, 2009), aparece e desconta a surra que levou de Hugh Jackman no filme do mutante canadense. A trilha sonora original, do mestre Danny Elfman, responsável por trabalhos icônicos em "Batman"(Batman, 1989) e "Homem-Aranha"(Spider-Man, 2001), é sempre empolgante. Além das emocionantes músicas orquestradas, Elfman também usufrui bem de instrumentos menos épicos como o violão. As músicas são, em sua maioria, pop e rap, contendo alguns bons hits de Eminem. A fotografia é boa, e as filmagens de quando Charlie e Max estão viajando em seu caminhão deixam a paisagem bem enfasada, e a cinematografia de Mauro Fiore favorece bastante os bonitos céus nublados que aparecem em boa parte das viagens, com a luz do sol se destacando entre as nuvens. Os efeitos visuais são simplesmente perfeitos, há algum tempo não se via personagens completamente feitos em CG parecerem tão sólidos diante das câmeras. Este com certeza já é um candidato para o Oscar de melhores efeitos visuais, categoria que aparentemente estará apertada na Academia. A mixagem de som faz bem o seu trabalho, não deixando nenhum erro ao aplicar o som dos golpes metálicos ou até mesmo dos golpes de humanos em algumas cenas. À partir do final de seu segundo ato, o filme consegue deixar qualquer espectador emocionado tanto com as situações tristes quanto as felizes, sendo que as atuações de Jackman e Goyo ajudam muito nisso. O filme é muito balanceado entre emoção, luta robótica e humor. Não falta ação na fita, mas as lutas entre as máquinas também não chegam a se tornar cansativas. O humor funciona muito bem e aparece nas horas certas, sempre bastante pontual. A evolução do personagem de Jackman no filme é com certeza seu ponto mais interessante, sem que precisa-se ser enfasado na obra, qualquer um que esteja vendo nota o quanto Charlie Kenton evolui do começo ao fim do longa. O final, apesar de previsível, prova que a coragem pode ser muito mais forte que o aço e mais importante que a vitória, fazendo qualquer um se emocionar. Devo confessar, "Gigantes de Aço" quase me fez chorar.
Conclusão Final: "Gigantes de Aço"(Real Steel, 2011) possui a combinação perfeita de sci-fi com drama de boxe e o equilíbrio balanceado entre ação, humor e emoção. Vale cada centavo dos ingressos, sendo um ótimo filme para qualquer público, é uma pena que não podemos ver Hugh Jackman lutando um pouco mais. Que venha a continuação, recomendado!

Nota: 9,0

22.10.11

"Kick-Ass: Quebrando Tudo" é um dos filmes mais divertidos da história, em todas as definições da palavra!

KICK-ASS
QUEBRANDO TUDO


Quando anunciado o filme "Kick-Ass: Quebrando Tudo"(Kick-Ass, 2010), eu não fiquei muito interessado, até mesmo porque eu não sabia nada sobre a adaptação, nem mesmo havia lido a obra de Mark Millar e John Romita Jr.. Ao assistir o trailer em uma sessão de "Esquadrão Classe A"(The A-Team, 2010), duas coisas me chamaram a atenção: A temática do filme, obviamente, e Nicolas Cage. Nessa época, Cage não estava totalmente recuperado da remessa de filmes ruins em que o astro mergulhou de 2006 até 2010, e este parecia ser o filme que traria Cage de volta aos bons filmes. A primeira coisa que notei foi a péssima distribuição do filme aqui em Campinas, os poucos bons cinemas da cidade estavam passando "Kick-Ass" em horários escassos e em apenas uma sala, no geral. Depois do sacrifício, consegui finalmente assistir à este divertidíssimo filme do ótimo diretor Matthew Vaughn.
"Kick-Ass" é narrado por Dave Lizewski(Aaron Johnson, que fez o pequeno Charlie Chaplin em "Bater ou Correr em Londres"), um nerd usual cujo o único super-poder é ser invisível para garotas. Dave tem uma certa tendência à bondade, o garoto não aguenta ver pessoas sendo maltratadas e sempre se pergunta porquê ninguém nunca faz nada a respeito. Um certo dia, Dave se cansa de tudo isso e resolve comprar uma fantasia pela internet e combater o crime, adotando o pseudônimo de Kick-Ass. Ao enfrentar três bandidos para ajudar um estranho na frente de uma lanchonete, Kick-Ass vira um fenômeno mundial da noite pro dia. Mas isso não desperta a atenção apenas dos geeks de plantão, super-heróis de verdade como Big Daddy(Nicolas Cage, em ótima forma) e sua filha Hit-Girl(Chloë Grace Moretz) se interessam em Kick-Ass tanto quanto o mafioso Frank D'Amico(Mark Strong) e seu filho, Chris D'Amico(Christopher Mintz-Plasse), e aí a confusão começa. Aaron Johnson interpreta muito bem tanto a personalidade tristemente revoltada de Dave Lizewski quanto o heróico - mas atrapalhado - Kick-Ass. Ainda sim, Dave não é o protagonista do filme, aqui temos o protagonismo coletivo; os protagonistas são os super-heróis. Kick-Ass, Big Daddy, Hit-Girl e até mesmo Red Mist; todos são protagonistas e têm o devido destaque. Os personagens são todos muito bem desenvolvidos, o filme deixa muito clara a personalidade de cada personagem e dá espaço para o desenvolvimento de todos eles, sendo todos muito importantes para a trama. Nicolas Cage aparece hilário como Big Daddy, representado o herói muito bem e até mesmo homenageando o Batman de Adam West em seu tom de voz. Christopher Mintz-Plasse também faz o público rir com seu Chris D'Amico, filho sempre ansioso para participar dos negócios do pai, assumindo futuramente a identidade de Red Mist. Mark Strong, que previamente interpretou Lorde Blackwood em "Sherlock Holmes"(Sherlock Holmes, 2009), faz bem o papel do mafioso clássico que se estressa a cada vez em que seus negócios são arruinados, mas como de costume, quem rouba a cena do início ao fim é Chloë Grace Moretz. A atriz jovem, talentosa e não muito conhecida por aqui faz de sua Hit-Girl a personagem mais interessante entre o elenco estrelar e carismático do longa. Uma garotinha de 11 anos totalmente amadurecida que fala palavrões, luta, usa armas e até dirige; Hit-Girl não é só uma parte do humor do filme, mas é também a grande chave para as cenas de ação de tirar o fôlego. Além disso, à medida que a personagem se desenvolve, ela se torna, ao lado de Kick-Ass, uma das mais heróicas do filme, mostrando também ter um lado vingativo(Provavelmente herdado do pai, Big Daddy). O público alvo do filme com certeza consegue se identificar muito bem com a personagem Hit-Girl. Mesmo com muitas das piadas do filme sendo sobre quadrinhos e heróis, o humor funciona muito bem para qualquer público. Os nerds e geeks, em especial, tomarão um banho de nostalgia assistindo a esta obra. A mixagem de som é boa, não contendo nenhum som exagerado que tenha sido adicionado na edição, o que é costume em filmes de heróis com ação embalada. A trilha instrumental, composta por vários ótimos compositores(Entre eles Henry Jackman e Danny Elfman) e claramente inspirada na música "An American Trilogy", de Elvis Presley(Que está na trilha sonora), é excelente e muito expressiva em várias maneiras diferentes. A composição instrumental consegue emocionar, empolgar e até mesmo fazer rir, sempre nos momentos certos. As músicas também provém de um excelente gosto musical, variando de pops como "Kick-Ass" e "Omen", rock como "Make Me Wanna Die" e "Bad Reputation" até clássicos como "An American Trilogy". A fotografia do filme deixa bastante espaço para as cores, que tem bastante enfoque principalmente com o uniforme de seus heróis. A manipulação de luz e sombras é genial especialmente na cena em que Hit-Girl retorna para salvar seu pai e Kick-Ass, que se passa no escuro em sua maior parte, contendo também uma sequência em primeira pessoa que os fãs de FPS vão adorar. As relações de todos os personagens uns com os outros são muito bem construídas, especialmente as com Kick-Ass. A química entre Aaron Johnson e Lyndsy Fonseca, que interpreta Katie Deuxma, interesse amoroso do nerd, cresce de forma natural e muito divertida também. Clarke Duke e Evan Peters, que interpretam os dois amigos de Dave Lizewski, são hilários, como de costume. Matthew Vaughn guia o filme do começo ao fim da forma ideal, sem que nenhuma parte dele fique repetitiva, enrolativa e nem apressada. Tudo corre muito naturalmente, sendo o filme muito bem dividido. O primeiro ato apresenta o personagem de Dave e sua motivação. O segundo dá as caras dos outros super-heróis e vilões e o terceiro conta bastante com todos os elementos mostrados nos atos anteriores para uma conclusão cheia de ação e emoção. Há bastante uso de efeitos especiais, tanto CG quanto práticos, e são todos ótimos. A fita também conta com bastante violência, não tendo dó de mostrar sangue quando alguém é baleado, esfaqueado ou espancado - coisas que acontecem com frequência no filme.
Conclusão Final: Com um humor geek, personagens extremamente bem desenvolvidos e cheios de personalidade, ótimas interpretações, Hit-Girl e é claro violência no melhor estilo Quentin Tarantino, "Kick-Ass: Quebrando Tudo"(Kick-Ass, 2010) é um ótimo filme para qualquer público. Se você não rir, vai se entreter com a ação. Se não, vai curtir as piadas. Se não, vai se apaixonar pelos personagens. A questão é que acaba se tornando impossível qualquer uma das negações acima de acontecer. Recomendadíssimo!

Nota: 10,0

21.10.11

Especial de Halloween! Saiba o que ver e o que não ver neste Halloween

ESPECIAL DE HALLOWEEN


Como nos aproximamos do Halloween, resolvi fazer uma lista com as críticas dos melhores e dos piores filmes de terror arquivados no blog para se assistir no Dia das Bruxas! Vamos começar com os melhores.
Obs: Os filmes não estão listados em nenhuma ordem especifica.


O Mistério das Duas Irmãs (The Uninvited, 2009)

Anna(Emily Browning) retorna para casa depois de ter sido internada em um hospício. Com sua volta, ela começa a ver fantasmas que tentam lhe dizer algo sobre o incêndio que matou sua mãe(Maya Massar), e começa a suspeitar do estranho comportamento da namorada de seu pai, Rachel(Elizabeth Banks). Junto à sua irmã, Alex(Arielle Kebbel), Anna tenta descobrir a verdade sobre a morte de sua mãe antes que seja tarde demais.

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/10/o-misterio-das-duas-irmas-e-um-thriller.html


Atividade Paranormal 3 (Paranormal Activity 3, 2011)

O roteiro do filme conta a história de um casal perseguido por um espírito maligno em sua própria casa, em que vivem também suas duas filhas. Em uma tentativa de desvendar esse mistério, o casal instala câmeras por toda a casa para capturar as ocorrências das atividades estranhas que perturbam seu dia a dia. O longa é um prelúdio dos dois primeiros da franquia e se passa quando as irmãs Katie e Kristi ainda eram crianças.

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/10/atividade-paranormal-3-mescla-medo.html


Deixe-Me Entrar (Let Me In, 2011)

Owen (Kodi Smit-McPhee) é um garoto solitário, que vive com a mãe e é sempre provocado pelos valentões da escola. Um dia ele conhece, perto de sua casa, Abby (Chloe Moretz). Sempre nas sombras, ela aos poucos de aproxima de Owen e logo se tornam amigos. Só que Abby possui um segredo: ela é muito mais velha que sua aparência indica e necessita de sangue para sobreviver. Para consegui-lo, seu pai (Richard Jenkins) realiza assassinatos na surdina, de forma a retirar o sangue das vítimas e levá-lo para Abby.

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/10/deixe-me-entrar-e-sombriamente-lindo-e.html


Splice: A Nova Espécie (Splice, 2009)

Elsa e Clive, dois cientistas revoltosos que renunciam acordos jurídicos e éticos, desafiam a ciência para forjar um perigoso experimento: combinam os DNAs de um humano e um animal para criar um novo organismo. Batizado com o nome "Dren", a criatura rapidamente se desenvolve, passando de uma jovem criança deformada a uma bela e perigosa quimera. Inicialmente o novo ser cria uma relação de afetividade com seus criadores, mas não tarda a mostrar seu lado mortal.

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/10/questao-de-genetica-femea-ou-macho.html



A Hora do Espanto (Fright Night, 2011)

Charley (Anton Yelchin) está encantado por sua namorada Amy (Imogen Poots), o que faz com que ele não dê muita atenção ao papo do amigo Ed (Christopher Mintz-Plasse) sobre o fato do novo vizinho dele, Jerry Dandridge (Colin Farrell), ser um vampiro. Na verdade, nem mesmo sua mãe Jane (Toni Collette) acredita que ele possa fazer mal a alguém, mas o sumiço de Ed faz com que Charley comece a investigar e a sua descoberta coloca todos a sua volta em perigo. Sua única salvação parece ser Peter Vincent (David Tennant), um famoso mágico da cidade, que parecia entender tudo de vampiros, mas depois afirma ser tudo fantasia. E agora? Conseguirão eles se salvar das garras do terrível vampiro?

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/10/hora-do-espanto-ressucita-nao-so-os.html



Premonição 5 (Final Destination 5, 2011)

Na trama desta quinta edição, a morte é despertada após a premonição de um homem que acaba salvando um grupo de colegas de trabalho de um colapso terrível numa ponte. Mas este grupo de almas inocentes nunca deveria sobreviver, e, em uma corrida contra o tempo, o grupo tenta freneticamente descobrir uma maneira de escapar agenda sinistra da Morte. O filme conta com um surpreendente que vai fazer muitos irem pra trás com seus sustos e efeitos.

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/09/premonicao-5-inova-franquia-e-leva-para.html



A Hora do Pesadelo (A Nightmare On Elm Street, 2010)

A história acontece com quatro adolescentes. Todos são atormentados por horríveis pesadelos com o maligno e desfigurado maníaco Freddy Krueger, um assassino de crianças e adolescentes que morrera queimado. Enquanto esteve vivo, Freddy matou pelo menos vinte moradores da Rua Elm, utilizando-se de mortais garras de aço que construíra e acoplara em uma de suas mãos. Descoberto pelos pais, ele foi acuado e queimado vivo em seu antigo local de trabalho, uma caldeira abandonada. Mas seu espírito vingativo retorna e se manifesta nos pesadelos dos filhos de quem o matou. No ambiente dos sonhos, Freddy ataca os adolescentes, que só conseguirão sobreviver se acordarem a tempo. Se morrerem nos sonhos, acontecerá o mesmo na vida real. Nancy descobre a verdade sobre Freddy e tenta matá-lo novamente. Freddy Krueger foi criado por Wes Craven para ser mais um serial killer silencioso, no estilo de Jason Voorhess e Michael Myers. Nos filmes seguintes da série o personagem passou a ganhar mais humor negro.

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/08/hora-do-pesadelo-apresenta-uma-nova.html

Predadores (Predators, 2010)

"Predadores", um novo filme do universo de Predador, com produção de Robert Rodriguez, é estrelado por Adrien Brody como Royce, um mercenário que relutantemente lidera um grupo de combatentes de elite e descobre que eles foram levados para um planeta alienígena para servirem como presas. À exceção de um médico que caiu em descrédito, todos são assassinos a sangue frio: mercenários, mafiosos da Yakuza, presidiários, membros de esquadrões da morte - ou seja, "predadores" humanos que agora serão sistematicamente caçados e eliminados por uma nova raça de Predadores alienígenas.

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/07/critica-predadores.html


E agora, vamos aos piores da Blaster Lizard...


Atividade Paranormal (Paranormal Activity, 2007)

Um jovem casal de classe média se muda para o que parecia uma típica casa de subúrbio. Tudo parece bem até que começam a ser incomodados pela presença de um ser demoníaco que age principalmente durante a noite, enquanto eles dormem. Escrito e dirigido pelo estreante Oren Peli, o filme, baseado em suas próprias experiências quando se mudou de casa e passou a ouvir estranhos barulhos, foi rodado em 2007. O visual do filme remete à "Bruxa de Blair".

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/10/atividade-paranormal-tem-uma-otima.html


Resident Evil 4: Recomeço (Resident Evil: Afterlife)

No filme, Alice (Milla Jovovich) continua em sua jornada em busca de sobreviventes da infestação. Uma pista promete um local seguro para todos, e ela segue a Los Angeles, mas quando chega lá descobre que a cidade está tomada por mortos-vivos – e Alice e seus aliados estão prestes a entrar em uma armadilha. Ali Larter retorna como Claire Redfield. Spencer Locke, o K-Mart de "A Extinção", também volta. Wentworth Miller será Chris Redfield, um dos mais importantes personagens da saga nos games. Já o vilão Wesker é vivido por Shawn Roberts.

Crítica: http://blasterlizard.blogspot.com/2011/07/resident-evil-4-recomeco-nao-e-um-bom.html


Esperamos que a lista tenha lhe ajudado, e que se divirta conferindo estas obras. Afinal, é o Halloween...

"Atividade Paranormal 3" mescla medo, suspense e sustos em um filme altamente assombrante

Se você não se assustou com o primeiro "Atividade Paranormal"(Paranormal Activity, 2007), prepare-se, pois o terceiro capítulo da franquia é altamente assustador e perturbador para os mais fracos. Seguindo o padrão da franquia, o terceiro filme regressa ainda mais no tempo e conta como a atividade começou. Bem, eu não diria que explica tudo(vendo o filme, você nota perfeitamente que algo foi guardado para o quarto longa), mas a partir desse, você consegue entender os anteriores perfeitamente. Ao contrário dos filmes anteriores, esse contém um pouco de humor para aliviar a tensão, e seguindo a risca do costume dos filmes de terror, faz algumas pegadinhas com o espectador. A protagonista da franquia, Katie(Katie Featherston/Chloe Csengery), passa a bola para sua irmã Kristi(Sprague Gayden/Jessica Tyler Brown) ter mais atenção nesse longa. Kristi possui um amigo imaginário, Toby, com quem conversa sobre segredos e faz favores. Dennis(Christopher Nicholas Smith) começa a notar as estranhas conversas de Kristi e algumas coisas inexplicáveis acontecendo em sua casa, então resolve colocar três câmeras no local, uma na sala/cozinha, outra no quarto de suas filhas e outra no próprio quarto, gravando em fita cassete(O filme se passa em 1988). Quando Kristi decide desobedecer seu amigo imaginário e o mesmo vê que está sendo "investigado", a situação se complica para a família de Kristi. O terceiro longa pega o conceito do primeiro e o eleva à máxima potência, contendo cenas REALMENTE assustadoras, um pouco de humor, um suspense que funciona muito melhor do que nos filmes anteriores, deixando qualquer espectador aflito e muitas vezes não querendo ver o que vem a seguir. O filme não é repetitivo e também não enrola como o primeiro capítulo. O primeiro ato se concentra mais na investigação de Dennis sobre Kristi e seu amigo imaginário(Assim, os sustos se resumem mais às pegadinhas do filme), no segundo tal amigo começa a agir radicalmente e o terceiro conta com uma conclusão sombria e assustadora que ficará na mente de alguns por muito tempo. As atuações são todas ótimas, destaco principalmente as jovens Chloe Csengery e Jessica Tyler Brown, encarnando suas personagens ao fio da navalha. Dos personagens, Toby é o mais interessante, mesmo sendo algo invisível não interpretado por nada além de efeitos práticos(Ou CG, em uma certa cena em que podemos ver o demônio ser coberto por poeira). O filme apresenta o amigo invisível como um personagem que, como dito no primeiro filme, existe somente para perturbar a família. Ao contrário do primeiro longa, o demônio age de forma muito mais radical neste, e você pode enxergar muito bem quando o mesmo se irrita e libera sua fúria. A ausência de trilha sonora não incomoda e consegue trazer um certo realismo maior à obra, e os efeitos, tanto práticos quanto o pouco CG usado, são excelentes. O problema é que o filme não parece de fato real, não parece ser filmado pelos personagens, mais parece se passar em primeira pessoa, como se você enxergasse através dos olhos do personagem na maioria das cenas. Uma coisa que contribue para isso é a gravação em HD, que definitivamente não se parece com fitas cassetes gravadas em 1988. A imagem é muito perfeita para um VHS, poderiam ter acrescentado mais efeitos de danificação às fitas ou coisa do tipo e menos qualidade de captura para parecer algo mais real. Também foi claramente utilizada mais edição para melhorar a qualidade do que no primeiro longa, que realmente parecia um longa amador feito para faculdade de cinema, este parece muito mais profissional. Com a tensa conclusão, você consegue entender muito melhor tudo o que aconteceu nos filmes anteriores, mas também nota que algo foi guardado para um possível quarto filme. Com o baixíssimo custo da franquia e os altos lucros, é de se esperar um filme por ano. A curtíssima duração do filme, que tem 85 minutos, voa aos olhos do espectador, mas isso não é necessariamente um defeito.
Conclusão: Superando em todos os aspectos os seus antecessores, "Atividade Paranormal 3"(Paranormal Activity 3, 2011) é um ótimo filme de terror para este Halloween, com sustos, suspense, uma pitada de humor e um amigo imaginário(não tão imaginário assim) rancoroso que se magoa fácil com quebras de amizade, por tanto, não o perturbe, ou ele perturbará você! Recomendado!

Nota: 9.0

19.10.11

"Atividade Paranormal" tem uma ótima ideia que se perde em enrolação

ATIVIDADE PARANORMAL


Sim, finalmente "Atividade Paranormal"(Paranormal Activity, 2007) chegou na Blaster Lizard. Com todos os comentários, todas as polêmicas ao redor do filme, e com o lançamento do terceiro capítulo nesta sexta, resolvi assistir aos dois primeiros antes de ir ver o terceiro no cinema. O fato é, como filme de terror, é o tipo de filme "love it or hate it", sem meio termos. Como um filme, poderia ser muito melhor no desenvolvimento de sua trama. O filme conta a história de um casal que é atormentado por um misterioso demônio. Só isso.
De fato, isso é o suficiente pra fazer um bom filme de terror, mas acaba que o assim chamado "filme mais assustador de todos os tempos" não é tão assustador assim. Desde o início, o filme tenta te convencer de que é real, e não uma simples ficção. Para tal, o filme segue os passos de "A Bruxa de Blair"(The Blair Witch Project, 1999) e nomeia seus personagens de acordo com o nome real dos atores que os representam. Antes de qualquer coisa, sendo este um filme altamente popular e assistido, há possíveis spoilers nesta crítica.
Katie Featherston e Micah Sloat fazem um ótimo trabalho como o casal atormentado pelo demônio invisível, as atuações são boas o suficiente para fazer alguém acreditar que o filme é real, e o modo como a maioria das cenas se desenvolvem, sendo este um filme no estilo "filmagens encontradas", também é convincente. Mas, provavelmente, o fato do filme inteiro se passar diante da câmera é um de seus defeitos. Muitas cenas seriam melhor desenvolvidas e entendidas num estilo normal - Afinal, apesar do filme tentar te convencer que é real, todo mundo sabe que isso é uma obra de ficção. Nas cenas em que Katie e Micah estão dormindo e o demônio age, o modo "filmagens encontradas" funciona muito bem, mas em cenas onde os dois estão investigando e tentando encontrar uma maneira de parar o demônio, não cai tão bem assim. O modo como o casal investiga, as informações que eles obtem e como chegam até elas te fazem pensar que talvez possa realmente existir demônios que te assombram à noite, mas sejamos francos, uma obra de arte cinematográfica não se faz apenas disso. A primeira uma hora do filme é quase um sonífero, sendo salva apenas pelo carisma dos atores que fazem com que o espectador se interesse em saber da origem de tudo isso e se importar com eles. Você também não cai no sono de tanto tédio porque a incerteza cresce ao longo do primeiro e do segundo ato, se é que podemos usar esses nomes aqui, os personagens ficam cada vez mais incertos do que realmente está atormentando eles e do porquê tal entidade está fazendo isso. No quesito desse tipo de suspense, de fazer com que o espectador espere por mais e mais, o filme cumpre a tarefa com eficácia. Entretanto, no momento em que você espera que o pior ainda está por vir e o mal realmente dará as caras... Nada demais acontece. O filme também não explica basicamente nada do que ocorre, como por exemplo na cena em que o Dr. Fredrichs(Mark Fredrichs) entra na casa para ajudar o casal, diz que não pode ajudar no momento e simplesmente sai. Provavelmente o diretor/roteirista Oren Peli fez isso com a intensão de atrair mais o público para a continuação, mas Peli deveria saber que esse tipo de furo deve ser colocado no final do filme ou após os créditos, e não durante o desenvolvimento de sua trama. Leves referências que talvez possam passar despercebidas, tudo bem, mas cenas expostas desse tipo que deixam um enorme buraco de dúvida no filme não podem ser usadas no meio da fita. O suspense consegue fazer com que você fique curioso para saber o que acontece a seguir, mas as cenas não são fortes o suficiente para te deixar aflito ou nervoso com a situação. Não há trilha sonora, mas a ausência da mesma acaba não sendo um defeito neste filme. Não há nada o que falar sobre cinematografia e fotografia, uma vez que tudo é totalmente cru. Os efeitos são todos práticos, não há CG no filme, e em sua maioria são utilizados de ótima forma, exceto na cena em que o cursor da tábua ouija começa a se mover, o que pareceu muito falso.
A conclusão do filme parece um tanto apressada e totalmente inexplicada. Simplesmente parece que aquele não é o final do filme, o mesmo parece incompleto. Isso sem mencionar que, após atiçar toda a curiosidade do espectador, o filme termina no momento em que ele vai começar a ficar assustador.
Conclusão Final: "Atividade Paranormal"(Paranormal Activity, 2007) tem ótima ideia, porém esta é mal conduzida pelas mãos de um diretor inexperiente e se perde totalmente quando o terror começa a realmente aparecer e o filme simplesmente acaba, não se tornando nem ao menos divertido. Há enormes buracos e fatos inexplicados, o que torna necessário ver as continuações, mas ao mesmo tempo que para ver estas seria necessário também ter a má experiência de ver o primeiro filme, uma vez que é uma franquia completa.

Nota: 3.6

16.10.11

"Deixe-Me Entrar" é sombriamente lindo e assustador

DEIXE-ME ENTRAR


Depois de um breve comentário sobre "Deixe-Me Entrar"(Let Me In, 2010) em minha crítica de "A Hora do Espanto"(Fright Night, 2011) e com a volta dos bons vampiros aos cinemas, não poderia deixar de escrever minha análise sobre esta maravilhosa obra de arte.
Eu não assisti ao longa original, "Deixe Ela Entrar"(Let The Right One In, 2008), de origem sueca, então não posso comentar sobre a função de fidelidade desse remake em comparação ao original, julgarei-o como uma obra separada, como costumo fazer com remakes.
A ideia é bastante original: Abby(Chloë Grace Moretz) é uma misteriosa garota de 12 anos que se muda para a vizinhança de Owen(Kodi Smit-McPhee) e faz amizade com o mesmo. O que Owen não sabe é que Abby é uma selvagem vampira que não pode caçar por ser muito jovem, então seu guardião(Richard Jenkins) é responsável por matar pessoas e retirar seu sangue, para levá-lo à Abby. A situação se complica quando um determinado policial(Elias Koteas) começa a investigar os misteriosos assassinatos e o guardião de Abby se vê sem saída.
O filme começa nos apresentando o policial, interpretado muito bem pelo desconhecido Elias Koteas e o guardião de Abby. Richard Jenkins faz muito bem o seu papel, ele estrutura o personagem de modo à mostrar um enorme afeto por sua protegida, ao mesmo tempo mostrando-se frágil ao confrontá-la, deixando claro desde o começo de que não é o pai de Abby. Owen também é muito bem representado por Kodi Smit-McPhee, que dá personalidade frágil e inocente ao pobre garoto que sofre de bullying na escola e encontra amor e vingança em Abby. Owen não tem amigos, então forma uma profunda relação com a vampira da porta ao lado. Como pode ver, tudo gira ao redor da jovem sanguessuga, então vamos falar dela. Chloë Grace Moretz entrega aqui o que é provavelmente a melhor atuação de sua carreira. A jovem atriz mostra seu verdadeiro potencial na pele de Abby, interpretando a personagem de forma que a mesma se mostra ao mesmo tempo relutante para começar amizades e também carente de carinho e proteção. Abby se vê numa relação decadente com seu guardião e ascendente com Owen, que mostra do começo ao fim estar determinado a protegê-la. Mesmo tendo seu lado fraco e delicado, Abby é extremamente selvagem quando sedenta por sangue. O filme se desenvolve à maneira de que a situação fica cada vez mais complicada para Abby viver e manter seu relacionamento com Owen, e a carismática vampira faz com que o espectador torça por ela. Aqui, não temos caninos nem a chance de ver um vampiro temer um crucifixo, mas, como o próprio nome diz, os mesmos precisam ser convidados pra entrar em uma casa e também queimam no sol. Há cenas muito sangrentas e pertubadoras no filme, o que me fez pensar em como diabos a censura ficou tão baixa no Brasil(14 anos). Todos os personagens se relacionam muito bem um com o outro, e a química entre Chloë e Kodi é simplesmente perfeita. A cada encontro dos personagens dos mesmos, eles se importam mais um com o outro e se determinam ainda mais a se proteger. Os bullys da escola de Owen também recebem o devido destaque(e o devido fim), sendo bem interpretados por Dylan Minnette, Jimmy "Jax" Pinchak e Nicolai Dorian. Ritchie Coster, que interpretou o mafioso Chechen em "Batman: O Cavaleiro das Trevas"(The Dark Knight, 2008), também está no elenco. Coster interpreta o professor de educação física, aparece pouco e não é de extrema importância para o longa, mas demonstra suas habilidades como o ótimo ator que é. Definitivamente um artista que merece mais espaço em Hollywood. O CG é pouco usado aqui, efeitos práticos entram mais em questão, mas nas poucas horas em que os efeitos gráficos são usados, estes são perfeitos. Sendo um filme de terror que se passa em tempos antigos(eu diria anos 80, pois o jogo Pac-Man já existe no filme e o mesmo foi criado na década de 80), a fotografia do filme é mais descolorida, destacando pouquíssimas cores. A manipulação de luz e sombra é perfeita, fazendo com que as cenas noturnas sejam extremamente góticas e obscuras aos nossos olhos. A mixagem de som também não peca, apresentado ótimos efeitos sonoros de sangue e batidas de porta que não fazem apenas os personagens ficarem tensos, mas o espectador também. Entretanto, a trilha sonora instrumental, apesar de intensa, é pouco presente e pouco marcante quando aparece. Apenas o tema principal do filme, que toca em um momento próximo de seu final e durante os créditos, é verdadeiramente memorável e muito bonito. O diretor Matt Reeves, responsável pelo decepcionante "Cloverfield: Monstro"(Cloverfield, 2008), faz um ótimo trabalho nesta fita. Os ângulos de filmagem são bem simples, mas conseguem chamar mais a atenção em momentos em que a câmera filma por cima, um modo bem simples e útil de mostrar o que precisa ser mostrado em devida cena, e que não fica feio na tela. O filme contém hits conhecidos como "Let's Dance", de David Bowie, "Burnin' For You", do Blue Öyster Cult e entre outros, tendo uma excelente escolha musical para a trilha sonora do filme. A conclusão do filme é ao mesmo tempo sangrenta, bonita, triste e feliz. Quem não gosta de finais felizes e quem não gosta de finais tristes provavelmente vai se contentar com o final deste longa, irá entender quando assisti-lo.
Conclusão Final: "Deixe-Me Entrar"(Let Me In, 2011) é uma esplêndida obra de arte goticamente linda guiada pelo extremo talento da jovem Chloë Grace Moretz, que tem um longo caminho pela frente. Acima de terror e suspense, este é um filme de romance, num estilo totalmente alternativo de "A Bela e a Fera", onde a Bela também é a Fera. Há um potencial para uma sequência sim, mas o diretor tem que estar bem seguro para fazê-la, pois este é um filme tão magnífico que seria uma pena vê-lo sendo estragado por uma sequência ruim. Recomendado!

Nota: 10,0

15.10.11

"Os Três Mosqueteiros" não é ótimo, mas é o melhor filme de Paul W.S. Anderson até agora

OS TRÊS MOSQUETEIROS


Quando fiquei sabendo que Paul W.S. Anderson dirigiria a adaptação de "Os Três Mosqueteiros", de Alexandre Dumas, fiquei com os quatro pés atrás. De todos os filmes que eu vi dirigidos por Anderson, nenhum é verdadeiramente bom. E, convenhamos, "Os Três Mosqueteiros" não é o estilo de Anderson. Acabou que a experiência não foi ruim, mas o filme ainda não é bom.
"Os Três Mosqueteiros"(The Three Musketeers, 2011) conta a história de d'Artagnan(Logan Lerman), um jovem espadachim que tem como objetivo seguir os passos de seu pai e se tornar um mosqueteiro. Em uma enrolada viagem à França, d'Artagnan tromba com Athos(Matthew Macfadyen), Porthos(Ray Stevenson, o Frank Castle de "O Justiceiro em Zona de Guerra") e Aramis(Luke Evans), os três mosqueteiros. Em ordem de evitar uma guerra desnecessária, d'Artagnan e os mosqueteiros fazem uma aliança para proteger a França dos planos do Cardeal Richelieu(Christoph Waltz), do ambicioso Duque de Buckingham(Orlando Bloom) e da bela e traiçoeira Milady de Winter(Milla Jovovich).
O longa abre com uma cena de invasão protagonizada pelos mosqueteiros, não há muitos duelos, mas as cenas de ação já mostram a cara em ótimos combates protagonizados principalmente por Aramis e Porthos. A ação é a grande aposta do filme, tendo em vista que todas as cenas de ação são muito bem coreografadas e executadas, especialmente os duelos de espada. Logan Lerman e Milla Jovovich mostram que pegaram firme nos treinos com espada e protagonizam as melhores cenas de ação do filme. Paul W.S. Anderson tem muitos defeitos como diretor, isso é um fato inegável, mas outro fato inegável é que o diretor sabe conduzir muito bem cenas de ação. Para evitar que o filme fique cansativo e repetitivo, as cenas são bem variadas entre duelos de espada, combates mano-a-mano, tiroteio e até mesmo uma sequência em que dois "navios voadores" batalham com seus canhões. Os efeitos de slowmotion são muito mais controlados e melhor usados do que no último filme de Anderson, "Resident Evil 4: Recomeço"(Resident Evil: Afterlife, 2010). Aqui o diretor acerta em cheio nos momentos que usa o slowmotion, sem prejudicar nem um pouco as cenas de combate e mantendo o filme num rítimo acelerado e com muita ação. Os efeitos especiais são ótimos, o que era algo a se duvidar, uma vez que a maioria dos filmes do Anderson tem efeitos ruins ou medianos. Neste longa os efeitos são perfeitos, em muitas cenas é difícil diferenciar o CG dos efeitos práticos, o diretor conseguiu adicionar os efeitos de modo que ele se mistura muito bem ao filme e te convence que é parte dele. As atuações são todas muito boas, Logan Lerman apaga a imagem do fraquíssimo "Percy Jackson e o Ladrão de Raios"(Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief) e encarna d'Artagnan de forma digna, roubando muitas de suas cenas. Matthew Macfadyen também faz uma ótima atuação como Athos. Porthos e Aramis são pouco destacados, mas também são bem interpretados. Ray Stevenson chega a lembrar um pouco de seu personagem em "Thor"(Thor, 2011), mas interpreta Porthos de forma muito mais durona. O Duque de Buckingham é bem representado por Orlando Bloom, que compõe o personagem de maneira a ser charmoso e educado, características importantes em um vilão desse nível. Christoph Waltz, que despontou no ótimo "Bastardos Inglórios"(Inglourious Basterds, 2009), faz bonito nas cenas em que aparece, mas quem acaba por fim roubando a cena é Milla Jovovich. A belíssima e competente atriz, que decepcionou com sua fraca atuação em "Resident Evil 4: Recomeço", faz uma ótima interpretação aqui. Sua personagem é totalmente diferente da protagonista da franquia decadente de zumbis, Alice. Milla representa Milady como uma vilã simpática e carismática, que consegue manipular e conquistar não só os personagens com quem contracena, mas também o público que assiste. A vilã luta de forma sútil e se mostra muito agilidosa tanto em combates quanto na arte de espionar e negociar. Ela consegue fazer com que quase todos os personagens com quem negocia dependam da fidelidade dela, e protagoniza algumas das melhores cenas de ação. Milady pouco usa seus poderes de sedução, ela domina quem precisa com sua simpatia. Seu jeito de invadir, lutar, falar e roubar é sempre muito meigo, mostrando que a personagem tem uma personalidade um tanto infantil, fato que é complementado por cenas em que Milady fica emburrada quando algo dá errado para ela. Milla é sem dúvida a mais carismática do elenco, deixando-nos anciosos para vê-la como Milady de Winter novamente em uma possível continuação do filme. Apesar das ótimas atuações, muitos personagens são mal aproveitados e desenvolvidos. Dos mosqueteiros, apenas Athos e d'Artagnan parecem existir; Porthos e Aramis não aparecem muito e tem poucas falas, se destacam apenas em algumas cenas de ação, o que é um grande defeito em um filme com um grupo de protagonistas. O filme apresenta Buckingham como o vilão principal da história, mas o personagem aparece pouco e é basicamente jogado fora na cena em que d'Artagnan foge de sua residência, que entra sem qualquer preparação ou antecipação dramática. Além disso, todo o drama e rivalidade de herói e vilão é jogado em cima de Rochefort(Mads Mikkelsen), coadjunvante totalmente desnecessário para o desenvolvimento da trama. O clímax da aventura faz com que o objetivo maior pareça ser fugir das forças de Buckingham e Richelieu do que evitar uma possível guerra. A trilha sonora, apesar de agradável, acaba se tornando muito genérica, parecendo-se com uma mistura de "Piratas do Caribe" com "Sherlock Holmes". A mixagem de som é perfeita, principalmente em duelos de espada, onde os efeitos sonoros são aplicados de modo bem preciso e sem falhas. A cinematografia é boa, principalmente em cenas noturnas, a luz é manipulada de forma excelente e o fato dos óculos 3D diminuírem a luminosidade em 20% não atrapalha na experiência. O 3D, por sinal, é fraco. Há sim algumas cenas em que os efeitos 3D são muito bem notados, mas ainda sim, estas são poucas. Economize seu dinheiro e assista ao filme em 2D. A conclusão do filme parece um pouco apressada, mas isso também não é um defeito muito relevante do filme, que acaba com uma brecha pra continuação extremamente exagerada, Paul precisa manerar mais as aberturas que deixa para que seus filmes continuem, uma vez que essas devem manter discrição sendo apenas pequenas brechas, e não um enorme arrombo que faz o espectador pensar que o filme ainda não acabou.
Conclusão Final: "Os Três Mosqueteiros"(The Three Musketeers, 2011) não é um bom filme justamente pelo mal aproveitamento de seus personagens e de seu enorme potencial, mas é extremamente divertido. Quem procura por uma ótima aventura com muitas cenas de ação, espadas e efeitos especiais vai encontrar o que precisa nesta fita, porém os mais exigentes irão se decepcionar.

Nota: 6.9

Let's Find Makarov


Sneak Peek Completo de Modern Warfare 3: Campaign, Multiplayer & Spec-Ops: Survival.

Campaign - Campanha Um Jogador (REDEMPTION)
A campanha de Modern Warfare 3 faz parte de um dos melhores enredos já vistos na série de FPS da Activision. Contendo aprox. 15 missões solo (single player), MW3 ofereçe divertimento e ação realmente dignas de uma Terceira Guerra Mundial (WW3 significa World War 3, consequentemente Terceira Guerra Mundial)

Soap Mactavish e John "Price" não estão sozinhos desta vez, acompanhados da Delta Squad (Grupo Tático Delta, presente também como um pointstreak em Spec Ops Survival) que está tentando impedir um genocídio mundial. As missões Black Thuesday e Hunter Killer você joga como Frost, um membro da Delta Squad que precisa impedir certos ataques em Nova Yorque, uma delas dentro da cidade do sonho americano, e a outra, por baixo da ilha de Manhattan, sabotando um ataque surpresa contra os americanos por parte dos russos.

O som e a trilha sonora é otima, os gráficos conseguem ser mais magníficos do que em Modern Warfare 2 porém sua Engine básica não mudou, foi apenas aderido melhoramentos, uma leve mudança nas texturas e todo um re-processo na parte de danos como explosões e tiros.

Apesar de MW3 parecer ser o melhor jogo da franquia, está ainda um pouco claro que sua campanha solo não pareçeu ser tão intensa quanto em Black Ops nos primeiros gameplays, mas depois que vimos o segundo trailer, os trailer do multijogador e das Operações Especiais, voltamos a apostar que a Sledgehammer e a Infinit Ward está realmente incentivando todos a mudarem e serem mais criativos quanto a série.

Nota para Campanha: 10.0
+ Ação do que em Modern Warfare 2 + Enredo Base + Conclusão Épica
- Missões Principais - Cenas cinematográficas



Multiplayer - Multijogador

O modo multiplayer de Call of Duty sempre foi um marco forte para os jogadores, que a cada título inovava ainda mais, porém o que é interessante nesse multiplayer é que, ele resgata várias características dos outros Cods, retira o que é inutil para o título e ainda por cima acrecenta mais novidades, como o helicóptero de Battlefield que é controlado por controle remoto e retira os Killstreaks, substituindo pelos Pointstreaks (é necessário além de matar, cumprir certos desafios e missões no decorrer da partida para conseguir armaduras de Juggernaut, conseguir o Predator Missile ou até mesmo uma Stealth Bomb).

Os mapas neste Call of Duty estão muito mais extensos, oque pode dificultar um pouco para uma partida bacana, como visto em Black Ops (os mapas de suas DLCs eram tão grandes que era praticamente impossivel se encontrarem lá dentro).




Em fim, Modern Warfare 3 já garante um multiplayer de deixar o queixo de qualquer um caido, seja pela novidade de que agora, com os Pointstreaks, você não é mais obrigado a usar o último pointstreak que você ganhou para poder usar aquele que antecedia a este. Também por conta de que, agora sem os Cod Points (dinheiro usado em Black Ops), você poderá desfrutar de todas as armas que o jogo ofereçe, exeto Second Chance Perk e Auto Grenade Laucher, que são exclusivos para o modo Spec Ops Survival.

Nota para Multijogador - Multiplayer: 9.5
+ Pointstreaks + Armas e Attachments - Second Chance e armas apelativas
+ Extensão dos mapas (pode ser ruim ou pode ser bom, depende do jogador)


Spec Ops: Survival - Op. Especiais: Sobrevivência

O modo Special Ops mudou muito em relação ao seu antecessor que era dividida em 5 classes de dificuldade, com 5 grupos de fases. As dificuldades seriam: none, light, medium, heavy e massive. Porém, neste modo spec ops, as coisas mudaram, e mudaram drasticamente.

Em um estilo Cod Zombies, agora as missões são divididas por waves (hordas de inimigos) que se caracteriza com aparições de Juggs, de inimigos com as mais diversas armas, Enemy Chopper Gunner, Enemy Airstrike. Neste caso, há algo parecido com o Cod Points visto em Black Ops que fará que conforme você mate inimigos, você suba de level através de xp (experience points) e possa comprar armas e desbloqueá-las.

Como no multiplayer original, você vai subir de level normalmente, existira um leaderboard próprio pra isso. Quanto ao Special Ops, também haverá como jogar hordas em mapas do multiplayer ou mapas próprios criados exclusivamente (assim como as armas, como por exemplo a Auto Grenade Launcher).



E finalizando também este Sneak Peek com o Special Ops, podemos ter absoluta certeza de que este jogo oferece sim tanto quanto Battlefield 3 ou Far Cry 3. Incluindo seus gráficos que sofreram uma grande melhora, porém não absurda. Modern Warfare 3 é um masterpiece dos jogos de fps e com certeza você vai adorar gastar cada centavo, e desperdiçar cada hora zerando este belo e lindo jogo.

Nota para Spec. Ops - Operações Especiais: 10.0
+ armas exclusivas + baseios em cod zombies + Waves infinitas + Guerra Frenética
- a experiencia é muito boa, mas vai enjoar... cedo ou tarde.

Nota Final: 29.5/30

14.10.11

QUESTÃO DE GENÉTICA: FÊMEA OU MACHO?


Splice - Nova Espécie mostra o que pode aconteçer caso os seres humanos queiram ir além da clonagem humana.

Primeiramente, é preciso relatar que este filme é indescritivel na primeira meia-hora assistindo. Você não faz a menor idéia sobre a imagem que o filme quer trasmitir (se ele quer te assustar ou fazer você pensar... Ou nennum dos dois... Ou ambos sei lá). Mas oque deixa claro, é que além do filme ter aquela "pitadinha" de suspense, ele também tem certas cenas bem "descontraídas" incluindo sexo alienígena digamos voluntário por assim dizer.


Splice - Nova Espécie é um filme ótimo, com bela fotografia, um ótimo cenário de filmagens, um bom elenco de atores e atrizes e uma boa trilha sonora, também tem uma boa história e bons efeitos gráficos e de cinema. Mas Splice também deixa um pouco a desejar, principalmente quando falamos da demora que ocorre entre um fato e outro, enquanto eles podiam muito bem aproveitar mais o nascimento da criatura e explicar um pouco melhor certos fatos como por exemplo, explicar por que santo Deus a aberração pode mudar de sexo a cada relação sexual, sem mudar seu DNA, mas afetando suas emoções, gostos, jeitos e trejeitos?


O filme também poderia extender o período de vida da pobre coitada (ou coitado, depende da última furnicada ou 'gratinada' que ela/ele deu) da(o) Glen, inventando uma simples desculpa de que seu metabolismo é altamente acelerado, e atravessando um monte de fatos, como a transformação e o comportamento do Splice aos poucos. Mas isso não tira e nem um pouco a magia que o filme traz a você.

Apesar de Glen ser um animal (se é que podemos chamá-lo disso), você torce para ele muito mais do que para os humanos, que são tão perversos como ele(a). Porém, o bicho faz o que faz por instinto, enquanto os humanos tem a opção de se preservarem e portanto, preservarem aquela espécie.

Splice não é um animal muito diferente dos outros, além do simples fato de ter sido criado em laboratório, ele continua sendo um animal na qual é predador de humanos e outros animais depois de uma certa idade (no início de seu crescimento, ele só se alimenta de alimentos com sacarose). O que o diferencia dos outros é que Glen apesar de ter seu instinto, também tem sentimentos muito apurados, como no caso em que ele mata seu felino de estimação preferido depois da pessoa na qual o deu a ele(a) maltratou-a(o).

Splice - Nova Espécie é um filme recomendado para maiores de 12 anos (de acordo com a Blaster Lizard), e com toda certeza, todos irão adorar assistir este filme divertido e assustador. Com aquele suspense que aguarda em um final muito experado, porém épico.

Nota: 8.2
+ Terror na dose certa + Suspense enigmático + Uma dose quente ao filme
- Tempo para explicar fatos - foco na(o) Glen

She's my daughter... She have my DNA.

Max Payne está exausto com o mundo... E agora procura pela verdade... E uma saída.

Max Payne volta em seu terceiro jogo como um ex-policial que se torna segurança particular de uma família rica ameaçada por bandidos da cidade de São Paulo, Brasil.

Careca, deprimido, nervoso e o pior de tudo, sedento por vingança, Max Payne retorna em seu terceiro jogo como um ex-policial que se torna segurança particular de uma familia rica ameaçada por bandidos e traficantes de uma cidade que conheçemos muito bem por ser meramente familiar: São Paulo.


No mês de Outubro, o primeiro in-game footage trailer da Rockstar Games saiu. Quando vimos e analisamos (e logicamente, depois de desfalecermos) pudemos tirar uma breve conclusão: A Rockstar Games vai testar a si própria novamente, e irá nos testar também, botando sua personalidade e vocação como um "dentro-da-lei" em contínuo treinamento.

Podemos ver, logo de cara que Max está mais velho e acabado do que nunca, por ter largado seu emprego e estar mergulhado no álcool, M. Payne não vê mais esperanças até ser contratado por essa família que esta ameaçada por favelados e lhe pede favores como se ele fosse um "guarda-costas".


De uma forma mais detalhada, o jogo se passa 12 anos depois de Max Payne 2, que após ser demitido da New York Police Department (NYPD) ele se muda para o gueto de São Paulo, tentando fugir dos seus traidores do passado. Porém, oque ele não espera é que ele foi traido novamente, e agora, cansado de fugir (por estar de mal à pior), ele dá um basta nisso tudo e começa procurar pela verdade e uma saída, oque leva ao decorrer do enredo no jogo.

Segundo a Rockstar Games: "Este é Max como nós nunca o vimos antes, alguns anos mais velho, mais exausto com o mundo e mais cínico do que nunca.". De acordo com a Eurogamer, Max Payne usara os motores de jogos da Rockstar Advanced Game Engine (RAGE) e Euphoria - Natural Motion (Grand Theft Auto IV / Red Dead Redemption / Star Wars and the Force Unleashed e Agent).

A seguir veja o vídeo do primeiro trailer de Max Payne 3 disponível no site oficial do jogo da Rockstar: www.rockstargames.com/maxpayne3. O jogo não está somente restrito as favelas do jogo, e sim tanto nos guetos, suburbio, na cidade e nos becos da cidade.

Como uma conclusão final dessa previsão, esperamos muito desse novo jogo, como todos os outros jogos da Rockstar Games nos surpreenderam, esse com certeza será mais um (ainda mais tendo o Brasil como plano de fundo). Veja aqui oque temos de pontos positivos que provavelmente dará um toque muito mais vantajoso ao jogo:

+ O fato de ter sido feito pela Engine Euphoria, criadora de GTA IV e RDR, a física, o comportamento (inteligência artificial / IA) e os gráficos são magníficos.

+ O fato de não ser mais o escritor Sam Lake (Remedy Entertainment), criador de Max Payne I, II e The Fall of Max Payne, para passar a ser escrito pela Rockstar.

+ O fato de ser um dos poucos jogos da Rockstar a se passar em um país diferente dos Estados Unidos ou Europa, como de costume, para passar a ser jogado em um país que oferece uma experiência única para tipos de jogos como este (Brasil, claro!)

Bem, finalizando, assistam ao primeiro trailer de MAX PAYNE 3 e divirtam-se:


This Is São Paulo my Brother...

13.10.11

F5: THIS IS BRAZIL!

Velozes e Furiosos 5: Operação Rio é o melhor filme da franquia reunindo todos os outros personagens anteriores para um roubo milionário de 100 milhões de dólares.

Fast Five é simplismente aquele tipo de filme, que você começa a pensar: "como os americanos são capazes de fazer um filme que retrata melhor a realidade brasileira do que o próprio Brasil", sim claro que Tropa de Elite foi um filme genialmente épico em proporções brasileiras, mas Fast Five deu muito mais do que isso. Ele não só incorpora a vida nas favelas e nos subúrbios como também mostra como os próprios criminosos e os foras-da-lei interagem nesse mundo.

Temos Brian O'Connor e Dom Toretto novamente nesse novo filme. Após Dom ter sido preso, seus camaradas resolvem planejar uma fuga para o grande careca piloto de rachas de toda a America. Depois que eles conseguem escapar, eles fogem para o Rio de Janeiro, querendo começar uma vida diferente, longe de toda a confusão, mas quando um grande empresário e dono de negócios começa a manipular as favelas do Rio de Janeiro para interesse próprio. Dom e Brian serão sua ameaça mais perigosa.

O filme vem com um português impecável, a cultura brasileira e seus costumes estão inteiramente presentes no filme, como se trata-se de um blockbuster que contasse exclusivamente a história do Brasil. Paul Walker, Vin Diesel e Dwayne Johnson aterrorizam a cidade mais exótica do mundo: Rio de Janeiro.



Porém, nem tudo é uma beleza, apesar de a história do filme se passar inteiramente no Brasil, as filmagens ocorridas no Rio são mínimas, rápidas e simples, a maioria do filme se passa em Porto Rico, que de certa forma, tem a mesma cultura que a nossa.

Além de tudo, o filme deixa de ser aquela coisa do tipo "carro, carro, carro" para virar " pegue esse carro e enfie ele num trem, depois pule nesse carro enquanto escapa de ser morto esmagado por uma ponte e depois com o mesmo carro pule de um penhasco". Em outras palavras, o filme é mais gênero ação do que de corrida, oque melhora e muito a franquia.

É facil de perceber as diferenças entre nós, os cariocas e os porto riquenhos, mas fazer oquê? É uma lástima saber de tudo isso. Mas oque realmente importa é que o filme é por toda a certeza, um dos melhores filmes da franquia e sem estar "enchendo muita linguiça", provavelmente é um dos melhores do ano.

Nota: 9.7
Pontos positivos: + ação, + enredo, + fluibilidade, - corridas, - enrolação
Pontos negativos: - Brasil (afinal o filme se passa nesse pais! Onde ele foi parar?)

12.10.11

BATTLEFIELD 3 - Sua Arma... É seu brinquedo

Battlefield 3 = Efeito Dominó

Beleza, você é aquele tipo de pessoa que fica irritado quando não passa de uma fase na dificuldade Veteran e vai na louca e quando pensa que está funcionando desse modo, morre porque a facada não quis funcionar? Ou aqueles que estão jogando no Gun Game de Black Ops e quando estão chegando perto de vencerem, são mortos por aquele cretino de ballistic knife que deu respawn na sua frente de uma maneira magicamente maldita? Certo, certo, então saiba que em Battlefield, se você errar um movimento, ou não souber usar a cabeça, será o primeiro do seu Team que vai ser pipocado e balançar no chão


Battlefield 3 volta depois de anos, quando seus subistitutos spin-offs Bad Company 1 e 2, além das DLCs tomavam as lojas, psn e LIVE, o FPC (ou simulador, como poderiamos denominar Battlefield por percorrer um caminho alá Op. Flashpoint em questões REALISMO) que obrigava o jogador a pensar em seus movimentos (difícil em jogos onde o único objetivo é estourar os miolos dos inimigos, diferentemente de Fallout, ou aqueles RPGs que são necessários quase 100 horas ou mais para completar 25% do que o jogo lhe proporciona)

Vimos os os gameplays, demos e as notícias da Eletronic Arts e DICE e podemos afirmar (para falar a verdade, nem precisaríamos, pois quem já viu alguma imagem ou vídeo sabe muito bem disso) que a Frostbite² está realmente intensa em questões de textura, amplitude, poder de torrar a memória de seu console. A Dice caprichou muito na Engine de seu próximo Blockbuster.



BF3 conta com mapas muito mais extensos tanto em singleplayer (também podemos incluir a Campanha nisso) como em multiplayer. O modo Campanha não tem sua história restrita apenas em um único conflito, sendo muito contraditória e paradoxa, passando pelo Oriente Médio, Europa e EUA. O jogo, em uma de suas missões, pede ao jogador que ajude seus team "mates" a atravessar uma das cidades do Oriente Médio: Curdistão. Enquanto a outra dela já exprime uma idéia de vasticidade quando vemos soldados lutando contra seus inimigos dentro de um tanque repleto de equipamentos de mísseis, torpedos, metralhadoras e "predators". Não se consegue ver o limite da área onde se joga, muito menos onde os inimigos se encontram.

No modo multiplayer ainda predomina as quatro classes originais do Battlefield, incluindo a de Engenheiro, médico entre outras, porém recebeu muitas melhorias, como a de incluir equipamentos mais detalhados e complexos para cada classe que o jogador especifíco possa usufruir da classe que mais preferir.

Karl-Magnus Troedsson, da DICE, critica a falta de criatividade de seus concorrentes, e estão muito confiantes, que, competindo com si próprios, gastarão tempo e dinheiro em algo definitivamente que irá levar o consumidor as alturas, sendo em caças, tanques, na agua, na terra ou no ar.

Bem, finalizando, Battlefield é aquele tipo de jogo efeito Dominó. E como na vida real, toda ação... Terá uma reação no final. É regra!

Nota: 9.5
+ Ação + Intenso + Aventura + História
- bugs - lags